segunda-feira, 30 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 826


A PARTIR DE 25 DE ABRIL DE 2012 E ATÉ 4 DE MAIO DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA FUNDAÇÃO LA SALLE, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DO INSTITUTO MUNICIPAL DE ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA – IMESF (Porto Alegre – RS)

O texto abaixo é base para a questão 826

Vacina antidengue

Um imunizante capaz de proteger contra todos os tipos do vírus está a um passo de virar realidade. Entenda como ele ajudará a apagar a doença que ameaça todo verão brasileiro.

A temperatura sobe, as chuvas começam ______ cair no final das tardes e, aí, soa o alarme: cuidado, lá vem a dengue. A história se repete a cada fim e início de ano e, ______ despeito das medidas sanitárias tomadas pelos governos e pela população, o mosquito “Aedis aegypti” consegue se reproduzir e ganhar os ares propagando o vírus entre milhares de brasileiros por meio de suas picadas.

“Hoje há um consenso entre as autoridades de saúde de que é impossível eliminar de uma vez por todas o inseto que transmite a doença”, afirma o infectologista Stefan Cunha Ujvari, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, um estudioso da evolução das epidemias. Ninguém nega que as campanhas de conscientização e combate ao vetor do bicho se refletem em uma queda no número de vítimas, mas também é fato que, sozinhas, elas não têm capacidade de purgar a doença – e essa invencibilidade, aliás, nos remete ao crescimento desordenado de algumas cidades, que continua fomentando a aparição e a permanência dos criadouros do mosquito.

Daqui a poucos anos, porém, esse panorama negro tem tudo para mudar. Se não dá para exterminar o inseto, ______ não ensinar o sistema imune humano ______ se defender do vírus? Esse é o objeto de uma vacina contra os quatro tipos do micro-organismo, que já está na etapa final de testes. O produto, do laboratório francês Sanofi-Pasteur, é o candidato mais avançado entre os imunizantes do gênero e passa por estudos de eficácia, cujos primeiros resultados sairão no próximo ano. “A vacina foi aplicada em mais de 15 mil pessoas ao redor do mundo e, ao final do programa, teremos 45 mil”, informa Pedro Garbes, diretor regional da pesquisa e desenvolvimento para a América Latina da farmacêutica.

Os testes também já começaram no Brasil e abrangem 4 mil voluntários. Dois trabalhos seguem em curso para analisar a segurança e a eficiência da fórmula francesa. “Imunizamos jovens de 9 a 16 anos, justamente a faixa etária com perfil de maior gravidade para a dengue”, conta o infectologista Reynaldo Dietze, que comanda os estudos na Universidade Federal do Espírito Santo, uma das participantes. “A vacina tem mostrado que é bastante segura e tem poucos efeitos colaterais”, adianta.

A nova leva de investigações, conduzidas em 15 países, incluindo o nosso – também estão presentes Austrália, Estados Unidos e nações do sudeste asiático e da América Latina –, quer saber agora até que ponto o imunizante protege. “Por ora, os dados sugerem que ele funciona, mas só estudo desenhados especialmente para isso irão determinar e mensurar sua eficácia”, pondera Garbes.

Obter uma vacina antidengue é uma tarefa tão hercúlea por causa de alguns obstáculos impostos pela natureza. Para começo de conversa, não há modelos animais 100% convincentes para avaliar a fórmula. “Isso ______ mesmo macacos não desenvolvem o quadro mais grave da infecção”, diz Pedro Garbes. Além disso, de nada adianta aprontar um imunizante que bloqueie apenas uma das espécies, por assim dizer, do vírus. Por exemplo, se a gente pega dengue 1, só cria anticorpos contra esse vírus e eles não funcionam para barrar os outros tipos. (Disponível em HTTP://saude.abril.com.br/edicoes/0345/medicina/vacina-antidengue-655389.shtml>.Texto adaptado)

826. (FUNDAÇÃO LA SALLE – Guarda Municipal – Município de Novo Hamburgo – RS – 2011) A respeito de vírgulas empregadas no texto, analise as afirmações abaixo:

I – As vírgulas antes e depois de “do Hospital Alemão Oswaldo Cruz” (1º período do 2º parágrafo) estão sendo empregadas para marcar a intercalação da oração subordinada adverbial.

II – A vírgula empregada logo após o segundo travessão (1º período do 5º parágrafo) deveria ser eliminada.

III – A vírgula após “se a gente pega dengue 1” (último período do último parágrafo) marca a antecipação da oração subordinada condicional.

Das afirmações acima, qual(is) está(ão) correta(s)?

A) Apenas a I.
B) Apenas I e III.
C) Apenas a II.
D) Apenas II e III.
E) Apenas a III.

Comentários.

Questão sobre pontuação.

No trecho “... afirma o infectologista Stefan Cunha Ujvari, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, um estudioso da evolução das epidemias” (1º período do 2º parágrafo), o segmento “do Hospital Alemão Oswaldo Cruz” é um aposto, que explica a origem do infectologista Stefan Cunha Ujvari. Não pode ser oração porque não há verbo. Errada, portanto, a assertiva I.

A vírgula depois do travessão, no trecho “A nova leva de investigações, conduzidas em 15 países, incluindo o nosso – também estão presentes Austrália, Estados Unidos e nações do sudeste asiático e da América Latina –, quer saber agora até que ponto...” (1º período do 5º parágrafo), não pode ser suprimida, porque é parte integrante de um isolamento que inicia por “conduzidas...”. Errada, portanto, a assertiva II.

No trecho “... se a gente pega dengue 1, só cria anticorpos contra esse vírus e eles não funcionam...” a vírgula marca o deslocamento (antecipação) da oração “se a gente pega dengue 1”, que é subordinada adverbial condicional. Correta a assertiva III.

Resposta: E.

domingo, 29 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 825


A PARTIR DE 25 DE ABRIL DE 2012 E ATÉ 4 DE MAIO DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA FUNDAÇÃO LA SALLE, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DO INSTITUTO MUNICIPAL DE ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA – IMESF (Porto Alegre – RS)

O texto abaixo é base para a questão 825

Vacina antidengue

Um imunizante capaz de proteger contra todos os tipos do vírus está a um passo de virar realidade. Entenda como ele ajudará a apagar a doença que ameaça todo verão brasileiro.

A temperatura sobe, as chuvas começam ______ cair no final das tardes e, aí, soa o alarme: cuidado, lá vem a dengue. A história se repete a cada fim e início de ano e, ______ despeito das medidas sanitárias tomadas pelos governos e pela população, o mosquito “Aedis aegypti” consegue se reproduzir e ganhar os ares propagando o vírus entre milhares de brasileiros por meio de suas picadas.

“Hoje há um consenso entre as autoridades de saúde de que é impossível eliminar de uma vez por todas o inseto que transmite a doença”, afirma o infectologista Stefan Cunha Ujvari, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, um estudioso da evolução das epidemias. Ninguém nega que as campanhas de conscientização e combate ao vetor do bicho se refletem em uma queda no número de vítimas, mas também é fato que, sozinhas, elas não têm capacidade de purgar a doença – e essa invencibilidade, aliás, nos remete ao crescimento desordenado de algumas cidades, que continua fomentando a aparição e a permanência dos criadouros do mosquito.

Daqui a poucos anos, porém, esse panorama negro tem tudo para mudar. Se não dá para exterminar o inseto, ______ não ensinar o sistema imune humano ______ se defender do vírus? Esse é o objeto de uma vacina contra os quatro tipos do micro-organismo, que já está na etapa final de testes. O produto, do laboratório francês Sanofi-Pasteur, é o candidato mais avançado entre os imunizantes do gênero e passa por estudos de eficácia, cujos primeiros resultados sairão no próximo ano. “A vacina foi aplicada em mais de 15 mil pessoas ao redor do mundo e, ao final do programa, teremos 45 mil”, informa Pedro Garbes, diretor regional da pesquisa e desenvolvimento para a América Latina da farmacêutica.

Os testes também já começaram no Brasil e abrangem 4 mil voluntários. Dois trabalhos seguem em curso para analisar a segurança e a eficiência da fórmula francesa. “Imunizamos jovens de 9 a 16 anos, justamente a faixa etária com perfil de maior gravidade para a dengue”, conta o infectologista Reynaldo Dietze, que comanda os estudos na Universidade Federal do Espírito Santo, uma das participantes. “A vacina tem mostrado que é bastante segura e tem poucos efeitos colaterais”, adianta.

A nova leva de investigações, conduzidas em 15 países, incluindo o nosso – também estão presentes Austrália, Estados Unidos e nações do sudeste asiático e da América Latina –, quer saber agora até que ponto o imunizante protege. “Por ora, os dados sugerem que ele funciona, mas só estudo desenhados especialmente para isso irão determinar e mensurar sua eficácia”, pondera Garbes.

Obter uma vacina antidengue é uma tarefa tão hercúlea por causa de alguns obstáculos impostos pela natureza. Para começo de conversa, não há modelos animais 100% convincentes para avaliar a fórmula. “Isso ______ mesmo macacos não desenvolvem o quadro mais grave da infecção”, diz Pedro Garbes. Além disso, de nada adianta aprontar um imunizante que bloqueie apenas uma das espécies, por assim dizer, do vírus. Por exemplo, se a gente pega dengue 1, só cria anticorpos contra esse vírus e eles não funcionam para barrar os outros tipos. (Disponível em HTTP://saude.abril.com.br/edicoes/0345/medicina/vacina-antidengue-655389.shtml>.Texto adaptado)

825. (FUNDAÇÃO LA SALLE – Guarda Municipal – Município de Novo Hamburgo – RS – 2011) Os termos “fomentando” (final do 2º parágrafo), “mensurar” (final do 5º parágrafo) e “hercúlea” (início do último parágrafo) poderiam ser substituídos, sem alteração substancial do sentido do texto, respectivamente por:

A) estimulando – medir – excepcional
B) aprimorando – generalizar – capciosa
C) mascarando – diagnosticar – salomônica
D) incentivando – qualificar – bizarra
E) emancipando – mimetizar – exacerbada

Comentários.

Questão sobre semântica.

No trecho “... e essa invencibilidade, aliás, nos remete ao crescimento desordenado de algumas cidades, que continua fomentando a aparição e a permanência dos criadouros do mosquito”, no final do 2º parágrafo, o termo “fomentando” significa “estimulando”, “incentivando”. Não são compatíveis semanticamente os termos “aprimorando”, que significa “melhorando”, “qualificando”, nem “mascarando”, que traduz ideia de “escondendo”, “omitindo”, nem mesmo “emancipando”, cuja tradução seria a de “promovendo”, “graduando”.

O termo “mensurar” significa “medir”, “determinar dimensões” ou “ter por medida”. No trecho “... mas só estudo desenhados especialmente para isso irão determinar e mensurar sua eficácia...”, no final do 5º parágrafo, “mensurar” pode ser substituído, portanto, por “medir”. Não são compatíveis semanticamente os termos “generalizar”, que indica “espalhamento”, “propagação”, nem “diagnosticar”, cuja ideia pode ser traduzida por “revelar o resultado de exame”, tampouco “qualificar”, que seria “melhorar a qualidade”. Também não se pode considerar “mimetizar”, que significa “disfarçar”.

O adjetivo “hercúlea”, no trecho “Obter uma vacina antidengue é uma tarefa tão hercúlea por causa de alguns obstáculos impostos pela natureza” (início do último parágrafo), significa “potente”, “valente”, “de força desproporcional”. Portanto pode ser substituído por “excepcional”. Não são compatíveis os termos “capciosa”, que significa “enganoso”, “caviloso”, “manhoso”, “astucioso”, nem mesmo “salomônica”, que traduz ideia de justiça. Não são compatíveis, também, os termos “bizarra”, vocábulo pejorativo que indica anormal, raivoso, colérico, e “exacerbada”, que significa “exagerada”.

Resposta: A.

sábado, 28 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 824


A PARTIR DE 25 DE ABRIL DE 2012 E ATÉ 4 DE MAIO DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA FUNDAÇÃO LA SALLE, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DO INSTITUTO MUNICIPAL DE ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA – IMESF (Porto Alegre – RS)

O texto abaixo é base para a questão 824

Vacina antidengue

Um imunizante capaz de proteger contra todos os tipos do vírus está a um passo de virar realidade. Entenda como ele ajudará a apagar a doença que ameaça todo verão brasileiro.

A temperatura sobe, as chuvas começam ______ cair no final das tardes e, aí, soa o alarme: cuidado, lá vem a dengue. A história se repete a cada fim e início de ano e, ______ despeito das medidas sanitárias tomadas pelos governos e pela população, o mosquito “Aedis aegypti” consegue se reproduzir e ganhar os ares propagando o vírus entre milhares de brasileiros por meio de suas picadas.

“Hoje há um consenso entre as autoridades de saúde de que é impossível eliminar de uma vez por todas o inseto que transmite a doença”, afirma o infectologista Stefan Cunha Ujvari, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, um estudioso da evolução das epidemias. Ninguém nega que as campanhas de conscientização e combate ao vetor do bicho se refletem em uma queda no número de vítimas, mas também é fato que, sozinhas, elas não têm capacidade de purgar a doença – e essa invencibilidade, aliás, nos remete ao crescimento desordenado de algumas cidades, que continua fomentando a aparição e a permanência dos criadouros do mosquito.

Daqui a poucos anos, porém, esse panorama negro tem tudo para mudar. Se não dá para exterminar o inseto, ______ não ensinar o sistema imune humano ______ se defender do vírus? Esse é o objeto de uma vacina contra os quatro tipos do micro-organismo, que já está na etapa final de testes. O produto, do laboratório francês Sanofi-Pasteur, é o candidato mais avançado entre os imunizantes do gênero e passa por estudos de eficácia, cujos primeiros resultados sairão no próximo ano. “A vacina foi aplicada em mais de 15 mil pessoas ao redor do mundo e, ao final do programa, teremos 45 mil”, informa Pedro Garbes, diretor regional da pesquisa e desenvolvimento para a América Latina da farmacêutica.

Os testes também já começaram no Brasil e abrangem 4 mil voluntários. Dois trabalhos seguem em curso para analisar a segurança e a eficiência da fórmula francesa. “Imunizamos jovens de 9 a 16 anos, justamente a faixa etária com perfil de maior gravidade para a dengue”, conta o infectologista Reynaldo Dietze, que comanda os estudos na Universidade Federal do Espírito Santo, uma das participantes. “A vacina tem mostrado que é bastante segura e tem poucos efeitos colaterais”, adianta.

A nova leva de investigações, conduzidas em 15 países, incluindo o nosso – também estão presentes Austrália, Estados Unidos e nações do sudeste asiático e da América Latina –, quer saber agora até que ponto o imunizante protege. “Por ora, os dados sugerem que ele funciona, mas só estudos desenhados especialmente para isso irão determinar e mensurar sua eficácia”, pondera Garbes.

Obter uma vacina antidengue é uma tarefa tão hercúlea por causa de alguns obstáculos impostos pela natureza. Para começo de conversa, não há modelos animais 100% convincentes para avaliar a fórmula. “Isso ______ mesmo macacos não desenvolvem o quadro mais grave da infecção”, diz Pedro Garbes. Além disso, de nada adianta aprontar um imunizante que bloqueie apenas uma das espécies, por assim dizer, do vírus. Por exemplo, se a gente pega dengue 1, só cria anticorpos contra esse vírus e eles não funcionam para barrar os outros tipos. (Disponível em HTTP://saude.abril.com.br/edicoes/0345/medicina/vacina-antidengue-655389.shtml>.Texto adaptado)

824. (FUNDAÇÃO LA SALLE – Guarda Municipal – Município de Novo Hamburgo – RS – 2011) As duas lacunas do 1º parágrafo e a segunda lacuna do 3º parágrafo devem ser preenchidas correta e respectivamente por:

A) a – a – a
B) a – à – à
C) à – à – a
D) à – à – à
E) a – a – à

Comentários.

Questão sobre crase.

No trecho “A temperatura sobe, as chuvas começam ______ cair no final das tardes” (1º parágrafo), a lacuna deve receber apenas a preposição “a”, porque não há crase antes de verbo. Portanto “A temperatura sobe, as chuvas começam a cair no final das tardes”.

Com relação ao trecho “A história se repete a cada fim e início de ano e, ______ despeito das medidas sanitárias tomadas pelos governos e pela população...” (1º parágrafo), a lacuna deve receber apenas a preposição “a”, pois “despeito” é palavra masculina, e antes de palavra masculina não há artigo, portanto não há crase. A frase ficará “A história se repete a cada fim e início de ano e, a despeito das medidas sanitárias tomadas pelos governos e pela população...”

Já no trecho “não ensinar o sistema imune humano ______ se defender do vírus?” (3º parágrafo), a lacuna deve ser preenchida com preposição “a”, uma vez que antes de verbo não há crase. O segmento terá redação final “não ensinar o sistema imune humano a se defender do vírus?”.

Resposta: A.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 823


A PARTIR DE 25 DE ABRIL DE 2012 E ATÉ 4 DE MAIO DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA FUNDAÇÃO LA SALLE, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DO INSTITUTO MUNICIPAL DE ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA – IMESF (Porto Alegre – RS)

O texto abaixo é base para a questão 823

Vacina antidengue

Um imunizante capaz de proteger contra todos os tipos do vírus está a um passo de virar realidade. Entenda como ele ajudará a apagar a doença que ameaça todo verão brasileiro.

A temperatura sobe, as chuvas começam ______ cair no final das tardes e, aí, soa o alarme: cuidado, lá vem a dengue. A história se repete a cada fim e início de ano e, ______ despeito das medidas sanitárias tomadas pelos governos e pela população, o mosquito “Aedis aegypti” consegue se reproduzir e ganhar os ares propagando o vírus entre milhares de brasileiros por meio de suas picadas.

“Hoje há um consenso entre as autoridades de saúde de que é impossível eliminar de uma vez por todas o inseto que transmite a doença”, afirma o infectologista Stefan Cunha Ujvari, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, um estudioso da evolução das epidemias. Ninguém nega que as campanhas de conscientização e combate ao vetor do bicho se refletem em uma queda no número de vítimas, mas também é fato que, sozinhas, elas não têm capacidade de purgar a doença – e essa invencibilidade, aliás, nos remete ao crescimento desordenado de algumas cidades, que continua fomentando a aparição e a permanência dos criadouros do mosquito.

Daqui a poucos anos, porém, esse panorama negro tem tudo para mudar. Se não dá para exterminar o inseto, ______ não ensinar o sistema imune humano ______ se defender do vírus? Esse é o objeto de uma vacina contra os quatro tipos do micro-organismo, que já está na etapa final de testes. O produto, do laboratório francês Sanofi-Pasteur, é o candidato mais avançado entre os imunizantes do gênero e passa por estudos de eficácia, cujos primeiros resultados sairão no próximo ano. “A vacina foi aplicada em mais de 15 mil pessoas ao redor do mundo e, ao final do programa, teremos 45 mil”, informa Pedro Garbes, diretor regional da pesquisa e desenvolvimento para a América Latina da farmacêutica.

Os testes também já começaram no Brasil e abrangem 4 mil voluntários. Dois trabalhos seguem em curso para analisar a segurança e a eficiência da fórmula francesa. “Imunizamos jovens de 9 a 16 anos, justamente a faixa etária com perfil de maior gravidade para a dengue”, conta o infectologista Reynaldo Dietze, que comanda os estudos na Universidade Federal do Espírito Santo, uma das participantes. “A vacina tem mostrado que é bastante segura e tem poucos efeitos colaterais”, adianta.

A nova leva de investigações, conduzidas em 15 países, incluindo o nosso – também estão presentes Austrália, Estados Unidos e nações do sudeste asiático e da América Latina –, quer saber agora até que ponto o imunizante protege. “Por ora, os dados sugerem que ele funciona, mas só estudos desenhados especialmente para isso irão determinar e mensurar sua eficácia”, pondera Garbes.

Obter uma vacina antidengue é uma tarefa tão hercúlea por causa de alguns obstáculos impostos pela natureza. Para começo de conversa, não há modelos animais 100% convincentes para avaliar a fórmula. “Isso ______ mesmo macacos não desenvolvem o quadro mais grave da infecção”, diz Pedro Garbes. Além disso, de nada adianta aprontar um imunizante que bloqueie apenas uma das espécies, por assim dizer, do vírus. Por exemplo, se a gente pega dengue 1, só cria anticorpos contra esse vírus e eles não funcionam para barrar os outros tipos. (Disponível em HTTP://saude.abril.com.br/edicoes/0345/medicina/vacina-antidengue-655389.shtml>.Texto adaptado)

823. (FUNDAÇÃO LA SALLE – Guarda Municipal – Município de Novo Hamburgo – RS – 2011) De acordo com o texto, é correto afirmar que:

A) Como o governo não toma medidas eficazes para resolver o problema, todos os verões o mosquito “Aedis aegypti” consegue se reproduzir e propagar o vírus da dengue entre milhares de brasileiros por meio das suas picadas.

B) Segundo o infectologista Stefan Cunha Ujvari, é impossível eliminar de uma vez por todas o inseto que transmite a doença porque não existem campanhas de conscientização e combate ao vetor do mosquito da dengue que realmente se reflitam em uma queda no número de vítimas.

C) A invencibilidade do mosquito da dengue relaciona-se sobretudo a atitudes individuais, tendo em vista que falta à população a conscientização de seu papel no combate a esse mal, que aflige, entre tantos outros países, o Brasil.

D) As campanhas de conscientização e combate ao vetor do mosquito “Aedis “aegypti” se refletem em uma queda no número de vítimas, mas tais campanhas não são capazes, isoladamente, de erradicar a doença.

E) Obter uma vacina contra a dengue não é uma tarefa difícil, ainda que macacos não desenvolvam quadros mais críticos da doença.

Comentários.

Questão sobre interpretação de texto.

Errada a assertiva “A”, porque o texto informa que há medidas tomadas pelo governo e pela população contra a dengue. Observe-se o trecho seguinte, retirado do 1º parágrafo: “. A história se repete a cada fim e início de ano e, ______ despeito das medidas sanitárias tomadas pelos governos e pela população, o mosquito “Aedis aegypti” consegue se reproduzir e ganhar os ares propagando o vírus entre milhares de brasileiros por meio de suas picadas”.

Errada a opção “B”, porque, segundo o trecho “Ninguém nega que as campanhas de conscientização e combate ao vetor do bicho se refletem em uma queda no número de vítimas, mas também é fato que, sozinhas, elas não têm capacidade de purgar a doença – e essa invencibilidade, aliás, nos remete ao crescimento desordenado de algumas cidades, que continua fomentando a aparição e a permanência dos criadouros do mosquito” (2º parágrafo). Portanto não se pode afirmar que não existem campanhas.

Errada a assertiva “C”, porque, segundo o texto, a invencibilidade da doença provocada pelo mosquito da dengue se deve ao crescimento desordenado de alguma cidades e à permanência do criadouro do mosquito, e não à falta de conscientização da população.

De acordo com o trecho “Ninguém nega que as campanhas de conscientização e combate ao vetor do bicho se refletem em uma queda no número de vítimas, mas também é fato que, sozinhas, elas não têm capacidade de purgar a doença – e essa invencibilidade, aliás, nos remete ao crescimento desordenado de algumas cidades, que continua fomentando a aparição e a permanência dos criadouros do mosquito” (2º parágrafo), está correta a assertiva “D”.

É absurda a associação feita entre a afirmação de que é tarefa difícil obter vacina contra a dengue e o fato de que macacos não desenvolvem quadros mais críticos da doença. Errada a assertiva “E”.

Resposta: D.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 822


A PARTIR DE 25 DE ABRIL DE 2012 E ATÉ 4 DE MAIO DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA FUNDAÇÃO LA SALLE, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DO INSTITUTO MUNICIPAL DE ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA – IMESF (Porto Alegre – RS)

822. (FUNDAÇÃO LA SALLE – Guarda Municipal – Município de Novo Hamburgo – RS – 2011)
Todas as palavras a seguir são acentuadas de acordo com a mesma regra que “sanitárias”, EXCETO:

A) história
B) laboratório
C) eficiência
D) etária
E) países

Comentários.

Questão sobre acentuação gráfica.

A palavra “sanitárias” é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente. Também são acentuadas pela mesma regra as palavras “história”, “laboratório”, “eficiência” e “etária”.

A palavra “países”, por sua vez, é acentuada porque apresenta “i” tônico, precedido de vogal e formando sílaba sozinho. Portanto a razão por que é acentuada destoa da regra que preceitua acento gráfico nas palavras das assertiva “A”, “B”, “C” e “D”.

Resposta: E.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 821


A PARTIR DE 25 DE ABRIL DE 2012 E ATÉ 4 DE MAIO DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA FUNDAÇÃO LA SALLE, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DO INSTITUTO MUNICIPAL DE ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA – IMESF (Porto Alegre – RS)

O texto abaixo é base para a questão 821

Vacina antidengue

Um imunizante capaz de proteger contra todos os tipos do vírus está a um passo de virar realidade. Entenda como ele ajudará a apagar a doença que ameaça todo verão brasileiro.

A temperatura sobe, as chuvas começam ______ cair no final das tardes e, aí, soa o alarme: cuidado, lá vem a dengue. A história se repete a cada fim e início de ano e, ______ despeito das medidas sanitárias tomadas pelos governos e pela população, o mosquito “Aedis aegypti” consegue se reproduzir e ganhar os ares propagando o vírus entre milhares de brasileiros por meio de suas picadas.

“Hoje há um consenso entre as autoridades de saúde de que é impossível eliminar de uma vez por todas o inseto que transmite a doença”, afirma o infectologista Stefan Cunha Ujvari, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, um estudioso da evolução das epidemias. Ninguém nega que as campanhas de conscientização e combate ao vetor do bicho se refletem em uma queda no número de vítimas, mas também é fato que, sozinhas, elas não têm capacidade de purgar a doença – e essa invencibilidade, aliás, nos remete ao crescimento desordenado de algumas cidades, que continua fomentando a aparição e a permanência dos criadouros do mosquito.

Daqui a poucos anos, porém, esse panorama negro tem tudo para mudar. Se não dá para exterminar o inseto, ______ não ensinar o sistema imune humano ______ se defender do vírus? Esse é o objeto de uma vacina contra os quatro tipos do micro-organismo, que já está na etapa final de testes. O produto, do laboratório francês Sanofi-Pasteur, é o candidato mais avançado entre os imunizantes do gênero e passa por estudos de eficácia, cujos primeiros resultados sairão no próximo ano. “A vacina foi aplicada em mais de 15 mil pessoas ao redor do mundo e, ao final do programa, teremos 45 mil”, informa Pedro Garbes, diretor regional da pesquisa e desenvolvimento para a América Latina da farmacêutica.

Os testes também já começaram no Brasil e abrangem 4 mil voluntários. Dois trabalhos seguem em curso para analisar a segurança e a eficiência da fórmula francesa. “Imunizamos jovens de 9 a 16 anos, justamente a faixa etária com perfil de maior gravidade para a dengue”, conta o infectologista Reynaldo Dietze, que comanda os estudos na Universidade Federal do Espírito Santo, uma das participantes. “A vacina tem mostrado que é bastante segura e tem poucos efeitos colaterais”, adianta.

A nova leva de investigações, conduzidas em 15 países, incluindo o nosso – também estão presentes Austrália, Estados Unidos e nações do sudeste asiático e da América Latina –, quer saber agora até que ponto o imunizante protege. “Por ora, os dados sugerem que ele funciona, mas só estudos desenhados especialmente para isso irão determinar e mensurar sua eficácia”, pondera Garbes.

Obter uma vacina antidengue é uma tarefa tão hercúlea por causa de alguns obstáculos impostos pela natureza. Para começo de conversa, não há modelos animais 100% convincentes para avaliar a fórmula. “Isso ______ mesmo macacos não desenvolvem o quadro mais grave da infecção”, diz Pedro Garbes. Além disso, de nada adianta aprontar um imunizante que bloqueie apenas uma das espécies, por assim dizer, do vírus. Por exemplo, se a gente pega dengue 1, só cria anticorpos contra esse vírus e eles não funcionam para barrar os outros tipos. (Disponível em HTTP://saude.abril.com.br/edicoes/0345/medicina/vacina-antidengue-655389.shtml>.Texto adaptado)

821. (FUNDAÇÃO LA SALLE – Guarda Municipal – Município de Novo Hamburgo – RS – 2011) A primeira lacuna do 3º parágrafo e a lacuna do 6º parágrafo devem ser preenchidas correta e respectivamente por:

A) porque – porque
B) por que – porque
C) porque – por que
D) por quê – por que
E) porquê – porque

Comentários.

Questão sobre grafia dos “porquês”.

No trecho “Se não dá para exterminar o inseto, ______ não ensinar o sistema imune humano ______ se defender do vírus?” (3º parágrafo), a primeira lacuna deve ser preenchida com “por que”, por se tratar de pergunta. Em pergunta diretas e indiretas, a grafia é separada e sem acento.

Já no trecho “Isso ______ mesmo macacos não desenvolvem o quadro mais grave da infecção” (6º parágrafo), a lacuna deve receber “porque”, por se tratar de explicação. Em respostas e explicações, deve-se empregar “porque”, junto e sem acento.

Resposta: B.

terça-feira, 24 de abril de 2012

PROVA DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - COMENTADA E RESPONDIDA


PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO PARA TÉCNICO BANCÁRIO NOVO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – PROCESSO REALIZADO EM 22 DE ABRIL DE 2012 - COMENTADA E RESPONDIDA

Games: bons para a terceira idade

Jogar games de computador pode fazer bem à saúde dos idosos. Foi o que concluiu uma pesquisa do laboratório Gains Through Gaming (Ganhos através de jogos, numa tradução livre), na Universidade da Carolina do Norte, nos EUA.

Os cientistas do laboratório reuniram um grupo de 39 pessoas entre 60 e 77 anos e testaram funções cognitivas de todos os integrantes, como percepção espacial, memória e capacidade de concentração. Uma parte dos idosos, então, levou para casa o RPG on-line “World of Warcraft”, um dos títulos mais populares do gênero no mundo, produzido pela Blizzard, e com 10,3 milhões de usuários na internet. Eles jogaram o game por aproximadamente 14 horas ao longo de duas semanas (em média, uma hora por dia). Outros idosos, escolhidos pelos pesquisadores para integrar o grupo de controle do estudo, foram para casa, mas não jogaram nenhum videogame.

Na volta, os resultados foram surpreendentes. Os idosos que mergulharam no mundo das criaturas de “Warcraft” voltaram mais bem dispostos e apresentaram nítida melhora nas funções cognitivas, enquanto o grupo de controle não progrediu, apresentando as mesmas condições.

— Escolhemos o “World of Warcraft” porque ele é desafiante em termos cognitivos, apresentando sempre situações novas em ambientes em que é preciso interagir socialmente — disse no site da universidade Anne McLauglin, professora de psicologia do laboratório e responsável pelo texto final do estudo.
— Os resultados que observamos foram melhores nos idosos que haviam apresentado índices baixos nos testes antes do jogo. Depois de praticar o RPG, eles voltaram com melhores índices de concentração e percepção sensorial. No quesito memória, entretanto, o efeito do game foi nulo.

Outro pesquisador que participou da pesquisa, o professor de psicologia Jason Allaire, comentou no site que os idosos que se saíram mal no primeiro teste mostraram os melhores resultados após o jogo.

Os dois estudiosos vêm pesquisando os efeitos dos games na terceira idade desde 2009, quando receberam uma verba de US$ 1,2 milhão da universidade para investigar o tema. Entretanto, entre os jovens, estudos há anos procuram relacionar o vício em games ao déficit de atenção, embora ainda
não haja um diagnóstico formal sobre esse tipo de comportamento. MACHADO, André. Games: bons para a terceira idade. O Globo, 28 fev. 2012. 1o Caderno, Seção Economia, p. 24. Adaptado.

1 A leitura do texto permite concluir, relativamente ao tempo gasto no game com os idosos da pesquisa, que eles

(A) jogaram o game durante 14 horas seguidas.
(B) jogaram a mesma quantidade de horas todos os dias durante 14 dias.
(C) passaram duas semanas jogando 14 horas por dia.
(D) gastaram o mesmo tempo que os outros 10,3 milhões de usuários.
(E) despenderam cerca de 14 horas de atividade no jogo ao longo de 14 dias.

QUESTÃO 1 – Interpretação de texto

Relativamente ao tempo gasto no “game” com os idosos da pesquisa, é possível concluir que, durante 14 dias (duas semanas), os idosos despenderam cerca de 14 horas de atividade no jogo. A resposta encontra amparo no 2º parágrafo do texto.

Resposta: E.

_________________________________

2 O primeiro parágrafo do texto apresenta características de argumentação porque

(A) focaliza de modo estático um objeto, no caso, um game.
(B) traz personagens que atuam no desenvolvimento da história.
(C) mostra objetos em minúcias e situações atemporalmente.
(D) apresenta uma ideia central, que será evidenciada, e uma conclusão.
(E) desenvolve uma situação no tempo, mostrando seus desdobramentos.

QUESTÃO 2 – Interpretação de texto

O primeiro parágrafo do texto, a saber “Jogar games de computador pode fazer bem à saúde dos idosos. Foi o que concluiu uma pesquisa do laboratório Gains Through Gaming (Ganhos através de jogos, numa tradução livre), na Universidade da Carolina do Norte, nos EUA.”, não focaliza um objeto de modo estático, pois informa que “games” de computador podem fazer bem à saúde dos idosos, portanto está errada a assertiva (A). Não traz personagens que atuam no desenvolvimento da história, pois apenas se refere aos idosos. Os que atuam no decorrer do texto, se assim se pode considerar, são os pesquisadores, portanto está errada a alternativa (B). Errada a opção (C), pois não há demonstração de objetos, muito menos em minúcias. Errada a afirmação contida na assertiva (E), porque não há desenvolvimento de uma situação no tempo, muito menos seus desdobramentos. O que há, no primeiro parágrafo, é uma ideia central, da qual o texto parte para desenvolver a argumentação, e uma conclusão, portanto está correta a assertiva (D).

____________________________________

3 O período “Escolhemos o ‘World of Warcraft’ porque ele é desafiante em termos cognitivos, apresentando sempre situações novas.” pode ser reescrito, mantendo--se o mesmo sentido, como:

(A) Escolhemos o “World of Warcraft” uma vez que ele é desafiante em termos cognitivos, apesar de apresentar sempre situações novas.
(B) Escolhemos o “World of Warcraft” caso ele seja desafiante em termos cognitivos, quando apresenta sempre situações novas.
(C) Escolhemos o “World of Warcraft” assim que ele for desafiante em termos cognitivos e apresentar situações novas.
(D) Como o “World of Warcraft” é desafiante em termos cognitivos, por apresentar sempre situações novas, nós o escolhemos.
(E) Mesmo que o “World of Warcraft” seja desafiante em termos cognitivos, no momento em que apresenta situações novas, nós o escolhemos.

QUESTÃO 3 – Emprego de conjunções e reescritura de texto

A construção original é um período composto cuja ideia se embasa numa explicação.

Errada a assertiva (A), porque a expressão “apesar de” traduz oposição, ideia estranha à mensagem original. Errada a opção (B), pois “caso” revela condição e “quando” traduz tempo, ambas ideias estranhas à mensagem original. Errada a assertiva (C), pois “assim que” revela ideia de tempo, a exemplo da sugestão apresentada na opção (B). Na alternativa (E), a presença do nexo “mesmo que” revela ideia de oposição, estranha à mensagem original. Correta a construção da opção (D), por reproduzir o sentido da frase original.

Resposta: D.

________________________________________

4 A língua portuguesa conhece situações de dupla possibilidade de concordância. A modificação possível do termo destacado, mantendo-se a concordância, de acordo com a norma-padrão, encontra-se em:

(A) Jogar games de computador pode fazer bem à saúde — podem
(B) um dos títulos mais populares do gênero no mundo, produzido pela Blizzard — produzidos
(C) escolhidos pelos pesquisadores para integrar o grupo — integrarem
(D) o grupo de controle não progrediu — progrediram
(E) é preciso interagir socialmente — interagirem

QUESTÃO 4 – Concordância verbal

Na alternativa (A), o sujeito da oração é “Jogar ‘games’ de computador”, sendo seu núcleo “jogar”, levando o verbo obrigatoriamente para o singular. Portanto não há opção de pluralizar o verbo. Na opção (B), quem foi produzido foi “um” dos títulos, não “os títulos”, portanto o verbo deve ficar no singular, sem opção de plural. Na alternativa (C), no trecho “Outros idosos, escolhidos pelos pesquisadores para integrar o grupo de controle do estudo...”, o verbo “integrar” poderia ter como referente “Outros idosos”, indo para o plural – “integrarem”. Na opção (D), em “o grupo de controle”, que é o sujeito, a expressão “grupo” é núcleo, obrigando o verbo a ficar no singular, até porque seu complemento (“de controle”) também está no singular. Quanto à opção (E), “interagir” é o próprio sujeito de “é preciso”, logo não pode ir para o plural, porque, apesar de ser um verbo, funciona como substantivo.

Resposta: C.

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5 O sinal indicativo de crase está adequadamente usado em:

(A) Os pesquisadores dedicaram um estudo sobre games à um conjunto de pessoas idosas.
(B) Daqui à alguns anos, os pesquisadores pretendem verificar por que os games são viciantes para os jovens.
(C) Muitos dos idosos pesquisados obtiveram resultados positivos e passaram à se comportar de nova maneira.
(D) A escolha de um determinado game se deveu à preocupação dos pesquisadores com as características que tal jogo apresentava.
(E) Os estudos dos efeitos dos jogos eletrônicos sobre os idosos vêm sendo realizados à vários anos.

QUESTÃO 5 – Crase

Na opção (A), a crase está errada, porque não há artigo diante de palavra masculina (“um”). Errada a alternativa (B), porque não existe crase antes de pronome indefinido (“alguns”), ainda mais se tratando de termo masculino. Errada a assertiva (C), porque não há crase antes de verbo. Errada a assertiva (E), porque deve ser empregado verbo “haver”, haja vista se tratar de indicação de tempo passado: “... há vários anos...”.


Resposta: D.

Não há questões recorríveis.
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terça-feira, 17 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 820


A PARTIR DE 19 DE MARÇO DE 2012 E ATÉ 21 DE ABRIL DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA CESGRANRIO, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF

O texto abaixo é base para a questão 820

A AVENTURA DO COTIDIANO

Parábola da falta d’água:
Vivia faltando água naquela fábrica. O dono da fábrica tinha de se valer de um sujeito que lhe trazia uma pipa d’água regularmente, ao preço de três mil cruzeiros.
Um dia o tal sujeito o abordou:
— O patrão vai me desculpar, mas vamos ter de aumentar o preço. De hoje em diante a pipa vai custar cinco mil cruzeiros.
— Cinco mil cruzeiros por uma pipa d’água? Você está ficando doido?
— Não estou não senhor. Doido está é o manobreiro, que recebia dois e agora quer receber três.
— E posso saber que manobreiro é esse?
— Manobreiro desta zona, responsável pelo controle da água. Eu vinha pagando dois mil a ele, mas agora ele quer é três. Não sobra quase nada pra mim, que é que há? E está ameaçando de abrir o registro se eu não pagar.
— Abrir o registro? Que conversa é essa? Me explique isso melhor.
— Se o senhor não me pagar, eu não pago a ele. Ele deixa entrar a água e lá se vai por água abaixo o nosso negocinho. SABINO, Fernando. Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 740.

820. (IBGE – Agente Censitário Municipal - 2010) Considerando as classes das palavras dos dois últimos parágrafos do texto, no trecho

“— Abrir o registro? Que conversa é essa? Me explique isso melhor.
— Se o senhor não me pagar, eu não pago a ele. Ele deixa entrar a água e lá se vai por água abaixo o nosso negocinho”, está INCORRETO afirmar-se que ali se encontram

(A) seis pronomes pessoais.
(B) somente três substantivos.
(C) duas preposições.
(D) oito formas verbais.
(E) um pronome interrogativo e dois demonstrativos.

Comentários.

Questão sobre classes gramaticais.

Correta a assertiva (A), porque há seis pronomes pessoais, a saber: “Me” (na fala do dono da fábrica) e “me” (na fala do sujeito da pipa d’água) ambos pronomes oblíquos átonos de 1ª pessoa); “eu” (pronome pessoal do caso reto de 1ª pessoa do m “singular), “ele” e “Ele” (pronomes pessoais do caso reto de 3ª pessoa do singular) e “nosso” (pronome possessivo de 1ª pessoa do plural).
Errada a assertiva (B), porque há, no trecho, cinco substantivos e não apenas três. Observem-se os substantivos: “registro”, “conversa”, “água” em duas ocorrências e “negocinho”.

Correta a alternativa (C), pois as duas preposições são “a”, “eu não pago a ele”, e “por”.

Certa a afirmativa (D), pois as oito formas verbais são “Abrir”, “é”, “explique”, “pagar”, “pago”, “deixa”, entrar” e “vai”.

Correta a afirmação contida na opção (E). O pronome interrogativo é “Que”, e os dois demonstrativos são “essa” e “isso”.

Resposta: B.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 819


A PARTIR DE 19 DE MARÇO DE 2012 E ATÉ 21 DE ABRIL DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA CESGRANRIO, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF

O texto abaixo é base para a questão 819

A AVENTURA DO COTIDIANO

Parábola da falta d’água:
Vivia faltando água naquela fábrica. O dono da fábrica tinha de se valer de um sujeito que lhe trazia uma pipa d’água regularmente, ao preço de três mil cruzeiros.
Um dia o tal sujeito o abordou:
— O patrão vai me desculpar, mas vamos ter de aumentar o preço. De hoje em diante a pipa vai custar cinco mil cruzeiros.
— Cinco mil cruzeiros por uma pipa d’água? Você está ficando doido?
— Não estou não senhor. Doido está é o manobreiro, que recebia dois e agora quer receber três.
— E posso saber que manobreiro é esse?
— Manobreiro desta zona, responsável pelo controle da água. Eu vinha pagando dois mil a ele, mas agora ele quer é três. Não sobra quase nada pra mim, que é que há? E está ameaçando de abrir o registro se eu não pagar.
— Abrir o registro? Que conversa é essa? Me explique isso melhor.
— Se o senhor não me pagar, eu não pago a ele. Ele deixa entrar a água e lá se vai por água abaixo o nosso negocinho. SABINO, Fernando. Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 740.

819. (IBGE – Agente Censitário Municipal - 2010) Tratando-se das funções sintáticas dos termos destacados do texto, pode-se afirmar que

(A) “O dono da fábrica...” – objeto direto.
(B) “...ter de aumentar o preço.” – sujeito.
(C) “Você está ficando doido?”– adjunto adverbial de modo.
(D) “...e agora quer receber três.”– adjunto adverbial de lugar.
(E) “eu não pago a ele.”– objeto indireto.

Comentários.

Questão sobre funções sintáticas.

Em “O dono da fábrica”, a expressão “da fábrica” é complemento nominal de “dono”. Não é objeto direto por não ter sido decorrente de um verbo transitivo direto. Errada, portanto, a assertiva (A).

No segmento “ter de aumentar o preço”, a expressão “o preço” é objeto direto de “aumentar”. Errada, dessa forma, opção (B).

Na frase interrogativa “Você está ficando doido”, a expressão “doido” é predicativo do sujeito, porque está ligado a um verbo de ligação (“ficar”). Errada, portanto, a alternativa (C).

Em “e agora quer receber três”, o advérbio “agora” funciona, na construção, como adjunto adverbial de tempo, não de lugar. Errada a assertiva (D).

No trecho “eu não pago a ele”, o segmento “a ele” é objeto indireto de “pagar”. Correta a assertiva (E).

Resposta: E.

domingo, 15 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 818


A PARTIR DE 19 DE MARÇO DE 2012 E ATÉ 21 DE ABRIL DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA CESGRANRIO, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF

O texto abaixo é base para a questão 818

A AVENTURA DO COTIDIANO

Parábola da falta d’água:
Vivia faltando água naquela fábrica. O dono da fábrica tinha de se valer de um sujeito que lhe trazia uma pipa d’água regularmente, ao preço de três mil cruzeiros.
Um dia o tal sujeito o abordou:
— O patrão vai me desculpar, mas vamos ter de aumentar o preço. De hoje em diante a pipa vai custar cinco mil cruzeiros.
— Cinco mil cruzeiros por uma pipa d’água? Você está ficando doido?
— Não estou não senhor. Doido está é o manobreiro, que recebia dois e agora quer receber três.
— E posso saber que manobreiro é esse?
— Manobreiro desta zona, responsável pelo controle da água. Eu vinha pagando dois mil a ele, mas agora ele quer é três. Não sobra quase nada pra mim, que é que há? E está ameaçando de abrir o registro se eu não pagar.
— Abrir o registro? Que conversa é essa? Me explique isso melhor.
— Se o senhor não me pagar, eu não pago a ele. Ele deixa entrar a água e lá se vai por água abaixo o nosso negocinho. SABINO, Fernando. Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 740.

818. (IBGE – Agente Censitário Municipal - 2010) O trecho “... e lá vai por água abaixo o nosso negocinho” (último período do texto) refere-se à(ao)

(A) possibilidade de resolver problemas do entregador.
(B) necessidade de aumentar o preço da pipa d’água.
(C) abertura do registro para resolver o problema do manobreiro.
(D) problema que ocorria com o dono da fábrica por causa da carência de água na região.
(E) dano que seria causado ao sujeito da pipa d’água, pela ganância do manobreiro.

Comentários.

Questão sobre interpretação de texto.

O trecho “... e lá vai por água abaixo o nosso negocinho” (último período do texto) faz nítida referência ao prejuízo que o sujeito da pipa d’água teria se o “manobreiro” não fosse pago, caso em que este último abriria o registro.

Resposta: E.

sábado, 14 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 817


A PARTIR DE 19 DE MARÇO DE 2012 E ATÉ 21 DE ABRIL DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA CESGRANRIO, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF

O texto abaixo é base para a questão 817

A AVENTURA DO COTIDIANO

Parábola da falta d’água:
Vivia faltando água naquela fábrica. O dono da fábrica tinha de se valer de um sujeito que lhe trazia uma pipa d’água regularmente, ao preço de três mil cruzeiros.
Um dia o tal sujeito o abordou:
— O patrão vai me desculpar, mas vamos ter de aumentar o preço. De hoje em diante a pipa vai custar cinco mil cruzeiros.
— Cinco mil cruzeiros por uma pipa d’água? Você está ficando doido?
— Não estou não senhor. Doido está é o manobreiro, que recebia dois e agora quer receber três.
— E posso saber que manobreiro é esse?
— Manobreiro desta zona, responsável pelo controle da água. Eu vinha pagando dois mil a ele, mas agora ele quer é três. Não sobra quase nada pra mim, que é que há? E está ameaçando de abrir o registro se eu não pagar.
— Abrir o registro? Que conversa é essa? Me explique isso melhor.
— Se o senhor não me pagar, eu não pago a ele. Ele deixa entrar a água e lá se vai por água abaixo o nosso negocinho. SABINO, Fernando. Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 740.

817. (IBGE – Agente Censitário Municipal - 2010) Conforme o texto, a atitude de abrir o registro, para o sujeito da pipa d’água, representaria algo

(A) contrário e prejudicial.
(B) inesperado e imprevisível.
(C) despretensioso e controlador.
(D) absurdo e sem objetivo.
(E) irritante e oportuno.

Comentários.

Questão sobre interpretação de texto.

Segundo o texto, o sujeito da pipa d’água trabalhava tendo como cúmplice com o “manobreiro”, que fechava o registro para que pudessem ambos ganhar com a venda de água em pipa. Portanto, para o sujeito da pipa d’água, a abertura do registro representaria algo contrário e prejudicial ao seu negócio.

Resposta: A.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 816

A PARTIR DE 19 DE MARÇO DE 2012 E ATÉ 21 DE ABRIL DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA CESGRANRIO, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF

O texto abaixo é base para a questão 816

A AVENTURA DO COTIDIANO

Parábola da falta d’água:
Vivia faltando água naquela fábrica. O dono da fábrica tinha de se valer de um sujeito que lhe trazia uma pipa d’água regularmente, ao preço de três mil cruzeiros.
Um dia o tal sujeito o abordou:
— O patrão vai me desculpar, mas vamos ter de aumentar o preço. De hoje em diante a pipa vai custar cinco mil cruzeiros.
— Cinco mil cruzeiros por uma pipa d’água? Você está ficando doido?
— Não estou não senhor. Doido está é o manobreiro, que recebia dois e agora quer receber três.
— E posso saber que manobreiro é esse?
— Manobreiro desta zona, responsável pelo controle da água. Eu vinha pagando dois mil a ele, mas agora ele quer é três. Não sobra quase nada pra mim, que é que há? E está ameaçando de abrir o registro se eu não pagar.
— Abrir o registro? Que conversa é essa? Me explique isso melhor.
— Se o senhor não me pagar, eu não pago a ele. Ele deixa entrar a água e lá se vai por água abaixo o nosso negocinho. SABINO, Fernando. Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 740.


816. (IBGE – Agente Censitário Municipal - 2010) No final do texto, a palavra “negocinho” (último período do texto) está empregada com sentido depreciativo, irônico.

Esse sentido irônico ocorre também na seguinte oração:

(A) José, o precinho de suas frutas é oportuno para todos.
(B) O bebê sorriu ao beijinho da mãe.
(C) Com a plástica, o narizinho de Maria ficou ótimo.
(D) Rabiscando a parede do quarto, o garoto fez uma gracinha imperdoável.
(E) A parede pintada da sala ficou branquinha.

Comentários.

Questão sobre interpretação de texto e semântica.

Na assertiva (A), a palavra “precinho”, considerado o contexto, está empregada com sentido elogioso, porque se trata de “preço pequeno”. Logo não há sentido depreciativo.

Nas assertivas (B) e (C), as palavras “beijinho” e “narizinho” estão sendo empregadas em sentido carinho, emotivo. Não há sentido depreciativo no emprego dos diminutivos em nenhuma das duas palavras.

Na assertiva (E), o adjetivo “branquinha” está sendo empregado de forma elogiosa, para retratar a boa pintura realizada na parede da sala, portanto não há sentido depreciativo no emprego do diminutivo.

No emprego de “gracinha”, substantivo acompanhado pelo adjetivo “imperdoável”, na assertiva (D), há notório emprego de sentido depreciativo, pois o texto associa a “gracinha” com rabiscar a parede do quarto. Esta é a assertiva que atende ao enunciado.

Resposta: D.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 815


A PARTIR DE 19 DE MARÇO DE 2012 E ATÉ 21 DE ABRIL DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA CESGRANRIO, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF

O texto abaixo é base para a questão 815

A AVENTURA DO COTIDIANO

Parábola da falta d’água:
Vivia faltando água naquela fábrica. O dono da fábrica tinha de se valer de um sujeito que lhe trazia uma pipa d’água regularmente, ao preço de três mil cruzeiros.
Um dia o tal sujeito o abordou:
— O patrão vai me desculpar, mas vamos ter de aumentar o preço. De hoje em diante a pipa vai custar cinco mil cruzeiros.
— Cinco mil cruzeiros por uma pipa d’água? Você está ficando doido?
— Não estou não senhor. Doido está é o manobreiro, que recebia dois e agora quer receber três.
— E posso saber que manobreiro é esse?
— Manobreiro desta zona, responsável pelo controle da água. Eu vinha pagando dois mil a ele, mas agora ele quer é três. Não sobra quase nada pra mim, que é que há? E está ameaçando de abrir o registro se eu não pagar.
— Abrir o registro? Que conversa é essa? Me explique isso melhor.
— Se o senhor não me pagar, eu não pago a ele. Ele deixa entrar a água e lá se vai por água abaixo o nosso negocinho. SABINO, Fernando. Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 740.


815. (IBGE – Agente Censitário Municipal - 2010)O trecho “Vivia faltando água naquela fábrica”, (início do texto) a forma verbal em destaque nos sugere uma ação

(A) habitual.
(B) concluída.
(C) duvidosa.
(D) iniciante.
(E) iminente.

Comentários.

Questão sobre interpretação de texto e tempos e modos verbais.

No trecho “Vivia faltando água naquela fábrica” (início do texto), a forma verbal “Vivia” está conjugada no pretérito imperfeito do indicativo, que traduz ação repetida, realizada várias vezes.

No caso do contexto, pode-se considerar ação habitual, porque ocorria frequentemente.

Resposta: A.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 814


A PARTIR DE 19 DE MARÇO DE 2012 E ATÉ 21 DE ABRIL DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA CESGRANRIO, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF

O texto abaixo é base para a questão 814

A AVENTURA DO COTIDIANO

Parábola da falta d’água:
Vivia faltando água naquela fábrica. O dono da fábrica tinha de se valer de um sujeito que lhe trazia uma pipa d’água regularmente, ao preço de três mil cruzeiros.
Um dia o tal sujeito o abordou:
— O patrão vai me desculpar, mas vamos ter de aumentar o preço. De hoje em diante a pipa vai custar cinco mil cruzeiros.
— Cinco mil cruzeiros por uma pipa d’água? Você está ficando doido?
— Não estou não senhor. Doido está é o manobreiro, que recebia dois e agora quer receber três.
— E posso saber que manobreiro é esse?
— Manobreiro desta zona, responsável pelo controle da água. Eu vinha pagando dois mil a ele, mas agora ele quer é três. Não sobra quase nada pra mim, que é que há? E está ameaçando de abrir o registro se eu não pagar.
— Abrir o registro? Que conversa é essa? Me explique isso melhor.
— Se o senhor não me pagar, eu não pago a ele.Ele deixa entrar a água e lá se vai por água abaixo o nosso negocinho. SABINO, Fernando. Obra reunida. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 740.


814. (IBGE – Agente Censitário Municipal - 2010) Conforme o sentido do texto pode-se afirmar que o dono da fábrica

(A) era um ambicioso, querendo ganhar sempre mais.
(B) reconhecia a necessidade que levava o manobreiro ao pretendido aumento.
(C) mostrava-se dependente do trabalho de apenas mais um: o manobreiro.
(D) teria um possível prejuízo na fábrica.
(E) seria beneficiado com a abertura do registro, o que resolveria o seu problema.

Comentários.

Questão de interpretação de texto.

A partir da “parábola da falta d’água”, pode-se afirmar que o dono da fábrica seria beneficiado com a abertura do registro, pois não haveria mais falta d’água e, portanto, não precisaria mais pagar para ter água trazida na pipa.

Resposta: E.

terça-feira, 10 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 813


A PARTIR DE 19 DE MARÇO DE 2012 E ATÉ 21 DE ABRIL DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA CESGRANRIO, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF

813. (SEPLAG – Fiscal de Controle Sanitário) A correspondência oficial é uma espécie formal de comunicação, estabelecida entre os órgãos do poder público para elaborar atos normativos e comunicações. É pautada por uma padronização de linguagem e de estrutura, que se caracteriza por: padrão culto da linguagem, impessoalidade, formalidade, clareza, concisão, uniformidade, uso adequado dos pronomes de tratamento. Para que as comunicações sejam compreendidas por todo e qualquer cidadão, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos, como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o jargão técnico. Ofícios, memorandos, atas são exemplos de correspondência oficial.

Com relação ao emprego dos pronomes de tratamento, é INCORRETO afirmar que

(A) esses pronomes exigem forma verbal conjugada na terceira pessoa gramatical.
(B) o pronome Vossa Excelência é utilizado em correspondência dirigida às altas autoridades do governo.
(C) o gênero gramatical do adjetivo relacionado a um pronome de tratamento deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere.
(D) o pronome Vossa Eminência deve ser empregado em correspondência dirigida a reitores de universidades.
(E) os pronomes possessivos referidos aos pronomes de tratamento são flexionados na terceira pessoa.

Comentários.

Questão sobre redação de correspondências oficiais.

A expressão de tratamento “Vossa Eminência” deve ser utilizada para cardeais da Igreja Católica. Para reitores de universidades, o tratamento é “Vossa Magnificência”. Está errada, portanto, a afirmação da alternativa (D).

As demais alternativas contêm afirmações corretas.

Resposta: D.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 812


A PARTIR DE 19 DE MARÇO DE 2012 E ATÉ 21 DE ABRIL DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA CESGRANRIO, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF

812. (SEPLAG – Fiscal de Controle Sanitário) O ofício é a forma de correspondência oficial em que se estabelece a comunicação entre órgãos oficiais, ou de um órgão oficial para uma pessoa. Deve ser redigido no padrão culto da língua, segue um esquema preestabelecido e não deve apresentar rasura. O texto que segue é um exemplo de ofício.

A respeito desse tipo de correspondência, considere as afirmações abaixo.

I – Um ofício deve conter identificação do destinatário, agradecimento, recibo, mensagem.
II – Um ofício deve conter fundamentação legal, saudação final, experiência profissional.
III – Um ofício deve conter local e data, mensagem, saudação final, assinatura e cargo do remetente.
IV – Um ofício deve conter número do documento, saudação final, identificação do destinatário.

Estão corretas APENAS as afirmações

(A) I e II
(B) I e III
(C) II e III
(D) II e IV
(E) III e IV

Comentários.

Questão sobre redação de correspondências oficiais.

Ofício não deve apresentar agradecimento – a não ser que o tema da correspondência assim o exija –, nem recibo. Errada a assertiva I.

Ofício não “deve” conter fundamentação legal – a menos que o tema assim o exija. Quanto ao ofício apresentar experiência profissional, é absurda a afirmação. Errada a assertiva II.

As afirmações contidas nas assertivas III e IV estão corretas.

Resposta: E.

domingo, 8 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 811


A PARTIR DE 19 DE MARÇO DE 2012 E ATÉ 21 DE ABRIL DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA CESGRANRIO, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF

O texto abaixo é base para a questão 811

Texto II

A história de nós mesmos

Somos dependentes da memória — e é justificável que sejamos. É essa faculdade que nos permite desde executar tarefas básicas do dia a dia — como escovar os dentes, ir ao mercado e encontrar o caminho de volta para casa — até aprender (e fixar) conceitos, procedimentos ou teorias complexas. E é fundamental para nossa proteção, pois nos lembrarmos de que fogo queima e que nos envolvermos em certas situações é prejudicial (ou até fatal) muitas vezes garante a sobrevivência física e o bem-estar emocional.

É também a capacidade mnêmica que nos possibilita conectar informações e transmitir nossas histórias — tanto coletivas quanto pessoais. E oferece o contorno de nossa identidade, permitindo até mesmo planejar o futuro. Recentemente, pesquisadores comprovaram que as áreas cerebrais envolvidas na produção de projeções e planejamentos são as mesmas usadas na manutenção de recordações.

Essa constatação vai ao encontro de uma ideia com a qual a psicanálise trabalha há mais de um século: elaborar o que se viveu para escapar da repetição e encontrar possibilidades de futuro. Hoje os cientistas sabem que nossas recordações não são reproduções fiéis do que vivemos. LEAL, Gláucia. Revista Mente e Cérebro, Edição especial n. 27. São Paulo: Ediouro Duetto Editorial Ltda. Adaptado.

811. (SEPLAG – Fiscal de Controle Sanitário) A justificativa do emprego do sinal de pontuação está ERRADA em

(A) “Somos dependentes da memória — e é justificável que sejamos.” (1º período do 1º parágrafo) - Emprego do travessão para introduzir um comentário.
(B) “É essa faculdade que nos permite desde executar tarefas básicas do dia a dia — como escovar os dentes, ir ao mercado e encontrar o caminho de volta para casa [...]” (2º período do 1º parágrafo) - Emprego do travessão para introduzir uma enumeração.
(C) “[...] pois nos lembrarmos de que fogo queima e que nos envolvermos em certas situações é prejudicial (ou até fatal) muitas vezes garante a sobrevivência física e o bem-estar emocional.” (3º período do 1º parágrafo) - Emprego dos parênteses para acrescentar uma informação.
(D) “É também a capacidade mnêmica que nos possibilita conectar informações e transmitir nossas histórias — tanto coletivas quanto pessoais.” (1º período do 2º parágrafo) – Emprego do travessão para inserir um detalhamento da informação.
(E) “E oferece o contorno de nossa identidade, permitindo até mesmo planejar o futuro.” (2º período do 2º parágrafo) - Emprego da vírgula para indicar a supressão de uma palavra.

Comentários.

Questão sobre pontuação.

No trecho “Somos dependentes da memória — e é justificável que sejamos” (1º período do 1º parágrafo), o travessão foi utilizado para introduzir um comentário da autora em relação ao que afirma imediatamente antes. Correta a alternativa (A).

Em “É essa faculdade que nos permite desde executar tarefas básicas do dia a dia — como escovar os dentes, ir ao mercado e encontrar o caminho de volta para casa [...]” (2º período do 1º parágrafo), o travessão foi utilizado para introduzir uma enumeração de tarefas que a memória nos permite, com três segmentos, a saber: 1. “como escovar os dentes”, 2. “ir ao mercado” e 3. encontrar o caminho de volta para casa”. Correta a assertiva (B).

No segmento “[...] pois nos lembrarmos de que fogo queima e que nos envolvermos em certas situações é prejudicial (ou até fatal) muitas vezes garante a sobrevivência física e o bem-estar emocional” (3º período do 1º parágrafo), os parênteses foram empregados para acrescentar uma informação não observada anteriormente, ou seja, a de que se envolver em certas situações não é apenas prejudicial, mas fatal. Correta a afirmação contida na assertiva (C).

Quanto ao segmento “É também a capacidade mnêmica que nos possibilita conectar informações e transmitir nossas histórias — tanto coletivas quanto pessoais.” (1º período do 2º parágrafo), o emprego do travessão destaca a inserção de um detalhamento da informação, a saber: nossas histórias tanto coletivas quanto pessoais. Correta a alternativa (D).

No trecho “E oferece o contorno de nossa identidade, permitindo até mesmo planejar o futuro” (2º período do 2º parágrafo), a vírgula foi empregada para isolar oração subordinada adverbial reduzida de gerúndio, que, no caso, inicia por “permitindo”. Portanto não se trata de vírgula que indica a supressão de uma palavra, pois não há, no trecho, palavra suprimida e representada por vírgula. Errada a assertiva (E).

Resposta: (E).

sábado, 7 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 810


A PARTIR DE 19 DE MARÇO DE 2012 E ATÉ 21 DE ABRIL DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA CESGRANRIO, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF

O texto abaixo é base para a questão 810

Texto II

A história de nós mesmos

Somos dependentes da memória — e é justificável que sejamos. É essa faculdade que nos permite desde executar tarefas básicas do dia a dia — como escovar os dentes, ir ao mercado e encontrar o caminho de volta para casa — até aprender (e fixar) conceitos, procedimentos ou teorias complexas. E é fundamental para nossa proteção, pois nos lembrarmos de que fogo queima e que nos envolvermos em certas situações é prejudicial (ou até fatal) muitas vezes garante a sobrevivência física e o bem-estar emocional.

É também a capacidade mnêmica que nos possibilita conectar informações e transmitir nossas histórias — tanto coletivas quanto pessoais. E oferece o contorno de nossa identidade, permitindo até mesmo planejar o futuro. Recentemente, pesquisadores comprovaram que as áreas cerebrais envolvidas na produção de projeções e planejamentos são as mesmas usadas na manutenção de recordações.

Essa constatação vai ao encontro de uma ideia com a qual a psicanálise trabalha há mais de um século: elaborar o que se viveu para escapar da repetição e encontrar possibilidades de futuro. Hoje os cientistas sabem que nossas recordações não são reproduções fiéis do que vivemos. LEAL, Gláucia. Revista Mente e Cérebro, Edição especial n. 27. São Paulo: Ediouro Duetto Editorial Ltda. Adaptado.

810. (SEPLAG – Fiscal de Controle Sanitário) De acordo com o Texto II, a memória é fundamental para nossa proteção porque

(A) assegura a sobrevivência física e também o bem-estar emocional.
(B) impede que seres humanos se beneficiem de experiências passadas.
(C) oferece informações práticas sobre hábitos saudáveis ao organismo.
(D) possibilita a descoberta de como o cérebro produz lembranças.
(E) revive as recordações traumáticas que devemos esquecer.

Comentários.

Questão de interpretação de texto.

A leitura atenciosa do texto II permite chegar à conclusão de que a memória é fundamental para nossa proteção, porque assegura a sobrevivência física e também o bem-estar emocional. Portanto está correta a afirmação contida na assertiva (A).

Está errada a afirmação da opção (B), porque a memória permite que os seres humanos se beneficiem de experiências passadas, não impede.

Não há afirmação no texto de que a memória ofereça informações saudáveis ao organismo, nem que possibilite a descoberta de como o cérebro produz lembranças. Portanto, estão erradas as assertivas (C) e (D).

É absurda a afirmação contida na alternativa (E), porque, mesmo que a memória possibilite reviver recordações traumáticas, não há relação lógica com a afirmação de que devemos esquecê-las, nem mesmo relação com o fato de a memória ser fundamental para a nossa proteção.

Resposta: A.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 809


A PARTIR DE 19 DE MARÇO DE 2012 E ATÉ 21 DE ABRIL DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA CESGRANRIO, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF

O texto abaixo é base para a questão 809

Texto I

A FORÇA DO PENSAMENTO

Leia a seguir a entrevista com o neurocientista Miguel Nicolelis sobre seu novo livro, em que discute como a ligação entre cérebro e máquina revolucionará a medicina
e o modo como iremos nos relacionar. No futuro, controlaremos máquinas e resolveremos problemas de saúde pelo comando da mente.

Revista Galileu: O que é uma interface cérebro-máquina?

Miguel Nicolelis: Basicamente, é o envio de informações por pensamento. Transferimos o sinal elétrico do cérebro, codificado de forma digital, sem fio, a equipamentos adaptados para receber esse comando. Com essa união da mente a sistemas virtuais, poderemos ter grandes avanços na medicina já nos próximos anos. A curto prazo, a paralisia é nosso foco. Trabalhamos para fazer quadriplégicos andarem usando uma espécie de esqueleto externo controlado pela mente. A longo prazo, tentaremos encontrar formas de reduzir o processo neurodegenerativo ou as lesões neuronais. Mais adiante, o objetivo será chegar à melhora de funções cognitivas.

Revista Galileu: A interação direta com as máquinas mudará o modo como nos comunicamos?

Miguel Nicolelis: Por completo. Internet, redes sociais e voz são interfaces lentas. Digitação, e até mesmo a linguagem, são imprecisas. Se você pudesse interagir com milhões de pessoas por pensamento ao mesmo tempo, aumentaria a velocidade de comunicação e essas interações seriam muito mais vívidas e reais. Não haveria interface entre você e a máquina, seria uma interação quase que como uma fusão, um inconsciente coletivo, uma rede social feita apenas por pensamentos. A linguagem passa a se transformar num meio secundário de comunicação. Isso só ocorrerá daqui a centenas e centenas de anos.

Revista Galileu: Que mudanças ocorreriam em uma sociedade que se comunica assim?

Miguel Nicolelis: Essa tecnologia pode realmente libertar a percepção dos limites. Com o cérebro, conseguiremos controlar os mais diferentes artefatos mecânicos, robóticos, virtuais, computacionais. Além disso, poderemos também criar novos sentidos. PAVARIN, Guilherme. A força do pensamento: entrevista com Miguel Nicolelis. Revista Galileu, n. 236, São Paulo: Globo. mar. 2011, p. 11-13. Adaptado.

809. (SEPLAG – Fiscal de Controle Sanitário) Considere as afirmativas a seguir acerca das palavras em destaque.

I – Em “Com essa união da mente a sistemas virtuais, poderemos ter grandes avanços na medicina já nos próximos anos.” (resposta à primeira pergunta), a palavra destacada refere-se a sistemas que existem apenas potencialmente, não como realidade.
II – Em “Internet, redes sociais e voz são interfaces lentas.” (resposta à segunda pergunta), a palavra destacada refere-se aos meios pelos quais o usuário interage com um programa ou sistema operacional.
III – Em “[...] essas interações seriam muito mais vívidas e reais. [...]” (resposta à segunda pergunta), a palavra destacada se refere a interações mais verdadeiras.
IV – Em “Com o cérebro, conseguiremos controlar os mais diferentes artefatos mecânicos, [...]” (resposta à terceira pergunta), a palavra destacada se refere a aparelhos ou dispositivos.

São corretas APENAS as afirmativas

(A) I e II
(B) II e III
(C) I, II e III
(D) I, II e IV
(E) I, III e IV

Comentários.

Questão sobre semântica e termos referentes e referidos.

Quanto à primeira assertiva, no trecho “Com essa união da mente a sistemas virtuais, poderemos ter grandes avanços na medicina já nos próximos anos.” (resposta à primeira pergunta), a palavra destacada refere-se a sistemas que existem apenas no plano virtual, mas não na realidade física. Correta a primeira afirmação.

A palavra “interfaces”, no trecho “Internet, redes sociais e voz são interfaces lentas.” (resposta à segunda pergunta), a palavra destacada refere-se aos meios pelos quais o usuário interage com um programa ou sistema operacional, como todos os tipos sistêmicos existentes na Internet: “facebook”, “twitter”, “Orkut”, “skype”, entre outros. Correta a assertiva II.

O adjetivo “vívidas”, no trecho “[...] essas interações seriam muito mais vívidas e reais. [...]” (resposta à segunda pergunta), a palavra destacada se refere a interações mais verdadeiras e presentes. Observe-se o trecho anterior à afirmação: “Se você pudesse interagir com milhões de pessoas por pensamento ao mesmo tempo...”. Certa a afirmação III.

Errada a afirmativa IV, porque, no trecho “Com o cérebro, conseguiremos controlar os mais diferentes artefatos mecânicos, [...]” (resposta à terceira pergunta), a palavra destacada refere-se a todos os artefatos, incluindo os virtuais, não apenas os mecânicos.

Resposta: C.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 808


A PARTIR DE 19 DE MARÇO DE 2012 E ATÉ 21 DE ABRIL DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA CESGRANRIO, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF

808. (SEPLAG – Fiscal de Controle Sanitário) Os critérios que regulam o emprego do sinal indicativo da crase, na língua escrita padrão, determinam os casos em que seu uso é obrigatório, facultativo ou proibido. Na frase “Transferimos o sinal elétrico do cérebro, codificado de forma digital, sem fio, a equipamentos adaptados para receber esse comando.” o uso desse sinal é PROIBIDO, porque, nesse caso, se aplica a mesma regra que em

(A) “Com essa união da mente a sistemas virtuais, poderemos ter grandes avanços na medicina já nos próximos anos.”
(B) “[...] tentaremos encontrar formas de reduzir o processo neurodegenerativo ou as lesões neuronais.” (C) “Não haveria interface entre você e a máquina [...]”
(D) “A linguagem passa a se transformar num meio secundário de comunicação.”
(E) “Essa tecnologia pode realmente libertar a percepção dos limites.”

Comentários.

Questão sobre crase.

Na construção do enunciado, a crase é proibida porque se trata de palavra masculina. Observe-se: frase “Transferimos o sinal elétrico do cérebro, codificado de forma digital, sem fio, a equipamentos adaptados para receber esse comando”, havendo ali apenas a preposição “a”

Na assertiva (A), a inexistência de crase ocorre pela mesma causa, já que “sistemas” é palavra masculina, havendo, também nesse caso, apenas a preposição “a”.

Quanto às opções (B), (C) e (E), não há crase em nenhuma das construções, porque em todas as três trata-se apenas de artigo antes das palavras femininas “lesões”, “máquina” e “percepção”, respectivamente.

Em relação à construção presente na alternativa (D), no segmento “a se transformar”, há apenas preposição, porque a palavra seguinte é uma forma verbal proclítica (= com pronome antes do verbo).

Resposta: (A).

quarta-feira, 4 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 807


A PARTIR DE 19 DE MARÇO DE 2012 E ATÉ 21 DE ABRIL DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA CESGRANRIO, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF

O texto abaixo é base para a questão 807

Texto I

A FORÇA DO PENSAMENTO

Leia a seguir a entrevista com o neurocientista Miguel Nicolelis sobre seu novo livro, em que discute como a ligação entre cérebro e máquina revolucionará a medicina
e o modo como iremos nos relacionar. No futuro, controlaremos máquinas e resolveremos problemas de saúde pelo comando da mente.

Revista Galileu: O que é uma interface cérebro-máquina?

Miguel Nicolelis: Basicamente, é o envio de informações por pensamento. Transferimos o sinal elétrico do cérebro, codificado de forma digital, sem fio, a equipamentos adaptados para receber esse comando. Com essa união da mente a sistemas virtuais, poderemos ter grandes avanços na medicina já nos próximos anos. A curto prazo, a paralisia é nosso foco. Trabalhamos para fazer quadriplégicos andarem usando uma espécie de esqueleto externo controlado pela mente. A longo prazo, tentaremos encontrar formas de reduzir o processo neurodegenerativo ou as lesões neuronais. Mais adiante, o objetivo será chegar à melhora de funções cognitivas.

Revista Galileu: A interação direta com as máquinas mudará o modo como nos comunicamos?

Miguel Nicolelis: Por completo. Internet, redes sociais e voz são interfaces lentas. Digitação, e até mesmo a linguagem, são imprecisas. Se você pudesse interagir com milhões de pessoas por pensamento ao mesmo tempo, aumentaria a velocidade de comunicação e essas interações seriam muito mais vívidas e reais. Não haveria interface entre você e a máquina, seria uma interação quase que como uma fusão, um inconsciente coletivo, uma rede social feita apenas por pensamentos. A linguagem passa a se transformar num meio secundário de comunicação. Isso só ocorrerá daqui a centenas e centenas de anos.

Revista Galileu: Que mudanças ocorreriam em uma sociedade que se comunica assim?

Miguel Nicolelis: Essa tecnologia pode realmente libertar a percepção dos limites. Com o cérebro, conseguiremos controlar os mais diferentes artefatos mecânicos, robóticos, virtuais, computacionais. Além disso, poderemos também criar novos sentidos. PAVARIN, Guilherme. A força do pensamento: entrevista com Miguel Nicolelis. Revista Galileu, n. 236, São Paulo: Globo. mar. 2011, p. 11-13. Adaptado.


807. (SEPLAG – Fiscal de Controle Sanitário) Normalmente, utiliza-se a conjunção “porque” para expressar a relação lógica de causalidade entre duas ideias em um texto. Mas essa relação pode ocorrer, também, entre duas frases que se relacionam sem a presença explícita dessa conjunção, como em

(A) “Com essa união da mente a sistemas virtuais, poderemos ter grandes avanços na medicina já nos próximos anos. A curto prazo, a paralisia é nosso foco.” (resposta à primeira pergunta)
(B) “A longo prazo, tentaremos encontrar formas de reduzir o processo neurodegenerativo ou as lesões neuronais. Mais adiante, o objetivo será chegar à melhora de funções cognitivas.” (resposta à primeira pergunta)
(C) “Internet, redes sociais e voz são interfaces lentas. Digitação e, até mesmo, a linguagem são imprecisas.” (resposta à segunda pergunta)
(D) “A linguagem passa a se transformar num meio secundário de comunicação. Isso só ocorrerá daqui a centenas e centenas de anos.” (resposta à segunda pergunta)
(E) “Essa tecnologia pode realmente libertar a percepção dos limites. Com o cérebro, conseguiremos controlar os mais diferentes artefatos mecânicos, robóticos, virtuais, computacionais.” (resposta à terceira pergunta)

Comentários.

Questão sobre emprego de nexos oracionais e interpretação de texto.

As orações presentes na opção (A) são informativas, e a segunda oração não pode registrar o nexo “porque” entre elas, pois, em verdade, a segunda oração traduz ideia de oposição.

Nas assertivas (B) e (C), as frases adicionam ideias, e entre elas poderia ser registrada a conjunção coordenativa “e”, não “porque”.

As frases contidas na alternativa (D) são opostas entre si, pois geram ideia de adversidade, haja vista que a primeira acena com a linguagem passando a se transformar num meio secundário de comunicação, enquanto a segunda adverte o leitor para o fato de que isso só virá a ocorrer daqui a centenas de anos. Cabe, portanto, a inserção de “mas” entre elas.

A segunda frase da alternativa (E) indica explicação em relação à primeira, podendo ser registrado o nexo “porque” entre as duas.

Resposta: E.

terça-feira, 3 de abril de 2012

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 806


A PARTIR DE 19 DE MARÇO DE 2012 E ATÉ 21 DE ABRIL DE 2012, SERÁ POSTADA DIARIAMENTE UMA QUESTÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA DE CONCURSO ELABORADO PELA CESGRANRIO, EM NÍVEL MÉDIO, COM VISTAS AO CONCURSO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF

O texto abaixo é base para a questão 806

Texto I

A FORÇA DO PENSAMENTO

Leia a seguir a entrevista com o neurocientista Miguel Nicolelis sobre seu novo livro, em que discute como a ligação entre cérebro e máquina revolucionará a medicina
e o modo como iremos nos relacionar. No futuro, controlaremos máquinas e resolveremos problemas de saúde pelo comando da mente.

Revista Galileu: O que é uma interface cérebro-máquina?

Miguel Nicolelis: Basicamente, é o envio de informações por pensamento. Transferimos o sinal elétrico do cérebro, codificado de forma digital, sem fio, a equipamentos adaptados para receber esse comando. Com essa união da mente a sistemas virtuais, poderemos ter grandes avanços na medicina já nos próximos anos. A curto prazo, a paralisia é nosso foco. Trabalhamos para fazer quadriplégicos andarem usando uma espécie de esqueleto externo controlado pela mente. A longo prazo, tentaremos encontrar formas de reduzir o processo neurodegenerativo ou as lesões neuronais. Mais adiante, o objetivo será chegar à melhora de funções cognitivas.

Revista Galileu: A interação direta com as máquinas mudará o modo como nos comunicamos?

Miguel Nicolelis: Por completo. Internet, redes sociais e voz são interfaces lentas. Digitação, e até mesmo a linguagem, são imprecisas. Se você pudesse interagir com milhões de pessoas por pensamento ao mesmo tempo, aumentaria a velocidade de comunicação e essas interações seriam muito mais vívidas e reais. Não haveria interface entre você e a máquina, seria uma interação quase que como uma fusão, um inconsciente coletivo, uma rede social feita apenas por pensamentos. A linguagem passa a se transformar num meio secundário de comunicação. Isso só ocorrerá daqui a centenas e centenas de anos.

Revista Galileu: Que mudanças ocorreriam em uma sociedade que se comunica assim?

Miguel Nicolelis: Essa tecnologia pode realmente libertar a percepção dos limites. Com o cérebro, conseguiremos controlar os mais diferentes artefatos mecânicos, robóticos, virtuais, computacionais. Além disso, poderemos também criar novos sentidos. PAVARIN, Guilherme. A força do pensamento: entrevista com Miguel Nicolelis. Revista Galileu, n. 236, São Paulo: Globo. mar. 2011, p. 11-13. Adaptado.

806. (SEPLAG – Fiscal de Controle Sanitário) Segundo o neurologista entrevistado, a sociedade do futuro transformará a linguagem em meio secundário de
comunicação porque
(A) artefatos robóticos serão responsáveis por emitir mensagens automaticamente.
(B) equipamentos modernos serão responsáveis pela digitação das mensagens.
(C) sistemas virtuais permitirão que o cérebro envie informações por pensamento.
(D) máquinas eficientes terão a capacidade de registrar por escrito as mensagens.
(E) linguagens de caráter visual serão criadas para substituir a linguagem verbal.

Comentários.

Questão sobre interpretação de texto.

Está errada a impressão contida na alternativa (A), porque as mensagens enviadas automaticamente não serão, segundo o entrevistado, emitidas por artefatos robóticos, mas pelo pensamento das pessoas.

Não há, no texto, informação de que equipamentos modernos serão responsáveis pela digitação das mensagens. O neurologista diz que enviaremos as mensagens de nossas próprias mentes, numa rede social feita apenas por pensamentos (resposta à segunda pergunta). Erradas, portanto, as assertivas (B), (C) e (D).

Segundo o neurologista entrevistado, a sociedade do futuro transformará a linguagem em meio secundário de comunicação porque linguagens de caráter visual serão criadas para substituir a linguagem verbal. Portanto está correta a impressão contida na opção (E).

Resposta: (E)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

PROVA DE PORTUGUÊS DO AFRM - COMENTÁRIOS E RESPOSTAS


PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO PARA PROVIMENTO DE CARGO DE AGENTE FISCAL DA RECEITA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE – PMPA – PROVA OCORRIDA DIA 25 DE MARÇO DE 2012.

INSTRUÇÕES: O conjunto de fragmentos forma um texto de Eliane Brum com algumas adaptações. Para cada questão ou conjunto de questões há um fragmento que a essas questões se refere. Leia-o atentamente e responda ao que se pede.

FRAGMENTO 1:

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

1 - Lendo o fragmento acima, pode-se afirmar que a autora:

(A) defende a educação dada aos filhos de famílias abastadas, porque viagens planejadas são proporcionadas às crianças.
(B) afirma que a geração com a qual ela convive é de pessoas que não sabem lidar com a vida e as exigências decorrentes de “viver”.
(C) defende a geração de jovens ágeis em lidar com os aparelhos que representam a modernidade, as “ferramentas da tecnologia”, como diz.
(D) aponta solução para um problema comum na sociedade tecnológica moderna: a infelicidade e a frustração.
(E) analisa a importância que a sociedade dá ao material o que impede o atingimento da felicidade total.
____________________________________________________

2 - No primeiro período do fragmento acima, as expressões iniciadas pela preposição COM:

(A) são complementos para a forma verbal PERCEBO.
(B) justificam a primeira vírgula do texto, porque têm a mesma função sintática.
(C) deveriam estar antecedidas da preposição DE.
(D) têm função de adjetivos para o verbo CONVIVER.
(E) são expressões de realce, portanto poderiam ser excluídas sem prejuízo à estrutura.
_______________________________________________________

3 -As relações de regência podem ser determinadas por um verbo ou um nome. Assinale a alternativa que apresenta uma relação nominal de regência, considerada a preposição grifada.

(A) Os jovens acreditam em patrimônio de felicidade.
(B) A sociedade moderna dá oportunidades de trabalho aos jovens.
(C) Ao conviver com os mais jovens, tem-se a sensação de que a felicidade é fácil.
(D) Os jovens não sabem lidar com a frustração.
(E) Realizam-se os que são adeptos do trabalho e entendem as frustrações.
________________________________________________________

FRAGMENTO 2:

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

4 - Tendo em vista a concordância e desconsiderando qualquer outro aspecto, todas as alterações abaixo estariam corretas e admissíveis pelo padrão culto da língua, exceto:

(A) substituir a forma verbal HÁ, no início do fragmento, por EXISTIR, mantendo-se pessoa e número, tempo e modo.
(B) substituir a forma verbal NASCEM pelo singular.
(C) substituir o adjetivo COMPLACENTE pelo plural.
(D) substituir SENTEM-SE TRAÍDOS e REVOLTAM-SE por SENTE-SE TRAÍDA e REVOLTA-SE, concordando com GERAÇÃO.
(E) substituir CONCEDE por CONCEDEM.
_________________________________________________________

5 - Qual a passagem do texto em que está evidente uma posição da autora?

(A) Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas[...]
(B) Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram.
(C) E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos
(D) [...] e boa parte se emburra e desiste[...]
(E) Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia[...]
__________________________________________________________

FRAGMENTO 3:

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
____________ boa parte dessa nova geração é assim? Penso que _____ é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e ___________ de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

6 - Completam, correta e respectivamente, as lacunas do texto as palavras da alternativa:

(A) Por que – esse – proteger-lhes
(B) Porque – este – proteger-lhes
(C) Por que – esse – protegê-los
(D) Porque – este – os proteger
(E) Por que – esse – lhes proteger
____________________________________________________________

FRAGMENTO 4:

7 - As alternativas compõem o fragmento 4. Assinale aquela que não apresenta erro de ortografia e/ou acentuação gráfica.

(A) É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos comprendam como parte do processo educativo duas premiças básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento?
(B) Existe alguém que viva sem se confrontar dia apos dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
(C) Nossa classe média parece desprezar o esfôrço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa.
(D) Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina.
(E) Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda prescisam assegurar seu lugar no pais.
____________________________________________________________

FRAGMENTO 5:

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

8 - Considere as afirmativas e assinale aquela que está incorreta, considerando o fragmento acima.

(A) As formas verbais TÊM, nas duas ocorrências, são acentuadas porque o sujeito é composto e exige verbo no plural.
(B) A forma verbal PAGADO poderia ser substituída, sem prejuízo à correção, por PAGO.
(C) O substantivo EMBURRAMENTO é formado pelo processo chamado parassíntese.
(D) O ponto final depois do advérbio TERRIVELMENTE poderia, sem prejuízo à estrutura e à correção, ser substituído por uma vírgula.
(E) A autora afirma no fragmento que ninguém consegue tudo o que quer na vida.
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9 - Considere as propostas de modificação dos sinais de pontuação no fragmento acima.

I - Substituição do ponto final depois de DIREITO ( final do primeiro parágrafo) por uma vírgula, substituição da letra maiúscula por minúscula em E e o acréscimo de uma vírgula depois de FRUSTRAÇÃO.
II -O acréscimo de duas vírgulas no período que inicia o segundo parágrafo.
III - Substituição do travessão depois de LIMITAÇÕES por ponto-e-vírgula.

Quais estão corretas?

(A) Apenas I.
(B) Apenas II.
(C) Apenas III.
(D) Apenas I e II.
(E) Apenas II e III.
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10 - Conforme o fragmento acima,

(A) é crença popular que viver sem sofrer é fantasioso.
(B) todos os pais e filhos têm a crença de que a felicidade é um direito adquirido.
(C) o termo ANOMALIA poderia ser substituído, sem qualquer prejuízo, por anormalidade, excepcionalidade.
(D) as crianças e os adolescentes cobram dos pais uma realidade diferente da que estes prometerem.
(E) todas as crianças são criadas cientes de que têm limitações.
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FRAGMENTO 6:

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos nenhum espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
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11 - Considere os pronomes nas passagens abaixo e assinale a que apresenta pronome na função substantiva.

(A) Ninguém descobre que viver é complicado[...]
(B) [...] este momento é apenas quando a condição humana[...]
(C) Estes pais e estes filhos combinaram com a vida[...]
(D) [...] projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão[...]
(E) [...] se não temos nenhum espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão[...]
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12 - Se a passagem “A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”?” fosse reescrita, o resultado correto e adequado ao texto original seria:

(A) A questão, como poderia ter formulado o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida de que seria fácil”?
(B) A questão, como poderia ter sido formulada pelo filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida de que seria fácil”?
(C) A questão, como poderia ser formulada pelo filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”?
(D) A questão, como podia ser formulada pelo filósofo Garrincha, seria: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”?
(E) Se a questão, como seria formulada pelo filósofo Garrincha, fosse: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”?
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FRAGMENTO 7:

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

13 - Considere as afirmativas sobre o fragmento e assinale a incorreta.

(A) O fragmento inicia com uma incorreção gramatical no que se refere à colocação do pronome pessoal oblíquo ME, entretanto há permissão gramatical, quando o tom do texto é de coloquialidade.
(B) Na passagem o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos há uma situação de linguagem conotativa ou metafórica.
(C) No penúltimo período do fragmento, a autora sugere que medicamentos são dados inapropriadamente a crianças que cumprem as regras de comportamento de que delas se espera.
(D) Os dois pontos, na primeira linha do fragmento, poderiam ser substituídos por um ponto final com a
consequente substituição de minúscula por maiúscula sem prejuízo semântico ou sintático à estrutura.
(E) Família, fácil e cotidiano são palavras paroxítonas quanto à sílaba tônica.
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FRAGMENTO 8:

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

14 - Considere as afirmativas acerca das situações de concordância.

I - A forma verbal TÊM está no plural porque concorda com FILHOS.
II -A forma verbal CABERIA deveria estar no plural, porque deveria concordar com PAIS.
III- Se o substantivo RELAÇÃO, sublinhado no texto, for colocado no plural, três outras palavras do período obrigatoriamente devem ser colocadas no plural.
IV- Se, ao final da enumeração o sofrimento, o medo e as dúvidas, fosse acrescentada uma vírgula e o pronome TUDO, o verbo deveria ser colocado no singular.

Quais afirmativas estão corretas?

(A) Apenas I e II.
(B) Apenas I, II, III.
(C) Apenas II e IV.
(D) Apenas I, III e IV.
(E) Apenas I e IV.
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15 - Assinale a reescritura da passagem do texto que está clara, correta e coerente.

(A) Aos filhos cabe fingir felicidade ( e como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar : e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade[...]
(B) Aos filhos cabe fingir felicidade ( e, porque não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, porquanto estas são as mais fáceis de alcançar) e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade[...]
(C) Aos filhos cabe fingir felicidade: e, quando não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, ainda que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade[...]
(D) Os filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, visto que estas são as mais fáceis de alcançar – e os pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade[...]
(E) Aos filhos, cabe fingir felicidade, e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais, cabe fingir ter a possibilidade, de garantir a felicidade
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FRAGMENTO 9:

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

16 – Analise as afirmativas abaixo.

I - Considerando que este fragmento é continuação do fragmento 8, pode-se afirmar que DISSO estabelece relação com uma idéia já expressa.
II - O pronome relativo QUE, na última oração do fragmento tem como termo antecedente o pronome demonstrativo.
III- Em E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo, a função do primeiro QUE é a mesma que a do segundo QUE.

Quais estão corretas?

(A) Apenas I.
(B) Apenas II.
(C) Apenas III.
(D) Apenas I e III.
(E) Apenas I e II.
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FRAGMENTO 10:

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

17 - Da leitura do fragmento acima, pode-se identificar:

(A) conselhos que a autora dá aos pais para manter os filhos atualizados.
(B) críticas que a autora faz ao modo inadequado de tratamento dos filhos em relação aos pais.
(C) constatações de como a vida é e sugestões aos pais de como devem agir com os filhos.
(D) orientações para o pai de família que chega cansado a sua casa depois de um dia de trabalho.
(E) imposições categóricas à educação dos jovens de famílias abastadas.
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18 - Considere para a questão os pronomes grifados no fragmento - na ordem em que aparecem - e assinale a alternativa que apresenta a relação coesiva incorreta.

(A) O pronome possessivo SUAS retoma o substantivo POSSIBILIDADES.
(B) O pronome possessivo SUA retoma o pronome de tratamento VOCÊ.
(C) O pronome relativo QUE retoma o substantivo MOVIMENTO.
(D) O pronome possessivo MEU retoma o substantivo PAIS.
(E) O pronome relativo QUE retoma O.
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FRAGMENTO 11:

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

19 – Analise as afirmativas abaixo.

I - O fragmento acima, que é a conclusão da tese de Eliane Brum, nos permite afirmar que a autora centrou
o tema do texto na relação entre pais e filhos e as decorrências disso, deixando evidente sua posição em relação a sua tese.
II - No primeiro período do texto, estaria correta a inclusão de uma vírgula antes do E.
III- O substantivo FELICIDADE é formado pelo acréscimo de um sufixo e tem sua origem num adjetivo.
IV - O substantivo PACIÊNCIA é acentuado por ser uma paroxítona terminada em ditongo crescente ou por ser uma proparoxítona eventual ou relativa.

Quais estão corretas?

(A) Apenas I e III.
(B) Apenas II e III.
(C) Apenas I, II e IV.
(D) I, II, III e IV.
(E) Apenas I e IV.
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20 - Após a leitura de todos os fragmentos, pode-se afirmar que a autora:

(A) tratou de um tema já ultrapassado, porque os pais não agem assim com os filhos.
(B) posicionou-se de forma categórica e radical em relação à educação dos filhos.
(C) tratou de um tema atual, numa linguagem acessível a qualquer nível de leitor, sugerindo ações eficientes para o problema apontado.
(D) apontou sugestões que devem ser seguidas por todos os pais que têm filhos adolescentes.
(E) tratou do tema de forma distante e irreal, já que não conhece a realidade que foi enfocada no texto.
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COMENTÁRIOS E RESPOSTAS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO PARA AGENTE FISCAL DA RECEITA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE – PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE – BANCA DA FUNDAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO GRANDE DO SUL – FMP – PROCESSO DE SELEÇÃO OCORRIDO EM PRIMEIRA ETAPA NO DIA 25 DE MARÇO DE 2012

QUESTÃO 1 – Interpretação de texto

No fragmento 1, a autora afirma que a geração com a qual ela convive é de pessoas que não sabem lidar com a vida e as exigências decorrentes de “viver”. Não há defesa da educação dada aos filhos de famílias abastadas, nem referência a viagens planejadas, portanto está errada a assertiva (A), nem defende a geração de jovens ágeis em lidar com aparelhos que representam a modernidade, o que invalida a opção (C). De igual forma, no fragmento 1, a autora não aponta solução para infelicidade e frustração, desfazendo-se a alternativa (D). A autora reserva-se ao argumento de que os jovens são a geração ao mesmo tempo mais preparada e menos preparada, porque domina as tecnologias, mas não sabe lidar com frustrações, nem conhece o esforço. Também não analisa a importância que a sociedade dá ao material que impede a felicidade total, porque não atribui felicidade às ferramentas do mundo moderno, o que desfaz a afirmação contida na opção (E).

Resposta: B.
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QUESTÃO 2 – Regência verbal e nominal

No trecho “Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande...” (1ª período o fragmento 1), os trechos iniciados pela preposição “com” (sublinhadas) atendem à complementação do verbo “conviver”, funcionando como introdução ao objeto indireto exigido pelo referido verbo.
Portanto está errada a assertiva (A), porque não são complementos do verbo “perceber” (em “percebo”), que inicia a oração seguinte. Também não deveriam estar precedidas da preposição “DE”, porque o verbo “conviver” exige apenas “com”, o que invalida a alternativa (C). Está errada a opção (D), porque os trechos iniciados por “com” são objetos indiretos de “conviver”, não tendo função de adjetivos, da mesma forma que está incorreta a opção (E), porque a preposição “com” é exigida por “conviver” e seu uso é obrigatório, não sendo de realce.

Resposta: B.
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QUESTÃO 3 – Regência verbal e nominal – ANULADA PELA BANCA NA DIVULGAÇÃO DO GABARITO

A banca solicita ao candidato que aponte entre as alternativas a que apresenta uma relação nominal de regência, deixando expressa a instrução de que se considere a preposição grifada, mas não grifa nenhuma preposição em qualquer alternativa.
Na opção (B), há estrutura de regência nominal em “oportunidades de trabalho”, em que a expressão sublinhada é complemento nominal de “oportunidades”. Na opção (C), a construção “sensação de que a felicidade é fácil” apresenta complemento nominal (sublinhado), que integra o sentido de “sensação”. Na alternativa (E), em “adeptos do trabalho”, a expressão sublinhada é complemento nominal de “adeptos”.
Observe-se, então, que há três situações de regência nominal nas alternativas apresentadas nesta questão. Em razão de a banca, por nítida ausência de revisão, não ter grifado as preposições, indicou, por ocasião da divulgação do gabarito, como anulada, ex officio.
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QUESTÃO 4 – Concordância verbal

Quanto à assertiva (A), está correta a sugestão de substituir “HÁ” por “EXISTE”, porque o objeto do verbo “haver” está no singular e passará a ser sujeito com o verbo “existir”. Observe-se: “Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios...” por “Existe uma geração de classe média que estudou em bons colégios...”.
Errada a sugestão contida na assertiva (B), porque, no trecho “Ou que já nascem prontos”, não se pode substituir “nascem” por “nasce”, já que o predicativo está no plural. O verbo poderia ir para o singular em relação ao sujeito, que poderia ser considerado “Uma geração”, mas não em relação ao predicativo “prontos”, que deveria ser também levado para o singular.
Em relação à opção (C), no trecho “... onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente”, pode-se pluralizar “complacente”, porque estará concordando com “um pai ou uma mãe”. Correta a sugestão.
É correta a sugestão da substituição de “sentem-se traídos” e “revoltam-se” por suas formas singulares, “sente-se traída” e “revolta-se”, na alternativa (D), haja vista que o referente pode “Uma geração”, com núcleo no singular: “Uma geração... “ ... “sente-se traída e revolta-se”.
No trecho “... onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede”, pode-se substituir “concede” por sua forma plural “concedem”, considerando-se “pai” e “mãe” como núcleos. Está correta a assertiva (E.

Resposta: B.
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QUESTÃO 5 – Interpretação de texto

A passagem em que está evidente uma posição da autora encontra-se na opção (C). Observe-se que, na construção “E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos”, o segmento “porque obviamente não acontece” é uma clara posição da autora.
Nas opções (A), (B), (D) e (E), a autora descreve ou narra situações que enxerga no cotidiano, relatando apenas o que ocorre e não empregando suas impressões pessoais.

Resposta: C.
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QUESTÃO 6 – Emprego de “porquês”, pronomes demonstrativos, colocação pronominal e regência verbal

O trecho “_______________ boa parte dessa nova geração é assim?” encerra uma pergunta direta, cuja lacuna deve ser preenchida com “Por que”, separado e sem acento, grafia que se utiliza em interrogações diretas e indiretas. Logo “Por que boa parte dessa nova geração é assim?”
No segmento “Penso que _______________ é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje”, a lacuna deve ser preenchida com “esse”, por se tratar de pronome demonstrativo referente a algo que já foi registrado no texto. Dessa forma, a redação será “Penso que esse é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje”.
Com relação ao segmento “Pais fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e ____________ de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade”, a lacuna deve receber a forma verbal enclítica (= pronome em ênclise, isto é, depois do verbo) “protegê-los”. Deve-se utilizar ênclise porque não há elemento de atração que suporte próclise (= pronome antes do verbo); deve-se utilizar “os”, que se transforma em “los” em razão de o verbo terminar em “r”, porque se trata de objeto direto, já que “proteger” é verbo transitivo direto (quem protege protege alguém ou alguma coisa).

Resposta: (C).
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QUESTÃO 7 – Ortografia e acentuação gráfica

A opção (A) apresenta erro na palavra “premiça”, que deve ser grafada “premissa”.
Na alternativa (B), faltou indicar acento gráfico na preposição “após”, que aparece grafada “apos”.
Quanto à assertiva (C), está errado o acento gráfico em “esfôrço”, que não leva acento: “esforço”.
Na opção (E), a forma verbal “prescisam” aparece grafada com “SC”, quando deve ser “precisam”.

Resposta: D.
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QUESTÃO 8 – Interpretação de texto, concordância verbal, conjugação verbal e formação de palavras

A forma verbal “têm”, no trecho “ Pais e filhos têm”, é acentuada porque concorda com sujeito composto. Já no trecho “... mas não têm o menor preparo...”, a forma verbal está acentuada porque seu sujeito é “jovens”, portanto simples, não composto. Errada, por essa razão, a opção (A).
No trecho “Pais e filhos têm pagado...”, a forma do particípio “pagado” poderia ser substituída por “pago”, sem prejuízo da correção, até porque a forma culta do particípio de “pagar” é “pago”. Correta a afirmação (B).
O substantivo “emburramento” é formado pelo processo parassintético, uma vez que a palavra só existe na presença de prefixo e sufixo, só podendo ser empregada com os dois afixos (= prefixo e sufixo) simultaneamente. Correta a afirmação (C).
No trecho “E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas...”, o ponto-final depois de “terrivelmente” poderia, sem prejuízo da estrutura e da correção gramatical, por vírgula, já que se trata de duas orações coordenadas. O resultado será “E o pior é que sofrem terrivelmente, porque possuem muitas habilidades e ferramentas...”. Correta a opção (D).
No final do fragmento 5, a autora deixa claro que “... ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer”. Correta a alternativa (E.

Resposta: A.
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QUESTÃO 9 – Pontuação

No trecho “... de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso”, pode-se substituir o ponto-final por vírgula, fazendo-se o acerto do “E” de maiúsculo para minúsculo e colocar vírgula logo depois de “frustração”. A oração pode ser alterada na primeira sugestão, porque se trata de duas orações coordenadas, sendo a segunda iniciada por “e”, com vírgula antes, pois de trata de sujeitos diferentes. E a última sugestão marcaria a supressão intencional do verbo. Observe-se a frase já com as modificações: “... de que a felicidade é um direito, e a frustração, um fracasso”. Correta a afirmação I.
Quanto ao trecho “Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido”, caberia vírgula antes da oração subordinada final “para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens” e caberia vírgula antes da oração iniciada por “ao descobrir...”, ficando com a seguinte redação: “Basta andar por esse mundo, para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens, ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido”. Portanto há, no contexto, possibilidade para se inserirem duas vírgulas. Correta a opção II.
No trecho “Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que sejam consegue tudo o que quer”, o travessão não pode ser substituído por ponto-e-vírgula, porque se trata de duas orações coordenadas, ligadas por “e”. O travessão tem apenas força de leitura, destacando o último trecho, o que significa não ser substituível por ponto-e-vírgula. Errada a assertiva III.

Resposta: D.
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QUESTÃO 10 – Interpretação de texto e semântica

Não há, no texto, suporte para se afirmar que, conforme o fragmento, seja crença popular que viver sem sofrimento é fantasioso, nem mesmo que todos os pais e filhos têm a crença de que felicidade é um direito adquirido. Nesse último caso, afirma-se que pais e filhos têm pago caro por essa crença, mas não afirma que pais e filhos tenham tal crença Errada, portanto, as assertivas (A) e (B).
No trecho “De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido”, pode ser substituída a expressão “anomalia” por anormalidade”, ou “excepcionalidade”, em qualquer prejuízo ao texto. Observe-se o trecho com a substituição sugerida: De que as dores inerentes a toda vida são uma anormalidade e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido”. Correta a sugestão oferecida na opção (C).
Segundo o fragmento, os jovens se espantam e se magoam ao descobrir que a vida não é como lhes prometeram seus pais. Não há, no texto, notícia de que os jovens cobrem dos pais uma realidade diferente da que estes lhes prometeram. Errada, dessa forma, a opção (D).
O texto faz referência ao fato de que os jovens não imaginam que viver é também aceitar limitações, mas não alude à afirmação de que as crianças sejam criadas cient es de que possuam limitações. Errada a alternativa (E).

Resposta: C.
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QUESTÃO 11 – Pronomes e suas funções

A construção reproduzida na alternativa (A) contém pronome na função substantiva. No trecho “Ninguém descobre que viver é complicado”, o pronome “que” cumpre função de conjunção integrante do verbo “descobrir”, podendo ser a oração substituída por um substantivo: “Ninguém descobre a complicação de viver”. Esta é a opção em que o pronome se apresenta na função substantiva.
Nas assertivas (B) e (C), os pronomes “este” (B) e “estes” (C), nas duas ocorrências, funcionam como demonstrativos, não apresentando função substantiva.
O pronome “nenhum”, na opção (D), é indefinido, e o pronome “se”, na alternativa (E) é conjunção subordinativa adverbial condicional. Em nenhum deles, há função substantiva.

Resposta: A.
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QUESTÃO 12 – Reconstrução de frases

A reescritura da cosntrução “A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”?” está correta na alternativa (C): A questão, como poderia ser formulada pelo filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”?

Nas opções (A) e (B), aparece a preposição “de” antes de “que” no segmento “combinaram com a vida que seria fácil”. Não há termo que esteja regendo preposição, razão por que estão erradas as duas construções.

Quanto à alternativa (D), houve torça do tempo verbal de “poderia”, conforme o original, para “podia”, o que é erro.

Na assertiva (E), o verbo “poder”, em “poderia”, conforme está no original, foi mudado para o verbo “ser”, em “seria”, o que difere da construção do enunciado e incorre em erro.

Resposta: C.
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QUESTÃO 13 – Diversos aspectos gramaticais

Está errada a interpretação apresentada na opção (C), porque não há a informação de que medicamentos sejam aplicados inapropriadamente, apenas diz que se aplicam medicamentos.

As demais alternativas estão corretas.

Resposta: C.
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QUESTÃO 14 – Concordância verbal

Questão com defeito de impressão e revisão por parte da banca da FMP. Na assertiva III, há referência sobre a palavra “relação” estar sublinhada no texto. Ela não aparece sublinhada no texto e, ainda, há duas ocorrências da palavra “relação”, uma no primeiro período e outra no terceiro período do primeiro parágrafo do fragmento 8, o que impede o candidato de avaliar a proposta.
A questão deve, por medida de justiça, ser anulada.
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QUESTÃO 15 – Clareza, coerência e correção (em especial pontuação)

Na assertiva (A), falta registrar a primeira vírgula do segmento “como não conseguem”.
Na opção (C), está errado o emprego de dois-pontos depois de felicidade, pois ali não se introduz citação ou explicação.
A construção da alternativa (D) apresenta erro na ausência da preposição “a”, em “Os filhos...”, que deve ser “Aos filhos...”.
Há dois erros de pontuação na construção da alternativa (E): falta registrar a primeira vírgula no segmento “aos pais” e deve ser retirada a vírgula depois de “possibilidade”, que separa o substantivo de seu complemento nominal.

Resposta: B.
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QUESTÃO 16 – Pronomes

Correta a afirmação I, porque a contração da preposição “de” com o pronome demonstrativo “isso”, em “disso”, no trecho “ O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem”, retoma ideia expressa no fragmento anterior.

No segmento “mas aquela que paralisa”, na última oração do fragmento 9, retoma o pronome demonstrativo “aquela”. Correta a afirmação II.

No fragmento “E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo”, o primeiro “que” exerce a função de conjunção subordinativa integrante, ligada ao verbo “fingir”; o segundo “que” funciona como pronome relativo. Portanto não exercem igual função. Errada a assertiva III.

Resposta: E.
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QUESTÃO 17 – Interpretação de texto

Da leitura do fragmento 10, é possível identificar constatações de como a vida é e sugestões aos pais de como devem agir com os filhos, portanto está correta a assertiva (C).
As demais impressões contidas nas assertivas (A), (B), (D) e (E) não aparecem no texto.

Resposta: C.
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QUESTÃO 18 – Pronomes

O pronome “suas”, no trecho “Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade”, retoma “jovens”, não “possibilidades”, portanto está errada a assertiva (A).

As demais relações, nas alternativa (B), (C), (D) e (E), estão corretas.

Resposta: A.
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QUESTÃO 19 – Interpretação de texto, pontuação, estrutura e formação de palavras e acentuação

Correta a assertiva I, porque no fragmento 11 a autora conclui sua tese e deixou evidente sua posição quanto à relação entre pais e filhos.

No trecho “Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência”, pode-se registrar vírgula antes do “e”, por se tratar de orações de sujeitos diferentes. Correta a assertiva II.

A palavra “felicidade” é decorrente do acréscimo do sufixo “dade” ao adjetivo “feliz”. Correta a assertiva III.

Correta a assertiva IV, porque “paciência” é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente.

Resposta: D.
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QUESTÃO 20 – Interpretação de texto

O tema do texto não é ultrapassado, pois se trata das relações entre pais e filhos na sociedade moderna, nem tratou do tema de forma distante e irreal, porque utilizou imagens atuais e experiências pessoais da realidade momentânea, portanto estão erradas as assertivas (A) e (E).

A autora não se posicionou radicalmente em relação à educação dos filhos, nem apontou sugestões que os pais devem seguir na educação de filhos apenas adolescentes, pois há referência a crianças e jovens. Erradas, portanto, as assertivas (B) e (D).

Resposta: C.
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