quarta-feira, 30 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 751



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal, INSS e Caixa Econômica Federal – CEF.

AS POSTAGENS 736 A 755 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2011 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ESCRITURÁRIO DO BANCO REGIONAL DE BRASÍLIA – BRB, EM CONCURSO DE NÍVEL MÉDIO ELABORADO PELO CESPE.


O item a seguir apresenta fragmento de texto adaptado do sítio www.revistatemalivre.com. Julgue-o quanto à correção gramatical.

751. (CESPE – BRB – Escriturário - 2011) Restavam ao governo português duas alternativas para aumentar a liquidez do sistema e financiar os gastos. Uma delas, que consistia em promover a elevação do valor de face da moeda, ainda que possibilitasse um aumento nominal do estoque de moeda, apresentava custo político elevado, já que, na prática, ocasionaria a depreciação do poder de compra da moeda.

Comentários.

Questão sobre diversos aspectos gramaticais.

Está correta gramaticalmente a estrutura do fragmento.

Correta a construção.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 750



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal, INSS e Caixa Econômica Federal – CEF.

AS POSTAGENS 736 A 755 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2011 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ESCRITURÁRIO DO BANCO REGIONAL DE BRASÍLIA – BRB, EM CONCURSO DE NÍVEL MÉDIO ELABORADO PELO CESPE.


O item a seguir apresenta fragmento de texto adaptado do sítio www.revistatemalivre.com. Julgue-o quanto à correção gramatical.

750. (CESPE – BRB – Escriturário - 2011) A transformação do Rio de Janeiro em sede do Reino Português, a abertura dos portos às nações amigas e o fim das restrições impostas às manufaturas brasileiras aumentaram ainda mais a demanda por moeda, que não poderia ser suprida a partir do estoque existente.

Comentários.

Questão sobre diversos aspectos gramaticais.

Está correta gramaticalmente a estrutura do fragmento.

Correta a construção.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 749



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal, INSS e Caixa Econômica Federal – CEF.

AS POSTAGENS 736 A 755 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2011 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ESCRITURÁRIO DO BANCO REGIONAL DE BRASÍLIA – BRB, EM CONCURSO DE NÍVEL MÉDIO ELABORADO PELO CESPE.


O item a seguir apresenta fragmento de texto adaptado do sítio www.revistatemalivre.com. Julgue-o quanto à correção gramatical.

749. (CESPE – BRB – Escriturário - 2011) É praticamente consensual entre os historiadores a opinião de que os interesses do governo português em criar o Banco do
Brasil deveu-se a impossibilidade de financiar os gastos públicos — elevados quando da transferência da Corte para o Rio de Janeiro — mediante apenas da cobrança de tributos.

Comentários.

Questão sobre diversos aspectos gramaticais.

A construção apresenta os seguintes erros:

1. o verbo “dever”, em “deveu-se”, tem como sujeito “os interesses do governo português”, portanto deve ir para o plural: “deveram-se”.
2. o segmento “mediante apenas da cobrança” deve ser corrigido para “mediante apenas a cobrança”, pois não há elemento que exija a preposição “de”, em “da”.

Errada a construção.

domingo, 27 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 748



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal, INSS e Caixa Econômica Federal – CEF.

AS POSTAGENS 736 A 755 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2011 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ESCRITURÁRIO DO BANCO REGIONAL DE BRASÍLIA – BRB, EM CONCURSO DE NÍVEL MÉDIO ELABORADO PELO CESPE.


O início das operações do primeiro Banco do Brasil, em 1809, pode ser considerado um marco fundamental na história monetária do Brasil e de Portugal, não só por ter sido primeira instituição bancária portuguesa, mas também por representar uma mudança significativa no meio circulante do Brasil, já que houve emissão de notas bancárias. Até então, as funções de meio de troca e de pagamentos haviam sido cumpridas exclusivamente por moedas mercadorias — a exemplo do açúcar e do algodão — e por moedas metálicas originárias de Portugal e de outras partes do mundo ou cunhadas na Colônia.
A cunhagem de moedas na Colônia desenvolveu-se por meio da instalação, em Salvador, na Bahia, da Casa da Moeda, em fins do século XVII. No entanto, a prática de cunhagem no interior da Colônia não eliminou, no Brasil, as trocas realizadas por intermédio de moedas estrangeiras. No extremo norte, por exemplo, continuavam sendo usadas no comércio moedas mexicanas e peruanas, e no extremo sul, na área onde atualmente se localiza o estado do Rio Grande do Sul, circulavam indistintamente moedas brasileiras e dos países vizinhos. Internet: (com adaptações).

Com relação às estruturas linguísticas e aos sentidos do texto acima, julgue o item seguinte.

748. (CESPE – BRB – Escriturário - 2011) Mantêm-se a correção gramatical e o sentido do texto ao se substituir a conjunção “já que” (1º período do 1º parágrafo) por uma das seguintes: pois, porquanto, visto que, uma vez que.

Comentários.

Questão sobre conjunções subordinativas.

A conjunção “já que”, presente no trecho “... também por representar uma mudança significativa no meio circulante do Brasil, já que houve emissão de notas bancárias” (1º período do 1º parágrafo), é subordinativa causal e sinônima de “pois”, “porquanto”, “visto que” e “uma vez que”. Portanto “já que” pode ser substituída por qualquer uma das alistadas no enunciado.

Correta a afirmação.

sábado, 26 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 747



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal, INSS e Caixa Econômica Federal – CEF.

AS POSTAGENS 736 A 755 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2011 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ESCRITURÁRIO DO BANCO REGIONAL DE BRASÍLIA – BRB, EM CONCURSO DE NÍVEL MÉDIO ELABORADO PELO CESPE.


O início das operações do primeiro Banco do Brasil, em 1809, pode ser considerado um marco fundamental na história monetária do Brasil e de Portugal, não só por ter sido primeira instituição bancária portuguesa, mas também por representar uma mudança significativa no meio circulante do Brasil, já que houve emissão de notas bancárias. Até então, as funções de meio de troca e de pagamentos haviam sido cumpridas exclusivamente por moedas mercadorias — a exemplo do açúcar e do algodão — e por moedas metálicas originárias de Portugal e de outras partes do mundo ou cunhadas na Colônia.
A cunhagem de moedas na Colônia desenvolveu-se por meio da instalação, em Salvador, na Bahia, da Casa da Moeda, em fins do século XVII. No entanto, a prática de cunhagem no interior da Colônia não eliminou, no Brasil, as trocas realizadas por intermédio de moedas estrangeiras. No extremo norte, por exemplo, continuavam sendo usadas no comércio moedas mexicanas e peruanas, e no extremo sul, na área onde atualmente se localiza o estado do Rio Grande do Sul, circulavam indistintamente moedas brasileiras e dos países vizinhos. Internet: (com adaptações).

Com relação às estruturas linguísticas e aos sentidos do texto acima, julgue o item seguinte.

747. (CESPE – BRB – Escriturário - 2011) O termo “considerado” (1º período do 1º parágrafo) está empregado no masculino para concordar com “Banco do Brasil” (1º período do 1º parágrafo).

Comentários.

Questão sobre concordância nominal.

No trecho “O início das operações do primeiro Banco do Brasil, em 1809, pode ser considerado um marco fundamental na história monetária do Brasil e de Portugal, não só por ter sido primeira instituição bancária portuguesa...” (1º período do 1º parágrafo), o termo “considerado”, que é forma verbal no particípio funcionando como predicativo na oração, remete à expressão “O início das operações”, cujo núcleo é “início”, e não a “Banco do Brasil”.

Portanto não foi o “Banco do Brasil” o marco fundamental na história monetária do Brasil e de Portugal, mas o “início das operações do primeiro Banco do Brasil”.

Errada a afirmação.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 746



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal, INSS e Caixa Econômica Federal – CEF.

AS POSTAGENS 736 A 755 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2011 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ESCRITURÁRIO DO BANCO REGIONAL DE BRASÍLIA – BRB, EM CONCURSO DE NÍVEL MÉDIO ELABORADO PELO CESPE.


O início das operações do primeiro Banco do Brasil, em 1809, pode ser considerado um marco fundamental na história monetária do Brasil e de Portugal, não só por ter sido primeira instituição bancária portuguesa, mas também por representar uma mudança significativa no meio circulante do Brasil, já que houve emissão de notas bancárias. Até então, as funções de meio de troca e de pagamentos haviam sido cumpridas exclusivamente por moedas mercadorias — a exemplo do açúcar e do algodão — e por moedas metálicas originárias de Portugal e de outras partes do mundo ou cunhadas na Colônia.
A cunhagem de moedas na Colônia desenvolveu-se por meio da instalação, em Salvador, na Bahia, da Casa da Moeda, em fins do século XVII. No entanto, a prática de cunhagem no interior da Colônia não eliminou, no Brasil, as trocas realizadas por intermédio de moedas estrangeiras. No extremo norte, por exemplo, continuavam sendo usadas no comércio moedas mexicanas e peruanas, e no extremo sul, na área onde atualmente se localiza o estado do Rio Grande do Sul, circulavam indistintamente moedas brasileiras e dos países vizinhos. Internet: (com adaptações).

Com relação às estruturas linguísticas e aos sentidos do texto acima, julgue o item seguinte.

746. (CESPE – BRB – Escriturário - 2011) A expressão “moedas mexicanas e peruanas” (3º período do 2º parágrafo) exerce, na oração em que ocorre, a função sintática de sujeito.

Comentários.

Questão sobre identificação do sujeito.

No trecho “No extremo norte, por exemplo, continuavam sendo usadas no comércio moedas mexicanas e peruanas...” (3º período do 2º parágrafo), o segmento “moedas mexicanas e peruanas” funciona como sujeito de “continuavam sendo usadas”. Observe-se: “quem é que continuava sendo usado?” Resposta: “moedas mexicanas e peruanas”.

Correta a afirmação.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 745



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal, INSS e Caixa Econômica Federal – CEF.

AS POSTAGENS 736 A 755 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2011 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ESCRITURÁRIO DO BANCO REGIONAL DE BRASÍLIA – BRB, EM CONCURSO DE NÍVEL MÉDIO ELABORADO PELO CESPE.


O início das operações do primeiro Banco do Brasil, em 1809, pode ser considerado um marco fundamental na história monetária do Brasil e de Portugal, não só por ter sido primeira instituição bancária portuguesa, mas também por representar uma mudança significativa no meio circulante do Brasil, já que houve emissão de notas bancárias. Até então, as funções de meio de troca e de pagamentos haviam sido cumpridas exclusivamente por moedas mercadorias — a exemplo do açúcar e do algodão — e por moedas metálicas originárias de Portugal e de outras partes do mundo ou cunhadas na Colônia.
A cunhagem de moedas na Colônia desenvolveu-se por meio da instalação, em Salvador, na Bahia, da Casa da Moeda, em fins do século XVII. No entanto, a prática de cunhagem no interior da Colônia não eliminou, no Brasil, as trocas realizadas por intermédio de moedas estrangeiras. No extremo norte, por exemplo, continuavam sendo usadas no comércio moedas mexicanas e peruanas, e no extremo sul, na área onde atualmente se localiza o estado do Rio Grande do Sul, circulavam indistintamente moedas brasileiras e dos países vizinhos. Internet: (com adaptações).

Com relação às estruturas linguísticas e aos sentidos do texto acima, julgue o item seguinte.

745. (CESPE – BRB – Escriturário - 2011) Preservam-se a correção gramatical e o sentido do texto ao se substituir o termo “No entanto” (2º período do 2º parágrafo) por qualquer um dos seguintes: Porém, Contudo, Conquanto, Todavia, Entretanto.

Comentários.

Questão sobre emprego de conjunções coordenativas.

A conjunção “No entanto” (2º período do 2º parágrafo), no trecho “No entanto, a prática de cunhagem no interior da Colônia não eliminou, no Brasil, as trocas realizadas por intermédio de moedas estrangeiras”, é coordenativa adversativa. São sinônimas as conjunções “Mas”, “Porém”, “Contudo”, “Todavia” e “Entretanto”.

A conjunção “Conquanto” é subordinativa concessiva, não sendo sinônima de “No entanto”, portanto não é possível a substituição.

Errada a assertiva.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

COMENTÁRIOS À PROVA DO TJRS PARA GUARDA DE SEGURANÇA - CONCURSO REALIZADO DIA 20 DE NOVEMBRO DE 2011


Questão passível de recurso na prova de Língua Portuguesa do concurso para Guarda de Segurança do Tribunal de Justiça do Rio Grande do sul – TJRS, em processo de seleção ocorrido em 20 de novembro de 2011.

A questão 17 é passível de anulação, porque apresentou duas alternativas idênticas (opções B e E). O princípio básico na elaboração de questões de escolha simples determina que todas as alternativas de respostas sejam diferentes, por isonomia. Muito embora as alternativas B e E não estejam corretas, não poderá persistir como válida a questão 17 por apresentar erro material.
Prof. Menegotto

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Comentários e respostas à prova de Língua Portuguesa realizada pela FAURGS no concurso para Guarda de Segurança do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul – TJRS, aplicada em 20 de novembro de 2011.

AS QUESTÕES 1 A 15 REFEREM-SE AO PRIMEIRO TEXTO DA PROVA


QUESTÃO 1


Questão sobre concordância nominal. Na lacuna da linha 08 do texto, deve ser aparecer o adjetivo “verdadeira”, no feminino singular, para concordar com “história” (linha 06); na lacuna da linha 15, deve aparecer “combatida”, no feminino singular, para concordar com “revolução no pensamento humano” (linhas 13 e 14), cujo núcleo é “revolução” (linha 13); já na linha 25, a lacuna deve ser preenchida com “portadores”, para concordar com “os que procuravam explicações...” (linhas 22 e 23).
ALTERNATIVA C.

QUESTÃO 2

Questão sobre concordância verbal e ortografia. A lacuna da linha 27 deve ser preenchida com “divergiram”, flexionado na 3ª pessoa do plural para concordar com “ideias” (linha 27); na linha 39, deve aparecer “precariedade”, pois as outras grafias oferecidas nas opções estão erradas; na linha 60, a lacuna deve ser preenchida com “expirou”, porque a outra grafia está errada; na linha 61, deve aparecer “reincidentes”, porque as demais grafias estão erradas.
ALTERNATIVA B.

QUESTÃO 3

Questão sobre interpretação de texto. Errada a assertiva (A), porque no texto, especialmente nas linhas 01 a 05, Freud e Jung estavam juntos na amurada do navio, o que comprova terem chegado juntos no mesmo navio à América. É absurda a ideia, segundo o texto, de que Freud e Jung tenham levado a peste para os Estados unidos. Não há, no texto, menção sobre isso, portanto está errada a alternativa (B). Não se trata da ausência de capacidade dos agentes alfandegários em identificar casos de perigo de contágio. O autor utilizou linguagem figurada em “peste”. O que o texto autoriza a dizer é que, segundo o autor, não se sabia o perigo que Freud e Jung representavam para as mentes da América, portanto está errada a assertiva (C). Correta a alternativa (D). Não há elementos no texto que suportem a afirmação contida na alternativa (E).
ALTERNATIVA D.

QUESTÃO 4

Questão sobre interpretação de texto e tipologia textual. A frase “Santo Agostinho dizia que a curiosidade era uma doença”, na alternativa (A), não contém linguagem figurada identificada como ironia. Na opção (B), o verbo “debilitava” está empregado ironicamente, pois tem como sujeito “curiosidade”. Na (C), a expressão “outro pestilento”, utilizada em relação às suas ideias, está empregada ironicamente. Na (D), “se disseminou com violência” e “foi combatida com sangrias e rezas” são dois segmentos utilizados em sentido figurado, ironicamente. Na opção (E), as expressões o “Novo Homem de Marx” e “pulando o muro para Berlim Ocidental”, que significa optar pelo mundo não socialista, estão empregadas em sentido figurado, num exercício de ironia.
ALTERNATIVA A.

QUESTÃO 5

Questão sobre semântica. Correta a alternativa (A), porque “solapadora”, no trecho “Todo desafio ao pensamento convencional e a crenças arraigadas é uma espécie de praga solapadora...” (linhas 19 e 20), significa o que ataca ou destrói as bases, abala os fundamentos, corrói, portanto equivale semanticamente a “corrosiva”. A opção (B) está errada, porque “derivando” significa alterando o caminho, desviando, reorientando, e não “regredindo”. Errada, também, a assertiva (C), porque “consequente” significa derivado, originado, e não “complacente”, que significa bando, benigno, bondoso, compreensível. Errada também a opção (D), porque “desvendando”, no trecho da linha 38, significa tirar a venda, destapando, conhecendo, e não “desmascarando”. Errada a assertiva (E), pois “amainou” significa reduziu, diminuiu, enquanto “recrudesceu” significa o contrário (aumentar, intensificar).
ALTERNATIVA A.

QUESTÃO 6

Questão sobre emprego de conjunções e suas ideias. No segmento “Não sei se a história, que li num texto de Stephen Greenblatt publicado recentemente na revista The New Yorker, é verdadeira. Nem sei se Freud e Jung estiveram juntos com Nova York algum dia” (linhas 06 a 09), a frase iniciada por “Nem sei...” traduz, em relação à anterior, ideia de adição, porque soma duas negações: “Não...” e “Nem...”. Não há, entre as duas frases, ideia de objeção ou contraposição, muito menos de conclusão, assim como não indica ideia de tempo.
ALTERNATIVA A.

QUESTÃO 7

Questão sobre semântica. A palavra “preâmbulo”, utilizada no segmento “O iluminismo do século dezoito parecia ser o preâmbulo de um futuro racional...” (linhas 51 e 52) significa “introdução, início”.
ALTERNATIVA D.

QUESTÃO 8

Questão sobre pontuação. Está errada a afirmação I, porque não é possível inserir vírgula depois de “da ciência tradicional”, no trecho “além dos dogmas da Igreja ou da ciência tradicional eram...” (linhas 24 e 25), pois separaria o sujeito (“Os que procuravam...”) do seu verbo (“eram”). Está correta a assertiva II, pois é possível substituir a vírgula depois de “Agostinho tinha razão” (linha 36), porque o que vem a seguir é uma explicação ao fato de Agostinho ter razão, funcionando como explicação. Correto o item III, pois é possível inserir-se vírgula depois de “A partir de Copérnico” (linha 37), por se tratar de oração subordinada temporal deslocada.
ALTERNATIVA D.

QUESTÃO 9

Questão sobre classes de palavras. No trecho “os dois estavam chegando a Nova York” (linhas 01 e 02), o “a” sublinhado é preposição, regida pelo verbo “chegar”; no trecho “Todo desafio ... a crenças...” (linhas 19 e 20), o “a” sublinhado é preposição, regida pelo substantivo “desafio” (observe-se que o “a” está singularizado antes de palavra no plural, o que confirma sua condição de preposição); no trecho “a serem espantados” (linhas 25 e 26), o “a” sublinhado é claramente preposição, pois está antes de um verbo; no trecho “... tinha proposto o determinismo histórico e a luta de classes” (linhas 41 e 42), o “a” sublinhado é artigo, definindo o substantivo feminino “luta”.
ALTERNATIVA B.

QUESTÃO 10

Questão sobre emprego de conjunções. No trecho “O iluminismo do século dezoito parecia ser o preâmbulo de um futuro racional e prevaleceu o irracionalismo” (linhas 51 a 53), a oração iniciada pelo “e” traduz ideia de oposição à oração anterior, podendo ser explicitada por uma conjunção coordenativa adversativa (no caso “no entanto”), inserida entre vírgulas após o “e”. Como se trata de oposição, são incabíveis as expressões “desse modo” e “portanto”, porque geram ideia de conclusão, assim como é incabível a inserção de “além disso”, que traduziria ideia de adição, bem como de “aliás”, que deve ser empregada para retificar ou salientar detalhe.
ALTERNATIVA C.

QUESTÃO 11

Questão sobre funções do “que”. No trecho “Não sei se a história, que li num texto...” (linha 06), o pronome relativo “que” retoma “história”, que é objeto direto de “ler”, em “li”; no trecho “Era tudo o que os dois estavam explorando...” (linha 11), o “que” sublinhado representa o objeto direto de “estavam explorando” (estavam explorando o que...); no trecho “... o perigo que os dois recém-chegados representavam...” (linha 16), o “que” sublinhado retoma “perigo”, que é objeto direto de “representavam”. Portanto, nas três situações, o “que” desempenha função de objeto direto.
ALTERNATIVA B.

QUESTÃO 12

Questão sobre concordância verbal. No trecho “... comparável ao que significou o heliocentrismo de Copérnico e as sacadas do Galileu” (linhas 32 e 33), o verbo sublinhado está anteposto a sujeito composto, formado pelos núcleos “heliocentrismo” e “sacadas”, concordando com o mais próximo, mas poderia também estar no plural, na forma “significaram” concordando com os dois núcleos, pois é uma prerrogativa gramatical do redator, portanto está correta a afirmação I. Quanto à assertiva II, está errada a sugestão de substituição de “há”, no trecho “A terra há séculos...”, o verbo “haver” ali sublinhado, está empregado como impessoal, e no seu lugar o verbo “fazer” também apresentaria impessoalidade, sendo possível apenas a forma “faz”, não “fazem”. Na III, a sugestão de substituição de “Foi”, no trecho “Foi como as outras, uma novidade, ou uma curiosidade...”, por “Foram” mantém o sentido e a correção gramatical, porque está concordando com “novidade”, que é o núcleo mais próximo do sujeito, podendo concordar também com “curiosidade”, que é o segundo núcleo do sujeito.
ALTERNATIVA D.

QUESTÃO 13

Questão sobre acentuação gráfica. A palavra “última” é acentuada por ser proparoxítona, como “América”. As palavras “fácil” e “vírus” são acentuadas por serem paroxítonas; “saúde” é acentuada por apresentar “u” tônico, precedido de vogal e formando sílaba sozinho; a forma verbal “virá” é acentuada por ser oxítona terminada em “a”.
ALTERNATIVA B.

QUESTAO 14

Questão sobre crase. No trecho “comparável ao que significou” (linha 32), o vocábulo “ao” poderia ser substituído por “àquilo”, porque o adjetivo “comparável” exige a preposição “a” que, somada ao pronome demonstrativo “aquilo”, gerará “àquilo”, com crase. Portanto está errada a afirmação I. Quanto à afirmação II, está errada a substituição de “às suas ideias” (linha 45) por “à elas”, porque não há crase antes de pronome pessoal. Está correta a assertiva III, pois, no trecho “Foi, como as outras, uma novidade” (linha 59), se “como” fosse substituído por “igual”, haveria crase, porque “igual” exige preposição “a” e a palavra seguinte é feminina. Observe-se: “Foi, igual às outras, uma novidade...”
ALTERNATIVA C.

QUESTÃO 15

Questões sobre funções do “se”. Nas construções “Freud virou-se para Jung” (linhas 02 e 03) e “que na Europa já se alastrava” (linha 14), o “se” sublinhado nos dois segmentos exerce função de partícula reflexiva. No trecho “como se espanta qualquer praga” (linha 26), o “se” sublinhado funciona como partícula apassivadora, ou seja, como indicador de voz passiva sintética. Observe-se que a frase equivale a “como qualquer praga é espantada”, que está na passiva analítica. Portanto somente na III o “se” é indicador de voz passiva.
ALTERNATIVA C.

AS QUESTÕES 16 A 30 REFEREM-SE AO SEGUNDO TEXTO DA PROVA

QUESTÃO 16

Questão sobre crase. A locução adverbial “A rigor” (linha 06) é masculina, portanto a lacuna da linha 06 deve receber apenas a preposição “A”. Na lacuna da linha 18, deve aparecer “à”, com crase, pois a preposição é exigida pela expressão verbal “se opõe” (linhas 17 e 18). Na lacuna da linha 36, há locução adverbial feminina, portanto deve haver crase em “à espera”.
ALTERNATIVA B.

QUESTÃO 17

Questão sobre semântica. De acordo com as ideias do texto, as lacunas das linhas 10, 17 e 28 devem ser, respectivamente, preenchidas com “paradoxo” (pois se trata de proposição contrária à comum), “sectarismo” (que significa intolerância e não perfeccionismo) e “dogmatismo” (que significa pressuposto teórico, comum a diversas doutrinas filosóficas, que considera o conhecimento humano apto à obtenção de verdades certas e seguras, não racionalismo).
ALTERNATIVA C.

ATENÇÃO: esta questão deve ser anulada, porque as alternativas (B) e (E) são idênticas. Embora nenhuma delas seja a resposta correta, o princípio das questões de escolha simples com cinco alternativas impõe que todas sejam diferentes entre si.

QUESTÃO 18

Questão sobre interpretação de texto. O texto trata essencialmente do uso da palavra “tolerância” na linguagem corrente e de suas motivações, o que confere como correta a opção (D). Não trata do emprego correto de como se deveria utilizar a palavra “tolerância”, muito menos da importância de tolerar ou não concepções diferentes das nossas, pois não há, no texto, indicação para tanto, portanto estão erradas as assertivas (A) e (B). Não há, no texto, traços que autorizem a afirmar que se trata do egoísmo escondido no dogmatismo, por isso está errada a opção (C). E, por fim, o chiste do poeta francês Paul Claudel é somente uma passagem do texto, não o seu motivo principal, portanto está errada a opção (E).
ALTERNATIVA D.

QUESTÃO 19

Questão sobre interpretação de texto. Tolerar, de acordo com o sentido preciso dessa expressão, relaciona-se à ideia de fazer concessões, portanto está correta a assertiva I. Já a assertiva II está errada, porque, no texto, não há referência ao fato de as pessoas usarem inadequadamente a palavra tolerância por desconhecerem seu significado mais preciso. Errada também a assertiva III, porque, segundo o texto, quem tolera não respeita.
ALTERNATIVA A.

QUESTÃO 20

Questão sobre pontuação. Não se pode suprimir a vírgula depois de “renasce” (linha 28), porque se trata de duas orações coordenadas sem conetivo (conjunção), que devem ser separadas por vírgula; errada, portanto, a assertiva I. A expressão “por menos exaltante que seja esta palavra” (linhas 35 e 36) está entre travessões; os travessões podem ser substituídos por vírgulas sem prejuízo do sentido da mensagem e sem incorrer em erro gramatical; correta, portanto, a sugestão contida na assertiva II. O ponto-e-vírgula depois de “passável” (linha 36) está separando orações coordenadas de sentidos opostos, portanto não pode ser substituído por vírgula, a menos que se coloque um conetivo (mas, porém...). Errada, pois, a assertiva III.
ALTERNATIVA B.

QUESTÃO 21

Questão sobre pontuação. As aspas empegadas no trecho “Tolerância? Há casas para isso!” (linhas 03 e 04) foram empregadas por se tratar de citação ou reprodução exata do que falou o poeta francês Paul Claudel. Não foram usadas em função da ironia, portanto é falsa a primeira afirmação. Depois de “Esse uso não me parece desprovido de razão” (linhas 18 e 19), os dois-pontos empregados introduzem explicação, não enumeração, portanto é falsa a segunda afirmação. No trecho “Não temos razão de pensar o que pensamos?” (linha 24), a pergunta é meramente retórica, ou seja, para enfatizar algo que já sabemos e não precisamos responder, portanto o ponto de interrogação serve para caracterizar pergunta retórica. Verdadeira a terceira afirmação. As reticências depois de “ou amor...” indicam continuidade ou outras espécies de nomes, portanto sua substituição por ponto prejudicaria a ideia veiculada pela pontuação original. É falsa a última afirmação.
ALTERNATIVA A.

QUESTÃO 22

Questão sobre reestruturação de períodos. O primeiro trecho apresenta incorreção gramatical por redundância em “... a mim não me parece...”. O segundo trecho apresenta confusão e inadequação vocabular em relação ao período original, especialmente no segmento “... não soa sem razão para mim...”. O terceiro trecho está correto e reproduz o sentido original.
ALTERNATIVA C.

QUESTÃO 23

Questão sobre identificação de orações. Oração subordinada adjetiva explicativa tem como característica aparecer isolada por vírgulas. Apenas a oração “que parece invalidar sua noção...” (linhas 10 e 11) aparece entre vírgulas, portanto apenas ela é subordinada adjetiva explicativa.
ALTERNATIVA B.

QUESTÃO 24

Questão sobre emprego de pronomes (elementos referentes e referidos). Está errada a assertiva I, porque o pronome “las” (linha 06), no trecho “Tolerar as opiniões do outro acaso já não é considerá-las...”, retoma “opiniões”, não “casas”. Errada a assertiva II, porque o pronome “suas”, no trecho “Daí um novo paradoxo da tolerância, que parece invalidar sua noção...” (linhas 09 a 11), refere-se à “tolerância”, não à expressão “as opiniões”. Correta a assertiva III, pois o pronome “lo” (linha 24), no trecho “Mas esse direito que nós não temos quase sempre temos a sensação de tê-lo...”, retoma “esse direito”. Correta a assertiva IV, porque, no trecho “... os homens possam se amar ou simplesmente se conhecer e sem compreender, demo-nos por felizes com que eles comecem a se suportar”, o pronome “nos” retoma “os homens”.
ALTERNATIVA E.

QUESTÃO 25

Questão sobre conjunções e seus significados. No trecho “se as opiniões são livres” (linha 08), a conjunção “se” traduz ideia de “condição”, portanto está correta a assertiva I. A assertiva II está errada, porque, no trecho “a não ser por tolerância” (linhas 26 e 27), a expressão “a não ser” funciona como conjunção subordinativa condicional, podendo ser entendida como “se” (“se não for por tolerância”), portanto indica condição, não sendo adversativa. Está correta a assertiva III, porque, no trecho “Portanto, é a palavra que convém” (linhas 32 e 33), a conjunção coordenativa conclusiva “Portanto” indica ideia de conclusão.
ALTERNATIVA D.

QUESTÃO 26

Questão sobre concordância. A substituição de “liberdades” (linha 11) por “liberdade” produzirá ajuste de flexão em outros 7 (sete) vocábulos. Observe-se: “Se a liberdade de crença, de opinião, de expressão e de culto é de direito, não pode ser tolerada, mas simplesmente respeitada, protegida, celebrada”
ALERNATIVA D.

QUESTÃO 27

Questão sobre pronomes. A substituição de “aquilo que”, no trecho “... podemos tolerar aquilo que teríamos...” (linha 07), por “aquilo a que” não é possível, porque o verbo “impedir”, que é o principal da locução verbal “teríamos o direito de impedir”, é transitivo direto, não exigindo, nem aceitando preposição “a”. Portanto a sugestão de substituição presente na opção (B) está errada. As demais estão corretas.
ALTERNATIVA B.

QUESTÃO 28

Questão sobre formação de palavras. O verbo “impedir” é formado por radical (“imped”) + terminação verbal da terceira conjugação (“ir”)., portanto “im” não é prefixo, logo “impedir” não é formado por “prefixação. Falsa a primeira proposição. Em “autoritarismo”, há raiz (“autorit”) + sufixo (“ismo”), portanto é formado por sufixação, não por justaposição. Falsa a segunda proposição. Em “intolerância” há prefixo (“in”) e sufixo (“ância”), portanto a palavra é formada por prefixação e sufixação, não por formação parassintética. Falsa a terceira proposição. Em “ilusório”, há raiz (“ilus”) + sufixo (“ório”), portanto a palavra é formada por sufixação. Verdadeira a quarta proposição. Em “passável”, o radical “pass” recebe o sufixo “vel”, portanto a palavra é formada por derivação sufixal. Verdadeira a quinta proposição.
ALTERNATIVA A.

QUESTÃO 29

Questão sobre classes gramaticais. Na alternativa (A), “não” é advérbio, e “outros” é pronome indefinido. Na opção (B), “ou” é conjunção coordenativa alternativa, e “um”, no texto, é pronome indefinido. Quanto à alternativa (C), o “se” da linha 16 é pronome oblíquo átono, enquanto o “se” da linha 25 é conjunção subordinativa adverbial condicional. Na alternativa (D), “supera” é verbo, e “espera” (linha 36), na locução adverbial feminina “à espera”, é substantivo. Na opção (E), as palavras “sempre” e “menos” são advérbios.
ALTERNATIVA E.

QUESTÃO 30

Questão sobre tonicidade. Na alternativa (A), as palavras “condescendente” e “deveria” são paroxítonas quanto à tonicidade, enquanto “melhor” é oxítona. Na opção (B), “diz” e “daí” são oxítonas quanto à tonicidade, enquanto “egoísta” é paroxítona. Na assertiva (C), “rigor”, “razão” e “compreender” são todas oxítonas quanto à sílaba tônica. Na opção (D), “direito” e “tolerância” são paroxítonas quanto à sílaba tônica, enquanto “lúcidos” é proparoxítona. Na alternativa (E), “Daí” é oxítona, e “teria” e “simpatia” são paroxítonas.
ALTERNATIVA C.
___________________________________________________________Prof. Menegotto

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 744



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal, INSS e Caixa Econômica Federal – CEF.

AS POSTAGENS 736 A 755 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2011 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ESCRITURÁRIO DO BANCO REGIONAL DE BRASÍLIA – BRB, EM CONCURSO DE NÍVEL MÉDIO ELABORADO PELO CESPE.


O início das operações do primeiro Banco do Brasil, em 1809, pode ser considerado um marco fundamental na história monetária do Brasil e de Portugal, não só por ter sido primeira instituição bancária portuguesa, mas também por representar uma mudança significativa no meio circulante do Brasil, já que houve emissão de notas bancárias. Até então, as funções de meio de troca e de pagamentos haviam sido cumpridas exclusivamente por moedas mercadorias — a exemplo do açúcar e do algodão — e por moedas metálicas originárias de Portugal e de outras partes do mundo ou cunhadas na Colônia.
A cunhagem de moedas na Colônia desenvolveu-se por meio da instalação, em Salvador, na Bahia, da Casa da Moeda, em fins do século XVII. No entanto, a prática de cunhagem no interior da Colônia não eliminou, no Brasil, as trocas realizadas por intermédio de moedas estrangeiras. No extremo norte, por exemplo, continuavam sendo usadas no comércio moedas mexicanas e peruanas, e no extremo sul, na área onde atualmente se localiza o estado do Rio Grande do Sul, circulavam indistintamente moedas brasileiras e dos países vizinhos. Internet: (com adaptações).

Com relação às estruturas linguísticas e aos sentidos do texto acima, julgue o item seguinte.

744. (CESPE – BRB – Escriturário - 2011) A expressão “Até então” (2º período do 1º parágrafo) poderia ser substituída por “Até aquele momento” sem prejuízo para o sentido e a correção do texto.

Comentários.

Questão sobre equivalência de estruturas.

No trecho “Até então, as funções de meio de troca e de pagamentos haviam sido cumpridas exclusivamente por moedas mercadorias...” (2º período do 1º parágrafo), a expressão “Até então” traduz, em relação ao período anterior, ideia de tempo, podendo ser substituída, sem alteração de sentido e sem prejuízo para a correção gramatical, por “Até aquele momento”.

Observe-se o texto com a modificação sugerida:

“Até aquele momento, as funções de meio de troca e de pagamentos haviam sido cumpridas exclusivamente por moedas mercadorias...”.

Correta a afirmação.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 743



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal, INSS e Caixa Econômica Federal – CEF.

AS POSTAGENS 736 A 755 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2011 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ESCRITURÁRIO DO BANCO REGIONAL DE BRASÍLIA – BRB, EM CONCURSO DE NÍVEL MÉDIO ELABORADO PELO CESPE.


Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada revelou o tipo de percepção que os brasileiros têm dos bancos no país. De acordo com o Sistema
de Indicadores de Percepção Social, para 62,1% da população, a função primordial das instituições bancárias é movimentar e guardar dinheiro e, para apenas 4,5%, é emprestar dinheiro.
Apurou-se também que 39,5% dos brasileiros não têm conta em banco. Ainda de acordo com a pesquisa, a percepção da relevância da concessão de crédito pelas instituições bancárias 10 é menor nas regiões mais desenvolvidas (Sul e Sudeste) do que nas menos desenvolvidas (Norte e Nordeste) economicamente, onde os entrevistados atribuem maior relevância a essa função dos bancos. Internet: (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima.


743. (CESPE – BRB – Escriturário - 2011) A expressão “a pesquisa” (2º período do 2º parágrafo) refere-se ao “estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada” (1º período do 1º parágrafo).

Comentários.

Questão sobre interpretação de texto, com ênfase em termos referentes e referidos.

O “estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada” (1º período do 1º parágrafo) é retomado pela expressão “a pesquisa”, presente no trecho “Ainda de acordo com a pesquisa, a percepção da relevância da concessão de crédito...” (2º período do 2º parágrafo).

Correta a afirmação.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 742



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal, INSS e Caixa Econômica Federal – CEF.

AS POSTAGENS 736 A 755 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2011 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ESCRITURÁRIO DO BANCO REGIONAL DE BRASÍLIA – BRB, EM CONCURSO DE NÍVEL MÉDIO ELABORADO PELO CESPE.

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada revelou o tipo de percepção que os brasileiros têm dos bancos no país. De acordo com o Sistema
de Indicadores de Percepção Social, para 62,1% da população, a função primordial das instituições bancárias é movimentar e guardar dinheiro e, para apenas 4,5%, é emprestar dinheiro.
Apurou-se também que 39,5% dos brasileiros não têm conta em banco. Ainda de acordo com a pesquisa, a percepção da relevância da concessão de crédito pelas instituições bancárias é menor nas regiões mais desenvolvidas (Sul e Sudeste) do que nas menos desenvolvidas (Norte e Nordeste) economicamente, onde os entrevistados atribuem maior relevância a essa função dos bancos. Internet: (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima.


742. (CESPE – BRB – Escriturário - 2011) De acordo com o texto, a percepção da relevância da função de concessão de crédito das instituições bancárias é menor entre a população do país que habita as regiões mais desenvolvidas economicamente.

Comentários.

Questão sobre interpretação de texto.

Segundo o texto, “a percepção da relevância da concessão de crédito pelas instituições bancárias é menor nas regiões mais desenvolvidas (Sul e Sudeste) do que nas menos desenvolvidas (Norte e Nordeste) economicamente, onde os entrevistados atribuem maior relevância a essa função dos bancos” (2º parágrafo).

Portanto, nas regiões mais desenvolvidas, a população percebe menos a função dos bancos de emprestar dinheiro, enquanto, nas regiões menos desenvolvidas, os entrevistados atribuem maior relevância à função dos bancos de emprestar dinheiro.

Correta a afirmação.

domingo, 20 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 741



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal, INSS e Caixa Econômica Federal – CEF.

AS POSTAGENS 736 A 755 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2011 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ESCRITURÁRIO DO BANCO REGIONAL DE BRASÍLIA – BRB, EM CONCURSO DE NÍVEL MÉDIO ELABORADO PELO CESPE.


Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada revelou o tipo de percepção que os brasileiros têm dos bancos no país. De acordo com o Sistema
de Indicadores de Percepção Social, para 62,1% da população, a função primordial das instituições bancárias é movimentar e guardar dinheiro e, para apenas 4,5%, é emprestar dinheiro.
Apurou-se também que 39,5% dos brasileiros não têm conta em banco. Ainda de acordo com a pesquisa, a percepção da relevância da concessão de crédito pelas instituições bancárias é menor nas regiões mais desenvolvidas (Sul e Sudeste) do que nas menos desenvolvidas (Norte e Nordeste) economicamente, onde os entrevistados atribuem maior relevância a essa função dos bancos. Internet: (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima.


741. (CESPE – BRB – Escriturário - 2011) De acordo com as informações do texto, a parcela da população brasileira que possui conta em banco é superior à da que não possui.

Comentários.

Questão sobre interpretação de texto.

O texto informa que 39,5% dos brasileiros não têm conta em banco. Tal afirmação enseja a conclusão de que o restante dos brasileiros (portanto 61,5%) possui conta em banco. Dessa forma, a parcela da população brasileira que possui conta em banco é superior à da que não possui.

Correta a afirmação.

sábado, 19 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 740



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal, INSS e Caixa Econômica Federal – CEF.

AS POSTAGENS 736 A 755 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2011 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ESCRITURÁRIO DO BANCO REGIONAL DE BRASÍLIA – BRB, EM CONCURSO DE NÍVEL MÉDIO ELABORADO PELO CESPE.


Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada revelou o tipo de percepção que os brasileiros têm dos bancos no país. De acordo com o Sistema
de Indicadores de Percepção Social, para 62,1% da população, a função primordial das instituições bancárias é movimentar e guardar dinheiro e, para apenas 4,5%, é emprestar dinheiro.
Apurou-se também que 39,5% dos brasileiros não têm conta em banco. Ainda de acordo com a pesquisa, a percepção da relevância da concessão de crédito pelas instituições bancárias é menor nas regiões mais desenvolvidas (Sul e Sudeste) do que nas menos desenvolvidas (Norte e Nordeste) economicamente, onde os entrevistados atribuem maior relevância a essa função dos bancos. Internet: (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima.


740. (CESPE – BRB – Escriturário - 2011) Parcela significativa da população considera a concessão de empréstimos uma das funções principais das instituições bancárias.

Comentários.

Questão sobre interpretação de texto.

Segundo o texto e de acordo com o Sistema de Indicadores de Percepção Social, 62,1% da população consideram que as instituições bancárias tenham como principal função movimentar e guardar dinheiro. Apenas 4,5% pensam que a função primordial dos bancos é emprestar dinheiro (1º parágrafo).

Portanto não é verdadeira a afirmação de que parcela significativa da população considera a concessão de empréstimos uma das funções principais das instituições bancárias.

Errada a afirmação.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 739



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal, INSS e Caixa Econômica Federal – CEF.

AS POSTAGENS 736 A 755 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2011 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ESCRITURÁRIO DO BANCO REGIONAL DE BRASÍLIA – BRB, EM CONCURSO DE NÍVEL MÉDIO ELABORADO PELO CESPE.


Há relatos de que sistemas financeiros existem desde a Antiguidade, quando os fenícios já utilizavam diferentes formas de efetuar pagamentos, como os documentos de crédito, por exemplo. No entanto, foi somente no século XVII que os bancos se estabeleceram, com o lançamento do dinheiro de papel, ou papel-moeda, pelo Banco de Estocolmo. Nessa época, diversos países europeus começaram a produzir sua própria moeda.
Outros tipos de bancos surgiram a partir do século XIX, quando o progresso econômico provocado pela Revolução Industrial contribuiu para a criação de um banco
para a indústria cuja função era mobilizar grandes somas de dinheiro para auxiliar o desenvolvimento desse setor.
Hoje, o sistema financeiro de um país é controlado pelo seu banco central, que tem a função de emitir dinheiro, captar recursos financeiros e regular os bancos comerciais e os industriais. Internet: (com adaptações).

Com relação às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir.

739. (CESPE – BRB – Escriturário - 2011) Preserva-se a correção gramatical do período ao se substituir “cuja” (2º parágrafo) por “cuja a” ou por “da qual”.

Comentários.

Questão sobre regência e emprego de pronomes relativos.

No trecho “...contribuiu para a criação de um banco para a indústria cuja função era mobilizar grandes somas de dinheiro ...”, o pronome “cujo”, flexionado em “cuja”, relaciona elemento possuidor, que é “indústria”, e possuído, que é “função”.

O pronome “cujo” já sofre flexão de gênero e número em sua forma, tanto que está flexionado no feminino singular, para concordar com “função”. Por isso não se pode registrar artigo depois de “cujo”, muito menos substituí-lo por “da qual”, pois, além de não ser o caso, ainda não há termo que exija “de”, em “da”.

Em resumo, entre elemento possuidor e possuído só cabe o emprego de “cujo”, no caso “cuja”, e não se registra artigo depois desse pronome relativo.

Errada a afirmação.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 738



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal, INSS e Caixa Econômica Federal – CEF.

AS POSTAGENS 736 A 755 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2011 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ESCRITURÁRIO DO BANCO REGIONAL DE BRASÍLIA – BRB, EM CONCURSO DE NÍVEL MÉDIO ELABORADO PELO CESPE.


Há relatos de que sistemas financeiros existem desde a Antiguidade, quando os fenícios já utilizavam diferentes formas de efetuar pagamentos, como os documentos de crédito, por exemplo. No entanto, foi somente no século XVII que os bancos se estabeleceram, com o lançamento do dinheiro de papel, ou papel-moeda, pelo Banco de Estocolmo. Nessa época, diversos países europeus começaram a produzir sua própria moeda.
Outros tipos de bancos surgiram a partir do século XIX, quando o progresso econômico provocado pela Revolução Industrial contribuiu para a criação de um banco
para a indústria cuja função era mobilizar grandes somas de dinheiro para auxiliar o desenvolvimento desse setor.
Hoje, o sistema financeiro de um país é controlado pelo seu banco central, que tem a função de emitir dinheiro, captar recursos financeiros e regular os bancos comerciais e os industriais. Internet: (com adaptações).

Com relação às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir.

738. (CESPE – BRB – Escriturário - 2011) A vírgula empregada logo depois de “Nessa época” (3º período do 1º parágrafo) isola adjunto adverbial de tempo antecipado.

Comentários.

Questão sobre pontuação e funções sintáticas.

A vírgula depois de “Nessa época”, no trecho “Nessa época, diversos países europeus começaram a produzir sua própria moeda” (3º período do 1º parágrafo), isola adjunto adverbial de tempo deslocado.

Correta a afirmação.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 737



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal, INSS e Caixa Econômica Federal – CEF.

AS POSTAGENS 736 A 755 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2011 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ESCRITURÁRIO DO BANCO REGIONAL DE BRASÍLIA – BRB, EM CONCURSO DE NÍVEL MÉDIO ELABORADO PELO CESPE.


Há relatos de que sistemas financeiros existem desde a Antiguidade, quando os fenícios já utilizavam diferentes formas de efetuar pagamentos, como os documentos de crédito, por exemplo. No entanto, foi somente no século XVII que os bancos se estabeleceram, com o lançamento do dinheiro de papel, ou papel-moeda, pelo Banco de Estocolmo. Nessa época, diversos países europeus começaram a produzir sua própria moeda.
Outros tipos de bancos surgiram a partir do século XIX, quando o progresso econômico provocado pela Revolução Industrial contribuiu para a criação de um banco
para a indústria cuja função era mobilizar grandes somas de dinheiro para auxiliar o desenvolvimento desse setor.
Hoje, o sistema financeiro de um país é controlado pelo seu banco central, que tem a função de emitir dinheiro, captar recursos financeiros e regular os bancos comerciais e os industriais. Internet: (com adaptações).

Com relação às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir.

737. (CESPE – BRB – Escriturário - 2011) O emprego da partícula “se” em “se estabeleceram” (2º período do 1º parágrafo) indica que o sujeito da oração é indeterminado.

Comentários.

Questões sobre funções do “se”.

No trecho “No entanto, foi somente no século XVII que os bancos se estabeleceram ...”, a partícula “se” está retomando “bancos”, numa construção de voz reflexiva (os bancos estabeleceram a si próprios), portanto a frase tem sujeito, que é “bancos”. Não há, portanto, indeterminação de sujeito.

Errada a afirmação.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 736



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal, INSS e Caixa Econômica Federal – CEF.

AS POSTAGENS 736 A 755 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2011 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ESCRITURÁRIO DO BANCO REGIONAL DE BRASÍLIA – BRB, EM CONCURSO DE NÍVEL MÉDIO ELABORADO PELO CESPE.


Há relatos de que sistemas financeiros existem desde a Antiguidade, quando os fenícios já utilizavam diferentes formas de efetuar pagamentos, como os documentos de crédito, por exemplo. No entanto, foi somente no século XVII que os bancos se estabeleceram, com o lançamento do dinheiro de papel, ou papel-moeda, pelo Banco de Estocolmo. Nessa época, diversos países europeus começaram a produzir sua própria moeda.
Outros tipos de bancos surgiram a partir do século XIX, quando o progresso econômico provocado pela Revolução Industrial contribuiu para a criação de um banco
para a indústria cuja função era mobilizar grandes somas de dinheiro para auxiliar o desenvolvimento desse setor.
Hoje, o sistema financeiro de um país é controlado pelo seu banco central, que tem a função de emitir dinheiro, captar recursos financeiros e regular os bancos comerciais e os industriais. Internet: (com adaptações).

Com relação às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir.

736. (CESPE – BRB – Escriturário - 2011) Emprega-se a vírgula logo após a expressão “emitir dinheiro” (último parágrafo) para separá-la de outras de mesma função sintática que compõem uma enumeração.

Comentários.

Questão sobre pontuação e reconhecimento de funções sintáticas.

No trecho “tem a função de emitir dinheiro, captar recursos financeiros e regular os bancos comerciais e os industriais”, a vírgula após “emitir dinheiro” está separando orações coordenadas aditivas, que exercem igual função sintática numa enumeração.

Observe-se: “tem a função de emitir dinheiro [e] captar recursos financeiros e regular os bancos comerciais e os industriais”.

Correta a afirmação

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 735



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal e INSS.

AS POSTAGENS 711 A 735 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2010 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ANALISTA ADMINISTRATIVO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - MPU, EM CONCURSO DE NÍVEL SUPERIOR ELABORADO PELO CESPE.


Hipermodernidade é o termo usado para denominar a realidade contemporânea, caracterizada pela cultura do excesso, do acréscimo sempre quantitativo de bens materiais, de coisas consumíveis e descartáveis. Dentro desse contexto, todas as interações humanas, marcadas pela doença crônica da falta de tempo disponível e da ausência de autêntica integração existencial, se tornam intensas e urgentes. O movimento da vida passa a ser uma efervescência constante e as mudanças a ocorrer em ritmo quase esquizofrênico, determinando os valores fugidios de uma ordem temporal marcada pela efemeridade. Como tentativas de acompanhar essa velocidade vertiginosa que marca o processo de constituição da sociedade hipermoderna, surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a fluidez das relações interpessoais. O indivíduo da “cultura” tecnicista vivencia uma situação paradoxal: ao mesmo tempo em que lhe são ofertados continuamente os recursos para que possa gozar efetivamente as dádivas materiais da vida, ocorre, no entanto, a impossibilidade de se desfrutar plenamente desses recursos. Renato Nunes Bittencourt. Consumo para o vazio existencial. In: Filosofia, ano V, n. 48, p. 46-8 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, com relação às ideias e aspectos linguísticos do texto.

735. (CESPE – MPU – Analista Administrativo-2010) A ausência de vírgula depois de “vertiginosa”, no trecho “Como tentativas de acompanhar essa velocidade vertiginosa que marca o processo de constituição da sociedade hipermoderna, surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a fluidez das relações interpessoais”, indica que a oração iniciada por “que marca” restringe a ideia de “velocidade vertiginosa”.

Comentários.

Questão sobre pontuação com identificação de orações.

A oração “que marca o processo de constituição da sociedade hipermoderna” é subordinada adjetiva restritiva, por não apresentar vírgula antes. Consequentemente a oração “que marca o processo de constituição da sociedade hipermoderna” restringe a ideia de “velocidade vertiginosa”.

Correta a afirmação.

domingo, 13 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 734



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal e INSS.

AS POSTAGENS 711 A 735 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2010 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ANALISTA ADMINISTRATIVO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - MPU, EM CONCURSO DE NÍVEL SUPERIOR ELABORADO PELO CESPE.


Hipermodernidade é o termo usado para denominar a realidade contemporânea, caracterizada pela cultura do excesso, do acréscimo sempre quantitativo de bens materiais, de coisas consumíveis e descartáveis. Dentro desse contexto, todas as interações humanas, marcadas pela doença crônica da falta de tempo disponível e da ausência de autêntica integração existencial, se tornam intensas e urgentes. O movimento da vida passa a ser uma efervescência constante e as mudanças a ocorrer em ritmo quase esquizofrênico, determinando os valores fugidios de uma ordem temporal marcada pela efemeridade. Como tentativas de acompanhar essa velocidade vertiginosa que marca o processo de constituição da sociedade hipermoderna, surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a fluidez das relações interpessoais. O indivíduo da “cultura” tecnicista vivencia uma situação paradoxal: ao mesmo tempo em que lhe são ofertados continuamente os recursos para que possa gozar efetivamente as dádivas materiais da vida, ocorre, no entanto, a impossibilidade de se desfrutar plenamente desses recursos. Renato Nunes Bittencourt. Consumo para o vazio existencial. In: Filosofia, ano V, n. 48, p. 46-8 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, com relação às ideias e aspectos linguísticos do texto.

734. (CESPE – MPU – Analista Administrativo-2010) Entende-se da leitura do texto que a “realidade contemporânea” (1º período do texto) caracteriza-se pela velocidade vertiginosa e pelo acúmulo de bens materiais, assim como pela ausência de integração existencial e falta de tempo para usufruir “as dádivas materiais da vida” (último período do texto).

Comentários.

Questão sobre interpretação de texto.

Nos trechos “Hipermodernidade é o termo usado para denominar a realidade contemporânea, caracterizada pela cultura do excesso, do acréscimo sempre quantitativo de bens materiais, de coisas consumíveis e descartáveis” (1º período do texto) e “O movimento da vida passa a ser uma efervescência constante e as mudanças a ocorrer em ritmo quase esquizofrênico, determinando os valores fugidios de uma ordem temporal marcada pela efemeridade” (3º período do texto), há sustentabilidade para afirmar que “realidade contemporânea” (1º período do texto) caracteriza-se pela velocidade vertiginosa e pelo acúmulo de bens materiais, assim como pela ausência de integração existencial e falta de tempo para usufruir “as dádivas materiais da vida” (último período do texto).

Observe-se o último período do texto: “O indivíduo da “cultura” tecnicista vivencia uma situação paradoxal: ao mesmo tempo em que lhe são ofertados continuamente os recursos para que possa gozar efetivamente as dádivas materiais da vida, ocorre, no entanto, a impossibilidade de se desfrutar plenamente desses recursos”.

Correta a afirmação.

sábado, 12 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 733



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal e INSS.

AS POSTAGENS 711 A 735 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2010 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ANALISTA ADMINISTRATIVO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - MPU, EM CONCURSO DE NÍVEL SUPERIOR ELABORADO PELO CESPE.


Hipermodernidade é o termo usado para denominar a realidade contemporânea, caracterizada pela cultura do excesso, do acréscimo sempre quantitativo de bens materiais, de coisas consumíveis e descartáveis. Dentro desse contexto, todas as interações humanas, marcadas pela doença crônica da falta de tempo disponível e da ausência de autêntica integração existencial, se tornam intensas e urgentes. O movimento da vida passa a ser uma efervescência constante e as mudanças a ocorrer em ritmo quase esquizofrênico, determinando os valores fugidios de uma ordem temporal marcada pela efemeridade. Como tentativas de acompanhar essa velocidade vertiginosa que marca o processo de constituição da sociedade hipermoderna, surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a fluidez das relações interpessoais. O indivíduo da “cultura” tecnicista vivencia uma situação paradoxal: ao mesmo tempo em que lhe são ofertados continuamente os recursos para que possa gozar efetivamente as dádivas materiais da vida, ocorre, no entanto, a impossibilidade de se desfrutar plenamente desses recursos. Renato Nunes Bittencourt. Consumo para o vazio existencial. In: Filosofia, ano V, n. 48, p. 46-8 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, com relação às ideias e aspectos linguísticos do texto.

733. (CESPE – MPU – Analista Administrativo-2010) O uso da preposição “em”, no último período do texto, é obrigatório para marcar a relação estabelecida com a forma verbal “vivencia”; por isso, a omissão dessa preposição provocaria erro gramatical e impossibilitaria a retomada do referente do pronome “que”.

Comentários.

Questão sobre regência e emprego de preposição.

No trecho “O indivíduo da ‘cultura’ tecnicista vivencia uma situação paradoxal: ao mesmo tempo em que lhe são ofertados continuamente os recursos...”, a preposição “em” não está estabelecendo relação com o verbo “vivenciar”, em “vivencia”. “Vivenciar” está empregado como transitivo direto (quem vivencia vivencia algo), sendo seu objeto direto “uma situação paradoxal”.

A preposição “em” está empregada no segmento “... mesmo tempo em que lhe são ofertados...”, e sua supressão não acarretaria erro gramatical e não impossibilitaria a retomada do referente do pronome “que”.

Observe-se: “mesmo tempo em que lhe são ofertados” equivale a “mesmo tempo que lhe são ofertados...”.

Errada a afirmação.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 732



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal e INSS.

AS POSTAGENS 711 A 735 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2010 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ANALISTA ADMINISTRATIVO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - MPU, EM CONCURSO DE NÍVEL SUPERIOR ELABORADO PELO CESPE.


Hipermodernidade é o termo usado para denominar a realidade contemporânea, caracterizada pela cultura do excesso, do acréscimo sempre quantitativo de bens materiais, de coisas consumíveis e descartáveis. Dentro desse contexto, todas as interações humanas, marcadas pela doença crônica da falta de tempo disponível e da ausência de autêntica integração existencial, se tornam intensas e urgentes. O movimento da vida passa a ser uma efervescência constante e as mudanças a ocorrer em ritmo quase esquizofrênico, determinando os valores fugidios de uma ordem temporal marcada pela efemeridade. Como tentativas de acompanhar essa velocidade vertiginosa que marca o processo de constituição da sociedade hipermoderna, surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a fluidez das relações interpessoais. O indivíduo da “cultura” tecnicista vivencia uma situação paradoxal: ao mesmo tempo em que lhe são ofertados continuamente os recursos para que possa gozar efetivamente as dádivas materiais da vida, ocorre, no entanto, a impossibilidade de se desfrutar plenamente desses recursos. Renato Nunes Bittencourt. Consumo para o vazio existencial. In: Filosofia, ano V, n. 48, p. 46-8 (com adaptações).

Julgue o item a seguir, com relação às ideias e aspectos linguísticos do texto.

732. (CESPE – MPU – Analista Administrativo-2010) A forma verbal “surge”, no trecho “Como tentativas de acompanhar essa velocidade vertiginosa que marca o processo de constituição da sociedade hipermoderna, surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a fluidez das relações interpessoais” (4º período do texto) está flexionada no singular porque estabelece relação de concordância com o conjunto das ideias que compõem a oração anterior.

Comentários.

Questão sobre concordância verbal.

No trecho “Como tentativas de acompanhar essa velocidade vertiginosa que marca o processo de constituição da sociedade hipermoderna, surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a fluidez das relações interpessoais” (4º período do texto), o verbo “surgir”, no segmento “surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a fluidez das relações interpessoais”, tem como sujeito “a flexibilidade do mundo do trabalho e a fluidez das relações interpessoais”. Como o sujeito é composto, cujos núcleos são “flexibilidade” e “fluidez”, e o verbo está anteposto ao sujeito, a gramática permite que a concordância seja feita com o núcleo mais próximo ou com todos.

Dessa forma, estariam corretas as construções “surge a flexibilidade do mundo do trabalho e a fluidez das relações interpessoais” e “surgem a flexibilidade do mundo do trabalho e a fluidez das relações interpessoais”.

O importante, nesta questão, porém, é esclarecer que o sujeito de “surge” é “a flexibilidade do mundo do trabalho e a fluidez das relações interpessoais”, e não o conjunto das ideias presentes na oração anterior.

Errada a afirmação.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 731



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal e INSS.

AS POSTAGENS 711 A 735 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2010 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ANALISTA ADMINISTRATIVO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - MPU, EM CONCURSO DE NÍVEL SUPERIOR ELABORADO PELO CESPE.


A característica central da modernidade, não seria demais repetir, é a institucionalização do universalismo — e seu duplo, a igualdade — como princípio organizador da esfera pública. Com base nesse pressuposto, argumento que, em nossa sociedade, na esfera pública, duas formas de particularismo — o das diferenças e o das relações pessoais — se reforçam e se articulam em diversas arenas e situações, na produção e reprodução de desigualdades sociais e simbólicas.
O particularismo das diferenças produz exclusão social e simbólica, dificultando os sentimentos de pertencimento e interdependência social, necessários para a efetiva
institucionalização do universalismo na esfera pública. O particularismo das relações pessoais atravessa os novos arranjos institucionais que vêm sendo propostos como mecanismos de construção de novas formas de sociabilidade e ação coletiva na esfera pública. Finalmente, considero que, embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica, constitui, ao mesmo tempo, possibilidade aberta para outra equação entre universalismo e particularismo na sociedade brasileira. Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).

Julgue o seguinte item, a respeito dos sentidos e da organização do texto acima.

731. (CESPE – MPU – Analista Administrativo-2010) A coerência entre os argumentos apresentados no texto mostra que o pronome “seu” (1º período do 1º parágrafo) refere-se a “universalismo” (1º período).

Comentários.

No trecho “A característica central da modernidade, não seria demais repetir, é a institucionalização do universalismo — e seu duplo, a igualdade — como princípio organizador da esfera pública” (1º período do 1º parágrafo), o emprego do pronome possessivo “seu”, no segmento “... e seu duplo...”, refere-se a “universalismo”, sendo o “duplo” de “universalismo” a expressão “igualdade”.

Correta a afirmação.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 730



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal e INSS.

AS POSTAGENS 711 A 735 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2010 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ANALISTA ADMINISTRATIVO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - MPU, EM CONCURSO DE NÍVEL SUPERIOR ELABORADO PELO CESPE.


A característica central da modernidade, não seria demais repetir, é a institucionalização do universalismo — e seu duplo, a igualdade — como princípio organizador da esfera pública. Com base nesse pressuposto, argumento que, em nossa sociedade, na esfera pública, duas formas de particularismo — o das diferenças e o das relações pessoais — se reforçam e se articulam em diversas arenas e situações, na produção e reprodução de desigualdades sociais e simbólicas.
O particularismo das diferenças produz exclusão social e simbólica, dificultando os sentimentos de pertencimento e interdependência social, necessários para a efetiva
institucionalização do universalismo na esfera pública. O particularismo das relações pessoais atravessa os novos arranjos institucionais que vêm sendo propostos como mecanismos de construção de novas formas de sociabilidade e ação coletiva na esfera pública. Finalmente, considero que, embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica, constitui, ao mesmo tempo, possibilidade aberta para outra equação entre universalismo e particularismo na sociedade brasileira. Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).

Julgue o seguinte item, a respeito dos sentidos e da organização do texto acima.

730. (CESPE – MPU – Analista Administrativo-2010) No trecho “Finalmente, considero que, embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica...”, é obrigatório o uso do verbo trazer no modo subjuntivo — “traga” — porque essa forma verbal integra uma oração iniciada pelo vocábulo “embora”.

Comentários.

Questão sobre emprego de modos verbais, com ênfase em orações subordinadas.

No treco “Finalmente, considero que, embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica...”, o emprego de “trazer” na forma “traga” (presente do subjuntivo) é exigido pela presença da conjunção “embora”, que inicia oração subordinada adverbial concessiva.

Correta a afirmação.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 729



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal e INSS.

AS POSTAGENS 711 A 735 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2010 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ANALISTA ADMINISTRATIVO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - MPU, EM CONCURSO DE NÍVEL SUPERIOR ELABORADO PELO CESPE.


A característica central da modernidade, não seria demais repetir, é a institucionalização do universalismo — e seu duplo, a igualdade — como princípio organizador da esfera pública. Com base nesse pressuposto, argumento que, em nossa sociedade, na esfera pública, duas formas de particularismo — o das diferenças e o das relações pessoais — se reforçam e se articulam em diversas arenas e situações, na produção e reprodução de desigualdades sociais e simbólicas.
O particularismo das diferenças produz exclusão social e simbólica, dificultando os sentimentos de pertencimento e interdependência social, necessários para a efetiva
institucionalização do universalismo na esfera pública. O particularismo das relações pessoais atravessa os novos arranjos institucionais que vêm sendo propostos como mecanismos de construção de novas formas de sociabilidade e ação coletiva na esfera pública. Finalmente, considero que, embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica, constitui, ao mesmo tempo, possibilidade aberta para outra equação entre universalismo e particularismo na sociedade brasileira. Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).

Julgue o seguinte item, a respeito dos sentidos e da organização do texto acima.

729. (CESPE – MPU – Analista Administrativo-2010) Por meio da conjunção “e”, empregada duas vezes no trecho “Finalmente, considero que, embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica, constitui, ao mesmo tempo, possibilidade aberta para outra equação entre universalismo e particularismo na sociedade brasileira” (último período do texto), é estabelecida a seguinte organização de ideias: a primeira ocorrência liga duas características de “novos sujeitos”; a segunda liga dois complementos de “formação”; a terceira, dois complementos de “arenas de participação da sociedade”.


Comentários.

Questão sobre interpretação de textos com enfoque no emprego da conjunção “e” e análise de períodos.

No trecho “Finalmente, considero que, embora a formação de novos sujeitos sociais e(1) políticos e(2) de arenas de participação da sociedade na formulação e(3) gestão das políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica, constitui, ao mesmo tempo, possibilidade aberta para outra equação entre universalismo e particularismo na sociedade brasileira”, a ocorrência (1) de “e” liga duas características de “novos sujeitos”, a saber: “novos sujeito sociais” e “(novos sujeitos) políticos”; a ocorrência (2) de “e” liga complementos de “formação”, que são “(formação de) arenas de participação...” e a ocorrência (3) de “e” liga complemento de “arenas de participação da sociedade”.

Correta a afirmação.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 728



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal e INSS.

AS POSTAGENS 711 A 735 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2010 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ANALISTA ADMINISTRATIVO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - MPU, EM CONCURSO DE NÍVEL SUPERIOR ELABORADO PELO CESPE.


A característica central da modernidade, não seria demais repetir, é a institucionalização do universalismo — e seu duplo, a igualdade — como princípio organizador da esfera pública. Com base nesse pressuposto, argumento que, em nossa sociedade, na esfera pública, duas formas de particularismo — o das diferenças e o das relações pessoais — se reforçam e se articulam em diversas arenas e situações, na produção e reprodução de desigualdades sociais e simbólicas.
O particularismo das diferenças produz exclusão social e simbólica, dificultando os sentimentos de pertencimento e interdependência social, necessários para a efetiva institucionalização do universalismo na esfera pública. O particularismo das relações pessoais atravessa os novos arranjos institucionais que vêm sendo propostos como mecanismos de construção de novas formas de sociabilidade e ação coletiva na esfera pública. Finalmente, considero que, embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica, constitui, ao mesmo tempo, possibilidade aberta para outra equação entre universalismo e particularismo na sociedade brasileira. Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).

Julgue o seguinte item, a respeito dos sentidos e da organização do texto acima.

728. (CESPE – MPU – Analista Administrativo-2010) As relações entre as ideias do texto mostram que a forma verbal “dificultando” (1º período do 2º parágrafo) está ligada a “diferenças” (1º período do 2º parágrafo); por isso, seriam respeitadas as relações entre os argumentos dessa estrutura, como também a correção gramatical, caso se tornasse explícita essa relação, por meio da substituição dessa forma verbal por “e dificultam”.

Comentários.

Questão sobre concordância verbal, identificação de sujeito e compreensão de texto.

O verbo “dificultar”, na forma “dificultando”, no trecho “O particularismo das diferenças produz exclusão social e simbólica, dificultando os sentimentos de pertencimento e interdependência social...” (1º período do 2º parágrafo), tem como referente sujeito “O particularismo das diferenças”, em que o núcleo é “particularismo”, não “diferenças”.

Por tal razão, o verbo “dificultar”, em “dificultando”, não está ligado a “diferenças”, nem seriam respeitadas as relações entre os argumentos e a correção gramatical se fosse inserida a construção “e dificultam”.

Errada a afirmação.