domingo, 20 de dezembro de 2015

COMENTÁRIOS E RESPOSTAS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO RIO GRANDE DO SUL – TRE-RS – BANCA DO CEBRASPE-CESPE – CERTAME REALIZADO NO DIA 20 DE DEZEMBRO DE 2015

QUESTÃO 1 – Interpretação de texto O texto afirma que a participação cada vez menor do eleitor aos comícios é uma consequência das campanhas eleitorais pela televisão, mas não sustenta que seja consequência negativa (linhas 1 a 9). Errada a alternativa “A”. O debate entre os candidatos promovido pelas redes de televisão passou a ser a principal informação para o eleitor, mas não evento crucial para uma campanha eleitoral (linhas 15 a 18). Errada a alternativa “B”. O texto afirma que mais mulheres e mais trabalhadores manuais preferem em maior medida a TV nas campanhas eleitorais (linhas 32 a 34). Na opção “C”, há um reducionismo na afirmação. Errada a alternativa “C”. Correta a alternativa “D”, porque, embora seja a mais simples das afirmações, contém a ideia central do texto. Não há, no texto, afirmação de que a participação dos eleitores no processo eleitoral tenha ficado mais ativa com a ampliação do uso da televisão nas campanhas eleitorais. Errada a opção “E”. RESPOSTA: D ___________ QUESTÃO 2 – Pronomes e outros aspectos gramaticais A palavra “correntes”, no trecho “As análises correntes afirmam que uma exposição consistente e concentrada de um eleitor a uma campanha eleitoral pela televisão depende de muitas características sociais, tais como escolaridade...” (linhas 19 a 22), está empregada como “atuais”, não com o sentido “corriqueiro”. Errada da opção “A”. No trecho “Assim, participa cada vez menos dos comícios públicos, e é em sua sala de visitas que se informa e debate com os familiares as novas informações obtidas” (linhas 6 a 9), a supressão de “é” e “que” (destacados) não prejudicaria a correção gramatical do texto, porque “é ... que” funciona como partícula de realce. Observe-se como ficaria o trecho com a supressão de “é” e “que”: “Assim, participa cada vez menos dos comícios públicos, e em sua sala de visitas se informa e debate com os familiares as novas informações obtidas”. Errada a alternativa “B”. O pronome “las”, destacado no trecho “... as decisões podem ser deixadas para o final, porque sempre poderá haver um fato a influenciá-las” (linhas 13 a 15), retoma “as decisões”. Correta a opção “C”. Quanto ao trecho “... mesmo que sejam de candidatos aos quais se opõem” (linha 29), o segmento “aos quais” (destacado) não poderia ser substituído por “que”, mas por “a que”, pois a forma verbal “se opõe” exige a preposição “a”. Errada a alternativa “D”. No trecho “Assim, participa cada vez menos de comícios públicos...”, o vocábulo “Assim” está empregado como conjunção coordenativa conclusiva, equivalendo a “Portanto” ou “Por isso”, considerando-se a estrutura anterior. Errada a opção “E”. RESPOSTA: C. ____________ QUESTÃO 3 – Interpretação de texto Errada a opção “A”, porque o financiamento público dos partidos e das campanhas eleitorais é uma das medidas mais mencionadas, não a mais importante discussão (linhas 12 a 13). Correta a afirmação contida na alternativa “B”, embora seja a mais simples (linhas 15 a 25). Errada a afirmação contida na opção “C”, porque não há, no texto, informação de que o financiamento total sobrecarrega as despesas dos eleitores. Errada a afirmação apresentada na opção “D”, porque não há, no texto, informação de que boa parte dos eleitores brasileiros seja favorável à reforma política. As discussões de que trata o texto não apontam para isso expressamente. O financiamento público está previsto desde 1971 no Brasil. Apenas passou a ser mais significativo em 1995, com a instituição do Fundo Partidário (linhas 26 a 28). Errada a opção “E”. RESPOSTA: B ___________ QUESTÃO 4 – Pontuação A vírgula depois do trecho “Segundo o estudo Political Finance Database (linha 16) não pode ser suprimida, porque o segmento seguinte funciona com ideia explicativa. A supressão da vírgula transformaria o segmento seguinte em restritiva, modificando-se o sentido original da mensagem. No caso da supressão, para melhor entendimento, o segmento seguinte seria restritivo, o que implicaria a existência de outro estudo Political Finance Database divulgado em outro ano. Errada a alternativa “A”. No trecho “O cientista político alemão Karl-Heinz Nassmacher...” (linhas 21 a 22), a colocação do nome Karl-Heinz Nassmacher entre vírgulas alteraria o sentido do texto, porque se transformaria em aposto, revelando a existência de um único cientista político alemão. Errada a opção “B”. No segmento “... na receita total de cada partido – inclusive porque esse percentual pode variar bastante de partido para partido –, mas os altos...” (linhas 30 a 32), nenhum dos travessões pode ser suprimido, porque se trata de oração deslocada. Errada a alternativa “C”. No trecho “No Brasil, as discussões sobre reforma política têm sido frequentes nos últimos anos. O debate engloba uma ampla gama de projetos referentes a vários itens...” (linhas 1 a 3), o ponto após o primeiro período (terminado em “anos”) não pode ser substituído por dois-pontos, porque o período iniciado por “O debate...” não é uma explicação, nem um aposto do período anterior. Errada a alternativa “D”. Quanto ao trecho “O problema é que sob o termo ‘reforma política’ se abrigam...” (linhas 7 a 8), o segmento “sob o termo ‘reforma política’” poderia aparecer isolado por vírgulas, porque se trata de adjunto adverbial deslocado. Correta a opção “E”. RESPOSTA: E. _____________ QUESTÃO 5 – Reescritura de trecho (equivalência de estruturas, com aspectos sintáticos) O segmento “Não se podem desconsiderar fatores extraeleitorais que alteram a composição partidária das legislaturas” (linhas 22 a 23) não pode ser reescrito da forma “Não pode-se desconsiderar fatores extraeleitorais que alterem a composição partidária das legislaturas”, porque o sujeito de “pode-se desconsiderar” é “fatores extraeleitorais”, devendo-se levar o verbo para o plural: “Não podem-se desconsiderar...”. Errada a alternativa “A”. O trecho “Sem dúvida, parte das diferenças intercamerais observadas se deve a ocorrências dessa natureza...” (linhas 26 a 28) pode ser reescrito da forma “Parte das diferenças intercamerais observadas deve-se, indubitavelmente, a ocorrências de tal natureza”. Preservam-se, na reescritura, o sentido do texto e a correção gramatical. Correta a alternativa “B”. Em relação ao segmento “O impacto das regras eleitorais sobre a estrutura da representação política é bastante debatido na literatura” (linhas 1 a 2), a reescritura “Muito se debatem as regras eleitorais de impacto sobre a estrutura da representação política na literatura” não preserva o sentido original da mensagem. Observe-se por quê: o núcleo do sujeito de “é bastante debatido” é “impacto”, enquanto, na sugestão reescrita, passou a ser “regras eleitorais”. Errada a alternativa “C”. No trecho compreendido entre as linhas 6 e 9, o adjunto adverbial “Em termos gerais” está modificando o sentido da estrutura verbal “argumenta-se”, enquanto, na reescritura, sua alteração produziu efeitos no verbo “induzir”. Portanto está errada a alternativa “D”. Na reescritura apresentada na opção “E”, há pelo menos dois erros: 1. não há vírgula depois de “Senado”, porque está separando o sujeito (“as diferentes formas de representação...”) do seu verbo (“tenham”); 2. deve haver sinal indicativo de crase no segmento “... em relação às respectivas configurações...”, porque a construção “em relação” exige preposição “a”, e a expressão seguinte é feminina “respectivas configurações...”. Errada a opção “E”. RESPOSTA: B ____________ QUESTÃO 6 – Semântica No trecho “... induzem ao bipartidarismo, ao passo que as majoritárias ...” (linha 9), a locução conjuntiva “ao passo que” é sinônimo de “à medida que”. A substituição por “na medida que” altera a coerência do texto. Errada a opção “A”. O segmento “... distintas formas de representação adotadas...” (linha 16), o adjetivo “adotadas” está qualificando “formas”. Se for substituído por “adotada”, qualificará “representação”, o que alterará o sentido original da mensagem. Errada a alternativa “B”. No trecho “... resultem em diferentes cenários...” (linhas 18 a 19), a substituição da forma verbal “resultem” por “acarretem” não manteria a correção gramatical, porque “resultar”, no caso, exige a preposição “em”, enquanto “acarretem” é transitivo direto, não aceitando a preposição “em”. Errada a opção “C”. A palavra “plausível” (“... porém é plausível supor que a incongruência nas eleições...” – linhas 28 a 29) significa “razoável”, admissível”; já “incongruente” significa “incompatível”, “não condizente”. Errada a alternativa “D”. No trecho “... há grande discussão sobre os efeitos dos tipos de sufrágio na conformação do sistema partidário...” (linhas 4 a 5), o vocábulo “conformação” (destacado na transcrição) pode ser substituído por “constituição” sem alterar o sentido do texto, nem incorrer em erro. Correta a opção “E”. RESPOSTA: E ____________ Proibida a reprodução, mesmo que parcial, sem a expressão autorização do CPC Concursos e do autor. Prof. Menegotto

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

COMENTÁRIOS E RESPOSTAS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO BANRISUL – CONCURSO REALIZADO NO DIA 13 DE DEZEMBRO DE 2015 BANCA DA FDRH

QUESTÃO 01 - Ortografia As lacunas das linhas 27, 49 e 52 devem ser preenchidas pelas palavras “vazem” (verbo “VAZAR”), “privilegiados” e “espontaneamente”. RESPOSTA: A _______________________________________________________________ QUESTÃO 02 – Pronome e crase A lacuna da linha 17 deve ser preenchida com “CUJO”, relacionando elemento possuidor (“grande corporação”) a possuído (“interesse”). A lacuna da linha 33 deve receber apenas a preposição “a”, em razão da regência do verbo “dar” e do fato de a palavra seguinte ser um pronome demonstrativo que não recebe artigo. Por sua vez, a lacuna da linha 37 deve receber, também apenas a preposição “a”, regida pelo verbo “servir”, porque a palavra seguinte (“finalidades”) está no plural. RESPOSTA: C. _______________________________________________________________ QUESTÃO 03 – Interpretação de texto Está correta a assertiva I, porque a autora efetivamente cria expectativa, no início do texto. Errada a assertiva II, porque as impressões dos especialistas não são convergentes. Por exemplo, Susan Linn (linhas 13 e seguintes) pede o fim da fabricação da boneca. Correta a assertiva III, porque a autora lança mão de um tom de texto em que simula conversa, como se pode observar a construção das linhas 03 a 07 e, depois, na pergunta que encerra o parágrafo. RESPOSTA: D. _______________________________________________________________ QUESTÃO 04 – Pronome (coesão e interpretação de texto) O pronome “Ela” (linha 01) é retomado várias vezes no texto como “Hello Barbie”, “nova Barbie”, “o novo brinquedo” e a “boneca”. O pronome “Ela”, porém, não é retomado por “a gigante dos brinquedos”. RESPOSTA: B. _______________________________________________________________ QUESTÃO 05 – Interpretação de texto Os argumentos que sintetizam críticas ou que são contrários ao lançamento da boneca estão nos itens I, II e IV. RESPOSTA: D. _______________________________________________________________ QUESTÃO 06 – Semântica As palavras “persuasivas”, “delicados” e “lúdicos” estão relacionadas, no texto, com as ideias de “convencimento”, “dificuldade” e “jogo”. RESPOSTA: B. _______________________________________________________________ QUESTÃO 07 – Regência Em “permanecer restrito ao ambiente familiar” (linha 17), a combinação destacada possui preposição (“a”) que é exigida por “restrito”, que é adjetivo. No trecho “coleta dos diálogos” (linha 25), a contração destacada possui preposição exigida pelo substantivo “coleta”. No segmento “acesso aos desejos” (linha 33), a combinação destacada apresenta preposição exigida pelo substantivo “acesso”. No trecho “interação da boneca com a criança”, a preposição destacada é regida pelo substantivo “interação”. No trecho “lidaria com informações” (linha 45), a preposição destacada é exigida pelo verbo “lidar”. RESPOSTA: A. _______________________________________________________________ QUESTÃO 08 – Concordância A substituição de “os dados” (linha 30) por “esse conjunto de dados” produziria as seguintes alterações: “esse conjunto de dados não seria(1) usado(2)... RESPOSTA: B. _______________________________________________________________ QUESTÃO 09 – Funções sintáticas O segmento “por uma infância sem comerciais” (linha 13) é complemento nominal de “campanha”. Nos demais casos, os segmentos funcionam como agentes da passiva. RESPOSTA: A. _______________________________________________________________ QUESTÃO 10 – Acentuação gráfica A palavra “diálogos” é acentuada por ser proparoxítona, de igual forma que a palavra “século” (linha 09). As palavras “portátil” (linha 04) e “razoável” (linha 40) são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em “L”. “Conteúdo” (linha 16) deve receber acento pela regra dos hiatos, e a forma verbal “terá” (linha 42) é acentuada por ser oxítona terminada em “a”. RESPOSTA: B. _______________________________________________________________ QUESTÃO 11 – Estrutura e formação de palavras O sufixo da palavra “consumista”, que é “-ista”, pode também ocorrer em “realista”, que é adjetivo derivado de “real”. Correta a assertiva I. O adjetivo “respeitoso” é derivado do verbo “respeitar”, que apresenta a forma de particípio “respeitado”. Correta a assertiva II. Em “publicidade” e “privacidade”, o sufixo “-dade”, que forma substantivos derivados de adjetivos. Correta a assertiva III. RESPOSTA: E. _______________________________________________________________ QUESTÃO 12 – Pronomes Correta a assertiva I, porque “onde” (linha 02) pode ser substituído por “nos quais”, já que faz referência a “servidores”. Correta a assertiva II, porque se pode substituir “que” (linha 10) por “quantos”, mantendo-se o sentido original e a correção gramatical. Pode-se substituir “o que” (linha 58) por “aquilo que”, pois a função de “o que”, na construção”, é de demonstrativo. RESPOSTA: E. _______________________________________________________________ QUESTÃO 13 – Classes gramaticais Na construção “mais bonecas”, o termo “bonecas” é substantivo, portanto a palavra “mais” é adjetivo. Nos demais casos, as palavras grifadas são advérbios. RESPOSTA: B. _______________________________________________________________ QUESTÃO 14 – Conjugação verbal (valores semânticos dos tempos e modos) Na forma verbal “entram” (linha 07), que está conjugada no presente do indicativo, a ideia é de realidade, não de hipótese. Na locução verbal “deveria permanecer” (linhas 16 e 17), o verbo auxiliar (“deveria”) está conjugado no futuro do pretérito do indicativo, o que lhe confere a ideia de hipótese ou aspiração. Quanto à forma verbal “mencionarem” (linha 43), deve-se observar que ela se encontra em uma oração subordinada condicional, indicando hipótese. RESPOSTA: D. _______________________________________________________________ QUESTÃO 15 – Pontuação As vírgulas no trecho “Susan Linn, psicóloga e diretora da campanha por uma infância sem comerciais, pediu...” (linha 13) isolam aposto. RESPOSTA: E. _______________________________________________________________

domingo, 8 de novembro de 2015

COMENTÁRIOS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO PARA O HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE – HCPA – CERTAME OCORRIDO EM 08 DE NOVEMBRO DE 2015 - BANCA DA FAURGS

QUESTÃO 01 – Concordância verbal A lacuna da linha 06 deve ser preenchida pela forma verbal “têm”, com acento circunflexo diferencial, porque o sujeito é “as professoras e os professores. A lacuna de linha deve ser preenchida pela forma verbal “mantém”, no singular, portanto com acento agudo pela regra das oxítonas, porque seu sujeito é “o governo português”. A lacuna da linha 29 deve ser preenchida pela forma verbal “inclui”, no singular, porque seu sujeito é “um grupo chamado BRICS”, cujo núcleo é “grupo”. Por fim, a lacuna da linha 34 deve receber a forma verbal “têm”, com acento circunflexo diferencial, porque o sujeito é “os países”. RESPOSTA: C. ___________________________________________________________________________________________________________ QUESTÃO 02 – Interpretação de texto Não há como se depreender do texto que Brasil e Portugal deveriam pensar juntos o mesmo ensino de português para aprendizes estrangeiros em universidades internacionais. Isso pode ser verificado pela afirmação do texto quanto ao pensamento do Itamaraty contido nas linhas 24 a 26. As demais afirmações ou se encontram no texto, ou podem ser depreendidas do texto. RESPOSTA: D. ___________________________________________________________________________________________________________ QUESTÃO 03 – Interpretação de texto Na assertiva I, a afirmação não encontra amparo no texto, porque, entre as linhas 08 e 17, lê-se a notícia de que a Universidade Nacional Autônoma do México é o lugar no mundo onde mais se estuda português. Errada. Quanto à assertiva II, está correta a afirmação, porque, entre as linhas 24 a 26, verifica-se a posição do Itamaraty em relação ao ensino da língua noutros países. Correta. Já a afirmação contida em III está errada, porque não se encontra no texto, nem se pode depreender do texto. Errada. RESPOSTA: B. ___________________________________________________________________________________________________________ QUESTÃO 04 – Interpretação de texto A alternativa (A) está errada, porque não houve referência específica ao ensino do português brasileiro. Na opção (B), o erro está na afirmação de que o BRICS mantém poucos centros de ensino de línguas, e isso não encontra amparo no texto. As afirmações contidas nas alternativas (C) e (D) estão erradas, porque não encontram amparo no texto. Correta a firmação contida na opção (E). RESPOSTA: E. ___________________________________________________________________________________________________________ QUESTÃO 05 – Valor semântico das conjunções e interpretação de texto No trecho “... e seria mais do que natural imaginar que, estando na América Latina, o interesse dos mexicanos deveria ser pelo português brasileiro – e é. Só que nessa mesma universidade o Instituto Camões ocupa um andar inteiro do centro de estudos de língua estrangeira... (linha 10 a 15), a expressão “Só que” introduz ideia de oposição à mensagem anterior. Poderia ser substituída pela conjunção “Contudo”, que é coordenativa adversativa, oferecendo ideia de contraste. As conjunções “Porque” e “Já que”, presentes nas opções (A) e (D), indicam causa. Na alternativa (C), o nexo “Portanto” revela conclusão. Na opção (E), “Ainda que” introduz concessão, mas em oração subordinada. RESPOSTA: B. ___________________________________________________________________________________________________________ QUESTÃO 06 – Equivalência de estruturas O segmento “A postura do Itamaraty parece ser a seguinte: se já estão lá os portugueses, nós não precisamos estar também” (linhas 23 a 26) encontra equivalência na construção “A postura do Itamaraty parece ser a seguinte: se lá os portugueses já estão, nós também não precisamos estar”, presente na alternativa (A). Observe-se que a banca seguiu exatamente a redação original na parte inicial (até os dois-pontos) e na parte final apenas inverteu as posições dos advérbios “lá” e “também”, o que mantém equivalência de sentido. Nas opções (B) e (E), as reescrituras contrariam a mensagem do trecho original. Na alternativa (C), há inversão de ideias. Por fim, na opção (D), a ideia é diferente em razão do emprego de “uma vez que”, que revela causa, em lugar de condição. RESPOSTA: A. ___________________________________________________________________________________________________________ QUESTÃO 07 – Fonética Na alternativa (A), as palavras “português”, “interesse” e “seguinte” apresentam dígrafos consonantais, respectivamente, em GU, SS e GU. Apesar de existirem dígrafos nasais ou vocálicos em “interesse” (IN) e “seguinte” (IN), as palavras, conforme foi demonstrado, apresentam cada uma dígrafo consonantal. Na opção (B), apenas “esses” apresenta dígrafo consonantal SS. “México” não apresenta dígrafo de qualquer natureza, e “pejorativamente” apresenta apenas dígrafo nasal em EN. Quanto à opção (C), apenas “nosso” e “China” apresentam dígrafos consonantais, respectivamente em SS e CH. Já “eloquentes” apresenta apenas dígrafo nasal EN, porque em QU o o “u” é pronunciado, o que descaracteriza a associação QU como dígrafo. As palavras da alternativa (D) só apresentam dígrafo consonantal em “professores” (SS) e “chamadas” (CH). Na forma verbal “oferecer” não há dígrafo de qualquer natureza. A opção (E) apresenta palavras com dígrafos nasais em “estrangeiras” (AN) e em “surpreendentes” (EN e EN). A palavra “universidades” não apresenta dígrafo de qualquer natureza. RESPOSTA: A. ___________________________________________________________________________________________________________ QUESTÃO 08 – Classes gramaticais Nas linhas 11 e 12, lê-se “... interesse dos mexicanos...”, e a presença de “dos” (preposição DE + artigo definido masculino plural OS = DOS) assegura que “mexicanos” está sendo empregado como SUBSTANTIVO. Falsa a primeira afirmação. Em “dados comparativos” (linha 18), “dados” funciona como SUBSTANTIVO, sendo qualificado pelo ADJETIVO “comparativos”. Verdadeira a segunda afirmação. A palavra “pejorativamente” (linha 32) é advérbio, pois toda palavra terminada em “-mente” é advérbio. Verdadeira a terceira afirmação. RESPOSTA: C. ___________________________________________________________________________________________________________ QUESTÃO 09 – Separação silábica A correta separação silábica das palavras “Uruguai”, “brasileiro”, “digna” e “surpreendente” é U-RU-GUAI (“uai” é tritongo), BRA-SI-LEI-RO (“ei” é ditongo), DIG-NA (uma consoante (G-N) em cada sílaba) e SUR-PRE-EN-DEN-TE (“ee” é hiato). RESPOSTA: A. ___________________________________________________________________________________________________________ QUESTÃO 10 – Funções sintáticas Na construção “tenho visitado diversos países onde se ensina a língua portuguesa” (linha 01 e 02), o segmento “diversos países onde se ensina a língua portuguesa” funciona como objeto direto de “tenho visitado”, porque “visitar”, que é o verbo principal, é VTD, exigindo objeto direto (quem visita visita algo ou alguém). Correta a assertiva I. No segmento “o interesse dos mexicanos” (linhas 11 e 12), a expressão “dos mexicanos” completa o sentido do substantivo “interesse”, portanto é complemento nominal, não objeto. Errada a assertiva II. Em “os dados comparativos são eloquentes” (linha 18), o adjetivo “eloquentes” exerce função sintática de predicativo de “os dados comparativos”, que é sujeito. Correta a assertiva III. RESPOSTA: D. ___________________________________________________________________________________________________________ QUESTÃO 11 – Crase Na lacuna da linha 13, deve aparecer “às vezes”, com crase, porque se trata de locução adverbial feminina. Já nas lacunas das linhas 27 e 28, deve aparecer apenas artigo “a” em cada uma, porque “lavar” e “espantar” são verbos transitivos diretos (quem lava lava alguma coisa e quem espanta espanta alguma coisa ou alguém). RESPOSTA: C. ___________________________________________________________________________________________________________ QUESTÃO 12 – Pronomes Na construção “Recalcava a revolta, prendia-a no peito...” (linha 10), o pronome “a”, em “prendi-a”, retoma “revolta”. Observe-se que o sujeito de “prender”, na forma “prendia”, é Ana Terra, portanto “Ana Terra... prendia a revolta...”. Nas alternativas (A), (C), (D) e (E), os pronomes se referem à Ana Terra. RESPOSTA: B. ___________________________________________________________________________________________________________ QUESTÃO 13 – Interpretação de texto No segmento “Mas na presença do pai não dizia nada” (linha 09), quem estava na presença do pai era Ana Terra, não D. Henriqueta. Falsa a primeira afirmação. No trecho “Recalcava a revolta, prendia-a no peito...” (linha 10), o sujeito elíptico é Ana Terra, não “o pai”. Falsa a segunda afirmação. Quanto ao trecho “Nas noites abafadas dormia mal, às vezes levantava-se, ia para a frente da casa...” (linhas 12 e 13), o sujeito elíptico das formas “dormia”, levantava-se” e “ia” é Ana Terra. Verdadeira a terceira afirmação,. Por fim, no segmento “ficava olhando as coxilhas e o céu”, o sujeito elíptico é Ana Terra; na continuidade: “... tendo nos olhos um sono pesado e na cabeça, no peito, no corpo todo”, o verbo elíptico, é “ficava” (“ficava tendo nos olhos...); no último segmento, “... uma ânsia que a mantinha desperta e agitada”, está elíptica a forma verbal “ficava tendo” (“ficava tendo uma ânsia...”). Verdadeira a quarta afirmação. RESPOSTA: E. ___________________________________________________________________________________________________________ QUESTÃO 14 – Funções sintáticas No trecho “concluía que não adiantava ir para a cama” (linha 24 e 25), o segmento “ir para a cama” (destacado) funciona como sujeito de “não adiantava”. Observe-se: “(Ana Terra) concluía e não adiantava ir para a cama”. Quem é que não adiantava? IR PARA A CAMA. Nas alternativas (A), (B), (C) e (D), os segmentos sublinhados funcional como objetos diretos nas suas orações. RESPOSTA: E. ___________________________________________________________________________________________________________ QUESTÃO 15 – Emprego e valor de conjunções Os nexos “nem” (linha 21), “pois” (linha 25) e “ então” (linha 27) podem ser substituídos, mantendo-se o sentido original da mensagem, por “e sequer”, “já que” e “portanto”, respectivamente. Nas alternativas (A) e (C), nenhuma das três sugestões de cada opção mantém o sentido. Na opção (D), o advérbio “assim” não mantém o exato sentido da construção. Na alternativa (E), “sendo que” e “entretanto” não mantêm o sentido dos nexos originais. RESPOSTA: B. ___________________________________________________________________________________________________________

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO – FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS – CONCURSO REALIZADO EM 13 DE SETEMBRO DE 2015 – PROVA TIPO 0004

PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO – FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS – CONCURSO REALIZADO EM 13 DE SETEMBRO DE 2015 – PROVA TIPO 0004 Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 3. A vida é uma tapeçaria que elaboramos, enquanto somos urdidos dentro dela. Aqui e ali podemos escolher alguns fios, um tom, a espessura certa, ou até colaborar no desenho. Linhas de bordado podem ser cordas que amarram ou rédeas que se deixam manejar: nem sempre compreendemos a hora certa ou o jeito de as segurarmos. Nem todos somos bons condutores; ou não nos explicaram direito qual o desenho a seguir, nem qual a dose de liberdade que podíamos – com todos os riscos – assumir. (LUFT, L. O rio do meio. São Paulo: Mandarim, 1997, 3. ed, p. 105) 1. ... enquanto somos urdidos dentro dela. O verbo urdir na frase acima está transposto para a voz passiva. Dentre as opções abaixo, o verbo que admite essa transposição está em: (A) Durante toda a vida, estamos sempre fazendo opções acerca de nossos objetivos. (B) As cores escolhidas para o bordado parecem ser o propósito definitivo de uma vida. (C) A vida é, para todos, comparável a uma tapeçaria de desenho, cores e espessura individuais. (D) Necessitamos, habitualmente, de orientação segura na tomada de decisões corretas em nossa vida. (E) Pessoas próximas colaboram conosco na definição de projetos ao longo de toda a vida. Comentários e resposta Questão sobre vozes verbais. Somente os verbos transitivos diretos admitem a transposição para a voz passiva. Na opção (A), na locução verbal “estamos... fazendo”, o verbo principal é “fazer”, que é transitivo direto, portanto a frase é apassivável. A transposição da frase na passiva terá a construção “Durante toda a vida, opções acerca de nossos objetivos estão sempre sendo feitas por nós”. Nas alternativas (B) e (C), os verbos são de ligação. Nas alternativas (D) e (E), os verbos são transitivos indiretos (quem necessita necessita DE; quem colabora colabora COM). Resposta: (A). ____________________________________________________________________________________ 2. O texto aponta para (A) o pleno desenvolvimento de potencialidades atingido por algumas pessoas, ainda que elas estejam subordinadas a estruturas sociais preestabelecidas. (B) o papel das normas sociais aceitas pelo grupo na determinação da vontade de cada um em relação aos objetivos de sua própria vida, normas que sempre preponderam sobre decisões de cunho pessoal. (C) a liberdade do ser humano em estabelecer os rumos de sua própria vida, sem deixar de reconhecer a existência de limites e dificuldades nesse direcionamento. (D) os conflitos que aparecem durante as primeiras fases da vida de uma pessoa, impedindo-a de se transformar num adulto consciente e capaz de resolver seus próprios problemas. (E) as falhas de uma formação inadequada a que estão sujeitos os seres humanos, impossibilitando-lhes um direcionamento dos rumos de sua vida segundo parâmetros socialmente aceitáveis. Comentários e resposta Questão sobre interpretação de texto. O texto de Lia Luft aponta para a possibilidade de as pessoas decidirem sobre que caminhos tomar em suas vidas e sobre o respeito aos outros indivíduos. Nesse contexto, está correta a alternativa (C). Na opção (A), o erro está em indicar “desenvolvimento de potencialidades de algumas pessoas”, enquanto o texto, pelo uso de verbos em primeira pessoa do plural (no 1º parágrafo) inclui todas as pessoas. Na alternativa (B), o erro está no apontamento para o “papel das normais sociais”, quando isso, no texto, é tratado de forma secundária e com outra denominação. Com relação à afirmação contida na opção (D), o erro está na apresentação de “conflitos que aparecem durante as primeiras fases da vida”, o que é estranho ao texto. Já em referência à alternativa (E), o erro está na abordagem de “falhas de uma formação inadequada a que estão sujeitos os seres humanos”, o que é estranho ao texto. Resposta: (C). ____________________________________________________________________________________ 3. Entende-se corretamente que, no 2º parágrafo, a autora aborda (A) as múltiplas maneiras de construção da melhor forma de viver, ou porque se deseja liberdade plena nas opções feitas, ou porque se torna mais fácil optar pelo pertencimento a um determinado grupo. (B) as dificuldades surgidas ao longo da vida, que podem resultar em avanços à medida que são superadas ou acabam se transformando em obstáculos verdadeiramente intransponíveis. (C) a determinação no traçado de objetivos que possam nortear, desde o início, as escolhas que se colocam na vida de cada pessoa, impostas pelos valores cultivados no meio social em que se insere. (D) os problemas decorrentes de uma formação incompleta, ou até mesmo deformada, que resultam em futuros empecilhos na condução de uma vida menos subordinada às imposições do meio social. (E) a plena independência que deve constituir o legado de cada pessoa, possibilitando-lhe escolhas livres, desvinculadas das normas de comportamento adotadas pelo grupo social a que pertence. Comentários e resposta Questão sobre interpretação de texto. Em relação ao 2º parágrafo do texto, a autora aborda, de modo metafórico, “as dificuldades surgidas ao longo da vida, que podem resultar em avanços à medida que são superadas ou acabam se transformando em obstáculos verdadeiramente intransponíveis”. Isso se vê em “Linhas de bordado podem ser cordas que amarram ou rédeas que se deixam maneja : nem sempre compreendemos a hora certa ou o jeito de as segurarmos” (dificuldades). Portanto está correta a alternativa (B). Na opção (A), não há, no texto, a visão de melhor forma de viver, mas como tecer a vida. Com referência à alternativa (C), não se aborda, no texto, a determinação no traçado de objetivos norteadores das escolhas, muito menos desde o início da vida. Na opção (D), é estranha a ideia de uma formação incompleta ou deformada. Na (E), não há, no texto, a abordagem de plena independência na constituição do legado de cada um. Resposta: (B). ____________________________________________________________________________________ Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 4 a 7. De gramática e de linguagem E havia uma gramática que dizia assim: “Substantivo (concreto) é tudo quanto indica Pessoa, animal ou cousa: João, sabiá, caneta.” Eu gosto é das cousas. As cousas, sim!... As pessoas atrapalham. Estão em toda parte. Multiplicam-se em excesso. As cousas são quietas. Bastam-se. Não se metem com ninguém. Uma pedra. Um armário. Um ovo. (Ovo, nem sempre, Ovo pode estar choco: é inquietante...) As cousas vivem metidas com as suas cousas. E não exigem nada. Apenas que não as tirem do lugar onde estão. E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta. Para quê? não importa: João vem! E há de estar triste ou alegre, reticente ou falastrão, Amigo ou adverso ... João só será definitivo Quando esticar a canela. Morre, João... Mas o bom, mesmo, são os adjetivos, Os puros adjetivos isentos de qualquer objeto. Verde. Macio. Áspero. Rente. Escuro. Luminoso. Sonoro. Lento. Eu sonho Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais. Ainda mais: Eu sonho com um poema Cujas palavras sumarentas escorram Como a polpa de um fruto maduro em tua boca, Um poema que te mate de amor Antes mesmo que tu lhe saibas o misterioso sentido: Basta provares o seu gosto... (QUINTANA, M. Prosa e verso. Porto Alegre: Globo, 1978, p. 94) 4. Atente para os versos abaixo: E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta. Para quê? não importa: João vem! E há de estar triste ou alegre, reticente ou falastrão, Amigo ou adverso ... Considerando-se o poema e, especialmente, os versos acima, é correto afirmar que o poeta (A) induz o leitor à conclusão de que os seres humanos, sujeitos a inúmeras variações de humor de acordo com as circunstâncias da vida, nem sempre se encontram disponíveis para os relacionamentos sociais, ainda que tenham aprendido as lições de bom comportamento. (B) aborda as imposições sociais que se encontram usualmente na sociedade, determinando que as pessoas se comportem segundo certas normas de educação estabelecidas por todo o grupo, sendo inaceitável transgredi-las como, por exemplo, invadindo o espaço alheio. (C) tece considerações, a partir de uma lição de gramática, a respeito de possíveis relacionamentos humanos e da instabilidade que caracteriza estados de espírito a que estão habitualmente submetidas as pessoas, nos mais diferentes momentos da vida. (D) demonstra expectativa com a chegada de alguém, que lhe bata à porta a qualquer momento, embora não esteja disponível para bem acolher o visitante, pois está preso a divagações despertadas por antigas lições de gramática, e de ânimo bem pouco sociável. (E) se mostra descrente de que as interações sociais possam transcorrer normalmente, pois estão sujeitas a situações que causam desconforto, como a interferência inesperada de alguém, a interromper divagações em torno de antigas lembranças. Comentários e resposta Questão sobre interpretação de texto. Considerando-se o poema na integralidade e, em especial, os versos “E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta./Para quê? não importa: João vem!/E há de estar triste ou alegre, reticente ou falastrão,/Amigo ou adverso...”, é possível afirmar que Mário Quintana “tece considerações, a partir de uma lição de gramática, a respeito de possíveis relacionamentos humanos e da instabilidade que caracteriza estados de espírito a que estão habitualmente submetidas as pessoas, nos mais diferentes momentos da vida”. Portanto está correta a alternativa (C). Nas demais alternativas, não se encontram interpretações presentes no poema ou, então, não retratam a visão do autor expendida nos versos do enunciado. Resposta: (C). ____________________________________________________________________________________ 5. E havia uma gramática... O verbo que possui o mesmo tipo de complemento que o verbo grifado acima está empregado em: (A) Eu sonho com um poema ... (B) As pessoas atrapalham. (C) João só será definitivo... (D) Estão em toda parte. (E) E não exigem nada. Comentários e resposta Questão sobre regência verbal. O verbo “haver”, empregado na construção “E havia uma gramática...”, é transitivo direto, tendo como complemento “uma gramática”, que tem função de objeto direto. Na opção (A), o verbo “sonhar” está empregado como transitivo indireto (quem sonha sonha com), sendo seu objeto indireto “um poema”. O verbo “atrapalhar”, na alternativa (B), está empregado como intransitivo. Quanto às opções (C) e (D), os verbos são de ligação. Na alternativa (E), o verbo “exigir” é transitivo direto, sendo seu objeto direto “nada”. Resposta: (E). ____________________________________________________________________________________ 6. As pessoas atrapalham. Estão em toda parte. Multiplicam-se em excesso. As cousas são quietas. Bastam-se. Não se metem com ninguém. Os versos acima devem ser entendidos, considerando-se o teor do poema, como (A) tentativa de aproximação da linguagem das plantas e dos animais. (B) propósito de justificar a preferência expressa pelo poeta em relação às cousas. (C) explicações a respeito de que há um misterioso sentido nas palavras. (D) verdades poéticas que costumam contrariar o sentido comum, registrado em uma gramática. (E) questionamento da constatação de que o bom, mesmo, são os adjetivos. Comentários e resposta Questão sobre interpretação de texto. Mário Quinta tece, nos versos reproduzidos no enunciado, sua preferência pelas “cousas” em relação às “pessoas”. Isso fica claro em razão de o poeta enumerar três defeitos que vê nas pessoas e três virtudes (na sua visão) das “cousas”. Está errada a opção (A), porque não há, nos versos do enunciado, abordagem de linguagem das plantas e dos animais, mas de “pessoas” e “cousas”. Correta a alternativa (B), pelas razões explicadas. Errada a alternativa (C), pois não há, nos versos do enunciado, abordagem de um “misterioso sentido nas palavras”. De igual forma, está errada a opção (D), porque, nos versos do enunciado, em relação ao teor do poema, não há “verdades poéticas que costumam contrariar o sentido comum”. Errada, também, a assertiva (E), porque, considerando-se os versos do enunciado, não há consideração acerca de adjetivos. Resposta: (B). ____________________________________________________________________________________ 7. (Ovo, nem sempre, Ovo pode estar choco: é inquietante...) O segmento isolado por parênteses introduz, no poema, (A) exagero ao constatar a ocorrência de um fato habitual. (B) dúvida que se sobrepõe ao que é aceito pelo senso comum. (C) hipótese que contradiz o conhecimento tradicional popular. (D) objeção decorrente de uma pressuposição sobrevinda. (E) verdade inconteste, diante da repetição de um fato comum. Comentários e resposta Questão sobre interpretação de texto. No segmento poético “Um ovo. (Ovo, nem sempre,/Ovo pode estar choco: é inquietante...)”, o trecho registrado entre parênteses não traduz exagero na constatação de um fato habitual, muito menos dúvida ou hipóteses que se sobreponha ou contradiga o senso comum, tampouco verdade inconteste, mas objeção (oposição) decorrente de uma pressuposição que lhe veio à mente. Resposta: (D). ____________________________________________________________________________________ Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 8 a 11. Escrever sobre as mulheres do Sul não significa traçar um perfil único que as identifique e as diferencie das outras mulheres do restante do país. No Sul encontramos diferentes perfis femininos nos diversos períodos históricos: mulheres oriundas de etnias e classes sociais várias. [...] A idealização das mulheres em seus papéis familiares é muito semelhante àquelas idealizações divulgadas no final do século XVIII e início do século XX nos grandes centros europeus. Nas cidades do Sul, imagens idealizadas foram frequentes a partir da segunda metade do século XIX, durante a formação das elites nos centros urbanos. O crescimento das áreas urbanas, em meados do século XIX, foi impulsionado com a inclusão da região no comércio agrário-exportador brasileiro como subsidiária, ou seja, como fornecedora de alimentos para o mercado interno. Os altos preços do café no mercado externo e a destinação da mão de obra escrava para a produção cafeeira provocaram o aumento da procura por alimentos e a consequente elevação de preços. Esse fato propiciou o surgimento de um novo grupo de pessoas mais abastadas nos centros urbanos da região Sul. Em cada capital do Sul, esses grupos assumiram configurações diferentes. [...] Num futuro próximo, esses grupos iriam promover os jornais responsáveis pela divulgação de modelos de comportamento, especialmente para as mulheres. Os jornais pareciam veicular um projeto civilizador com pretensão de construir novos homens e mulheres, divulgando imagens idealizadas para ambos os sexos. [...] Embora os jornais sulistas reproduzissem estereótipos existentes há séculos, faziam-no em um contexto específico, respondendo a uma conjuntura determinada, na qual a demonstração de distinção e a exposição de um certo verniz social implicavam em moldar as mulheres de uma determinada classe. Nas imagens dos jornais das cidades do Sul, e provavelmente em outras cidades do restante do país, as mães seriam responsáveis pelo progresso e a civilização, pois eram consideradas criadoras e educadoras das novas gerações. (Adaptado de: PEDRO, J. M. Mulheres do Sul. In: DEL PRIORE, M. (org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2012, p. 278-282) 8. No texto, a autora (A) salienta a importância da imprensa em certa época, no Sul do país, como incentivadora e divulgadora de modelos ideais de comportamento e, principalmente, de uma nova imagem da mulher. (B) atesta a responsabilidade dos produtores de café, na época, em relação ao aumento da desigualdade social, como consequência do encarecimento desse produto no mercado externo. (C) condena os estereótipos que os jornais sulistas há séculos reproduziam, ao defenderem que as mulheres só podiam alcançar realização pessoal se tivessem muitos filhos. (D) alude a dificuldades de manutenção da sociedade conjugal, já durante o século XIX, devido à constante ausência da figura masculina, fato que resultava em maior liberdade para as mulheres. (E) insiste no papel predominante da figura masculina como mantenedora de atividades produtivas no Sul do país, apesar de inúmeros conflitos, enquanto a mulher seria responsável pela harmonia familiar. Comentários e resposta Questão sobre interpretação de texto. A autora, em seu texto, “salienta a importância da imprensa em certa época, no Sul do país, como incentivadora e divulgadora de modelos ideais de comportamento e, principalmente, de uma nova imagem da mulher”, o que se pode ver, mais especificamente, no 1º, 4º e último parágrafo. Resposta: (A). ____________________________________________________________________________________ 9. A idealização das mulheres em seus papéis familiares é muito semelhante àquelas idealizações divulgadas no final do século XVIII e início do século XX nos grandes centros europeus. Mantém-se a correção no emprego do sinal indicativo de crase se o segmento grifado na frase acima for substituído por: (A) à típica idealização divulgada. (B) à qualquer das idealizações divulgadas. (C) à uma determinada idealização divulgada. (D) à cada uma das idealizações divulgadas. (E) à algumas idealizações divulgadas. Comentários e resposta Questão sobre crase. No trecho “A idealização das mulheres em seus papéis familiares é muito semelhante àquelas idealizações divulgadas no final do século XVIII e início do século XX nos grandes centros europeus”, a substituição do segmento sublinhado manterá o sinal indicativo de crase com “à típica idealização divulgada”, portanto está correta a opção (A). Nas opções (B), (D) e (E), as palavras “qualquer”, “cada” e “algumas” são pronomes indefinidos, e não há crase antes de pronomes indefinidos. No caso da alternativa ((E), ainda há o agravante de o “a” estar no singular e a palavra seguinte no plural. Na alternativa (C), aparece “uma”, e não há crase antes de “uma”. Resposta: (A). ____________________________________________________________________________________ 10. Identifica-se, no texto, distinção entre (A) os grupos sociais mais abastados, principalmente de imigrantes, e a população de origem escrava, empregada no cultivo do café. (B) a economia baseada na exportação, que caracterizou algumas regiões brasileiras, e a da região Sul do país, voltada para o mercado interno. (C) as normas de comportamento adotadas por uma sociedade já instalada em áreas urbanas desenvolvidas e os costumes tradicionais, próprios das áreas rurais. (D) as mulheres dedicadas à vida familiar, como se propunha costumeiramente nessa época, e outras, liberadas, cuidando de seus próprios afazeres. (E) o conteúdo publicado em jornais do Sul em relação a modelos de comportamento e o que se encontrava nas demais publicações existentes no restante do país. Comentários e resposta Questão sobre interpretação de texto. Fica claramente identificada, no texto, a distinção entre “a economia baseada na exportação, que caracterizou algumas regiões brasileiras, e a da região Sul do país, voltada para o mercado interno”, portanto está correta a alternativa (B). As opções (A), (C) e (D) sequer especificaram a região Sul. Já na alternativa (E), a região Sul foi citada, mas o restante da afirmação não contém elementos que a autora tenha utilizado para a distinção. Resposta: (B). ____________________________________________________________________________________ 11. ... ou seja, como fornecedora de alimentos para o mercado interno. A relação estabelecida entre os termos constantes do segmento sublinhado acima está reproduzida no segmento, também sublinhado, em: (A) Nas imagens dos jornais das cidades do Sul ... (B) Os altos preços do café no mercado externo ... (C) Nas cidades do Sul ... (D) ... e a exposição de um certo verniz social ... (E) ... implicavam em moldar as mulheres de uma determinada classe. Comentários e resposta Questão sobre funções sintáticas. No segmento constante no enunciado, o adjetivo “fornecedora” não possui sentido completo, exigindo, portanto, complemento nominal, que é “de alimentos”. Nas opções “(A), (B), (C) e (E), as palavras “imagens”, “preços”, “cidades” e “mulheres” possuem sentido completo, não exigindo complemento nominal. Os segmentos que estão associados a cada uma dessas palavras são adjuntos adnominais. Já com relação à alternativa (D), o substantivo “exposição” não possui sentido completo, exigindo, a exemplo do adjetivo “fornecedora”, complemento nominal. Portanto está correta a opção (D). Resposta: (D). ____________________________________________________________________________________ 12. O povoamento do Rio Grande do Sul atraiu uma população masculina eminentemente nômade. A economia do Rio Grande do Sul baseava-se na pecuária extensiva. A ocorrência de inúmeros conflitos e batalhas propiciava a ausência dos homens. As mulheres assumiram a direção dos empreendimentos familiares. As mulheres transpuseram os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo. As frases acima se organizam em um único parágrafo, mantendo-se a correção e a clareza, em: (A) A economia do Rio Grande do Sul baseava-se na pecuária extensiva, com um povoamento de população masculina eminentemente nômade. Além, ainda, da ocorrência de inúmeros conflitos e batalhas. As mulheres assumiram, contudo, a direção dos empreendimentos familiares, onde transpuseram os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo. (B) As mulheres do Rio Grande do Sul, com uma população masculina eminentemente nômade e de economia baseada na pecuária extensiva, participando, além disso, de inúmeros conflitos e batalhas. Elas transpuseram assim os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo, ao assumir a direção dos empreendimentos familiares, com a constante ausência dos homens. (C) A população masculina, eminentemente nômade, do Rio Grande do Sul, onde a economia baseava-se na pecuária extensiva, além da ocorrência de inúmeros conflitos e batalhas. As mulheres assumiram a direção dos empreendimentos familiares, transpondo os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo, cuja causa foi propiciada pela constante ausência dos homens. (D) O povoamento do Rio Grande do Sul, cuja economia se baseava na pecuária extensiva, atraiu uma população masculina eminentemente nômade. A ocorrência de inúmeros conflitos e batalhas também propiciava a ausência dos homens. Ao assumir, então, a direção dos empreendimentos familiares, as mulheres transpuseram os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo. (E) Com uma população masculina eminentemente nômade, que povoou o Rio Grande do Sul, baseando-se na pecuária extensiva, cujas batalhas e conflitos propiciaram a ausência dos homens, as mulheres assumiram, não obstante, a direção dos empreendimentos familiares. Assim, elas transpuseram os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo. Comentários e resposta Questão sobre reestruturação de períodos e correção em geral. Na opção (A), há erro de reestruturação e no emprego de “onde”. ONDE só pode ser empregado para referência a lugar físico, e no trecho foi utilizado para retomar “direção dos empreendimentos familiares”. Quanto à opção (B), o primeiro perído ficou sem sentido, porque a oração principal iniciou (“As mulheres do Rio Grande do Sul”), mas não terminou. Além disso,a reconstrução está confusa. Relativamente à opção (C), o primeiro período inicia a oração principal, que não é concluída, estabelecendo ausência de sentido. Correta a reconstrução presente na opção (D). Na alternativa (E), a relação estabelecida entre “pecuária extensiva” e “batalhas e conflitos” é inadequada e não traduz o sentido original dos períodos do enunciado. Errada. Resposta: (D). ____________________________________________________________________________________ Não há questão recorrível. Prof. Menegotto®

segunda-feira, 22 de junho de 2015

COMENTÁRIOS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA E À QUESTÃO 38 DO CONCURSO PARA ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL – UFRGS – CERTAME REALIZADO NO DIA 21 DE JUNHO DE 2015

QUESTÃO 1 - CRASE. No trecho “O rapaz andou durante quarenta dias pelo deserto, até chegar ___ um belo castelo...” (l. 03-04), a lacuna deve ser preenchida apenas com a preposição A, porque o verbo “chegar” rege “A” e a palavra seguinte é masculina. Já no trecho “Ao final de duas horas, retornou ___ sala onde estava o Sábio” (l. 27-28), a lacuna deve receber À, porque o verbo (RETORNAR, na forma “retornou”) rege preposição A e a palavra seguinte é feminina (“sala”), portanto estão presentes todas as condições para a crase. Em “Pois então volte e conheça ___ maravilhas do meu mundo” (l. 36-37), a lacuna deve ser preenchida com o artigo definido feminino plural (AS,) porque o verbo (CONHECER, na forma “conheça”) é transitivo direto (não exige preposição, porque quem conhece conhece algo ou alguém). O AS, porém, é somente artigo que especifica o substantivo feminino “maravilhas”. No segmento “De volta ___ presença do Sábio...” (l. 44), a lacuna deve receber “à”, porque se trata da contração da preposição “a”, regida pelo substantivo “volta”, mais “a”, artigo definido feminino singular que especifica “presença”, que é substantivo feminino. RESPOSTA: D. _________________________________________________________________________ QUESTÃO 2 - INTERPRETAÇÃO DE TEXTO Errada a assertiva I, porque não há, no texto, informação de que o rapaz tenha-se decepcionado com o sábio. A segunda afirmação da assertiva também está errada, pois o rapaz não teve de esperar mais duas horas: a rigor, foi novamente passear pelo palácio para olhar todas as coisas da casa do sábio. A primeira afirmação da assertiva II está correta, porque, da primeira vez que passeou pelo palácio, o rapaz não deixou caírem as gotas de óleo da colher. A segunda parte, porém, está errada, porque o rapaz obedeceu às determinações do Sábio na primeira vez, que consistia em apenas não deixar cair o óleo da colher. No segundo passeio, sim. Por isso está errada a assertiva II. Correta a assertiva III, porque se pode inferir do texto que o passeio do rapaz mantendo as gotas de óleo na colher era parte da experiência que deveria passar para ouvir do Sábio o segredo da felicidade. RESPOSTA: C. _____________________________________________________________________________ QUESTÃO 3 - INTERPRETAÇÃO DE TEXTO A leitura atenciosa do texto permite que se chegue à conclusão de que a possível “moral da história” esteja ligada ao fato de se conseguir praticar as duas ações ao mesmo tempo, no caso não deixar o óleo cair da colher e ainda observar cada coisa presente no castelo do Sábio. Portanto a virtude está no meio termo (opção B). Nas alternativas A e C, a ideia é a mesma e não encontra suporte na história narrada. Descarta-se a opção D, porque não há, no desenrolar da narrativa, dúvida que sustente essa moral da história. De igual forma, não é cabível a afirmação contida na opção E, pois, segundo a narrativa, a felicidade não pode ser associada ao fato de querer o que se faz. RESPOSTA: B. _____________________________________________________________________________ QUESTÃO 4 - IDENTIFICAÇÃO DE TERMO REFERENTE A PARTIR DE PRONOMES O pronome “lhe” (l. 15) está empregado em referência ao rapaz, pois foi do Sábio que “lhe” disse... (=disse ao rapaz). Também no trecho O pronome “lhe” (l. 20) está empregado em referência ao rapaz, pois foi do Sábio que “lhe” pediu... (=pediu ao rapaz). O pronome possessivo “minha” (l.30) está sendo empregado em relação ao Sábio, retomando posses suas. Correta de acordo com o enunciado. O pronome possessivo “sua” (l. 38) faz referência à casa de “um homem”, não do Sábio. O pronome “lhe” está associado ao rapaz, porque o Sábio confiou as duas gotas de óleo ao rapaz (... = que lhe confiei”). RESPOSTA: C. _____________________________________________________________________________ QUESTÃO 5 - DISCURSOS DIRETO E INDIRETO O segmento “Naquele momento”, já em discurso indireto, deve passar ao discurso direto como “Neste momento” ou “Agora”. O trecho “não tinha tempo de explicar-lhe o segredo da felicidade”, que está em discurso indireto, deverá ser reescrito, em discurso direto “não tenho tempo para explicar o segredo da felicidade” Observe que “tinha” está na terceira pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo e deverá assumir a forma da primeira pessoa do singular do presente do indicativo (“tenho”) A segunda parte, cuja redação é “... desse um passeio pelo palácio e voltasse dali a duas horas”, que está em discurso indireto, deverá assumir a seguinte redação em discurso direto: “Dê um passeio pelo palácio e volte daqui duas horas”. Observe-se que os verbos DAR (na forma “desse”) e VOLTAR (na forma “voltasse”), ambos conjugados no pretérito imperfeito do indicativo, deverão passar à forma do imperativo: “dê” e “volte”. Portanto a redação correta é RESPOSTA: A. _____________________________________________________________________________ QUESTÃO 6 - CONCORDÂNCIA VERBAL A pluralização de “Sábio” (l. 05) produziria a flexão de “vivia” (singular) para “viviam”. Verdadeira. Com relação à segunda proposta, a substituição de “uma farta mesa” (l. 10) por “várias fartas mesas” manteria o verbo “haver”, na forma “havia” (pretérito imperfeito do indicativo), porque se trata de verbo impessoal (= existir). Falsa. Por fim, se a expressão “das Arábias” fosse substituída por “da Pérsia”, o verbo ESTAR, no forma “estão”, não se alteraria, porque tem como referente o núcleo do sujeito, que é “tapeçarias”. Falsa. RESPOSTA: E. _____________________________________________________________________________ QUESTÃO 7 - PONTUAÇÃO A vírgula antes do “e” (l. 12) se deve ao fato de as duas orações serem coordenadas com sujeitos diferentes: na coordenada assindética (l. 12, até “todos”), o sujeito é “O Sábio”; na coordenada sindética aditiva (l. 12, do “e” até “horas”), o sujeito é “o rapaz”. Correta a assertiva I. Quanto à segunda assertiva, As vírgulas isolam um predicativo deslocado, não vocativo. Errada a assertiva II. As vírgulas das linhas 42 e 43 separam elementos de igual função sintática. Correta a assertiva III. RESPOSTA: D. _____________________________________________________________________________ QUESTÃO 8 - REGÊNCIA VERBAL A substituição de “buscava” por “carecia” provocará a inserção de preposição “de” na construção, porque quem carece carece DE. RESPOSTA: C. _____________________________________________________________________________ QUESTÃO 9 - FUNÇÕES SINTÁTICAS A expressão “de óleo” cumpre função sintática de complemento nominal de “gotas”. Nos demais casos, o pronome “lhe” e o segmento “ao rapaz” cumprem função sintática de objeto indireto nas orações em que se inserem. RESPOSTA: C. _____________________________________________________________________________ QUESTÃO 10 - CONCORDÂNCIA A pluralização de “rapaz” (l. 15), no trecho indicado, produzirá as seguintes alterações: “Com paciência, o Sábio escutou atentamente o motivo da visita “dos”(1) rapazes, mas disse-“lhes”(2) que naquele momento não tinha tempo de explicar-“lhes” o segredo da felicidade. RESPOSTA: B. _____________________________________________________________________________ QUESTÃO 30 - CORRESPONDÊNCIA OFICIAL (REDAÇÃO OFICIAL) Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, pode-se considerar como correta a alternativa A. Tal questão não necessita de comentários, haja vista a forma como foi apresentada, pois cada documento encontra sua definição e destinação na segunda coluna. RESPOSTA: A. _____________________________________________________________________________

terça-feira, 19 de maio de 2015

COMENTÁRIOS E RESPOSTAS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO PARA O CARGO DE GUARDA MUNICIPAL – PREFEITURA MUNICIPAL DE CANOAS – RS – CERTAME REALIZADO NO DIA 17 DE MAIO DE 2015

Questão 01 – Crase Na lacuna da linha 08, deverá aparecer “à”, com sinal indicativo de crase, porque o verbo “tanger” exige preposição “a”, e a palavra “conduta” é feminina, exigindo artigo “a”. A lacuna da linha 09 deverá ser preenchida apenas com a preposição “a”, porque, embora o termo “alerta” exija preposição “a” (quem está alerta está alerta A), a palavra seguinte é “todos”, que é pronome indefinido, e não existe crase antes de pronome indefinido, ainda mais masculino. No caso da lacuna da linha 17, o substantivo “combate” exige preposição “a”, mas a palavra “incêndios” é masculina, logo não aceita artigo. Portanto deve ser apenas “a”. RESPOSTA: C. _____________________________________________________________________________ Questão 02 – Ortografia As lacunas das linhas 04, 05 e 13 devem ser preenchidas, respectivamente, com as palavras “cortesia” (derivada de “cortês”, com “s”), “honestidade” e “delituosa”. Neste último caso, o sufixo “-osa” é sempre escrito com “s” e significa “repleto de, cheio de”. RESPOSTA: A. _____________________________________________________________________________ Questão 03 – Fonética A palavra “controlador” tem quatro sílabas (con-tro-la-dor), portanto é polissílaba; sua sílaba tônica é a última (con-tro-la-DOR), portanto é palavra oxítona. A palavra “Municipal” tem, também, quatro sílabas (Mu-ni-ci-pal), portanto é polissílaba; sua sílaba tônica é a última (Mu-ni-ci-PAL), portanto é palavra oxítona. RESPOSTA: B. _____________________________________________________________________________ Questão 04 – Interpretação de Texto No trecho compreendido entre as linhas 08 e 09, lê-se: “... o Guarda Municipal é uma pessoa que deve estar o tempo todo alerta a tudo e a todos, tendo total controle da situação local”. Tal afirmação é base para indicar a interpretação oferecida na opção “B” como errada, pois, em sua visão, “O Guarda Municipal nem sempre deve estar alerta”. As demais opções contêm afirmações que se encontram no texto. RESPOSTA: B. _____________________________________________________________________________ Questão 05 – Regência Verbal No trecho “Além do aspecto moral, no que tange à conduta de retidão...” (linha 08), o verbo “tanger” é transitivo indireto, exigindo preposição “a” (leiam-se comentários à questão 01). RESPOSTA: C. _____________________________________________________________________________ Questão 06 – Classes Gramaticais QUESTÃO RECORRÍVEL Na alternativa C, a Banca transcreveu o seguinte trecho do texto: “... o tempo todo alerta a tudo...” (linha 09). Na indicação da classe gramatical das palavras sublinhadas, indicou ambas como artigo definido. No segmento “alerta a tudo”, o “a” destacado é preposição, não artigo. Observe-se que o “a” está precedendo um pronome indefinido (TUDO), que é neutro, logo não aceita artigo. Reitera-se que o “a” antes de “tudo” é preposição, não artigo. Portanto está errada a opção C. Na construção transcrita na opção D, encontra-se “... dinâmico nas suas atitudes...” (linha 13), em que a palavra sublinhada está identificada como substantivo, quando, em verdade, se trata de pronome possessivo de terceira pessoa do plural. A Banca indicou como gabarito a letra D, mas há duas indicações erradas: alternativas C e D, o que impõe a anulação da questão por flagrante erro. _____________________________________________________________________________ Questão 07 – Fonética A palavra “pessoa” possui 6 (seis) letras: P E S S O A; a associação SS é dígrafo oral; as letras E, O e A são vogais, não havendo semivogais. Observe-se a separação: PES-SO-A, em que O e A finais forma hiato, logo ambas são vogais, não semivogais. Não há encontro consonantal, porque SS é dígrafo. Está corretas apenas as assertivas I e II. RESPOSTA: C. _____________________________________________________________________________ Questão 08 – Fonética Na palavra “saída” (SA-Í-DA), há hiato na associação “A-Í”. Já na palavra “trabalho”, há dígrafo (LH). E, na forma verbal “recebeu”, há ditongo oral decrescente (RE-CE-BEU). A associação correta é 2 – 3 – 1. RESPOSTA: C. _____________________________________________________________________________ Questão 09 – Interpretação de Texto No trecho situado na linha 01, lê-se: “O Guarda Municipal é a pessoa capacitada a zelar pela ordem nos limites de seu local de trabalho...”. Embora o texto não traga expressamente a informação de que o Guarda Municipal está limitado ao município de que é servidor (“nos limites de seu local de trabalho”), a ideia de que sua atuação não se estende às cidades vizinhas é pacífica. Falsa a primeira assertiva. No trecho compreendido entre as linhas 08 a 11, vê-se que o Guarda Municipal deve se mostrar ativo em suas atitudes (“o tempo todo alerta a tudo...”/ “total controle da situação...”/”através da própria inspeção visual...”). Isso significa ser ATIVO. Verdadeira a segunda afirmação. Observa-se na linha 17 que, entre os pontos constantes da formação do Guarda Municipal, está a legislação aplicada. Verdadeira a terceira afirmação. RESPOSTA: D. _____________________________________________________________________________ Questão 10 – Acentuação Gráfica QUESTÃO RECORRÍVEL As palavras “Gravataí” (GRA-VA-TA-Í) e “daí” (DA-Í) levam acento pela regra dos hiatos (I e U), no caso o I, que, nas duas palavras, é tônico, precedido de vogal e forma sílaba sozinho. Certa a opção A. A palavra “gaúcho” (GA-Ú-CHO) leva acento pela regra dos hiatos (I e U), no caso o U, que, na palavra, é tônico, precedido de vogal e forma sílaba sozinho. Já a palavra “proprietários” (PRO-PRI-E-TÁ-RIOS) é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente. Errada a opção B. As palavras “prêmios” (PRÊ-MIOS) e “nível” (NÍ-VEL) são ambas acentuadas pela regra das paroxítonas. PRÊ-MIOS por ser paroxítona terminada em ditongo crescente: NÍ-VEL por ser paroxítona terminada em L. Correta a opção C. Como a Banca não especificou terminação dentro da regra das paroxítonas, esta alternativa C também atende ao enunciado, havendo, portanto, duas alternativas corretas, o que invalida a questão. Na opção D, “indústrias” (IN-DÚS-TRIAS) é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente. A forma verbal “está” (ES-TÁ) é acentuada por ser oxítona terminada em A aberto. Errada a assertiva D. Quanto à alternativa E, “aérea” (A-É-REA) é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente. Já a palavra “viúva” (VU-Ú-VA) é acentuada pela regra dos hiatos, porque o U é tônico, precedido de vogal e forma sílaba sozinho. Errada a opção E. _____________________________________________________________________________ HÁ QUESTÕES RECORRÍVEIS. VER COMENTÁRIOS SOBRE AS QUESTÃO 6 E 10. Publicado no saite WWW.cpcrs.com.br, no blog professormenegotto.blogspot.com e no Facebook, na página Menegotto. PROIBIDA A REPRODUÇÃO, MESMO QUE PARCIAL, SEM A ANUÊNCIA DO AUTOR. Direitos autorais reservados a Prof. Menegotto® e a CPC Concursos.

terça-feira, 12 de maio de 2015

COMENTÁRIOS E RESPOSTAS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CANOAS PARA NÍVEL SUPERIOR – FUNDAÇÃO LA SALLE – CERTAME REALIZADO EM 10 DE MAIO DE 2015

Questão 01 – Crase A lacuna de linha 04 deve ser preenchida com a contração da preposição “a” com o artigo definido feminino singular “a”, gerando “à”. O substantivo “proteção” exige preposição “a”, e a palavra “saúde” é feminina, exigindo artigo “a”. A expressão “fazer inveja” exige preposição “a” (quem faz inveja faz inveja “a”), e a palavra “máfia” é feminina, exigindo artigo “a”. Portanto a lacuna de linha 06 deve ser preenchida com a contração da preposição “a” com o artigo definido feminino singular “a”, gerando “à”. Na lacuna da linha 12, deve aparecer apenas o artigo definido feminino plural “as”, porque o verbo “provocar” é transitivo direto (quem provoca provoca algo ou alguém). Quem exige o referido artigo é a expressão “mesmas doenças”. A lacuna de linha 16 deve ser preenchida com a contração da preposição “a” com o artigo definido feminino singular “a”, gerando “à”. O adjetivo “associada” exige preposição “a”, e a palavra “dependência” é feminina, exigindo artigo “a”. RESPOSTA: B. _____________________________________________________________________________ Questão 02 – Ortografia As palavras que devem preencher as lacunas das linhas 13, 22 e 24 são “mal” (advérbio, porque vem antes de “intencionado”, que é adjetivo), “abstinência” e “aflige”, do verbo “afligir”. RESPOSTA: E. _____________________________________________________________________________ Questão 03 – Acentuação Gráfica Quanto à assertiva I, a forma verbal “proíbe” (pro-í-be) é paroxítona quanto à tonicidade, mas é acentuada pela regra dos hiatos (regra do I e U), porque o I é tônico, precedido de vogal e forma sílaba sozinho. Errada a primeira assertiva. O adjetivo “incrível” (in-crí-vel) é acentuada por se tratar de paroxítona terminada em “L”. Correta a assertiva II. Como já se observou, a forma verbal “proíbe” (pro-í-be) é acentuada pela regra dos hiatos (regra do I e U). Igual razão de acentuação está presente em “Paraíba” (Pa-ra-í-ba). Nos dois casos, o I é tônico, precedido de vogal e forma sílaba sozinho. Certa a terceira assertiva. RESPOSTA: D. _____________________________________________________________________________ Questão 04 – Funções Sintáticas Na construção “Haveria mais lógica se defendessem o direito do usuário de cocaína aspirá-la em restaurantes, igrejas, escritórios ou aviões...” (linhas 39-40), o pronome sublinhado em “aspirá-la” retoma “cocaína”. Como o verbo “aspirar” está sendo empregado como “puxar o ar, inalar...”, funciona como transitivo direto. Portanto o pronome “la” funciona como objeto direto. RESPOSTA: B. _____________________________________________________________________________ Questão 05 – Semântica e Interpretação de Texto No trecho “Qualquer medida ou lei que tenha como objetivo reduzir a prevalência do fumo na população e assim diminuir o sofrimento humano e o número de mortes causadas por ele, viaja na contramão dos interesses empresariais” (linhas 45-47), a forma verbal “viaja” (destacada na transcrição) • está empregada em sentido conotativo, isto é, comparativo, não denotativo (que é real). Portanto é falsa a primeira afirmação. • está conjugada no presente do indicativo (eu viajo, tu viajas, ele viaja...), portanto indica um fato atual. Verdadeira a segunda afirmação. • não indica um fato hipotético, porque, no trecho, embora a referência seja genérica, o que se observa pelo uso do verbo “ter” no presente do subjuntivo (“tenha”), há referência concreta ou específica a uma determinada medida com o objetivo de reduzir a prevalência do fumo na população. Falsa a terceira afirmação. RESPOSTA: A. _____________________________________________________________________________ Questão 06 – Interpretação de Texto Com relação à pergunta “Qual a razão para a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes tentar revogar a lei antifumo?”, a resposta se encontra no texto, entre as linhas 31 a 33. Observe-se: “Em entrevista para o jornal O Estado de São Paulo, Paulo Solmucci, presidente-executivo da Associação, explicou que a lei: ‘cria um rigor inimaginável, impedindo os direitos individuais do cidadão de consumir um produto que é lícito’”. Portanto a pergunta contida na assertiva I encontra resposta no texto. Observe-se a pergunta da assertiva II: “Em média, quantos anos de vida um dependente de cigarro perde?”. Entre as linhas 02 e 03, lê-se: “Não bastasse comercializar um produto que causa dependência química e rouba, em média, 12 anos da vida de um homem e 11 anos da vida de uma mulher...”. Isso assegura que a pergunta contida na assertiva II encontra resposta no texto. Quanto à pergunta “Quantos maços de cigarro uma pessoa fuma por dia?”, contida na assertiva II, não há resposta plausível no texto. Observe-se que, entre as linhas 42 e 44, o trecho “Não sejamos ingênuos, o intuito de empresas como Philip Morris e Souza Cruz é viciar o maior número possível de crianças e adolescentes, com o objetivo claro de fazê-los cair na mão do fornecedor ao ritmo de uma maço por dia, pela vida inteira” faz nítida referência a uma quantidade de consumo diário de cigarros, mas isso é apenas uma afirmação do autor do texto, que não responde à indagação dessa terceira assertiva. RESPOSTA: C. _____________________________________________________________________________ Questão 07 – Interpretação de Texto e Semântica A expressão “Além desse impacto psicológico” (linha 20) estabelece a coesão entre o parágrafo anterior e o que se afirmará no parágrafo iniciado pela expressão referida. Observe-se que o “impacto psicológico” de que trata a expressão deve ser entendido pela proibição de fumar em ambientes fechados que ajuda o fumante a superar as crises de abstinência, sendo obrigado a sair do lugar em que se encontra para fumar e, principalmente, porque, segundo afirma o autor, nessa hora cai por terra o mito de que fumar é um hábito, revelando-se como um vício escravizante. A tudo isso se refere o segmento “Além desse impacto psicológico” (linha 20). Correta a primeira assertiva. A palavra “incautos” (linha 38) significa sem cautela, descuidado. Não possui, portanto, relação com “incultos”. Não pode, portanto, haver substituição de “incautos” por “incultos” sem que haja alteração de sentido no texto. Errada a segunda assertiva. O substantivo “intuito” (linha 4) é sinônimo de “propósito”, “intenção”, “objetivo”. Portanto “intuito” pode ser substituído, sem alteração de sentido no texto, por “propósito”. Correta a terceira assertiva. RESPOSTA: D. _____________________________________________________________________________ Questão 08 – Interpretação de Texto Errada a opção (A), porque, segundo o texto, a lei antifumo beneficia os fumantes e os não fumantes (trecho das linhas 11 e 12; trecho das linhas 34 e 35 (até “... por ele”) e trecho das linhas 37 a 39). Correta a alternativa (B), que pode ser sustentada pelo seguinte trecho do texto: “Em entrevista para o jornal O Estado de São Paulo, Paulo Solmucci, presidente-executivo da Associação, explicou que a lei: ‘cria um rigor inimaginável, impedindo os direitos individuais do cidadão de consumir um produto que é lícito’” (linha 31-33). Errada a alternativa (C), porque não há, no texto, afirmação que sustenta que toda a população vê na lei antifumo um avanço na área da saúde. Pode-se observar que há os que a criticam. Errada a opção (D), porque, entre as linhas 48 e 50 do texto, vê-se a indústria do cigarro financia campanhas de políticos inescrupulosos. Errada a opção (E), porque não foi um cidadão não identificado que afirmou que a lei proíbe a pessoa de fumar cigarro, tirando-lhe a liberdade: segundo o texto, foi Paulo Solmucci, presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (linhas 29 a 33). RESPOSTA: B. _____________________________________________________________________________ Questão 09 – Interpretação de Texto O texto, no trecho compreendido entre as linhas 06 a 09, informa que foi aprovada, em 2011 a lei antifumo, que proíbe fumar em ambientes fechados em todo o território nacional. Tal legislação, porém, só foi regulamentada mais tarde, entrando em vigência somente em 3 de dezembro de 2014. No trecho compreendido entre as linhas 27 a 29, existe informação de que “Leis estaduais já haviam adotado a proibição em...”. A afirmação da assertiva I interpreta que “a lei antifumo demorou três anos para entrar em vigor, paralelamente a isso, alguns Estados criaram leis estaduais, incluindo um da região Sul”. O advérbio “paralelamente” está empregado com sentido de simultaneidade, podendo ser entendido como “simultaneamente”. No texto, porém, não há informação de que alguns estados tenham criado legislação antifumo simultaneamente à aprovação da lei que vale para todo o território nacional. Errada a assertiva I. Correta a assertiva II, pois encontra sustentação no trecho compreendido entre as linhas 11 a 12 e 37 a 39. Correta a assertiva III, porque encontra sustentação no texto, em especial no trecho entre as linhas 48 a 50. RESPOSTA: D. QUESTÃO RECORRÍVEL A BANCA INDICOU COMO GABARITO A OPÇÃO (E), ASSEGURANDO ESTAREM AS TRÊS AFIRMAÇÕES CORRETAS. PELA EXPLICAÇÃO EXPENDIDA RELATIVAMENTE À ASSERTIVA I, A QUESTÃO É RECORRÍVEL, PORQUE NÃO RETRATA AFIRMAÇÃO PRESENTE NO TEXTO, COMO ESTÁ EXPOSTO NO COMENTÁRIO ACIMA. ____________________________________________________________________________ Questão 10 – Fonética A forma verbal “bastasse” apresenta o dígrafo oral “ss”; não há ditongo nesta forma verbal. Já no pronome relativo “que”, o dígrafo, também oral, é “qu”; não há, em “que”, duas semivogais, porque, sendo dígrafo “qu”, ouve-se apenas o “e”, que é vogal, não semivogal; não há hiato na palavra “que”. RESPOSTA: A. _____________________________________________________________________________ HÁ QUESTÃO RECORRÍVEL. VER COMENTÁRIOS SOBRE A QUESTÃO 9. Publicado no saite WWW.cpcrs.com.br, no blog professormenegotto.blogspot.com e no Facebook, na página Menegotto. PROIBIDA A REPRODUÇÃO, MESMO QUE PARCIAL, SEM A ANUÊNCIA DO AUTOR. Direitos autorais reservados a Prof. Menegotto® e a CPC Concursos.