Questões de concursos comentadas e respondidas. Um blog a serviço da Língua Portuguesa e dos candidatos a concursos públicos em todo o Brasil. "Nulla dies sine linea".
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 912
O PESO DA PALAVRA E DO RELACIONAMENTO
Quem diz que vai para o escritório para trabalhar e não para fazer amigos está enganado. Ou melhor, estabelecer uma rede de relacionamentos, ser flexível, se adaptar rapidamente a uma nova situação, saber se comunicar com a equipe ou colegas de trabalho, ter capacidade de negociação são características extras no atual mercado, que exige mais do que diploma. Não se trata de fazer amigos, mas de aprender o que se chama de linguagem corporativa. E este bê-á-bá é feito de uma mistura de palavras claras, ditas no momento e para a pessoa certa, somado a uma dose de carisma.
Não estou falando da política “mantenha um sorriso no rosto porque o cliente tem sempre razão”, mas, sim, tentando mostrar que a facilidade em se expressar ou fazer relacionamentos tem peso tão importante quanto uma boa formação acadêmica. O que a intuição de muitos profissionais de recursos humanos já indicava foi comprovado num estudo finalizado no primeiro semestre deste ano pela ISMA-BR (International Stress Management Association no Brasil), associação internacional que estuda o estresse e suas formas de prevenção. De acordo com a pesquisa, feita entre 230 profissionais — gerentes de três grandes empresas nacionais —, a eficiência na comunicação interpessoal funciona como um colete salva-vidas, atenuando os efeitos negativos das pressões e demandas nos níveis físico, emocional e comportamental. Para chegar a esta conclusão foram analisados três fatores: as pressões e as demandas no trabalho, o nível de ansiedade (somática, comportamental e cognitiva) e o nível de tensão muscular e a satisfação profissional. Conclui-se, então, que o gerenciamento do estresse passa pelo desenvolvimento pessoal, além de programas efetivos de qualidade de vida no trabalho. Isso porque os custos do estresse não afetam apenas a saúde do trabalhador, mas, também, o bolso do empregador. Sabe-se que nos Estados Unidos o estresse profissional tem custo estimado em 300 bilhões de dólares ao ano e nos países membros da União Europeia este valor gira em torno de 265 bilhões de euros – números relativos ao absenteísmo, rotatividade, lesões no trabalho e seguro saúde. Por aqui, ainda não foi feito o cálculo desta conta, mas acredita-se que temos valores similares ao americano. Então, que tal começar a exercitar a linguagem? Faz bem para você e para aqueles com quem se relaciona. ROSSI, Ana Maria. Disponível em: http://www.catho.com.br Acesso em: out. 2009. (com adaptações)
01. (CESGRANRIO) Considere as afirmativas abaixo, referentes às ideias apresentadas no texto.
I - Na empresa, a administração do estresse vai além da preocupação com a saúde física do indivíduo.
II - O custo gerado pelo estresse profissional nos Estados Unidos é menor do que o gerado nos países integrantes da União Europeia.
III - No Brasil, o custo para as empresas, no que se refere ao estresse, é igual ao evidenciado nos Estados Unidos.
Está correto APENAS o que se afirma em
(A) I.
(B) III.
(C) I e II.
(D) I e III.
(E) II e III.
Comentários.
Na assertiva I, há uma afirmação correta, pois, segundo o texto, o gerenciamento do estresse passa pelo desenvolvimento pessoal (linhas 22 e 23).
Na II, o custo gerado pelo estresse nos Estados Unidos é de 300 bilhões de dólares anuais, enquanto nos países da União Europeia é de 265 bilhões por ano. Portanto é maior esse custo nos Estados unidos relativamente a países da União Europeia. Errada a afirmação.
Na III, pode-se afirmar que o custo gerado pelo estresse no Brasil é igual ao gerado nos Estados Unidos, embora o texto afirme que “Por aqui, ainda não foi feito o cálculo desta conta, mas acredita-se que temos valores similares ao americano”. Correta.
Resposta: D.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
FCC SERÁ A BANCA DA DEFENSORIA PÚBLICA DO RS
Foi divulgada a organizadora do concurso para servidores da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul (DPE-RS). A banca escolhida foi a Fundação Carlos Chagas (FCC). Nos próximos dias haverá mais novidades, segundo Laurence Caetano Sabin, secretário da comissão do concurso. A seleção para o quadro de servidores oferecerá oportunidades para técnico, que exige nível médio ou médio/técnico e analista, que exige o nível superior. Os vencimentos iniciais serão de R$3 mil e R$5.500, respectivamente. O número de vagas oferecidas nesta seleção, de acordo com a Assessoria de Comunicação do órgão, será em torno de 350 (metade do número que consta na Lei Nº 13.821/2011) devido a contigência orçamentária da defensoria. Todos os candidatos serão avaliados por meio de prova objetiva e escrita. Os concorrentes ao cargo de analista terão também avaliação de títulos, e haverá ainda prova prática para determinadas especialidades do cargo de técnico.
A prova objetiva constará de Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Legislação e Conhecimentos Específicos. Os servidores ainda passarão por estágio probatório para avaliação de aptidão, que servirá como referência para a efetivação no cargo. O concurso será válido por um ano, podendo ser prorrogado por igual período
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
RECURSO CONTRA QUESTÃO DA RECEITA FEDERAL - PROVA DE ANALISTA TRIBUTÁRIO
CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ANALISTA TRIBUTÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL – PROVA 1 – 2012 – RAZÕES PARA RECURSO CONTRA GABARITO DA QUESTÃO 32
A questão 32 da prova de Língua Portuguesa para Analista Tributário da Receita Federal do Brasil, em concurso realizado em 23 de setembro de 2012 – Prova 1 – Gabarito 1, apresenta defeito quanto à resposta oferecida pela banca. No enunciado, a banca solicita do candidato que assinale a opção que dá justificativa correta para o uso das estruturas linguísticas do texto. A opção (E) determina que
“A ausência do sinal indicativo de crase antes de “fatores” (l. 18) e “garantias” (l. 19) indica que esses substantivos estão empregados de modo genérico, sem o uso de artigo que os defina.”
Observando-se o trecho “O spread elevado também se deve a fatores como alta carga tributária e inadimplência – os empréstimos atrelados a garantias são incipientes, o que aumenta o risco de um calote” (l.19-20), pode-se afirmar que
a) tanto o substantivo “fatores” quanto “garantias” estão, sem dúvida, empregados de modo genérico, isto é, não específicos. No caso do “a” antes de “garantias”, deve-se entendê-lo como preposição, não havendo ali artigo definido feminino plural, razão por que não foi registrado o sinal de crase;
b) no caso, porém, do “a” antes de “fatores”, deve-se observar que se trata de simples preposição “a”, e, se houvesse especificação quanto a esse substantivo, haveria a presença da combinação da preposição “a”, regida pelo verbo “dever-se” (em “também se deve”) com o artigo definido masculino plural “os”, que resultaria em “aos”, jamais em sinal indicativo de crase, haja vista ser “fatores” um substantivo masculino.
Por isso, está errada a justificativa presente na assertiva “e)” da referida prova, o que enseja anulação da questão por medida de justiça.
Prof. Alberto Menegotto®
terça-feira, 18 de setembro de 2012
COMENTÁRIOS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA ANALISTA DO TJRS - REALIZADA EM 15 DE SETEMBRO DE 2012

Questão 01
Questão regência verbal com emprego de pronomes relativos.
Quanto à primeira lacuna, no trecho “As bibliotecas virtuais têm, de certo modo, os predicados _________ o escritor Jorge Luis Borges define a sua fantástica Biblioteca de Babel: são ilimitadas e periódicas” (l. 08-11), deve ser preenchida com “com que” ou “com os quais”, exigidos por “definir”: o escritor Jorge Luis Borges define a sua fantástica biblioteca “com” algo, portanto “com que” ou “com os quais”, por se referir a “predicados”. A banca optou por “com que”.
Na segunda lacuna, no trecho “Desse modo, atualizam, no que oferecem e na forma ______ o oferecem, uma espécie de otimismo...” (l. 12-13), deve aparecer o pronome relativo “como”, pois está expressa ideia de relativização entre a “forma” e o verbo “oferecer”.
Na terceira e última lacuna, no trecho “... nem a resposta periódica _______ os livros e revistas postos ao alcance de nosso cotidiano podem nos ajudar a formular...” (l. 32-34), deve aparecer apenas o pronome relativo “que”, pois o verbo “formular”, na locução verbal “podem ajudar a formular”, é o principal e é transitivo direto, pois quem formula formula algo, não exigindo preposição.
RESPOSTA: C.
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Questão 02
Questão sobre semântica e interpretação de texto.
Errada a assertiva I, porque “uma espécie de otimismo cético” (l. 13-14) não tem relação com a descrença no alcance da plenitude do conhecimento pela humanidade, mas com o racionalismo, que apresenta tal tipo de característica.
Correta a assertiva II, pois “trincos burocráticos” e “trancas comerciais” (l. 24-25) indicam contraposição ao acesso livre a fontes de dados virtuais.
Errada a assertiva III, porque a expressão “uma Babel feita do paradoxo do conhecimento” (l. 29) não enfatiza obscurantismo, nem confusão gerada pelo mundo da informação virtual. A expressão está relacionada ao fato de que, quanto mais se sabe, mais se tem a saber.
Resposta: B.
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Questão 03
Questão sobre equivalência de estruturas.
No trecho “Entre as transformações acarretadas e tornadas possíveis pelas tecnologias...” (l. 01-02), a substituição de “tornadas possíveis” por “ensejadas” não acarretaria mudança de sentido contextual, pois “tornadas possíveis” traduz ideia de que as transformações foram obtidas, conseguidas, equivalente a “ensejadas” indica que as transformações foram oferecidas, já que “ensejar” significa “dar ensejo”, oferecer oportunidade, o que não difere da mensagem original do texto. A sugestão da assertiva I, portanto, mantém a ideia do texto.
Quanto à assertiva II, na sequência “... grandes acervos de obras e de periódicos que, considerados, não fosse por outros motivos, só do ponto de vista acadêmico, representam uma revolução...” (l. 04-06), a substituição de “não fosse por” por “afora”, mantém o sentido original do texto e preserva a correção gramatical. Observe-se o trecho com a substituição sugerida: ““... grandes acervos de obras e de periódicos que, considerados, afora outros motivos, só do ponto de vista acadêmico, representam uma revolução...”.
Com relação à assertiva III, a substituição de “só”, no trecho “... grandes acervos de obras e de periódicos que, considerados, não fosse por outros motivos, só do ponto de vista acadêmico, representam uma revolução...” (l. 04-06), determinaria a redação ““... grandes acervos de obras e de periódicos que, considerados, não fosse por outros motivos, exclusivamente do ponto de vista acadêmico, representam uma revolução...”, mantendo-se o sentido original da mensagem e a correção gramatical.
Na sequência “... grandes acervos de obras e de periódicos que, considerados, não fosse por outros motivos, só do ponto de vista acadêmico, representam uma revolução...” (l. 04-06), objeto da IV afirmação, a inserção de “já” antes de “representam” geraria a cosntrução ““... grandes acervos de obras e de periódicos que, considerados, não fosse por outros motivos, só do ponto de vista acadêmico, já representam uma revolução...”, porque a ideia está relacionada ao segmento “não fosse por outros motivos”, mantendo a ideia original do texto e a correção gramatical.
Resposta: E.
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Questão 04
Questão sobre concordância verbal (identificação do sujeito e outras funções).
No trecho “... grandes acervos de obras e de periódicos que, considerados, não fosse por outros motivos, só do ponto de vista acadêmico, representam uma revolução...” (l. 04-06), as formas verbais “considerados”, “representam” e “constituem” têm como sujeito “... grandes acervos de obras e de periódicos”. Portanto estão erradas as alternativas (B), (C) e (D).
Quanto à opção (E), a palavra “bibliotecas”, no trecho “... grandes acervos de obras e de periódicos que, considerados, não fosse por outros motivos, só do ponto de vista acadêmico, representam uma revolução na forma de acesso às bibliotecas que constituem...” (l. 04-07), é núcleo do complemento nominal “às bibliotecas”, que integra o sentido do substantivo “acesso”. Errada, portanto, a alternativa (E).
Resposta: A.
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Questão 05
Questão sobre pontuação e conjunções.
No trecho “As bibliotecas virtuais têm, de certo modo, os predicados com que o escritor Jorge Luis Borges define a sua fantástica Biblioteca de Babel: são ilimitadas e periódicas” (l. 08-11), os dois-pontos introduzem explicação, revelando quais os “predicados”. No caso, podem ser substituídos, mantendo-se o sentido original da mensagem, por “já que”.
O nexo “por isso”, na opção (A), indica ideia de conclusão; na (C), “além do que” traduziria ideia de existência de outras grandezas, ali não tratadas, nem entendidas; nas opções (D) e (E), os nexos “se bem que” e “no entanto” revelam, respectivamente, ideias de concessão e oposição, incabíveis no trecho.
Resposta: B.
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Questão 06
Questão sobre equivalência de estruturas (oração reduzida).
No trecho “... quanto mais se sabe, mas há para saber, de modo que, o máximo sendo também o mínimo, nunca nos falte nem a pergunta...” (l. 30-32), a oração reduzida de gerúndio “o máximo sendo também o mínimo” traduz ideia de causa, podendo ser substituída, mantendo-se equivalência de sentido, por “visto ser o máximo também o mínimo”, “haja vista ser o máximo também o mínimo”, ou ainda outras formas.
Na opção (A), a locução conjuntiva “a despeito de” traduz ideia de oposição; nas opções (B) e (C), respectivamente, as locuções conjuntivas “contanto que” e “a não ser que” indicam ideia de condição; na alternativa (D), “a fim de que” revela finalidade;
Resposta: E.
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Questão 07
Questão sobre conjunções.
No trecho “quando não há trincos burocráticos e trancas comerciais” (l. 24-25) estabelece ideia de condição no período em que ocorre.
Observe-se que a conjunção “quando” está empregada no sentido de “se”, ou “desde que”: “se não houver trincos burocráticos e trancas comerciais” ou “desde que não haja trincos burocráticos e trancas comerciais”.
Resposta: A.
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Questão 08
Questão sobre classes gramaticais e funções sintáticas.
Errada a assertiva I, porque o vocábulo “uma”, no trecho “uma, outra, outra mais” (l. 22-23), funciona como artigo indefinido.
Correta a opção II, porque, no trecho “... e do conhecimento às sociedades que o originaram...” (l. 26-27), o pronome “o” funciona como objeto direto de “originaram”.
Errada a assertiva III, pois o verbo “entrever”, no trecho ”nem a pergunta ilimitada, nem a resposta periódica que os livros e revistas postos ao alcance de nosso cotidiano podem nos ajudar a formular, ou, ao menos, entrever” (l. 32-35), o verbo “entrever” tem como objeto “a pergunta ilimitada” e “a resposta periódica”. Os livros e revistas... é que podem nos ajudar ... a entrever a pergunta ilimitada e a resposta periódica.
Resposta: B.
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Questão 09
Questão sobre semântica e interpretação de texto.
A lacuna da linha 05 deve ser preenchida pelo advérbio “irremediavelmente”, porque, considerando-se a ideia veiculada, o morto passava ao pretérito de forma definitiva, sem poder retornar, portanto “irremediavelmente”. Não contêm coerência com a ideia do texto os advérbios “transitoriamente” (ou seja, por um tempo) e “paradoxalmente” (gerando ideia de contradição, ausente no trecho).
Com relação à lacuna da linha 31, poderia ser preenchida tanto por “tagarelice” quanto por “garrulice”, que, significando hábito de falar muito, de tagarelar, de loquacidade exagerada, são sinônimos.
Por sua vez, a lacuna da linha 34 poderia ser preenchida por “instiga” ou “insta” (do verbo “instar”), já que, no contexto, significaram “pedir com insistência”, “convencer”.
Na “combinação das respostas, preenchem as lacunas das linhas 05, 31 e 34 as palavras “irremediavelmente”, garrulice” e “insta”.
Resposta: E.
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Questão 10
Questão sobre crase.
No trecho “... no encadear de palavras que leva ____ uma revelação...” (l. 21), a lacuna deve ser preenchida apenas com a preposição “a”, porque não há crase antes “uma” seja artigo ou pronome indefinido.
No caso da lacuna da linha 23, apenas o artigo “a” deve ser registrado, porque o trecho “muito menos a morte” é complemento de “explicar”, e quem explica explica alguma coisa. Observe-se: “... mesmo que esta não explique nada, muito menos (explique) a morte”.
No trecho “... tenha recorrido ______ literatura...” (l. 40-41), a lacuna deve ser preenchida com crase, pois “recorrer” exige preposição “a” e a palavra “literatura” é feminina”. Portanto “... tenha recorrido à literatura...”.
Com relação à lacuna da linha 42, no trecho “... negar ______ morte o seu triunfo”, deve haver crase, pois quem nega nega algo a alguém ou a alguma coisa. Logo ““... negar à morte o seu triunfo”.
Resposta: D.
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Questão 11
Questão sobre interpretação de texto.
O texto trata essencialmente da possibilidade de relativização da morte na perspectiva do texto literário, pois, em Becket, quem morre mudo de tempo verbal, e em Thomas, também se morre, mas ele estimula a ninguém se entregar à morte sem lutar, tirando da morte o seu domínio. Essa é a essência do texto.
Não pode ser considerada a afirmação contida na opção (A), porque não se trata essencialmente do significado de alguns tempos verbais. De igual forma, não se pode significar como essencial, no texto, a loquacidade dos personagens de Becket, porque isso é uma passagem secundária. Não há verdade na opção (D), pois o texto não tem como essência as funções da literatura. E a afirmação contida na alternativa (E) está errada, porque o texto trata essencialmente da possibilidade de relativização da morte a partir da análise que o autor faz de algumas visões das obras de Becket e Thomas, e não a respeito da incompreensão humana em geral a respeito da morte.
Resposta: B.
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Questão 12
Questão sobre compreensão de texto.
O texto não trata, em nenhum trecho, de que a literatura nos permita compreender a morte, portanto está errada a assertiva I.
Errada a afirmação II, porque, além de trazer elementos estranhos ao texto, ainda faz uma afirmação inexistente, que é o fato de a literatura produzir ruído que pode nos afastar da morte. O que se diz no texto é que os personagens de Becket falam muito, o que na visão humorística do autor serve para fazer barulho e afastar a morte.
Correta a afirmação III, porque o texto veicula que trata a morte como uma mudança de tempo verbal, como Becket trata a morte, é um modo de suavizar seus efeitos, ou seja, um eufemismo.
Respostas: C.
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Questão 13
Questão sobre pontuação.
No trecho “O próprio Becket só escreveu sobre isto: a busca de uma trama, qualquer trama, por trás do aparente absurdo da experiência humana” (l. 17-19), os dois-pontos podem ser substituídos por vírgula ou por travessão, pois se trata de aposto, ou seja, a revelação do que Becket escreveu. O aposto, quando colocado no final, poderá ser introduzido por dois-pontos, por vírgula ou por travessão, causar alteração no sentido original da frase, nem incorrer em erro gramatical, mas nunca por ponto-e-vírgula, pois não se trata de coordenadas de sentidos opostos, mas complementares. Portanto está errada a afirmação I.
Com relação à afirmação II, no trecho “A literatura tem essa função, a de uma fogueira no meio da escuridão da qual a morte nos espreita. Ou de uma matraca contra o silêncio final” (l. 28-30), o ponto após “espreita” poderá ser substituído por travessão sem causar alteração no sentido original da frase, nem incorrer em erro gramatical, desde que se ajuste a conjunção “Ou” com inicial minúscula. O resultado será “A literatura tem essa função, a de uma fogueira no meio da escuridão da qual a morte nos espreita – ou de uma matraca contra o silêncio final”. No caso, o travessão ou vírgula seriam sinais corretos de pontuação. Correta a afirmação II.
A afirmação III sugere a substituição do ponto que antecede a conjunção “Mas” (l. 48) por vírgula, o que é perfeitamente natural, já que com o “Mas” se inicia oração coordenada sindética adversativa. Observe-se o trecho original: “Diz-se que quem morreu ‘já era’, o que é o mesmo que dizia Becket com mais sensibilidade. Mas Becket queria dizer mais”. Observe-se, agora, o trecho com vírgula no lugar de ponto: “Diz-se que quem morreu ‘já era’, o que é o mesmo que dizia Becket com mais sensibilidade, mas Becket queria dizer mais”. Considere-se o ajuste de “Mas” para “mas”. Correta a afirmação III. A banca indicou como gabarito a alternativa (B), considerando incorreta a afirmação III, o que enseja recurso.
Resposta: passível de recurso.
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Questão 14
Questão sobre equivalência de estruturas (reconstrução de frases).
O trecho “A migração do morto, em vez de ser da vida para o nada, era só entre categorias verbais” (l. 09-11) mantém o sentido original do texto e respeita a norma gramatical na reescritura da assertiva I: “A migração do morto, em vez de ser da vida para o nada, era tão-somente entre categorias verbais”. Observe-se que a expressão adverbial “tão-somente” é escrita com hífen.
Está errada a reconstrução da assertiva II, porque ali se lê “imigração”, quando o texto original registra “migração”. Portanto não conserva o sentido original.
Está errada também a reconstrução III, porque “em vez de” equivale a “em lugar de”, não havendo ideia de oposição traduzida por “ao contrário”, já que não se trata de elementos opostos. Não há, dessa forma, conservação do sentido original.
Resposta: A.
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Questão 15
Questão sobre concordância.
No trecho “Os personagens de narrativas literárias mudam do tempo presente para o tempo passado, mas continuam no mundo, mesmo que no mundo restrito dos livros e das estantes” (l. 49-52), a substituição de “Os personagens” por “O personagem” implicará ajuste de flexão em mais três palavras, a saber: “O personagem de narrativas literárias muda do tempo presente para o tempo passado, mas continua no mundo, mesmo que no mundo restrito dos livros e das estantes. Salvo, talvez, os cupins e as traças, nada ameaça a sua perenidade. ‘É’ eternamente”. Alteram-se, portanto, as formas verbais “mudam” para “muda”, “continuam” para “continua” e “São” para “É”.
Resposta: B.
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Questão 16
Questão sobre funções do “que”.
No trecho “dizia que quem morria passava para outro tempo”, o vocábulo “que” exerce função de objeto (na verdade introduz o objeto) na oração, não de sujeito. Errada a assertiva I.
A função da palavra “que”, no trecho “Podemos nos imaginar como protagonistas de uma trama, que mesmo quando não é clara indica alguma coerência em algum lugar” (l.13-16), é de introduzir oração subordinada explicativa, o que pode ser observado pelo registro de vírgula. Correta a afirmação II.
Quanto à palavra “que”, no trecho “...ou um sentido que faça sentido...” (l. 19-20), há a função de introduzir oração adjetiva restritiva, o que pode ser observado pela ausência de vírgula. Não funciona, portanto, como introdutor de aposto. Errada a assertiva III.
No segmento “Diz-se que quem morreu ‘já era’, o que é o mesmo que dizia Becket com mais sensibilidade” (l. 47-48), o “que” destacado funciona como objeto direto de “dizer”. Correta a afirmação IV.
Resposta: D.
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Questão 17
Questão sobre crase.
No trecho “... mostra um breve plano geral do campo ______ que pertence o experimento científico...” (l. 04-05), a lacuna deve receber apenas preposição “a”, porque não há artigo antes de “que” no caso.
Na lacuna da linha 07, deve aparecer “à”, em razão de ali estar uma locução adverbial feminina: “... à maneira de tantos filmes...” (= ao jeito).
Quanto ao trecho “... que servem de base _____ crônicas ...” (l. 32-33), a lacuna deve receber “a” (somente preposição), ou “às” (preposição e artigo contraídos e indicados pelo sinal de crase), porque o segmento “servem de base” exige preposição “a” e o substantivo “crônicas” pode exigir artigo “as”. Portanto as duas formas válidas são “... servem de base a crônicas...”, ou “servem de base às crônicas...”.
Com relação ao trecho “... mas recorrendo ______ comparações...”, a lacuna pode ser preenchida com “a” (apenas preposição), porque o verbo “recorrer” assim exige”, ou com “às” (preposição contraída com artigo, com sinal indicativo de crase), em razão de o substantivo “metáforas” ser feminino.
Combinadas as possibilidades oferecidas na chave de respostas, a sequência é “a – à – às – a.
Resposta: A.
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Questão 18
Questão sobre concordância verbal.
A lacuna da linha 57 deve ser preenchida com “ia”, porque se trata de verbo que deve ficar no singular, por se tratar de terceira pessoa do singular: “Poder-se-ia dizer...”.
Na lacuna da linha 59, deve ser registrado “evitam”, no plural, porque se refere a “seus textos” (l. 57), segmento que funciona como sujeito de “evitar”.
Com relação à lacuna da linha 89, deve ser registrada a forma verbal “abrange”, no singular, porque tem como sujeito “a imensa diversidade de interesses”, cujo núcleo é “diversidade”.
Resposta: B.
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Questão 19
Questão sobre interpretação de texto.
Errada a opção (A), porque não há no texto informação de que os termos técnicos utilizados em publicações científicas em geral encobrem a essência das descobertas relatadas, a exemplo da citações das revistas “Nature” e “Science” (l. 32).
Errada a opção (B), pois não há, no texto, informação de que a organização textual dos trabalhos científicos procura tomar como exemplo ou modelo a estrutura de movimento de câmera em determinados filmes. Isso, segundo o texto, ocorre de forma exemplificativa com as crônicas de Reinach, não com os textos científicos.
Errada a assertiva (C), pois quem recorre a metáforas e comparações é Reinach, não o jornalismo científico em geral.
Errada a assertiva (D), porque, no trecho compreendido entre as linhas 57-61, fica claro que Reinach evita citar nomes de instituições e cientistas responsáveis pelos experimentos que são objeto de suas crônicas.
Correta a opção (E), pois Reinach contou com a ajuda de um jornalista para aprimorar um estilo particular de escrever sobre ciência que se afasta do padrão jornalístico, o que pode ser comprovado pelo segmento compreendido na linha 61. Observe-se que, se a autora afirma que não citar nomes de cientistas ou instituições é estranho ao jornal de notícias, o que sustenta que o estilo do autor se afasta do padrão jornalístico.
Resposta: E.
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Questão 20
Questão sobre emprego de pronomes e seus referentes.
No trecho “... paisagem vista do alto para um objeto no solo, no qual quer que fixemos nossa atenção” (l. 08-10), o segmento “(n)o qual” retoma “um objeto”, não “solo”. Errada, por isso, a alternativa (A).
Quanto à assertiva (B), o pronome “o”, no trecho “Dito de outra forma, Reinach, seguindo as pegadas de outros cientistas divulgadores de ciência, recria os modelos de escritura que o inspiram...”(l. 48-50), retoma “Reinach”, não “os modelos de escritura”. Errada a opção (B).
O pronome “a”, em “la”, no trecho “O mais curioso é que, para extrair a essência aventurosa do emaranhado da terminologia científica dos artigos (da Nature e da Science principalmente) que servem de base às crônicas e entregá-la límpida a seus leitores ...” (l. 30-34), retoma “essência aventurosa do emaranhado da terminologia científica dos artigos”, cujo núcleo é “essência”, não “terminologia científica”. Errada a alternativa (C).
O pronome “ele”, no trecho “Na época ocupando o cargo de editor-chefe, era ele quem comentava os primeiros textos que o biólogo ia produzindo...” (l. 67-69), retoma “Flávio Pinheiro (l. 64). Correta, portanto, a alternativa (D).
Errada a assertiva 9E), porque o pronome possessivo “seus”, no trecho “Esses agrupamentos, aliás, servem mais para orientar o leitor quanto a seus próprios blocos de interesse” (l. 78-80), retoma “leitor”, não “Esses agrupamentos”.
Resposta: D.
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Questão 21
Questão sobre semântica, interpretação de texto e emprego de locuções conjuntivas.
No trecho “Toma o modelo por guia, mas recorrendo a comparações, metáforas e outras figuras de linguagem bem escolhidas, que, a par de tornarem inteligíveis para não especialistas conceitos e procedimentos complexos, adicionam sabor ao texto e deixam visível...” (l. 42-47), a expressão “a par de” foi empregada, no texto, com o sentido de “a fim de”, como conjunção subordinativa final (expressando finalidade). Observe-se o trecho com a substituição: “Toma o modelo por guia, mas recorrendo a comparações, metáforas e outras figuras de linguagem bem escolhidas, que, a fim de tornarem inteligíveis para não especialistas conceitos e procedimentos complexos, adicionam sabor ao texto e deixam visível...”.
Não traduz ideia de conformidade, que seria expressa por “consoante”, na opção (A), nem de oposição ou concessão, pela presença de “apesar de”, na alternativa (B). Também não há ideia do que é posterior, como está nas locuções “além de“ e “depois de”, respectivamente nas assertivas (C) e (D). Aliás porque “além de” e “depois de” são sinônimos.
A banca indica como gabarito a assertiva (C), equivocadamente. Por isso cabe recurso contra a resposta à questão 21.
Resposta: passível de recurso.
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Questão 22
Questão sobre pontuação.
A substituição dos travessões, no trecho “... pesquisadores responsáveis pelos estudos de que trata – quase todos originários das ciências biológicas –, a seu ver, também se atiraram...” (l. 17-19), por parênteses é correta, mas não permitiria a supressão da vírgula antes do segmento “a seu ver”, pois tal expressão está isolada por duas vírgulas (antes e depois), por se tratar de adjunto adverbial deslocado. Ou se suprimem ambas, ou nenhuma.
Observe-se como ficaria com a substituição dos travessões por parênteses: “... pesquisadores responsáveis pelos estudos de que trata (quase todos originários das ciências biológicas ), a seu ver, também se atiraram...”, ou “... pesquisadores responsáveis pelos estudos de que trata (quase todos originários das ciências biológicas) a seu ver também se atiraram...” Portanto está errada a assertiva I.
Errada a assertiva II, porque o segmento “desde 2004” (l. 57), que é efetivamente adjunto adverbial, não está deslocado, porque se situa no último momento da frase. Errada a assertiva II.
No trecho “... Flávio Pinheiro, um dos mais experientes editores da imprensa nacional, o responsável...” (l. 64-65), as vírgulas isolam aposto, segmento que explica ou apresenta Flávio Pinheiro. Correta a assertiva III.
Resposta: C.
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Questão 23
Questão sobre semântica (equivalência de sentido).
No trecho “... ponto de partida de expedições que entram em território inexplorado...”(l. 21-22), o segmento “entram em” pode ser substituído por “adentram”, mantendo-se a ideia original. Observe-se: “... ponto de partida de expedições que adentram território inexplorado...”. Observe-e que o verbo “adentrar” é transitivo direto, não exigindo preposição. Correta a assertiva (A).
É correta a substituição de “recorrendo” (l. 43) por “com recurso”, mantendo-se o sentido original do texto. Observe-se o trecho original: “Toma o modelo por guia, mas recorrendo a comparações, metáforas e outras figuras de linguagem bem escolhidas... (l. 42-44); observe-se, agora, o trecho com a substituição: “Toma o modelo por guia, mas com recurso a comparações, metáforas e outras figuras de linguagem bem escolhidas...”. Certa, portanto, a opção (B).
O segmento “filmes sem conta” (l. 38-39) pode ser substituído, sem alterar os entido original do texto, por “inúmeros filmes”. Observem-se os dois trechos (original e alterado):
“... mesmo que nos tragam memória de movimentos da câmera em começo de filmes sem conta...” (l. 37-39) e “... mesmo que nos tragam memória de movimentos da câmera em começo de inúmeros filmes...”. Correta a alternativa (C).
Errada a assertiva (D), porquanto “adicionam”, no trecho “Toma o modelo por guia, mas recorrendo a comparações, metáforas e outras figuras de linguagem bem escolhidas, que, a par de tornarem inteligíveis para não especialistas conceitos e procedimentos complexos, adicionam sabor ao texto e deixam visível...” (l. 42-47), que significa “somam”, “acrescentam”, não pode ser substituído por “aderem”, que traduz ideia de “colar”, “seguir”, “unir-se a”. Observe-se que as metáforas e outras figuras são adicionadas ao sabor do texto, não aderem.
No trecho “... até que ambos consideraram que o novo cronista estava pronto” (l. 71-72), o segmento sublinhado pode ser substituído, sem alterar o sentido original do texto, por “pronto o novo cronista”. Observe-se: “... até que ambos consideraram pronto o novo cronista”. Correta a assertiva (E).
Resposta: D.
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Questão 24
Questão sobre emprego de artigos.
Errada a afirmação I, pois, no trecho “... servem de base às crônicas e entregá-la límpida a seus leitores, o que Reinach faz em seus textos é, como ele mesmo afirma, uma mimese do formato dos trabalhos científicos” (l. 33-36), o artigo “o”, antes de “que”, não pode ser suprimido. Ao se retirar o “o” do segmento “o que Reinach faz em seus textos é...”, o “que” passaria a ter como referente “seus leitores”, alterando o significado e causando prejuízo à correção do trecho.
No trecho “... o responsável por seu ‘aprendizado’ de escrever para jornal dentro do modelo que vislumbrava” (l. 65-67), a inserção do artigo “o” antes de jornal alteraria o sentido do texto, porque indicaria de forma específica um determinado jornal. Observe-se o trecho com a inserção do artigo: “... o responsável por seu ‘aprendizado’ de escrever para o jornal dentro do modelo que vislumbrava”. Correta, portanto, a assertiva II.
Correta a assertiva III, porque, no trecho “... porque não há prejuízo nenhum em começar pela última crônica...” (l. 81-82), se a autora quisesse evitar a dupla negação (“não” e “nenhum”), poderia suprimir “nenhum”, sem prejuízo à correção do período. Observe-se o trecho com a supressão de “nenhum”: “... porque não há prejuízo em começar pela última crônica...”.
Resposta: D.
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COMENTÁRIOS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DE TÉCNICO DO TJRS - PROVA REALIZADA DIA 16 DE SETEMBRO DE 2012

Questão 01
Questão sobre emprego de preposições.
No trecho “Os chineses, cuja renda per capita não chega à metade _________ brasileiros...” (l. 01-02), a lacuna deve ser preenchida com o segmento “da dos”. A presença de contração da preposição “de” com o artigo “a”, na primeira ocorrência, deve-se à supressão do termo “renda”, e a segunda ocorrência, em “dos”, refere-se aos brasileiros. Portanto “Os chineses, cuja renda per capita não chega à metade da (renda) dos brasileiros...”.
Resposta: D.
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Questão 02
Questão sobre crase e emprego de verbo haver.
No trecho “Isso representa uma queda de 18% em relação ______ duas décadas atrás” (l. 09-10), a lacuna deve receber apenas preposição “a” ou preposição “a” contraída com artigo “as”, resultando “às”. Entre as respostas, a banca não oferece a possibilidade da indicação de sinal em “às”.
Já na lacuna da linha 17, no trecho “Já o fato de a poluição per capita do país asiático ser quase igual _____ europeia é preocupante...” (l. 16-17), deve ser registrado “à”, porque o adjetivo “igual” exige preposição “a” e o adjetivo “europeia” é feminino.
Resposta: E.
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Questão 03
Questão sobre interpretação de texto.
Errada a opção (A), porque a China, antes do aumento de 227% na emissão per capita de gás carbônico, era o maior emissor de gás carbônico em números absolutos, não per capita, conforme se pode observar no trecho das linhas 11-13.
Errada a alternativa (B), porque o texto informa que a China concentra em seu território um quarto da população mundial, não que apenas um quarto da população chinesa seja responsável pela emissão de gás carbônico.
Somente um estudo constatou que cada chinês emite, em média, 7,2 toneladas de gás carbônico por ano. O estudo foi feito em conjunto por duas entidades, conforme se observa nas linhas 03-97. Errada, portanto, a opção (C).
Correta a alternativa (D), porque o texto, entre as linhas 08-10, afirma que há duas décadas a Europa emitia maior quantidade de gás carbônico por pessoa, tendo se verificado uma redução de 18%. Logo a Europa produzia mais poluição que a China.
Errada a assertiva (E), pois o texto, entre as linhas 11-13, afirma que a China era o maior emissor de gás carbônico. Se “era”, já não é atualmente.
Resposta: D.
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Questão 04
Questão sobre interpretação de texto.
Erradas as assertivas (A) e (B), porquanto não há, no texto, relação de proporção entre o crescimento do impacto ambiental e o padrão de consumo dos chineses. O que se afirma é que a poluição produzida pela China é preocupante porque, mesmo poluindo mais que a Europa, os chineses têm um padrão de consumo muito mais baixo, mas não existe a ideia de proporcionalidade entre as grandezas.
Errada a assertiva (C), porque no texto não há referência a estímulo a baixo padrão de consumo. Apenas se informa que os chineses têm baixo padrão de consumo.
Errada a assertiva (D), porque o que é maior na China é a produção de poluição, não de impacto ambiental de crescimento.
Correta a assertiva (E), pois o texto se refere à similaridade do impacto ambiental produzido pela China em comparação com a Europa.
Resposta: E.
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Questão 05
Questão sobre equivalência de estruturas (reescritura de frases) e outros aspectos gramaticais.
Na assertiva I, há erro de pontuação pela ausência das vírgulas de um isolamento. Observe-se o texto original: “As autoridades provinciais pressionadas pelo comando central do Partido comunista para conseguir desempenhos econômicos estratosféricos não têm muito escrúpulo ao aprovar indústrias e usinas”. Na cosntrução, a oração reduzida iniciada por “pressionadas” e terminada por “estratosféricos” deve ficar isolada por vírgulas. Observe-se o trecho já corrigido: “As autoridades provinciais, pressionadas pelo comando central do Partido comunista para conseguir desempenhos econômicos estratosféricos, não têm muito escrúpulo ao aprovar indústrias e usinas”.
Correta a reconstrução da assertiva II.
Errada a construção da assertiva III, porque as indústrias e usinas não estão pressionadas pelo comando central do Partido Comunista. As autoridades é que são pressionadas pelo Partido Comunista.
Resposta: B.
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Questão 06
Questão sobre semântica (valor referencial de expressões) e interpretação de texto.
No trecho
[...]“Segundo um estudo realizado pela Comissão Europeia em conjunto com a Agência Holandesa de Avaliação Ambiental, cada chinês emite, em média, 7,2 toneladas de gás carbônico por ano como resultado da queima de combustíveis fósseis.
Os europeus produzem 7,5 toneladas do gás do efeito estufa por pessoa” (l. 03-09).
Observe-se que “gás carbônico”, no primeiro período, está referido no segundo como “gás de efeito estufa”. Portanto está correta a afirmação I.
Observe-se o seguinte trecho: “Isso representa uma queda de 18% em relação a duas décadas atrás. Na China, houve um aumento de 227% no mesmo período” (l. 09-10). Obviamente, a expressão “no mesmo período” refere-se a todo o período, portanto não apenas ao início da década de 90. Errada a afirmação II.
No trecho “Quando a população local se opõe a um projeto por temer danos ao ambiente, é reprimida de maneira violenta, como ocorreu no início deste mês em Shifang, durante um protesto contra a construção de uma refinaria”.
Como resultado dessa postura, além do ar das grandes cidades, dois terços dos rios e lagos do país estão poluídos” (l.35-42).
Pode-se verificar que a poluição do ar das grandes cidades e a poluição de dois terços dos rios e lagos da China se devem à repressão violenta aos protestos da população às construções que poluem. Portanto a referência expressa em “dessa postura” está associada à não existência de escrúpulos das autoridades chinesas em aprovar indústrias e usinas e à repressão a movimentos contrários a essas construções. Portanto a referência “dessa postura” não retoma os protestos da população chinesa contra a criação de indústrias poluentes. Errada a afirmação III.
Resposta: A.
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Questão 07
Questão sobre fonética.
Com relação à alternativa (A), nas palavras “fósseis” e “muito” há ditongos, respectivamente “ei” e “ui”. Na forma verbal “poluindo”, há dígrafo nasal no “i”. Incorreta a opção em relação ao enunciado.
Na opção (B), há hiatos nas palavras “país” (“aí”) e “poluídos” (“ui”). No substantivo “território”, há ditongo crescente em “io”. Errada a opção em relação ao enunciado.
Quanto à assertiva (C), há ditongo em “ei” na palavra “maneira”, hiato em “ui” em “poluídos” e “dígrafo “ch” em “chegou”. Correta a alternativa em relação ao enunciado.
Na alternativa (D), há ditongo em “importância” (“ia”) e “início” (“io”). E na palavra “padrão” há ditongo nasal em “ão”. ”. Incorreta a opção em relação ao enunciado.
Com referência à assertiva (E), na forma verbal “poluindo”, há dígrafo nasal no “i”; em “asiático” há hiato em “ia” e na forma verbal “significa” há dífono em “gn”, gerando maior número de fonemas: /siguinifica/. Errada a opção em relação ao enunciado.
Resposta: C.
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Questão 08
Questão sobre pontuação.
No trecho “Os chineses, cuja renda per capita não chega à metade da dos brasileiros, estão poluindo como se já fossem ricos” (l. 01-03), a supressão da primeira vírgula produziria erro de pontuação, pois a oração “cuja renda per capita não chega à metade da dos brasileiros” é subordinada adjetiva explicativa e deve ficar obrigatoriamente entre vírgulas. Errada a assertiva I.
No trecho “... considerando-se que a China concentra em seu vasto território um quarto da população...” (l. 14-15), o segmento “em seu vasto território” é adjunto adverbial de lugar e está deslocado, podendo ficar entre vírgulas sem alteração de sentido e sem representar erro gramatical. Observe-se o trecho com as vírgulas: ““... considerando-se que a China concentra, em seu vasto território, um quarto da população...”. Correta a assertiva II.
Quanto ao trecho “O primeiro é a importância da indústria pesada, que demanda muita energia, na economia nacional” (l. 24-25), a vírgula depois de “energia” não pode ser suprimida porque é parte integrante do entre-vírgulas que isola a oração subordinada adjetiva explicativa “que demanda muita energia”. Errada a assertiva III.
Resposta: B.
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Questão 09
Questão sobre valor semântico de preposições e conjunções.
No trecho “Segundo um estudo realizado pela Comissão Europeia em conjunto com a Agência Holandesa de Avaliação Ambiental...” (l. 03-05), a preposição “com” está empregada indicando valor de companhia (= em companhia da Agência Holandesa).
Já no trecho “Os chineses, cuja renda per capita não chega à metade da dos brasileiros, estão poluindo como se já fossem ricos” (l. 01-03), o nexo “como” está traduzindo ideia de comparação, em que se aproximam, comparativamente, os chineses de países ricos.
A preposição “com”, na ocorrência da linha 21, expressa ideia de razão; já na linha 44, a preposição “com” atende à regência de “indignados”, completando-lhe o sentido.
O nexo “como, nas linhas 07 e 40, indica ideia de consequência, decorrência; na linha 37, indica comparação, indicando ideia de “a exemplo de”.
Resposta: A.
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Questão 10
Questão sobre classes gramaticais e formação de palavras.
O único substantivo derivado de verbo presente nas alternativas é “construção” (derivado de “construir”).
As palavras “surpreendente”, “administrativa”, poluídos” e “indignados” são adjetivos.
Resposta: C.
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Questão 11
Questão sobre crase.
A lacuna da linha 07 deve ser preenchida pela preposição “a”, porque “todos” é pronome indefinido, e não há crase antes de pronome indefinido. E, ainda assim, é masculino.
A lacuna da linha 11 também deve receber apenas preposição “a”, porque “ela” é pronome pessoal, e não há crase antes de pronome pessoal.
Já na lacuna da linha 37, deve haver crase, pois o verbo “chamar”, no significado em que está empregado, exige preposição “a”, e a palavra “razão” é feminina, logo “chamar à razão”, como “chamar ao compromisso”.
Resposta: D.
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Questão 12
Questão sobre interpretação de texto.
Errada a assertiva (A), porque o texto trata de uma só mídia, que é a Internet, e não das mídias.
Não é objetivo principal do texto ressaltar a importância da Internet, mas a mudança de comportamento humano imposto por ela. Errada, portanto, a alternativa (B).
Correta a opção (C), porque a autora ressalta, como objetivo principal do texto, que “estamos menores como seres humanos”, porque “estamos ficando sós” (observe-se o parágrafo compreendido entre as linhas 35 a 40, especialmente.
Errada a opção (D), pois não há, no texto, indicação dos riscos de onipotência que ameaçam o homem moderno em razão da utilização das mídias. Observe-se que somente a Internet é tratada no texto, não mídias (no plural).
Não está presente, no texto, como objetivo principal, a afirmação de que a era dos computadores alavanca as relações de negócios e intercâmbio cultural. Errada a alternativa (E).
Resposta: C.
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Questão 13
Questão sobre interpretação de texto.
Não há, no texto, condições de se concluir que se possa atribuir ao desenvolvimento tecnológico das últimas décadas as dificuldades de relacionamento do homem contemporâneo. Isso ocorre há menos tempo. Portanto está errada a assertiva (A).
No texto, observa-se que a rede promete uma revolução na educação para os próximos anos (l. 20-21), portanto ainda não ocorreu. Na assertiva (B), lê-se a que revolução na educação foi uma consequência positiva do advento da Internet, como se já tivesse ocorrido. Dessa forma, está errada a assertiva (B).
A autora não afirma, no texto, que a Internet tenha se tornado instrumento insubstituível de pesquisa acadêmica, trabalho e comunicação humana, muito menos que haja uma postura saudosista da autora em relação às antigas formas de comunicação. Erradas, portanto, as assertivas (C) e (D).
Correta a assertiva (E), porque há, no texto, especialmente no trecho compreendido entre as linhas 29-34, uma equivalência entre as antigas cartas e os e-mails atuais.
Resposta: E.
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Questão 14
Questão sobre pontuação.
Errada a assertiva I, porque, no trecho “... massa de informações que circula por milhões e milhões de computadores pelo mundo...”, a oração iniciada pelo “que” é subordinada adjetiva restritiva; se for registrada vírgula antes de “que”, a oração passaria a ser subordinada adjetiva explicativa, alterando o significado e prejudicando a correção do texto.
Não é correto suprimir as vírgulas que isolam “no entanto” no trecho “Há, no entanto, uma grande...” (l. 23), porque a expressão é uma conjunção coordenativa adversativa e está deslocada, devendo, portanto, ficar entre vírgulas. Errada, por isso, a assertiva II.
A expressão “pelo menos”, no trecho “Ou pelo menos para ouvir a voz do outro...” (l. 26-27), funciona como adjunto adverbial deslocado e, por isso, poderá ser isolado por vírgulas. Correta a assertiva III.
Resposta: C.
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Questão 15
Questão sobre vozes verbais.
A passagem da frase “A internet transformou o mundo” (l. 10) para a voz passiva resultará em “O mundo foi transformado pela Internet”.
A passagem da frase “ela está substituindo os encontros entre pessoas” (l. 24) para a voz passiva resultará em “os encontros entre pessoas estão sendo substituídos por ela”.
Resposta: B.
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Questão 16
Questão sobre concordância.
Passando-se a expressão “A rede” para o plural, no trecho “A rede possibilitou que as pessoas se conheçam. Estudantes escrevem para suas bibliografias. E, estranhamente, para surpresa dos jovens, as bibliografias respondem. Aproximou colegas distantes, promovendo o intercâmbio científico e cultural, acelerou o mundo dos negócios, as bolsas de valores, e promete uma revolução da educação para os próximos anos. Fez surgir impensadas amizades e até grandes paixões” (l. 15-22), serão alteradas cinco palavras, a saber: “As redes possibilitaram que as pessoas se conheçam. Estudantes escrevem para suas bibliografias. E, estranhamente, para surpresa dos jovens, as bibliografias respondem. Aproximaram colegas distantes, promovendo o intercâmbio científico e cultural, aceleraram o mundo dos negócios, as bolsas de valores, e prometem uma revolução da educação para os próximos anos. Fizeram surgir impensadas amizades e até grandes paixões”.
Resposta: B.
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Questão 17
Questão sobre conjunções coordenativas e subordinativas.
A expressão “no entanto” (l. 23), no trecho “Há, no entanto, uma grande...”, é conjunção coordenativa adversativa, indicando ideia de oposição, podendo ser substituída por “todavia” ou por “não obstante”, que lhe são sinônimos.
As conjunções “por conseguinte” e “isso posto” traduzem ideia de consequência ou conclusão.
Já a expressão “mesmo assim” não tem completude, não podendo ser empregada no lugar de “no entanto”.
A banca indicou como resposta a alternativa (D), mas, a rigor, a conjunção “não obstante”, que é conjunção coordenativa adversativa e sinônimo de “no entanto”, também poderia substituir “no entanto” na linha 23. Cabe, portanto, recurso contra tal resposta, pleiteando-se a anulação da questão.
Resposta: sujeita a recurso.
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Questão 18
A expressão “olho no olho” revela modo no trecho “... impedimento objetivo para se falarem olho no olho” (l. 25-26), ou seja, maneira de se falarem.
Já a expressão “por um telefone” revela instrumento no trecho “Ou pelo menos para ouvir a voz do outro por um telefone” (l. 26-27), isto é, instrumento pelo qual se possa ouvir a voz do outro.
Na expressão “para o bem ou para o mal” (l. 27-28) há ideia de finalidade, expressa pela palavra “para” (=com o fim ou finalidade do bem ou do mal).
Resposta: A.
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Questão 19
Questão sobre equivalência de estruturas (orações reduzidas e desenvolvidas).
Na frase “Por perceber-se despreparado, abandonou a reunião”, o segmento “Por perceber-se” tem valor de causa em relação ao restante da mensagem, sendo equivalente à oração desenvolvida “Porque se percebeu”.
Na frase “Ao perceber-se despreparado, abandonou a reunião”, o segmento “ao perceber-se” tem valor de tempo em relação ao restante da mensagem, sendo equivalente à oração desenvolvida “Quando se percebeu”.
Resposta: E.
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Questão 20
Questão sobre concordância verbal e nominal.
Está correta a frase “Agora é meio-dia e meia e faz três horas que ela saiu”. Primeiro, porque o verbo “ser” , em “é”, estando antes de sujeito composto, poderá concordar com o mais próximo, que é “meio-dia” ou com o conjunto” (meio-dia e meia). Dessa forma, estão corretas as formas “é” ou “são”. Segundo, porque se trata de “meio-dia” mais “meia hora”, portanto “meio-dia e meia”. Terceiro, porque o verbo “fazer”, em “faz”, está sendo empregado como impessoal, na indicação de tempo passado. Correta a assertiva I.
Está correta a frase “Devem ir neste envelope, anexos ao processo, uns dois formulários”. Primeiro, porque o verbo “dever”, em “Devem”, está concordando com “uns dois formulários”. Segundo, porque “anexos” está no masculino plural para concordar com “uns dois formulários”. Correta a assertiva II.
Está correta a frase “Ela era meio desatenta, por isso tinha menos condições do que as irmãs”. Primeiro, porque “meio” funciona como advérbio, já que modifica o sentido do adjetivo “desatenta”. Segundo, porque “por isso” é sempre separado, pois são duas palavras. Terceiro, porque “menos” é invariável. Correta a assertiva III.
Resposta: E.
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Questão 21
Questão sobre pontuação.
Está correta a frase contida na alternativa (A).
A frase da opção (B) está errada, porque apresenta vírgula que separa o sujeito (“Os últimos exemplares do livro mais recente de Rubem Fonseca” ) do seu predicado (“ainda estão guardados na gaveta da escrivaninha”).
Errada a frase da opção (C), pois a presença de verbo no imperativo (“Imagine”) desfaz a ideia de interrogação, portanto no lugar de interrogação deve haver apenas ponto-final.
Errada a frase da opção (D), porque o adjunto adverbial “muitas vezes” pode ficar isolado por duas vírgulas ou sem as duas, mas não com uma só.
Errada a frase da opção (E), porque o nome próprio “Margarida” funciona como vocativo na oração, devendo ficar isolado por duas vírgulas, não apenas por uma.
Resposta: A.
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Questão 22
Questão sobre regência e emprego de pronomes relativos.
A primeira lacuna da frase “A cidade _________ eu vivia na infância é a mesma _______ eles estavam se referindo ontem de manhã”, deve ser preenchida por “em que” ou “na qual”, servindo de parte do adjunto adverbial referente ao verbo “viver” (quem vive vive em algum lugar).
Já na segunda lacuna, deve aparecer “a que” ou “à qual”, com preposição regida pelo verbo “referir-se”.
Resposta: D.
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Questão 23
Questão sobre conjugação verbal.
As lacunas da frase “Na reunião, _________ a calma e, felizmente, _________ todas as acusações e ainda _________ a plateia” devem ser preenchidas pelas formas verbais “mantive”, “rebati” e “entretive”. No primeiro e no terceiro casos, os verbos são derivados de “ter”, devendo ser conjugados como o primitivo, apenas acrescentando-se os prefixos: “tive” – “mantive”, “tive” – “entretive”. No caso do verbo “rebater”, conjuga-se igualmente como o seu primitivo: “bati” – “rebati”.
Resposta: C.
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Questão 24
Questão sobre conjugação verbal.
Correta a frase da assertiva I, porque “vimos” é forma do presente do indicativo na primeira pessoa do plural: eu venho, tu vens, ele(a) vem, nós vimos, vós vindes, eles(as) vêm.
Correta a frase da assertiva II, porque o verbo “requerer”, no presente do indicativo, deve ser conjugado da seguinte forma: eu requeiro, tu requeres...
Correta a frase da assertiva III, porque o verbo “ver”, no futuro do subjuntivo, na primeira pessoa do singular, apresenta a forma “vir”: se eu vir, se tu vires, se ele(a) vir...
Resposta: E.
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Questão 25
Questão sobre discurso direto e indireto.
No trecho “Dona Benta, indiscreta, perguntou ao forasteiro: - É o senhor o hóspede que se fantasiou de fantasma durante a festa?”, o segmento inicial até o dois-pontos já está no discurso indireto, devendo permanecer sem alteração. A segunda parte, do dois-pontos em diante, se for passada para o discurso indireto, resultará na seguinte construção: “Dona Benta, indiscreta, perguntou ao forasteiro se era ele o hóspede que se fantasiara de fantasma durante a festa.
Observe-se que os verbos “ser”, em “É”, e “fantasiar”, em “fantasiou”, estão, respectivamente, no presente do indicativo e no pretérito perfeito do indicativo, devendo ser transportados para o pretérito imperfeito do indicativo (“era”) e para o mais-que-perfeito do indicativo (“fantasiara” ou “tinha fantasiado”).
Observe-se, também, que, na passagem do discurso direto para o indireto, desaparecem a inicial maiúscula, o dois-pontos e a interrogação.
Resposta: B.
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Questão 26
Questão sobre emprego de pronomes demonstrativos.
Na frase “Machado de Assis e Antônio Carlos Jobim são eminentes cariocas. _________ compôs melodias conhecidas internacionalmente, e _________ escreveu romances inesquecíveis”, a primeira lacuna faz nítida referência a Antônio Carlos Jobim, relacionando, portanto, ao nome mais próximo e, por isso, deve ser preenchida com “Este”, pronome que indica proximidade. A segunda lacuna faz referência a Machado de Assis, nome que está mais distante, portanto deve ser preenchida com “aquele”.
Resposta: A.
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