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segunda-feira, 14 de setembro de 2015
PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO – FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS – CONCURSO REALIZADO EM 13 DE SETEMBRO DE 2015 – PROVA TIPO 0004
PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO – FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS – CONCURSO REALIZADO EM 13 DE SETEMBRO DE 2015 – PROVA TIPO 0004
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 3.
A vida é uma tapeçaria que elaboramos, enquanto somos urdidos dentro dela. Aqui e ali podemos escolher alguns fios, um tom, a espessura certa, ou até colaborar no desenho.
Linhas de bordado podem ser cordas que amarram ou rédeas que se deixam manejar: nem sempre compreendemos a hora certa ou o jeito de as segurarmos. Nem todos somos bons condutores; ou não nos explicaram direito qual o desenho a seguir, nem qual a dose de liberdade que podíamos – com todos os riscos – assumir.
(LUFT, L. O rio do meio. São Paulo: Mandarim, 1997, 3. ed, p. 105)
1. ... enquanto somos urdidos dentro dela.
O verbo urdir na frase acima está transposto para a voz passiva. Dentre as opções abaixo, o verbo que admite essa transposição está em:
(A) Durante toda a vida, estamos sempre fazendo opções acerca de nossos objetivos.
(B) As cores escolhidas para o bordado parecem ser o propósito definitivo de uma vida.
(C) A vida é, para todos, comparável a uma tapeçaria de desenho, cores e espessura individuais.
(D) Necessitamos, habitualmente, de orientação segura na tomada de decisões corretas em nossa vida.
(E) Pessoas próximas colaboram conosco na definição de projetos ao longo de toda a vida.
Comentários e resposta
Questão sobre vozes verbais.
Somente os verbos transitivos diretos admitem a transposição para a voz passiva.
Na opção (A), na locução verbal “estamos... fazendo”, o verbo principal é “fazer”, que é transitivo direto, portanto a frase é apassivável. A transposição da frase na passiva terá a construção “Durante toda a vida, opções acerca de nossos objetivos estão sempre sendo feitas por nós”.
Nas alternativas (B) e (C), os verbos são de ligação.
Nas alternativas (D) e (E), os verbos são transitivos indiretos (quem necessita necessita DE; quem colabora colabora COM).
Resposta: (A).
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2. O texto aponta para
(A) o pleno desenvolvimento de potencialidades atingido por algumas pessoas, ainda que elas estejam subordinadas a estruturas sociais preestabelecidas.
(B) o papel das normas sociais aceitas pelo grupo na determinação da vontade de cada um em relação aos objetivos de sua própria vida, normas que sempre preponderam sobre decisões de cunho pessoal.
(C) a liberdade do ser humano em estabelecer os rumos de sua própria vida, sem deixar de reconhecer a existência de limites e dificuldades nesse direcionamento.
(D) os conflitos que aparecem durante as primeiras fases da vida de uma pessoa, impedindo-a de se transformar num adulto consciente e capaz de resolver seus próprios problemas.
(E) as falhas de uma formação inadequada a que estão sujeitos os seres humanos, impossibilitando-lhes um direcionamento dos rumos de sua vida segundo parâmetros socialmente aceitáveis.
Comentários e resposta
Questão sobre interpretação de texto.
O texto de Lia Luft aponta para a possibilidade de as pessoas decidirem sobre que caminhos tomar em suas vidas e sobre o respeito aos outros indivíduos. Nesse contexto, está correta a alternativa (C).
Na opção (A), o erro está em indicar “desenvolvimento de potencialidades de algumas pessoas”, enquanto o texto, pelo uso de verbos em primeira pessoa do plural (no 1º parágrafo) inclui todas as pessoas.
Na alternativa (B), o erro está no apontamento para o “papel das normais sociais”, quando isso, no texto, é tratado de forma secundária e com outra denominação.
Com relação à afirmação contida na opção (D), o erro está na apresentação de “conflitos que aparecem durante as primeiras fases da vida”, o que é estranho ao texto.
Já em referência à alternativa (E), o erro está na abordagem de “falhas de uma formação inadequada a que estão sujeitos os seres humanos”, o que é estranho ao texto.
Resposta: (C).
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3. Entende-se corretamente que, no 2º parágrafo, a autora aborda
(A) as múltiplas maneiras de construção da melhor forma de viver, ou porque se deseja liberdade plena nas opções feitas, ou porque se torna mais fácil optar pelo pertencimento a um determinado grupo.
(B) as dificuldades surgidas ao longo da vida, que podem resultar em avanços à medida que são superadas ou acabam se transformando em obstáculos verdadeiramente intransponíveis.
(C) a determinação no traçado de objetivos que possam nortear, desde o início, as escolhas que se colocam na vida de cada pessoa, impostas pelos valores cultivados no meio social em que se insere.
(D) os problemas decorrentes de uma formação incompleta, ou até mesmo deformada, que resultam em futuros empecilhos na condução de uma vida menos subordinada às imposições do meio social.
(E) a plena independência que deve constituir o legado de cada pessoa, possibilitando-lhe escolhas livres, desvinculadas das normas de comportamento adotadas pelo grupo social a que pertence.
Comentários e resposta
Questão sobre interpretação de texto.
Em relação ao 2º parágrafo do texto, a autora aborda, de modo metafórico, “as dificuldades surgidas ao longo da vida, que podem resultar em avanços à medida que são superadas ou acabam se transformando em obstáculos verdadeiramente intransponíveis”. Isso se vê em “Linhas de bordado podem ser cordas que amarram ou rédeas que se deixam maneja : nem sempre compreendemos a hora certa ou o jeito de as segurarmos” (dificuldades). Portanto está correta a alternativa (B).
Na opção (A), não há, no texto, a visão de melhor forma de viver, mas como tecer a vida.
Com referência à alternativa (C), não se aborda, no texto, a determinação no traçado de objetivos norteadores das escolhas, muito menos desde o início da vida.
Na opção (D), é estranha a ideia de uma formação incompleta ou deformada.
Na (E), não há, no texto, a abordagem de plena independência na constituição do legado de cada um.
Resposta: (B).
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Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 4 a 7.
De gramática e de linguagem
E havia uma gramática que dizia assim:
“Substantivo (concreto) é tudo quanto indica
Pessoa, animal ou cousa: João, sabiá, caneta.”
Eu gosto é das cousas. As cousas, sim!...
As pessoas atrapalham. Estão em toda parte. Multiplicam-se em excesso.
As cousas são quietas. Bastam-se. Não se metem com ninguém.
Uma pedra. Um armário. Um ovo. (Ovo, nem sempre,
Ovo pode estar choco: é inquietante...)
As cousas vivem metidas com as suas cousas.
E não exigem nada.
Apenas que não as tirem do lugar onde estão.
E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta.
Para quê? não importa: João vem!
E há de estar triste ou alegre, reticente ou falastrão,
Amigo ou adverso ... João só será definitivo
Quando esticar a canela. Morre, João...
Mas o bom, mesmo, são os adjetivos,
Os puros adjetivos isentos de qualquer objeto.
Verde. Macio. Áspero. Rente. Escuro. Luminoso.
Sonoro. Lento. Eu sonho
Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos
Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais.
Ainda mais:
Eu sonho com um poema
Cujas palavras sumarentas escorram
Como a polpa de um fruto maduro em tua boca,
Um poema que te mate de amor
Antes mesmo que tu lhe saibas o misterioso sentido:
Basta provares o seu gosto...
(QUINTANA, M. Prosa e verso. Porto Alegre: Globo, 1978, p. 94)
4. Atente para os versos abaixo:
E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta.
Para quê? não importa: João vem!
E há de estar triste ou alegre, reticente ou falastrão,
Amigo ou adverso ...
Considerando-se o poema e, especialmente, os versos acima, é correto afirmar que o poeta
(A) induz o leitor à conclusão de que os seres humanos, sujeitos a inúmeras variações de humor de acordo com as circunstâncias da vida, nem sempre se encontram disponíveis para os relacionamentos sociais, ainda que tenham aprendido as lições de bom comportamento.
(B) aborda as imposições sociais que se encontram usualmente na sociedade, determinando que as pessoas se comportem segundo certas normas de educação estabelecidas por todo o grupo, sendo inaceitável transgredi-las como, por exemplo, invadindo o espaço alheio.
(C) tece considerações, a partir de uma lição de gramática, a respeito de possíveis relacionamentos humanos e da instabilidade que caracteriza estados de espírito a que estão habitualmente submetidas as pessoas, nos mais diferentes momentos da vida.
(D) demonstra expectativa com a chegada de alguém, que lhe bata à porta a qualquer momento, embora não esteja disponível para bem acolher o visitante, pois está preso a divagações despertadas por antigas lições de gramática, e de ânimo bem pouco sociável.
(E) se mostra descrente de que as interações sociais possam transcorrer normalmente, pois estão sujeitas a situações que causam desconforto, como a interferência inesperada de alguém, a interromper divagações em torno de antigas lembranças.
Comentários e resposta
Questão sobre interpretação de texto.
Considerando-se o poema na integralidade e, em especial, os versos “E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta./Para quê? não importa: João vem!/E há de estar triste ou alegre, reticente ou falastrão,/Amigo ou adverso...”, é possível afirmar que Mário Quintana “tece considerações, a partir de uma lição de gramática, a respeito de possíveis relacionamentos humanos e da instabilidade que caracteriza estados de espírito a que estão habitualmente submetidas as pessoas, nos mais diferentes momentos da vida”. Portanto está correta a alternativa (C).
Nas demais alternativas, não se encontram interpretações presentes no poema ou, então, não retratam a visão do autor expendida nos versos do enunciado.
Resposta: (C).
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5. E havia uma gramática...
O verbo que possui o mesmo tipo de complemento que o verbo grifado acima está empregado em:
(A) Eu sonho com um poema ...
(B) As pessoas atrapalham.
(C) João só será definitivo...
(D) Estão em toda parte.
(E) E não exigem nada.
Comentários e resposta
Questão sobre regência verbal.
O verbo “haver”, empregado na construção “E havia uma gramática...”, é transitivo direto, tendo como complemento “uma gramática”, que tem função de objeto direto.
Na opção (A), o verbo “sonhar” está empregado como transitivo indireto (quem sonha sonha com), sendo seu objeto indireto “um poema”.
O verbo “atrapalhar”, na alternativa (B), está empregado como intransitivo.
Quanto às opções (C) e (D), os verbos são de ligação.
Na alternativa (E), o verbo “exigir” é transitivo direto, sendo seu objeto direto “nada”.
Resposta: (E).
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6. As pessoas atrapalham. Estão em toda parte. Multiplicam-se em excesso.
As cousas são quietas. Bastam-se. Não se metem com ninguém.
Os versos acima devem ser entendidos, considerando-se o teor do poema, como
(A) tentativa de aproximação da linguagem das plantas e dos animais.
(B) propósito de justificar a preferência expressa pelo poeta em relação às cousas.
(C) explicações a respeito de que há um misterioso sentido nas palavras.
(D) verdades poéticas que costumam contrariar o sentido comum, registrado em uma gramática.
(E) questionamento da constatação de que o bom, mesmo, são os adjetivos.
Comentários e resposta
Questão sobre interpretação de texto.
Mário Quinta tece, nos versos reproduzidos no enunciado, sua preferência pelas “cousas” em relação às “pessoas”. Isso fica claro em razão de o poeta enumerar três defeitos que vê nas pessoas e três virtudes (na sua visão) das “cousas”.
Está errada a opção (A), porque não há, nos versos do enunciado, abordagem de linguagem das plantas e dos animais, mas de “pessoas” e “cousas”.
Correta a alternativa (B), pelas razões explicadas.
Errada a alternativa (C), pois não há, nos versos do enunciado, abordagem de um “misterioso sentido nas palavras”.
De igual forma, está errada a opção (D), porque, nos versos do enunciado, em relação ao teor do poema, não há “verdades poéticas que costumam contrariar o sentido comum”.
Errada, também, a assertiva (E), porque, considerando-se os versos do enunciado, não há consideração acerca de adjetivos.
Resposta: (B).
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7. (Ovo, nem sempre,
Ovo pode estar choco: é inquietante...)
O segmento isolado por parênteses introduz, no poema,
(A) exagero ao constatar a ocorrência de um fato habitual.
(B) dúvida que se sobrepõe ao que é aceito pelo senso comum.
(C) hipótese que contradiz o conhecimento tradicional popular.
(D) objeção decorrente de uma pressuposição sobrevinda.
(E) verdade inconteste, diante da repetição de um fato comum.
Comentários e resposta
Questão sobre interpretação de texto.
No segmento poético “Um ovo. (Ovo, nem sempre,/Ovo pode estar choco: é inquietante...)”, o trecho registrado entre parênteses não traduz exagero na constatação de um fato habitual, muito menos dúvida ou hipóteses que se sobreponha ou contradiga o senso comum, tampouco verdade inconteste, mas objeção (oposição) decorrente de uma pressuposição que lhe veio à mente.
Resposta: (D).
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Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 8 a 11.
Escrever sobre as mulheres do Sul não significa traçar um perfil único que as identifique e as diferencie das outras mulheres do restante do país. No Sul encontramos diferentes perfis femininos nos diversos períodos históricos: mulheres oriundas de etnias e classes sociais várias.
[...]
A idealização das mulheres em seus papéis familiares é muito semelhante àquelas idealizações divulgadas no final do século XVIII e início do século XX nos grandes centros europeus. Nas cidades do Sul, imagens idealizadas foram frequentes a partir da segunda metade do século XIX, durante a formação das elites nos centros urbanos.
O crescimento das áreas urbanas, em meados do século XIX, foi impulsionado com a inclusão da região no comércio agrário-exportador brasileiro como subsidiária, ou seja, como fornecedora de alimentos para o mercado interno. Os altos preços do café no mercado externo e a destinação da mão de obra escrava para a produção cafeeira provocaram o aumento da procura por alimentos e a consequente elevação de preços. Esse fato propiciou o surgimento de um novo grupo de pessoas mais abastadas nos centros urbanos da região Sul.
Em cada capital do Sul, esses grupos assumiram configurações diferentes. [...]
Num futuro próximo, esses grupos iriam promover os jornais responsáveis pela divulgação de modelos de comportamento, especialmente para as mulheres. Os jornais pareciam veicular um projeto civilizador com pretensão de construir novos homens e mulheres, divulgando imagens idealizadas para ambos os sexos. [...]
Embora os jornais sulistas reproduzissem estereótipos existentes há séculos, faziam-no em um contexto específico, respondendo a uma conjuntura determinada, na qual a demonstração de distinção e a exposição de um certo verniz social implicavam em moldar as mulheres de uma determinada classe. Nas imagens dos jornais das cidades do Sul, e provavelmente em outras cidades do restante do país, as mães seriam responsáveis pelo progresso e a civilização, pois eram consideradas criadoras e educadoras das novas gerações.
(Adaptado de: PEDRO, J. M. Mulheres do Sul. In: DEL PRIORE, M. (org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2012, p. 278-282)
8. No texto, a autora
(A) salienta a importância da imprensa em certa época, no Sul do país, como incentivadora e divulgadora de modelos ideais de comportamento e, principalmente, de uma nova imagem da mulher.
(B) atesta a responsabilidade dos produtores de café, na época, em relação ao aumento da desigualdade social, como consequência do encarecimento desse produto no mercado externo.
(C) condena os estereótipos que os jornais sulistas há séculos reproduziam, ao defenderem que as mulheres só podiam alcançar realização pessoal se tivessem muitos filhos.
(D) alude a dificuldades de manutenção da sociedade conjugal, já durante o século XIX, devido à constante ausência da figura masculina, fato que resultava em maior liberdade para as mulheres.
(E) insiste no papel predominante da figura masculina como mantenedora de atividades produtivas no Sul do país, apesar de inúmeros conflitos, enquanto a mulher seria responsável pela harmonia familiar.
Comentários e resposta
Questão sobre interpretação de texto.
A autora, em seu texto, “salienta a importância da imprensa em certa época, no Sul do país, como incentivadora e divulgadora de modelos ideais de comportamento e, principalmente, de uma nova imagem da mulher”, o que se pode ver, mais especificamente, no 1º, 4º e último parágrafo.
Resposta: (A).
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9. A idealização das mulheres em seus papéis familiares é muito semelhante àquelas idealizações divulgadas no final do século XVIII e início do século XX nos grandes centros europeus.
Mantém-se a correção no emprego do sinal indicativo de crase se o segmento grifado na frase acima for substituído por:
(A) à típica idealização divulgada.
(B) à qualquer das idealizações divulgadas.
(C) à uma determinada idealização divulgada.
(D) à cada uma das idealizações divulgadas.
(E) à algumas idealizações divulgadas.
Comentários e resposta
Questão sobre crase.
No trecho “A idealização das mulheres em seus papéis familiares é muito semelhante àquelas idealizações divulgadas no final do século XVIII e início do século XX nos grandes centros europeus”, a substituição do segmento sublinhado manterá o sinal indicativo de crase com “à típica idealização divulgada”, portanto está correta a opção (A).
Nas opções (B), (D) e (E), as palavras “qualquer”, “cada” e “algumas” são pronomes indefinidos, e não há crase antes de pronomes indefinidos. No caso da alternativa ((E), ainda há o agravante de o “a” estar no singular e a palavra seguinte no plural.
Na alternativa (C), aparece “uma”, e não há crase antes de “uma”.
Resposta: (A).
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10. Identifica-se, no texto, distinção entre
(A) os grupos sociais mais abastados, principalmente de imigrantes, e a população de origem escrava, empregada no cultivo do café.
(B) a economia baseada na exportação, que caracterizou algumas regiões brasileiras, e a da região Sul do país, voltada para o mercado interno.
(C) as normas de comportamento adotadas por uma sociedade já instalada em áreas urbanas desenvolvidas e os costumes tradicionais, próprios das áreas rurais.
(D) as mulheres dedicadas à vida familiar, como se propunha costumeiramente nessa época, e outras, liberadas, cuidando de seus próprios afazeres.
(E) o conteúdo publicado em jornais do Sul em relação a modelos de comportamento e o que se encontrava nas demais publicações existentes no restante do país.
Comentários e resposta
Questão sobre interpretação de texto.
Fica claramente identificada, no texto, a distinção entre “a economia baseada na exportação, que caracterizou algumas regiões brasileiras, e a da região Sul do país, voltada para o mercado interno”, portanto está correta a alternativa (B).
As opções (A), (C) e (D) sequer especificaram a região Sul.
Já na alternativa (E), a região Sul foi citada, mas o restante da afirmação não contém elementos que a autora tenha utilizado para a distinção.
Resposta: (B).
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11. ... ou seja, como fornecedora de alimentos para o mercado interno.
A relação estabelecida entre os termos constantes do segmento sublinhado acima está reproduzida no segmento, também sublinhado, em:
(A) Nas imagens dos jornais das cidades do Sul ...
(B) Os altos preços do café no mercado externo ...
(C) Nas cidades do Sul ...
(D) ... e a exposição de um certo verniz social ...
(E) ... implicavam em moldar as mulheres de uma determinada classe.
Comentários e resposta
Questão sobre funções sintáticas.
No segmento constante no enunciado, o adjetivo “fornecedora” não possui sentido completo, exigindo, portanto, complemento nominal, que é “de alimentos”.
Nas opções “(A), (B), (C) e (E), as palavras “imagens”, “preços”, “cidades” e “mulheres” possuem sentido completo, não exigindo complemento nominal. Os segmentos que estão associados a cada uma dessas palavras são adjuntos adnominais.
Já com relação à alternativa (D), o substantivo “exposição” não possui sentido completo, exigindo, a exemplo do adjetivo “fornecedora”, complemento nominal. Portanto está correta a opção (D).
Resposta: (D).
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12. O povoamento do Rio Grande do Sul atraiu uma população masculina eminentemente nômade.
A economia do Rio Grande do Sul baseava-se na pecuária extensiva.
A ocorrência de inúmeros conflitos e batalhas propiciava a ausência dos homens.
As mulheres assumiram a direção dos empreendimentos familiares.
As mulheres transpuseram os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo.
As frases acima se organizam em um único parágrafo, mantendo-se a correção e a clareza, em:
(A) A economia do Rio Grande do Sul baseava-se na pecuária extensiva, com um povoamento de população masculina eminentemente nômade. Além, ainda, da ocorrência de inúmeros conflitos e batalhas. As mulheres assumiram, contudo, a direção dos empreendimentos familiares, onde transpuseram os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo.
(B) As mulheres do Rio Grande do Sul, com uma população masculina eminentemente nômade e de economia baseada na pecuária extensiva, participando, além disso, de inúmeros conflitos e batalhas. Elas transpuseram assim os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo, ao assumir a direção dos empreendimentos familiares, com a constante ausência dos homens.
(C) A população masculina, eminentemente nômade, do Rio Grande do Sul, onde a economia baseava-se na pecuária extensiva, além da ocorrência de inúmeros conflitos e batalhas. As mulheres assumiram a direção dos empreendimentos familiares, transpondo os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo, cuja causa foi propiciada pela constante ausência dos homens.
(D) O povoamento do Rio Grande do Sul, cuja economia se baseava na pecuária extensiva, atraiu uma população masculina eminentemente nômade. A ocorrência de inúmeros conflitos e batalhas também propiciava a ausência dos homens. Ao assumir, então, a direção dos empreendimentos familiares, as mulheres transpuseram os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo.
(E) Com uma população masculina eminentemente nômade, que povoou o Rio Grande do Sul, baseando-se na pecuária extensiva, cujas batalhas e conflitos propiciaram a ausência dos homens, as mulheres assumiram, não obstante, a direção dos empreendimentos familiares. Assim, elas transpuseram os limites das tarefas definidas usualmente para seu sexo.
Comentários e resposta
Questão sobre reestruturação de períodos e correção em geral.
Na opção (A), há erro de reestruturação e no emprego de “onde”. ONDE só pode ser empregado para referência a lugar físico, e no trecho foi utilizado para retomar “direção dos empreendimentos familiares”.
Quanto à opção (B), o primeiro perído ficou sem sentido, porque a oração principal iniciou (“As mulheres do Rio Grande do Sul”), mas não terminou. Além disso,a reconstrução está confusa.
Relativamente à opção (C), o primeiro período inicia a oração principal, que não é concluída, estabelecendo ausência de sentido.
Correta a reconstrução presente na opção (D).
Na alternativa (E), a relação estabelecida entre “pecuária extensiva” e “batalhas e conflitos” é inadequada e não traduz o sentido original dos períodos do enunciado. Errada.
Resposta: (D).
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Não há questão recorrível.
Prof. Menegotto®
segunda-feira, 22 de junho de 2015
COMENTÁRIOS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA E À QUESTÃO 38 DO CONCURSO PARA ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL – UFRGS – CERTAME REALIZADO NO DIA 21 DE JUNHO DE 2015
QUESTÃO 1 - CRASE.
No trecho “O rapaz andou durante quarenta dias pelo deserto, até chegar ___ um belo castelo...” (l. 03-04), a lacuna deve ser preenchida apenas com a preposição A, porque o verbo “chegar” rege “A” e a palavra seguinte é masculina.
Já no trecho “Ao final de duas horas, retornou ___ sala onde estava o Sábio” (l. 27-28), a lacuna deve receber À, porque o verbo (RETORNAR, na forma “retornou”) rege preposição A e a palavra seguinte é feminina (“sala”), portanto estão presentes todas as condições para a crase.
Em “Pois então volte e conheça ___ maravilhas do meu mundo” (l. 36-37), a lacuna deve ser preenchida com o artigo definido feminino plural (AS,) porque o verbo (CONHECER, na forma “conheça”) é transitivo direto (não exige preposição, porque quem conhece conhece algo ou alguém). O AS, porém, é somente artigo que especifica o substantivo feminino “maravilhas”.
No segmento “De volta ___ presença do Sábio...” (l. 44), a lacuna deve receber “à”, porque se trata da contração da preposição “a”, regida pelo substantivo “volta”, mais “a”, artigo definido feminino singular que especifica “presença”, que é substantivo feminino.
RESPOSTA: D.
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QUESTÃO 2 - INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Errada a assertiva I, porque não há, no texto, informação de que o rapaz tenha-se decepcionado com o sábio. A segunda afirmação da assertiva também está errada, pois o rapaz não teve de esperar mais duas horas: a rigor, foi novamente passear pelo palácio para olhar todas as coisas da casa do sábio.
A primeira afirmação da assertiva II está correta, porque, da primeira vez que passeou pelo palácio, o rapaz não deixou caírem as gotas de óleo da colher. A segunda parte, porém, está errada, porque o rapaz obedeceu às determinações do Sábio na primeira vez, que consistia em apenas não deixar cair o óleo da colher. No segundo passeio, sim. Por isso está errada a assertiva II.
Correta a assertiva III, porque se pode inferir do texto que o passeio do rapaz mantendo as gotas de óleo na colher era parte da experiência que deveria passar para ouvir do Sábio o segredo da felicidade.
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 3 - INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
A leitura atenciosa do texto permite que se chegue à conclusão de que a possível “moral da história” esteja ligada ao fato de se conseguir praticar as duas ações ao mesmo tempo, no caso não deixar o óleo cair da colher e ainda observar cada coisa presente no castelo do Sábio. Portanto a virtude está no meio termo (opção B).
Nas alternativas A e C, a ideia é a mesma e não encontra suporte na história narrada.
Descarta-se a opção D, porque não há, no desenrolar da narrativa, dúvida que sustente essa moral da história.
De igual forma, não é cabível a afirmação contida na opção E, pois, segundo a narrativa, a felicidade não pode ser associada ao fato de querer o que se faz.
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 4 - IDENTIFICAÇÃO DE TERMO REFERENTE A PARTIR DE PRONOMES
O pronome “lhe” (l. 15) está empregado em referência ao rapaz, pois foi do Sábio que “lhe” disse... (=disse ao rapaz).
Também no trecho
O pronome “lhe” (l. 20) está empregado em referência ao rapaz, pois foi do Sábio que “lhe” pediu... (=pediu ao rapaz).
O pronome possessivo “minha” (l.30) está sendo empregado em relação ao Sábio, retomando posses suas. Correta de acordo com o enunciado.
O pronome possessivo “sua” (l. 38) faz referência à casa de “um homem”, não do Sábio.
O pronome “lhe” está associado ao rapaz, porque o Sábio confiou as duas gotas de óleo ao rapaz (... = que lhe confiei”).
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 5 - DISCURSOS DIRETO E INDIRETO
O segmento “Naquele momento”, já em discurso indireto, deve passar ao discurso direto como “Neste momento” ou “Agora”.
O trecho “não tinha tempo de explicar-lhe o segredo da felicidade”, que está em discurso indireto, deverá ser reescrito, em discurso direto “não tenho tempo para explicar o segredo da felicidade” Observe que “tinha” está na terceira pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo e deverá assumir a forma da primeira pessoa do singular do presente do indicativo (“tenho”)
A segunda parte, cuja redação é “... desse um passeio pelo palácio e voltasse dali a duas horas”, que está em discurso indireto, deverá assumir a seguinte redação em discurso direto: “Dê um passeio pelo palácio e volte daqui duas horas”. Observe-se que os verbos DAR (na forma “desse”) e VOLTAR (na forma “voltasse”), ambos conjugados no pretérito imperfeito do indicativo, deverão passar à forma do imperativo: “dê” e “volte”.
Portanto a redação correta é
RESPOSTA: A.
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QUESTÃO 6 - CONCORDÂNCIA VERBAL
A pluralização de “Sábio” (l. 05) produziria a flexão de “vivia” (singular) para “viviam”. Verdadeira.
Com relação à segunda proposta, a substituição de “uma farta mesa” (l. 10) por “várias fartas mesas” manteria o verbo “haver”, na forma “havia” (pretérito imperfeito do indicativo), porque se trata de verbo impessoal (= existir). Falsa.
Por fim, se a expressão “das Arábias” fosse substituída por “da Pérsia”, o verbo ESTAR, no forma “estão”, não se alteraria, porque tem como referente o núcleo do sujeito, que é “tapeçarias”. Falsa.
RESPOSTA: E.
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QUESTÃO 7 - PONTUAÇÃO
A vírgula antes do “e” (l. 12) se deve ao fato de as duas orações serem coordenadas com sujeitos diferentes: na coordenada assindética (l. 12, até “todos”), o sujeito é “O Sábio”; na coordenada sindética aditiva (l. 12, do “e” até “horas”), o sujeito é “o rapaz”. Correta a assertiva I.
Quanto à segunda assertiva, As vírgulas isolam um predicativo deslocado, não vocativo. Errada a assertiva II.
As vírgulas das linhas 42 e 43 separam elementos de igual função sintática. Correta a assertiva III.
RESPOSTA: D.
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QUESTÃO 8 - REGÊNCIA VERBAL
A substituição de “buscava” por “carecia” provocará a inserção de preposição “de” na construção, porque quem carece carece DE.
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 9 - FUNÇÕES SINTÁTICAS
A expressão “de óleo” cumpre função sintática de complemento nominal de “gotas”. Nos demais casos, o pronome “lhe” e o segmento “ao rapaz” cumprem função sintática de objeto indireto nas orações em que se inserem.
RESPOSTA: C.
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QUESTÃO 10 - CONCORDÂNCIA
A pluralização de “rapaz” (l. 15), no trecho indicado, produzirá as seguintes alterações: “Com paciência, o Sábio escutou atentamente o motivo da visita “dos”(1) rapazes, mas disse-“lhes”(2) que naquele momento não tinha tempo de explicar-“lhes” o segredo da felicidade.
RESPOSTA: B.
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QUESTÃO 30 - CORRESPONDÊNCIA OFICIAL (REDAÇÃO OFICIAL)
Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, pode-se considerar como correta a alternativa A. Tal questão não necessita de comentários, haja vista a forma como foi apresentada, pois cada documento encontra sua definição e destinação na segunda coluna.
RESPOSTA: A.
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terça-feira, 19 de maio de 2015
COMENTÁRIOS E RESPOSTAS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO PARA O CARGO DE GUARDA MUNICIPAL – PREFEITURA MUNICIPAL DE CANOAS – RS – CERTAME REALIZADO NO DIA 17 DE MAIO DE 2015
Questão 01 – Crase
Na lacuna da linha 08, deverá aparecer “à”, com sinal indicativo de crase, porque o verbo “tanger” exige preposição “a”, e a palavra “conduta” é feminina, exigindo artigo “a”.
A lacuna da linha 09 deverá ser preenchida apenas com a preposição “a”, porque, embora o termo “alerta” exija preposição “a” (quem está alerta está alerta A), a palavra seguinte é “todos”, que é pronome indefinido, e não existe crase antes de pronome indefinido, ainda mais masculino.
No caso da lacuna da linha 17, o substantivo “combate” exige preposição “a”, mas a palavra “incêndios” é masculina, logo não aceita artigo. Portanto deve ser apenas “a”.
RESPOSTA: C.
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Questão 02 – Ortografia
As lacunas das linhas 04, 05 e 13 devem ser preenchidas, respectivamente, com as palavras “cortesia” (derivada de “cortês”, com “s”), “honestidade” e “delituosa”. Neste último caso, o sufixo “-osa” é sempre escrito com “s” e significa “repleto de, cheio de”.
RESPOSTA: A.
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Questão 03 – Fonética
A palavra “controlador” tem quatro sílabas (con-tro-la-dor), portanto é polissílaba; sua sílaba tônica é a última (con-tro-la-DOR), portanto é palavra oxítona.
A palavra “Municipal” tem, também, quatro sílabas (Mu-ni-ci-pal), portanto é polissílaba; sua sílaba tônica é a última (Mu-ni-ci-PAL), portanto é palavra oxítona.
RESPOSTA: B.
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Questão 04 – Interpretação de Texto
No trecho compreendido entre as linhas 08 e 09, lê-se: “... o Guarda Municipal é uma pessoa que deve estar o tempo todo alerta a tudo e a todos, tendo total controle da situação local”. Tal afirmação é base para indicar a interpretação oferecida na opção “B” como errada, pois, em sua visão, “O Guarda Municipal nem sempre deve estar alerta”.
As demais opções contêm afirmações que se encontram no texto.
RESPOSTA: B.
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Questão 05 – Regência Verbal
No trecho “Além do aspecto moral, no que tange à conduta de retidão...” (linha 08), o verbo “tanger” é transitivo indireto, exigindo preposição “a” (leiam-se comentários à questão 01).
RESPOSTA: C.
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Questão 06 – Classes Gramaticais
QUESTÃO RECORRÍVEL
Na alternativa C, a Banca transcreveu o seguinte trecho do texto: “... o tempo todo alerta a tudo...” (linha 09). Na indicação da classe gramatical das palavras sublinhadas, indicou ambas como artigo definido. No segmento “alerta a tudo”, o “a” destacado é preposição, não artigo. Observe-se que o “a” está precedendo um pronome indefinido (TUDO), que é neutro, logo não aceita artigo. Reitera-se que o “a” antes de “tudo” é preposição, não artigo. Portanto está errada a opção C.
Na construção transcrita na opção D, encontra-se “... dinâmico nas suas atitudes...” (linha 13), em que a palavra sublinhada está identificada como substantivo, quando, em verdade, se trata de pronome possessivo de terceira pessoa do plural.
A Banca indicou como gabarito a letra D, mas há duas indicações erradas: alternativas C e D, o que impõe a anulação da questão por flagrante erro.
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Questão 07 – Fonética
A palavra “pessoa” possui 6 (seis) letras: P E S S O A; a associação SS é dígrafo oral; as letras E, O e A são vogais, não havendo semivogais. Observe-se a separação: PES-SO-A, em que O e A finais forma hiato, logo ambas são vogais, não semivogais. Não há encontro consonantal, porque SS é dígrafo.
Está corretas apenas as assertivas I e II.
RESPOSTA: C.
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Questão 08 – Fonética
Na palavra “saída” (SA-Í-DA), há hiato na associação “A-Í”. Já na palavra “trabalho”, há dígrafo (LH). E, na forma verbal “recebeu”, há ditongo oral decrescente (RE-CE-BEU).
A associação correta é 2 – 3 – 1.
RESPOSTA: C.
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Questão 09 – Interpretação de Texto
No trecho situado na linha 01, lê-se: “O Guarda Municipal é a pessoa capacitada a zelar pela ordem nos limites de seu local de trabalho...”. Embora o texto não traga expressamente a informação de que o Guarda Municipal está limitado ao município de que é servidor (“nos limites de seu local de trabalho”), a ideia de que sua atuação não se estende às cidades vizinhas é pacífica. Falsa a primeira assertiva.
No trecho compreendido entre as linhas 08 a 11, vê-se que o Guarda Municipal deve se mostrar ativo em suas atitudes (“o tempo todo alerta a tudo...”/ “total controle da situação...”/”através da própria inspeção visual...”). Isso significa ser ATIVO. Verdadeira a segunda afirmação.
Observa-se na linha 17 que, entre os pontos constantes da formação do Guarda Municipal, está a legislação aplicada. Verdadeira a terceira afirmação.
RESPOSTA: D.
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Questão 10 – Acentuação Gráfica
QUESTÃO RECORRÍVEL
As palavras “Gravataí” (GRA-VA-TA-Í) e “daí” (DA-Í) levam acento pela regra dos hiatos (I e U), no caso o I, que, nas duas palavras, é tônico, precedido de vogal e forma sílaba sozinho. Certa a opção A.
A palavra “gaúcho” (GA-Ú-CHO) leva acento pela regra dos hiatos (I e U), no caso o U, que, na palavra, é tônico, precedido de vogal e forma sílaba sozinho. Já a palavra “proprietários” (PRO-PRI-E-TÁ-RIOS) é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente. Errada a opção B.
As palavras “prêmios” (PRÊ-MIOS) e “nível” (NÍ-VEL) são ambas acentuadas pela regra das paroxítonas. PRÊ-MIOS por ser paroxítona terminada em ditongo crescente: NÍ-VEL por ser paroxítona terminada em L. Correta a opção C. Como a Banca não especificou terminação dentro da regra das paroxítonas, esta alternativa C também atende ao enunciado, havendo, portanto, duas alternativas corretas, o que invalida a questão.
Na opção D, “indústrias” (IN-DÚS-TRIAS) é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente. A forma verbal “está” (ES-TÁ) é acentuada por ser oxítona terminada em A aberto. Errada a assertiva D.
Quanto à alternativa E, “aérea” (A-É-REA) é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente. Já a palavra “viúva” (VU-Ú-VA) é acentuada pela regra dos hiatos, porque o U é tônico, precedido de vogal e forma sílaba sozinho. Errada a opção E.
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HÁ QUESTÕES RECORRÍVEIS. VER COMENTÁRIOS SOBRE AS QUESTÃO 6 E 10.
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terça-feira, 12 de maio de 2015
COMENTÁRIOS E RESPOSTAS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CANOAS PARA NÍVEL SUPERIOR – FUNDAÇÃO LA SALLE – CERTAME REALIZADO EM 10 DE MAIO DE 2015
Questão 01 – Crase
A lacuna de linha 04 deve ser preenchida com a contração da preposição “a” com o artigo definido feminino singular “a”, gerando “à”. O substantivo “proteção” exige preposição “a”, e a palavra “saúde” é feminina, exigindo artigo “a”.
A expressão “fazer inveja” exige preposição “a” (quem faz inveja faz inveja “a”), e a palavra “máfia” é feminina, exigindo artigo “a”. Portanto a lacuna de linha 06 deve ser preenchida com a contração da preposição “a” com o artigo definido feminino singular “a”, gerando “à”.
Na lacuna da linha 12, deve aparecer apenas o artigo definido feminino plural “as”, porque o verbo “provocar” é transitivo direto (quem provoca provoca algo ou alguém). Quem exige o referido artigo é a expressão “mesmas doenças”.
A lacuna de linha 16 deve ser preenchida com a contração da preposição “a” com o artigo definido feminino singular “a”, gerando “à”. O adjetivo “associada” exige preposição “a”, e a palavra “dependência” é feminina, exigindo artigo “a”.
RESPOSTA: B.
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Questão 02 – Ortografia
As palavras que devem preencher as lacunas das linhas 13, 22 e 24 são “mal” (advérbio, porque vem antes de “intencionado”, que é adjetivo), “abstinência” e “aflige”, do verbo “afligir”.
RESPOSTA: E.
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Questão 03 – Acentuação Gráfica
Quanto à assertiva I, a forma verbal “proíbe” (pro-í-be) é paroxítona quanto à tonicidade, mas é acentuada pela regra dos hiatos (regra do I e U), porque o I é tônico, precedido de vogal e forma sílaba sozinho. Errada a primeira assertiva.
O adjetivo “incrível” (in-crí-vel) é acentuada por se tratar de paroxítona terminada em “L”. Correta a assertiva II.
Como já se observou, a forma verbal “proíbe” (pro-í-be) é acentuada pela regra dos hiatos (regra do I e U). Igual razão de acentuação está presente em “Paraíba” (Pa-ra-í-ba). Nos dois casos, o I é tônico, precedido de vogal e forma sílaba sozinho. Certa a terceira assertiva.
RESPOSTA: D.
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Questão 04 – Funções Sintáticas
Na construção “Haveria mais lógica se defendessem o direito do usuário de cocaína aspirá-la em restaurantes, igrejas, escritórios ou aviões...” (linhas 39-40), o pronome sublinhado em “aspirá-la” retoma “cocaína”. Como o verbo “aspirar” está sendo empregado como “puxar o ar, inalar...”, funciona como transitivo direto. Portanto o pronome “la” funciona como objeto direto.
RESPOSTA: B.
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Questão 05 – Semântica e Interpretação de Texto
No trecho “Qualquer medida ou lei que tenha como objetivo reduzir a prevalência do fumo na população e assim diminuir o sofrimento humano e o número de mortes causadas por ele, viaja na contramão dos interesses empresariais” (linhas 45-47), a forma verbal “viaja” (destacada na transcrição)
• está empregada em sentido conotativo, isto é, comparativo, não denotativo (que é real). Portanto é falsa a primeira afirmação.
• está conjugada no presente do indicativo (eu viajo, tu viajas, ele viaja...), portanto indica um fato atual. Verdadeira a segunda afirmação.
• não indica um fato hipotético, porque, no trecho, embora a referência seja genérica, o que se observa pelo uso do verbo “ter” no presente do subjuntivo (“tenha”), há referência concreta ou específica a uma determinada medida com o objetivo de reduzir a prevalência do fumo na população. Falsa a terceira afirmação.
RESPOSTA: A.
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Questão 06 – Interpretação de Texto
Com relação à pergunta “Qual a razão para a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes tentar revogar a lei antifumo?”, a resposta se encontra no texto, entre as linhas 31 a 33. Observe-se: “Em entrevista para o jornal O Estado de São Paulo, Paulo Solmucci, presidente-executivo da Associação, explicou que a lei: ‘cria um rigor inimaginável, impedindo os direitos individuais do cidadão de consumir um produto que é lícito’”. Portanto a pergunta contida na assertiva I encontra resposta no texto.
Observe-se a pergunta da assertiva II: “Em média, quantos anos de vida um dependente de cigarro perde?”. Entre as linhas 02 e 03, lê-se: “Não bastasse comercializar um produto que causa dependência química e rouba, em média, 12 anos da vida de um homem e 11 anos da vida de uma mulher...”. Isso assegura que a pergunta contida na assertiva II encontra resposta no texto.
Quanto à pergunta “Quantos maços de cigarro uma pessoa fuma por dia?”, contida na assertiva II, não há resposta plausível no texto. Observe-se que, entre as linhas 42 e 44, o trecho “Não sejamos ingênuos, o intuito de empresas como Philip Morris e Souza Cruz é viciar o maior número possível de crianças e adolescentes, com o objetivo claro de fazê-los cair na mão do fornecedor ao ritmo de uma maço por dia, pela vida inteira” faz nítida referência a uma quantidade de consumo diário de cigarros, mas isso é apenas uma afirmação do autor do texto, que não responde à indagação dessa terceira assertiva.
RESPOSTA: C.
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Questão 07 – Interpretação de Texto e Semântica
A expressão “Além desse impacto psicológico” (linha 20) estabelece a coesão entre o parágrafo anterior e o que se afirmará no parágrafo iniciado pela expressão referida. Observe-se que o “impacto psicológico” de que trata a expressão deve ser entendido pela proibição de fumar em ambientes fechados que ajuda o fumante a superar as crises de abstinência, sendo obrigado a sair do lugar em que se encontra para fumar e, principalmente, porque, segundo afirma o autor, nessa hora cai por terra o mito de que fumar é um hábito, revelando-se como um vício escravizante. A tudo isso se refere o segmento “Além desse impacto psicológico” (linha 20). Correta a primeira assertiva.
A palavra “incautos” (linha 38) significa sem cautela, descuidado. Não possui, portanto, relação com “incultos”. Não pode, portanto, haver substituição de “incautos” por “incultos” sem que haja alteração de sentido no texto. Errada a segunda assertiva.
O substantivo “intuito” (linha 4) é sinônimo de “propósito”, “intenção”, “objetivo”. Portanto “intuito” pode ser substituído, sem alteração de sentido no texto, por “propósito”. Correta a terceira assertiva.
RESPOSTA: D.
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Questão 08 – Interpretação de Texto
Errada a opção (A), porque, segundo o texto, a lei antifumo beneficia os fumantes e os não fumantes (trecho das linhas 11 e 12; trecho das linhas 34 e 35 (até “... por ele”) e trecho das linhas 37 a 39).
Correta a alternativa (B), que pode ser sustentada pelo seguinte trecho do texto: “Em entrevista para o jornal O Estado de São Paulo, Paulo Solmucci, presidente-executivo da Associação, explicou que a lei: ‘cria um rigor inimaginável, impedindo os direitos individuais do cidadão de consumir um produto que é lícito’” (linha 31-33).
Errada a alternativa (C), porque não há, no texto, afirmação que sustenta que toda a população vê na lei antifumo um avanço na área da saúde. Pode-se observar que há os que a criticam.
Errada a opção (D), porque, entre as linhas 48 e 50 do texto, vê-se a indústria do cigarro financia campanhas de políticos inescrupulosos.
Errada a opção (E), porque não foi um cidadão não identificado que afirmou que a lei proíbe a pessoa de fumar cigarro, tirando-lhe a liberdade: segundo o texto, foi Paulo Solmucci, presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (linhas 29 a 33).
RESPOSTA: B.
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Questão 09 – Interpretação de Texto
O texto, no trecho compreendido entre as linhas 06 a 09, informa que foi aprovada, em 2011 a lei antifumo, que proíbe fumar em ambientes fechados em todo o território nacional. Tal legislação, porém, só foi regulamentada mais tarde, entrando em vigência somente em 3 de dezembro de 2014. No trecho compreendido entre as linhas 27 a 29, existe informação de que “Leis estaduais já haviam adotado a proibição em...”. A afirmação da assertiva I interpreta que “a lei antifumo demorou três anos para entrar em vigor, paralelamente a isso, alguns Estados criaram leis estaduais, incluindo um da região Sul”. O advérbio “paralelamente” está empregado com sentido de simultaneidade, podendo ser entendido como “simultaneamente”. No texto, porém, não há informação de que alguns estados tenham criado legislação antifumo simultaneamente à aprovação da lei que vale para todo o território nacional. Errada a assertiva I.
Correta a assertiva II, pois encontra sustentação no trecho compreendido entre as linhas 11 a 12 e 37 a 39.
Correta a assertiva III, porque encontra sustentação no texto, em especial no trecho entre as linhas 48 a 50.
RESPOSTA: D.
QUESTÃO RECORRÍVEL
A BANCA INDICOU COMO GABARITO A OPÇÃO (E), ASSEGURANDO ESTAREM AS TRÊS AFIRMAÇÕES CORRETAS. PELA EXPLICAÇÃO EXPENDIDA RELATIVAMENTE À ASSERTIVA I, A QUESTÃO É RECORRÍVEL, PORQUE NÃO RETRATA AFIRMAÇÃO PRESENTE NO TEXTO, COMO ESTÁ EXPOSTO NO COMENTÁRIO ACIMA.
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Questão 10 – Fonética
A forma verbal “bastasse” apresenta o dígrafo oral “ss”; não há ditongo nesta forma verbal. Já no pronome relativo “que”, o dígrafo, também oral, é “qu”; não há, em “que”, duas semivogais, porque, sendo dígrafo “qu”, ouve-se apenas o “e”, que é vogal, não semivogal; não há hiato na palavra “que”.
RESPOSTA: A.
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HÁ QUESTÃO RECORRÍVEL. VER COMENTÁRIOS SOBRE A QUESTÃO 9.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
COMENTÁRIOS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO MUNICÍPIO DE CANOAS - CONCURSO REALIZADO EM 26 DE ABRIL DE 2015
1) COMENTÁRIOS
Questão sobre ortografia e emprego de verbo HAVER.
A lacuna da questão 17 deve ser preenchida com ATRÁS, que é advérbio. Na lacuna da linha 31, deve aparecer a forma verbal HÁ, porque se trata de verbo impessoal. Na lacuna da linha 32, a forma correta é HAJA, porque a expressão HAJA VISTA é invariável.
RESPOSTA: C
2)COMENTÁRIOS
Questão sobre crase.
Na lacuna da linha 03, deve aparecer “à”, com sinal de crase, porque a forma verbal “refere-se” exige preposição “a” (quem se refere se refere “a”) e a palavra seguinte é feminina (“circulação”). Quanto à lacuna da linha 27, deve ser completada pro “à”, com sinal de crase, porque o substantivo “acesso” exige preposição “a” e a palavra “cidade” é feminina. Na lacuna da linha 29, deve aparecer apenas o artigo “a”, porque a palavra anterior é “para” (preposição), e depois de preposição não há crase.
RESPOSTA: B.
3)COMENTÁRIOS
Questão sobre funções sintáticas.
A expressão sublinhada expressa circunstância de tempo, o que lhe confere a função de adjunto adverbial.
RESPOSTA: C.
4)COMENTÁRIOS
Questão sobre pontuação.
A expressão “Em 2010” (linha 17) é adjunto adverbial de tempo deslocado, que foi isolado pela vírgula imediatamente seguinte. Verdadeira a primeira afirmação.
No trecho “... frota de veículos no país, principalmente de motocicletas, que...” (linhas 20-21), a vírgula registrada imediatamente depois de “país” está associada à vírgula depois de “motocicletas”, e ambas isolam o adjunto adverbial “principalmente de motocicletas”. Por isso não se pode suprimir somente a primeira, ou somente a segunda. Falsa a segunda afirmativa.
Não se pode inserir vírgula logo após “Trânsito”, na expressão “A Criação do Dia Internacional do Trânsito ocorreu” (l. 07), porque ela separaria o sujeito (“Criação do Dia Internacional do Trânsito”) do seu verbo “(ocorreu”). Falsa a terceira assertiva.
RESPOSTA: E.
5)COMENTÁRIOS
Questão sobre conjunções.
No trecho “... embora muitas rodovias tenham sido reformadas...” (l. 25), a conjunção “embora” é subordinativa concessiva, indicando ideia de concessão.
RESPOSTA: A
6)COMENTÁRIOS
Questão sobre interpretação de texto.
Segundo o texto, todas as afirmações estão corretas, porque constam no texto.
RESPOSTA: A.
7)COMENTÁRIOS
Questão sobre interpretação de texto.
As afirmações constantes nas opções A, B, C e D encontram-se no texto. Já a afirmação contida na opção E é incorreta, porque, segundo o texto, mesmo que haja por parte do governo medidas tomadas, “mesmo assim esses esforços parecem não apresentar os efeitos desejados” (linha 32).
RESPOSTA: E.
8)COMENTÁRIOS
Questão sobre interpretação de texto.
Estão corretas, segundo o texto, as afirmações contidas nas assertivas I e II. Está errada a afirmação contida na assertiva III, porque, em 2010, o número de óbitos foi de 42.844, e, em 2014, foi de 48.349, portanto aumentou.
RESPOSTA: C
9)COMENTÁRIOS
Questão sobre contagem de sílabas e classificação quanto à tonicidade.
A palavra “AL-CO-Ó-LI-COS” é polissílaba (apresenta 5 sílabas); a palavra “TRÂN-SI-TO” é trissílaba (apresenta três sílabas.
RESPOSTA: C.
10)COMENTÁRIOS
Questão sobre classes gramaticais.
A palavra “BRASIL” é substantivo; a palavra “MAS” é conjunção coordenativa adversativa; em “É”, há verbo; em “E”, há conjunção coordenativa aditiva.
RESPOSTA: A.
NÃO HÁ RECURSOS
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terça-feira, 23 de dezembro de 2014
COMENTÁRIOS E RESPOSTAS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DE NÍVEL MÉDIO PARA DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL – CARGO DE AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL – PROVA REALIZADA NO DIA 21 DE DEZEMBRO DE 2014 – BANCA DO CESPE-UnB
Questão 01 – Interpretação de texto
O texto deixa claro que economista se identifica com capitalista no que diz respeito à não existência de “produção possível sem que seja assegurada a reprodução das condições materiais de produção: a reprodução dos meios de produção” (l. 2-4). A assertiva 01 afirma que todo economista é capitalista, o que é genérico em relação à limitação indicada pelo texto. Além disso, não há, no texto, informação de que nem todo capitalista é proprietário de empresa. Errada a assertiva.
RESPOSTA: E.
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Questão 02 – Reescritura de trecho (equivalência de estruturas)
O trecho “... todos reconhecem, porque Marx impôs esta demonstração no Livro II d’O Capital, que não há produção possível sem que seja assegurada a reprodução das condições materiais de produção: a reprodução dos meios de produção” (l. 1-4) não pode ser reescrito com a seguinte construção: “... todos reconhecem a razão pela qual Marx impôs esta demonstração no Livro II d’O Capital – que não há produção”. Observe-se que, no trecho original, o verbo “reconhecer”, na forma “reconhecem”, tem como complemento (objeto direto) o segmento “que não há produção possível sem que seja assegurada a reprodução das condições materiais de produção: a reprodução dos meios de produção”. Na sugestão de reescritura do segmento, o complemento de “reconhecer” passa a ser “a razão pela qual Marx impôs esta demonstração no Livro II d’O Capital – que não há produção”, e não “que não há produção”. O sentido, portanto, fica alterado. Errada a assertiva.
RESPOSTA: E.
QUESTÃO RECORRÍVEL
A banca do CESPE-UnB considerou como correta a afirmativa. A argumentação contra o gabarito da banca é o texto acima. Pelas razões expendidas acima, a banca deverá rever a indicação de gabarito.
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Questão 03 – Interpretação de texto
No trecho “... todos reconhecem, porque Marx impôs esta demonstração no Livro II d’O Capital, que não há produção possível sem que seja assegurada a reprodução das condições materiais de produção: a reprodução dos meios de produção” (l. 1-4), a expressão “esta demonstração” (destacada na transcrição) retoma o segmento “... que não há produção possível”. Certa a assertiva.
RESPOSTA: C.
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Questão 04 – Interpretação de texto
O segmento “... matéria-prima, instalações fixas (edifícios), instrumentos de produção (máquinas) etc.” (l. 8-9) são exemplos de “meios de produção”, destacado no trecho “que não há produção possível sem que seja assegurada a reprodução das condições materiais de produção: a reprodução dos meios de produção” (l. 2-4). Certa a afirmação.
RESPOSTA: C.
QUESTÃO RECORRÍVEL
A banca do CESPE-UnB considerou como errada a afirmativa. No texto, fica claro que meios de produção são os citados no texto, como “... matéria-prima, instalações fixas (edifícios), instrumentos de produção (máquinas) etc.” (l. 8-9). Por essa razão, a banca deverá rever a indicação de gabarito.
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Questão 05 – Tipologia textual e interpretação de texto
No texto, predomina a forma narrativa, o que se pode observar pelos relatos feitos pelo autor. No segundo parágrafo, a presença de verbos e pronomes em primeira pessoa do singular (“Pedi” e “me”, na linha 12; “Tive” na linha 15; “paguei”, na linha 17) evidencia o caráter autobiográfico do texto. Correta a afirmação.
RESPOSTA: C.
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Questão 06 – Interpretação de texto
De acordo com o texto, os chineses migram para a Europa, onde chegarão como imigrantes. Portanto não emigram. Errada a afirmativa.
RESPOSTA: E.
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Questão 07 – Tempos e modos verbais
No trecho “Pedi a um dos homens ao lado da parede que me contasse como tinha sido sua viagem.” (l. 12-13), a forma verbal “tinha sido” (destacada na transcrição) pertence ao verbo “ser” e está conjugada na versão composta do pretérito mais-que-perfeito do indicativo, equivalendo à forma verbal “fora”, conjugada no pretérito mais-que-perfeito do indicativo em sua forma simples. Correta a assertiva.
RESPOSTA: C.
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Questão 08 – Acentuação gráfica
As palavras “série” e “história” são acentuadas pela regra das paroxítonas terminadas em ditongo crescente: “sé-rie” e “his-tó-ria”. Correta a assertiva.
RESPOSTA: C.
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Questão 09 – Interpretação de texto
No texto, não é possível inferir-se que empresas e intermediários se beneficiam da exploração de pessoas que desejam migrar. O problema está no modelo de desenvolvimento predatório do meio ambiente e dos trabalhadores. O que se sobressai do texto é a escravidão contemporânea como instrumento utilizado pelo capitalismo. Errada a afirmação.
RESPOSTA: E.
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Questão 10 – Tempos e modos verbais
No trecho “No passado, os escravos eram capturados e vendidos como mercadoria” (l. 8-9), a construção verbal “eram capturados” (destacada na transcrição) apresenta locução verbal com verbo auxiliar (“ser”, em “eram”) conjugado no pretérito imperfeito do indicativo, que expressa ação praticada mais de uma vez (ou várias vezes, como o texto indica). Sua substituição por “foram capturados” mantém o sentido original do texto, porque, mesmo que a forma verbal “foram” esteja conjugada no pretérito perfeito do indicativo, tempo em que se traduz ideia de ação praticada uma só vez, ambas as ações ocorreram no passado, portanto, vistas do presente (agora), pode-se empregar “eram capturados” como “foram capturados”. Certa a assertiva.
RESPOSTA: C.
Questão 11 – Pronomes
Tanto no trecho “Migrar e trabalhar. Quando esses verbos se conjugam da pior forma possível, acontece o chamado tráfico de seres humanos (l. 1-3), quanto no segmento “No passado, os escravos eram capturados e vendidos como mercadoria. Hoje, a pobreza que torna populações vulneráveis garante oferta de mão de obra para o tráfico – ao passo que a demanda por essa força sustenta o comércio de pessoas. Esse ciclo atrai intermediários...” (l. 8-12), os pronomes demonstrativos “esses” e “Esse” (destacados na transcrição) retomam, respectivamente, “Migrar e trabalhar” e “No passado, os escravos eram capturados e vendidos como mercadoria. Hoje, a pobreza que torna populações vulneráveis garante oferta de mão de obra para o tráfico – ao passo que a demanda por essa força sustenta o comércio de pessoas”. Portanto retomam ideias ou expressões citada anteriormente. Certa a afirmação.
RESPOSTA: C.
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Questão 12 – Interpretação de texto
As palavras “febre” (l. 24), “antitérmico” e “paliativo” (ambos na l. 27) foram utilizadas em sentido figurado para expressar analogia do tráfico de pessoas e do trabalho escravo na atualidade, sintetizando, pelas comparações empregadas, um padrão ou modelo doentio, cuja erradicação não passa apenas pela libertação dos trabalhadores (l. 25-30). Certa a afirmação.
RESPOSTA: C.
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Questão 13 – Interpretação de texto
Entre as linhas 27 a 29, pode-se observar que a devastação do meio ambiente e a exploração de mão de obra escrava caracterizam o modelo de desenvolvimento atual. Certa a afirmação.
RESPOSTA: C.
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Questão 14 – Interpretação de texto
No trecho “Os narcotraficantes controlam o governo, as forças armadas, o corpo diplomático e até as unidades de combate ao tráfico. Não há setor da sociedade que não tenha ligação com os traficantes e até mesmo a Igreja recebe contribuições destes” (final do segundo parágrafo) deixa claro que não há discrepância na ligação do narcotráfico com a Igreja e com as unidades de combate ao tráfico. Discrepância significa desigualdade, discordância, divergência. E o texto não atesta isso. Errada a afirmação.
RESPOSTA: E.
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Questão 15 – Interpretação de texto
No texto, a informação é de que o narcotráfico na Bolívia lucra US$1,5 bilhão contra US$2,5 bilhões de exportações legais; na Colômbia, o tráfico gera de US$2 a 4 bilhões contra US$5,25 bilhões em exportações oficiais. Logo o lucro com o narcotráfico, nos dois países, não atinge o valor gerado com exportações legais. O lucro com o tráfico, portanto, não equivale a duas vezes o montante atingido pela Bolívia e pela Colômbia com exportações legais. Errada a assertiva.
RESPOSTA: E.
QUESTÃO RECORRÍVEL
A banca do CESPE-UnB considerou como certa a afirmativa. No texto, fica claro que a soma do lucro com o tráfico, na Bolívia e na Colômbia, atinge de US$3,5 bilhões a US$5,5 bilhões contra US$7,75 bilhões, também somados, de lucros com exportações legais. Questão aritmética. Por essa razão, a banca deverá rever a indicação de gabarito.
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Questão 16 – Tipologia textual e interpretação de texto
O texto apresenta linguagem e estrutura dissertativa e expõe, em seu conteúdo, em especial no primeiro parágrafo, a articulação entre o tráfico internacional de drogas e o sistema financeiro mundial. Certa a afirmativa.
RESPOSTA: C.
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Questão 17 – Interpretação de texto
O trecho “A cocaína gera ‘dependência’ em grupos econômicos e até mesmo nas economias de alguns países...” (2º parágrafo) deixa claro que o emprego do termo “dependência” (entre aspas no texto da prova) sofreu ampliação no contexto e, pelo destaque, pode ser associado à dependência química que causa nos usuários e, em especial como foi utilizado, em grupos ou países cuja economia lucra com o narcotráfico. Certa a afirmação.
RESPOSTA: C.
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Questão 18 – Regência
A preposição “com”, destacada no trecho “Questão de relevância na discussão dos efeitos adversos do uso indevido de drogas é a associação do tráfico de drogas ilícitas e dos crimes conexos – geralmente de caráter transnacional – com a criminalidade e a violência” (l. 9-13), é regida pelo substantivo “associação” (também destacado na transcrição), não por “conexos”. Errada a afirmação.
RESPOSTA: E.
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Questão 19 – Funções sintáticas (sujeito)
No trecho “... devendo o governo adotar uma postura firme de combate ao tráfico de drogas, articulando-se internamente e com a sociedade...” (l. 15-17), o sujeito de toda a estrutura, incluindo-se o segmento destacado, é “o governo” e não está elíptico, pois está expresso na oração anterior. Errada a assertiva.
RESPOSTA: E.
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Questão 20 – Equivalência de estruturas
No trecho “O uso indevido de drogas constitui, na atualidade, séria e persistente ameaça à humanidade e à estabilidade das estruturas e valores políticos...” (l. 1-3), a alteração de ordem do adjunto adverbial “na atualidade” (destacado na transcrição) para imediatamente depois de “drogas” (termo também destacado na transcrição) não alteraria a correção gramatical do texto, nem o sentido original da mensagem. Observe-se: “O uso indevido de drogas, na atualidade, constitui séria e persistente ameaça à humanidade e à estabilidade das estruturas e valores políticos...”. O adjunto adverbial “na atualidade” continuará alterando o sentido do verbo “constituir”. Errada a afirmação.
RESPOSTA: E.
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Questão 21 – Semântica e interpretação de texto
No segmento “Suas consequências infligem considerável prejuízo às nações do mundo inteiro, e não são detidas por fronteiras: avançam por todos os cantos da sociedade e por todos os espaços geográficos...” (l. 4-7), o termo “fronteiras” (destacado na transcrição) está sendo empregado com sentido apenas denotativo, ou seja, em sentido real, tratando de fronteiras entre países e sociedades. Não foi, portanto, empregado em sentido conotativo (ou figurado). Errada a afirmação.
RESPOSTA: E.
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Questão 22 – Crase
No trecho “O uso indevido de drogas constitui, na atualidade, séria e persistente ameaça à humanidade e à estabilidade das estruturas e valores políticos...” (l. 1-3), as duas ocorrências de crase são formadas pela regência do substantivo “ameaça” e pelo gênero (feminino) das palavras “humanidade” e “estabilidade”. A crase, nas duas circunstâncias, é obrigatória. Errada a afirmação.
RESPOSTA: E.
QUESTÃO RECORRÍVEL
A banca do CESPE-UnB considerou como certa a afirmativa. O termo “ameaça” está sendo empregado como substantivo; por essa razão, rege a preposição “a”; as palavras “humanidade” e “estabilidade” são femininas, exigindo artigo “a”. A crase, portanto, nas duas ocorrências, é obrigatória. A banca considerou como opcionais, afirmando que a supressão do sinal não causa erro. Por essa razão, a banca deverá rever a indicação de gabarito.
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Questão 23 – Pronomes
No trecho “O uso indevido de drogas constitui, na atualidade, série e persistente ameaça à humanidade e à estabilidade das estruturas e valores políticos, econômicos, sociais e culturais de todos os Estados e sociedades. Suas consequências infligem considerável prejuízo às nações do mundo inteiro...” (l. 1-5), o pronome possessivo “Suas” (destacado na transcrição) retoma “O uso indevido de drogas”, não “Estados e sociedades”. Errada a afirmativa.
RESPOSTA: E.
QUESTÃO RECORRÍVEL
A banca do CESPE-UnB considerou como certa a afirmativa. No texto, O pronome possessivo “Suas” está claramente empregado em relação às consequências do uso indevido de drogas, não de “Estados e sociedades”. Por essa razão, a banca deverá rever a indicação de gabarito.
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Questão 24 – Semântica (parônimos)
No segmento “Suas consequências infligem considerável prejuízo às nações do mundo inteiro...” (l. 4-5), o verbo “infligir”, na forma “infligem”, está empregado com igual sentido na construção “Os agentes de trânsito infligem multas aos infratores”. No dois casos, “infligir” tem o significado de “aplicar”, “impor”, “cominar”. Certa a afirmação.
RESPOSTA: C.
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Questão 25 – Redação de correspondências oficiais
Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, quanto ao memorando, os despachos devem ser feitos no próprio documento, já que se trata de espécie econômica temporalmente. Além disso, também segundo o Manual de Redação da Presidência da República, se o espaço for insuficiente, devem-se utilizar folhas de continuação. Correta a afirmação.
RESPOSTA: C.
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Questão 26 – Redação de correspondências oficiais
Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, as comunicações oficiais sempre devem ser remetidas em nome do serviço público, não em nome da pessoa que ocupa o cargo. Isso feriria o princípio da impessoalidade na correspondência oficial. Errada a assertiva.
RESPOSTA: E.
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Questão 27 – Redação de correspondências oficiais
Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, o fecho “Respeitosamente” só pode ser empregado por servidor inferior hierarquicamente em correspondência enviada a superior hierarquicamente. Errada a afirmativa.
RESPOSTA: E.
QUESTÃO RECORRÍVEL
A banca do CESPE-UnB considerou como certa a afirmativa. Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, o fecho “Respeitosamente” deve ser empregado por servidor inferior hierarquicamente a servidor superior hierarquicamente, não independentemente e seu subscritor e de seu destinatário. Por essa razão, a banca deverá rever a indicação de gabarito.
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Questão 28 – Redação de correspondências oficiais
Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, o aviso, o ofício e o memorando são documentos que seguem o padrão ofício. A mensagem é documento utilizado pelo Presidente da República para se dirigir ao Congresso Nacional e não segue o padrão ofício. Errada a afirmação.
RESPOSTA: E.
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Questão 28 – Redação de correspondências oficiais
Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, são documentos que seguem o padrão ofício a mensagem, o memorando, o aviso e o próprio ofício. Certa a assertiva.
RESPOSTA: C.
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Questão 29 – Redação de correspondências oficiais
Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, nem todos os documentos não expedidos pelo Presidente da República devem conter nome e cargo da autoridade expedidora. Por exemplo, há casos de memorando em que não há obrigatoriedade de constar nome e cargo da autoridade expedidora, mas apenas o nome do órgão público. Errada a assertiva.
RESPOSTA: E.
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Questão 30 – Redação de correspondências oficiais
Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, a forma de tratamento “Vossa Excelência”, no Poder Executivo, é destinada, entre outros cargos, aos governadores de estados e secretários estaduais. Correta a afirmação.
RESPOSTA: C.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014
COMENTÁRIOS E RESPOSTAS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO PARA O MAGISTÉRIO MUNICIPAL DE CANOAS –RS – PROVA ELABORADA PELA FUNDAÇÃO LA SALLE – CERTAME REALIZADO NO DIA 14 DE DEZEMBRO DE 2014
Questão 01 – Ortografia e concordância verbal
A lacuna da linha 05 deve ser preenchida pela palavra “entusiastas” (com “s”). As lacunas das linhas 09 e 21 devem ser, respectivamente, preenchidas pelas formas verbais “têm” e “mantêm”. Nos dois casos, os referentes sujeitos são, respectivamente, “instituições” e “99%”, portanto ambos no plural, o que determina o acento circunflexo nas formas verbais.
RESPOSTA: B.
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Questão 02 – Crase
Na frase da assertiva I, a crase é obrigatória, porque a forma verbal “tem se dedicado” exige preposição “a” e “pesquisa” é palavra feminina, exigindo artigo “a”.
Quanto à construção da assertiva II, a crase também é obrigatória, porque a forma verbal “deve-se” exige preposição “a” e a palavra “capacidade” é feminina, exigindo artigo “a”.
Relativamente à assertiva III, a construção apresenta sinal de crase no “a” antes de pronome possessivo feminino singular “sua”. Antes de pronomes possessivos femininos no singular, a presença de artigo é facultativa. A construção pode ser escrita sem o sinal, apenas com a presença de preposição (exigida pela forma verbal “adaptar”).
RESPOSTA: C.
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Questão 03 – Interpretação de texto
A assertiva I encontra resposta no texto, no trecho das linhas 11 e 12.
A partir da linha 18, pode-se observar a espécie de mudança de comportamento entre os jovens, portanto está correta a assertiva II.
No texto, na linha 22, estão identificados os responsáveis pela pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Administração (FIA/USP). Correta, portanto a assertiva III.
RESPOSTA: E.
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Questão 04 – Interpretação de texto
De acordo com o texto, especialmente no trecho compreendido entre as linhas 13 e 17, o pesquisador Paulo Gileno Cysneiros, da Universidade Federal de Pernambuco, revela que ter uma visão crítica, ao utilizar a tecnologia, torna-se algo positivo. Verdadeira a primeira afirmação.
Verdadeira a segunda afirmação, porque, segundo o texto, especialmente no trecho da linha 19, 200 jovens de São Paulo foram a base da pesquisa da FIA/USP.
Segundo o trecho compreendido entre as linhas 22 e 23, 96% dos entrevistados afirmaram que consideram que o objetivo do trabalho é a realização pessoal. Significa, obviamente, que 4% dos entrevistados não consideram que o objetivo do trabalho seja a realização pessoal. Verdadeira a afirmação.
RESPOSTA: C.
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Questão 05 – Interpretação de texto
Os trechos compreendidos entre as linhas 7 e 8 e, principalmente, entre as linhas 25 e 27 do texto garantem a interpretação de brincadeiras façam parte da prática docente de novos professores. Correta a assertiva I.
A afirmação contida na assertiva II encontra respaldo no texto, especialmente entre as linhas 28 a 31. Correta a assertiva II.
A assertiva III não encontra identidade no texto. Errada a assertiva III.
RESPOSTA: D.
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Questão 06 – Concordância
Ao pluralizar “visão”, destacado na transcrição “Para Paulo Gileno Cysneiros, a visão crítica do uso desses recursos na educação é positiva”, deverão ocorrer outras alterações: “Para Paulo Gileno Cysneiros, as(1) visões críticas(2) do uso desses recursos na educação são(3) positivas(4)”
Serão necessária, portanto, quatro outras alterações.
RESPOSTA: B.
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Questão 07 – Funções sintáticas
No trecho “... eles promovem uma revolução silenciosa” (l. 07), o trecho destacado complementa o sentido do verbo “promover”, na forma “promovem”. Portanto tem a função sintática de objeto direto.
RESPOSTA: D.
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Questão 08 – Pontuação
No período “Em outras vezes, elas provocam medo” (l. 29-30), a vírgula foi empregada para isolar o adjunto adverbial deslocado “Em outras vezes”.
RESPOSTA: B.
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Questão 09 – Acentuação gráfica
A forma verbal “usá-la” é acentuada por ser palavra oxítona terminada em “a”. A preposição “até” é acentuada por ser palavra oxítona terminada em “e”.
RESPOSTA: C.
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Questão 10 – Pontuação
Correta a alternativa “A”, porque o segmento “os nascidos na década de 1980 até meados dos anos 1990” é aposto de “A ‘chamada geração Y’”, devendo vir, como realmente veio, isolado por vírgulas.
Errada a assertiva “B”, porque a primeira vírgula separa o sujeito (“a atitude”) do seu verbo; a segunda vírgula também está errada porque isola o adjunto adverbial em ordem direta.
Errada a alternativa “C”, porque a vírgula está separando o sujeito (“Boas doses de idealismo e paixão”) de seu verbo (“envolvem”), ou do seu predicado inteiro (“envolvem o magistério”).
Errada a alternativa “D”, porque o isolamento do segmento “para Paulo” deve ser feito com duas vírgulas, ou com dois travessões (ou até por parênteses). Mas não pode ser feito com vírgula e travessão.
Errada a construção da alternativa “E”, porque a oração subordinada “ao chegar ao mercado de trabalho” deve ser isolada por duas vírgulas, não separada por uma vírgula só.
RESPOSTA: A.
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