domingo, 10 de novembro de 2013

COMENTÁRIOS À PROVA DO MPRS - AGENTE ADMINISTRATIVO

Comentários e respostas às questões da prova de Língua Portuguesa do concurso do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul – MPRS – Banca do próprio MPRS – Concurso ocorrido no dia 3 de novembro de 2013 QUESTÃO 1 – Ortografia. As lacunas das linhas 8, 12 e 17 devem ser preenchidas, respectivamente, por “cidadãos” (que é a forma plural de “cidadão”), “ensejar” ( = oportunizar, permitir, e deve ser escrito com “s” porque tem origem em “ensediǣre”, do latim) e “distorção” (cuja raiz é “torção”, com “ç”). RESPOSTA: C. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 2 – Interpretação de texto. Está correta a afirmação contida na afirmação (A), o que se pode observar no trecho “Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido dos atos normativos bem como sua inteligibilidade são requisitos do próprio Estado de direito: é inaceitável que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publicidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão.” O trecho transcrito está entre as linhas 1 a 9, no 1º parágrafo. No texto, não há referência ao princípio da publicidade, portanto está errada a assertiva (B). No caso da opção (C), está errada a afirmação, pois o texto não identifica pessoalidade na linguagem ao uso de expressões pomposas para persuasão. Quanto à afirmação expressa na assertiva (D), o trecho contido no texto entre as linhas 10 e 20 (“Acrescente-se que a identificação das características específicas da forma oficial de redigir não deve ensejar o entendimento de que se proponha a criação – ou se aceite a existência – de uma forma específica de linguagem administrativa, o que coloquialmente e pejorativamente se chama burocratês. Este é antes uma distorção do que deve ser a redação oficial, e se caracteriza pelo abuso de expressões e clichês do jargão burocrático e de formas arcaicas de construção de frases”) revela exatamente o contrário. Portanto está errada a afirmação da opção (D). Não há, no texto, referência à imparcialidade, portanto está errada a assertiva (E). RESPOSTA: A. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 3 – Semântica. Os vocábulos “obscura” (l. 3), “arcaicas” (l. 20) e “infensa” (l. 22) têm como sinônimos, respectivamente, “confusa”, “antigas” e “contrária”. O adjetivo “obscura” pode ser substituído, no caso, por “sombria” e “confusa”, mas não tem significado de “rebuscada”, que significa “aprimorada”, “requintada”, “feita com esmero”. Quanto ao adjetivo “arcaicas”, não se pode substituí-lo por “rudimentares”, que significa “elementares”, “básicas”, “fundamentais”, mas poderia ser substituído por “anacrônicas”, que revela o contrário do que é moderno, que está em desacordo com a atualidade; por fim, em relação ao adjetivo “infensa”, não há equivalência com “nociva”, que significa “perniciosa”, “prejudicial”, “danosa”, nem por “hostil”, que revela “inimizade”, “agressividade”. RESPOSTA: D. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 4 – Pontuação. No trecho “A transparência do sentido dos atos normativos bem como sua inteligibilidade são requisitos do próprio Estado de direito...” (l. 4-6), o segmento “bem como sua inteligibilidade” é parte integrante do sujeito da oração, o que se pode observar pela flexão do verbo “ser”, na forma “são”. Se é parte do sujeito, porque contém um dos núcleos do sujeito (“sua inteligibilidade”), não poderá ser isolado por vírgulas. Errada, portanto, a opção (A). Os dois-pontos registrados na linha 6 introduzem uma explicação à oração anterior. Ponto-e-vírgula separa orações coordenadas opostas entre si, por isso não se podem substituir os dois-pontos por ponto-e-vírgula. Errada a assertiva (B). No trecho “... o entendimento de que se proponha a criação – ou se aceite a existência – de uma forma específica de linguagem administrativa...” (l. 12-15), os travessões efetivamente estão destacando reflexão complementar à afirmação anterior. Correta a alternativa (C). No segmento “A redação oficial não é, portanto, necessariamente árida e infensa à evolução...” (l. 21-22), as vírgulas estão isolando a conjunção coordenativa conclusiva “portanto”. Em razão disso, as vírgulas estão associadas uma à outra, não podendo a primeira vírgula (nem a segunda) ser substituída por ponto-e-vírgula. Errada a sugestão contida na assertiva (D). Os travessões presentes nas linhas 23 e 34 destacam aposto em relação ao segmento anterior, portanto não estão indicando mudança de interlocutor, até porque, no texto, não há diálogo. Errada a opção (E). RESPOSTA: C. _______________________________________________________________________ QUESTÃO 5 – Diversos aspectos semânticos e sintáticos. No trecho “A transparência do sentido dos atos normativos bem como sua inteligibilidade são requisitos do próprio Estado de direito...” (l. 4-6), a palavra “Estado” aparece com inicial maiúscula em virtude de ser substantivo próprio, que designa segurança jurídica. Não está empregado em referência à divisão territorial e política. Errada a assertiva I. Quanto ao segmento “... o que coloquialmente e pejorativamente se chama burocratês...” (l. 15-16), há dois advérbios terminados em “-mente”. Pode-se suprimir o sufixo “-mente” do primeiro, já que o segundo assegurará, por extensão interpretativa, o significado do primeiro. Logo o trecho poderia ser escrito “o que coloquial e pejorativamente se chama burocratês”, sem acarretar erro gramatical ou alteração do significado. Correta a afirmação II. O termo “burocratês”, no trecho “... o que coloquialmente e pejorativamente se chama burocratês...” (l. 15-16), é neologismo, mas não foi criado pelos autores do texto. Errada a assertiva III. RESPOSTA: B. _______________________________________________________________________ QUESTÃO 6 – Estrutura e formação de palavras e acentuação gráfica. Em “inaceitável” (l. 7) e “impessoalidade” (l. 24), o prefixo é igual e revela negação. O primeiro é escrito com “n” porque a palavra inicia por vogal; o segundo é contém “m” porque a palavra a que se soma é iniciada por “p”. Verdadeira a primeira afirmação. O sufixo “-dade” é formador de substantivos abstratos derivados de adjetivos. Portanto “publicidade” (l. 8) é substantivo abstrato derivado de “público”, que é adjetivo. O sufixo “-mente”, por sua vez, é formador do substantivo derivado de verbo. No caso, “entendimento” (l. 12) é substantivo derivado do verbo “entender”. É falsa a segunda afirmação. Com relação à terceira afirmação, tanto “características” (l. 11) quanto “árida” (l. 22) levam acento por serem proparoxítonas. Verdadeira a terceira afirmação. As palavras “burocratês” e “clichês” levam acento por serem oxítonas terminadas em “es”. Verdadeira a quarta afirmação. RESPOSTA: B. _______________________________________________________________________ QUESTÃO 7 – Diversos aspectos gramaticais e sintáticos. Há erro de paralelismo nas construções de quatro alternativas. Observem-se os erros em cada uma: (A) Através de um memorando, recomendou-se aos servidores evitar problemas de ambiguidade nos textos oficiais e que estudassem com afinco as normas gramaticais. Há, na frase, erro de paralelismo verbal. O verbo “evitar” foi empregado no infinitivo, em complemento à forma verbal “recomendou-se”. Isso exige que a forma verbal “estudassem” também apareça no infinitivo. O trecho, corrigido, terá a seguinte redação: “Através de um memorando, recomendou-se aos servidores evitar problemas de ambiguidade nos textos oficiais e estudar com afinco as normas gramaticais”. (B) No tempo em que vigia seu estágio probatório, o servidor apresentou pontualidade, assiduidade, ser rápido e ter ambição. Nesta construção, o erro de paralelismo é nominal se deve ao uso dos substantivos “pontualidade” e “assiduidade”, como complementos verbais de “apresentou” e o emprego de duas formas verbais (“ser” e “ter”). Ao se preferir o emprego de substantivos como complementos verbais, deve-se manter o paralelismo em todos eles. Corrigida, a construção terá a seguinte redação: “No tempo em que vigia seu estágio probatório, o servidor apresentou pontualidade, assiduidade, rapidez e ambição.” (C) A peça processual tem mais de quinhentas folhas e várias complicações. Nessa construção, o erro de paralelismo consiste no emprego do verbo “ter” para dois complementos distintos: “quinhentas folhas” e “várias complicações”. O verbo “ter” pode ser empregado para “quinhentas folhas”, mas, para o outro complemento, deve ser empregado o verbo “apresentar” (ou “conter”). Observe-se o trecho corrigido: “A peça processual tem mais de quinhentas folhas e apresenta várias complicações”. (D) O chefe da repartição tem obrigação não só de averiguar supostas irregularidades, como também de instaurar inquérito administrativo, se for o caso. Preservou-se o paralelismo nessa cosntrução com o emprego das formas “não só” e “como também”, que dão ideia de adição. Embora esteja correta a construção, duas observações podem ser feitas: 1. aconselha-se o emprego de “mas também” em lugar de “como também”; 2. nesses casos, a construção poderia evitar o emprego das referidas formas e, de forma mais objetiva, construir as orações com o emprego da conjunção coordenativa aditiva “e”. Por exemplo: “O chefe da repartição tem obrigação de averiguar supostas irregularidades e de instaurar inquérito administrativo, se for o caso.” (E) O novo Promotor de Justiça é profissional de muita experiência, e que tem reputação ilibada. O erro de paralelismo consiste no emprego de “que”, observando-se que não há termo que o exija. A construção, corrigida, terá a seguinte redação: “O novo Promotor de Justiça é profissional de muita experiência e reputação ilibada.” RESPOSTA: D. _______________________________________________________________________ QUESTÃO 8 – Diversos aspectos gramaticais, sintáticos e semânticos. Há dois erros na construção da alternativa (A): 1. pleonasmo na presença de “Há”, que já indica tempo passado, e “atrás”; 2. ambiguidade com o emprego de “ele” e de “suas”, porque tanto pode dizer respeito ao “Promotor de Justiça” quanto a “seu subordinado”, ou seja, “quem seria destituído?”. Na construção da opção (B), há erro de ambiguidade, pois, no emprego de “ele”, não se especifica se se trata do “servidor público” ou do “colega”. Registra-se ambiguidade na referência de “Sendo inassídua”, pois não se especifica se tal qualidade se atribui à “Senhora Diretora” ou à “funcionária”. Errada a assertiva (C). O emprego de “sua”, na opção (D), produz erro de ambiguidade, pois o pronome possessivo pode ser referente ao “exame das provas fornecidas” ou ao “servidor público”. Correta a cosntrução da alternativa (E). RESPOSTA: E. _______________________________________________________________________ QUESTÃO 9 – Parônimos. Na lacuna da frase 1, deve aparecer “aparte”, que é substantivo e significa comentário, intervenção em discurso alheio. Na frase 2, a lacuna deve ser preenchida pela forma “taxou”, que significa avaliar, estimar. A lacuna da frase 3 deve receber “ratificaram”, que significa confirmar. Na última lacuna, deve aparecer “sessão”, que significa tempo ou período de reunião, assembleia, espetáculo... RESPOSTA: B. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 10 – Regência verbal e emprego de pronomes. Na frase 1, quem traz traz alguma coisa a alguém, exigindo objeto direto e indireto. Na lacuna, deve aparecer o objeto indireto, portanto deve ser o pronome “lhe”. O pronome “consigo” gera ideia de reflexão em relação à pessoa verbal. Na lacuna da frase 2, deve aparecer, portanto, “consigo”. Na lacuna da frase 3, deve aparecer “Sua”, porque se está fazendo referência a “Sua Excelência” e não se dirigindo a palavra diretamente a ele. RESPOSTA: A. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 11 – Concordância verbal. O verbo “fazer”, empregado no sentido de tempo decorrido, passado, é impessoal, devendo ficar no singular. Na lacuna da frase 1, deve aparecer “Faz”. Na lacuna da frase 2, o verbo “dever”, que aparece no caso como auxiliar numa locução verbal, fica impessoal em relação ao verbo principal, que é “haver”. O verbo “haver”, portanto, impessoaliza o verbo “dever”, flexionando-se em “Deve”, no singular. No caso da frase 3, o sujeito de “alugar” é “estes escritórios”, que está no plural. Logo deve aparecer na lacuna “Alugam-se”. A presença do pronome “tu” seguido de “que” leva o verbo “ir” a concordar com a segunda pessoa do singular (tu). A forma é “vais”. RESPOSTA: A. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 12 – Regência verbal e emprego de “porquês”. Na lacuna da linha 8, deve ser registrado “porque”, pois se trata de justificativa. Na construção “Esse processo orgânico, indissociável das consequências emocionais, ________ preparou para duas reações possíveis: lutar ou fugir” (l. 13-16), a lacuna deve receber pronome “os”, porque está representando o objeto direto (“nossos antepassados”), já que o verbo “preparar” já apresenta objeto indireto em “para duas reações possíveis”. Nas linhas 44 e 51, deve aparecer “por que”, uma vez que se trata de perguntas, nos dois casos. RESPOSTA: E. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 13 – Interpretação de texto. Segundo o texto, o estresse existiu entre nossos antepassados e continua existindo frente a situações de pressão e risco. Mas não há, no texto, informação de que o estresse tenha surgido de uma reação emocional exagerada de nossos antepassados. Errada a opção (A). Correta a afirmação contida na alternativa (B), porque o autor relaciona a nossa existência hoje, portanto a sobrevivência da espécie humana à reação frente a situações de risco de nossos antepassados. Não há registro, no texto, de que os agentes que produzem estresse estejam sob controle, até porque eles estão presentes (linhas 24-27). Errada a opção (C). No último parágrafo do texto, fica clara a ideia de que, mesmo que se esforce em mudar seu estilo de vida, o indivíduo continua sob os sintomas do estresse. Errada a alternativa (D). Segundo o texto, o estresse está vinculado ao enfrentamento de desafios conhecidos, como o trânsito, divergências entre pessoas, pressões profissionais e contas a pagar, e não novos desafios. Errada a assertiva (E). RESPOSTA: B. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 14 – Regência verbal. No trecho “O estresse já se incorporou ao cotidiano da maioria das pessoas, em especial nas grandes cidades” (linha 1-3), a substituição de “se incorporou” por “se integrou” não acarretaria alteração na frase, porque ambos os verbos estão empregados como transitivos indiretos, exigindo igualmente a preposição “a”, em “ao”. Observe-se o trecho com a alteração sugerida: “O estresse já se integrou ao cotidiano da maioria das pessoas, em especial nas grandes cidades”. Correta a afirmação I. A substituição de “deu ordem” por “exigiu”, no trecho “... o cérebro de nossos antepassados deu ordem para que fosse descarregada na corrente sanguínea uma considerável carga de hormônios” (l. 10-13), exigirá a supressão de “para”, portanto acarretaria outra alteração na frase. Observe-se o trecho com as alterações (a sugerida e a decorrente): “o cérebro de nossos antepassados exigiu que fosse descarregada na corrente sanguínea uma considerável carga de hormônios”. Correta a afirmação II. A substituição sugerida na afirmação III não causa alteração na frase. Observe-se: “... tendemos a reagir aos agentes estressores” (l. 24) por “... temos tendência a reagir aos agentes estressores”. Ambas as expressões regem preposição “a”. Correta a afirmação III. RESPOSTA: E. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 15 – Equivalência de estruturas. (QUESTÃO RECORRÍVEL) Errada a reconstrução 1, porque o advérbio “necessariamente”, que no trecho original está empregado em relação ao adjetivo “ruim”, foi utilizado para modificar a forma verbal “tivesse se transformado”, alterando a mensagem do texto. Além disso, no trecho original o segmento “a serem resolvidos” está relacionado a “problemas”, enquanto, na reconstrução, está relacionado à “irritação”, frustração” e “problemas”. O trecho, entretanto, não apresenta erro gramatical. Com relação à sugestão 2, o advérbio “necessariamente” está modificando o sentido de “serem resolvidos”, quando no trecho original está modificando o adjetivo “ruim”. Não há manutenção do sentido. Não há, porém, erro gramatical. A sugestão 3 mantém o sentido original e não apresenta erro gramatical. O enunciado indaga do candidato “Quais propostas são reescritas gramaticalmente corretas do trecho acima?”. Acredita-se que a banca tenha pretendido propor ao candidato qual (ou quais) propostas de reescrita mantém (ou mantêm) o sentido original. Como não há erro gramatical nas propostas 1 e 2, a questão merece ser anulada, por erro de solicitação. QUESTÃO SUJEITA A RECURSO E À ANULAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 16 – Pontuação. No trecho “Pelo contrário: se hoje estamos aqui é porque, em momentos de risco à preservação da própria vida (como encontrar um predador pela frente), o cérebro de nossos antepassados deu ordem para que fosse descarregada na corrente sanguínea uma considerável carga de hormônios” (l. 7-13), os dois-pontos introduzem uma explicação à afirmação anterior, não uma síntese. Falsa a primeira afirmação. Quanto ao segmento “Esse processo orgânico, indissociável das consequências emocionais, os preparou para duas reações possíveis: lutar ou fugir” (l. 13-16), os dois-pontos estão sendo empregados para introduzir uma revelação em relação ao que se afirmou antes. Verdadeira a segunda afirmação. Os dois-pontos da linha 23, no trecho “O problema dessa história são os resquícios que carregamos desse funcionamento: tendemos a reagir aos agentes estressores – principalmente os do dia a dia, como trânsito, divergências com parceiros ou colegas, pressões profissionais e contas a pagar – como se fossem predadores que ameaçassem nossa vida” (l. 22-29), têm como função introduzir esclarecimento ou revelação dos resquícios que carregamos. Verdadeira a terceira afirmação. No trecho “Um exemplo banal: o trânsito provoca cansaço, mau humor” (l.42-43), os dois-pontos introduzem enumeração ou aposto enumerativo, não discurso direto, porque não há diálogo no texto. Falsa a última afirmação. RESPOSTA: C. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 17 – Crase. No trecho “em momentos de risco à preservação da própria vida” (l. 8-9), a substituição de “risco” por “ameaça” manteria o sinal indicativo de crase, porque esse substantivo, no contexto, exige preposição “a” e a palavra “preservação” é feminina. Errada a assertiva I. O segmento “... e nos levam à exaustão mental e emocional” (l. 34) apresenta crase porque o verbo “levar”, na construção, exige preposição “a” e a palavra “exaustão” é feminina. A substituição de “exaustão” por “esgotamento” exigiria a substituição de “à” por “a” ou por “ao”. Observe-se: “... e nos levam a esgotamento (ou ao esgotamento) mental e emocional”. Correta a afirmação II. A substituição de “ao que oprime”, no trecho “A luta ganha conotação mais ampla quando nos antepomos ao que oprime e buscamos saídas por meio de uma reflexão crítica” (l. 38-40), por “opressão” exigiria a indicação de crase, haja vista que a forma verbal “antepomos” exige preposição “a” e a palavra “opressão” é feminina. A construção resultaria em “A luta ganha conotação mais ampla quando nos antepomos à opressão e buscamos saídas por meio de uma reflexão crítica”. Correta a afirmação III. RESPOSTA: D. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 18 – Semântica e interpretação de texto. No segmento “... na corrente sanguínea uma considerável carga de hormônios” (l. 12-13), a expressão “de hormônios” pode ser substituída por “hormonal”, sem acarretar erro gramatical ou alteração de sentido. Observe-se o trecho com a alteração: “... na corrente sanguínea uma considerável carga hormonal”. É verdadeira a primeira afirmação. A expressão “dia a dia”, no trecho “... principalmente os do dia a dia” (l. 25), equivale ao adjetivo “cotidiano”, podendo substituir “dia a dia”, sem acarretar erro gramatical ou alteração de sentido. Observe-se o trecho com a alteração: “... principalmente os do cotidiano”. É verdadeira a segunda afirmação. No trecho “Não raro, nos sentimos tão tomados pelos problemas e pela sobrecarga a ponto de adoecer” (l. 29-31), o segmento “a ponto de” pode ser substituído por “chegando até a”, sem acarretar erro gramatical ou alteração de sentido. Observe-se o trecho com a alteração: “Não raro, nos sentimos tão tomados pelos problemas e pela sobrecarga chegando até a adoecer”. É verdadeira a terceira afirmação. Na construção “É possível alterar o horário de sair de casa, o trajeto que optamos por percorrer, até mesmo a cidade que escolhemos para viver” (l. 46-49), a expressão “até mesmo”, que tem valor semântico de inclusão, não tem igual sentido que “ademais”, cujo significado é “além disso”. Falsa a quarta afirmação. RESPOSTA: D. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 19 – Semântica e interpretação de texto. O advérbio “inexoravelmente”, no trecho “... ficar e ser inexoravelmente devorado pela fera” (l. 17-18) equivale semanticamente a “de maneira implacável”, porque este é o significado daquele termo. A substituição sugerida em 1 manteria o sentido original do texto. Quanto à sugestão 2, a expressão “Não raro”, no trecho “Não raro, nos sentimos tão tomados pelos problemas e pela sobrecarga a ponto de adoecer” (l. 29-31), significa “frequentemente”, portanto se fosse substituída por “De vez em quando” não manteria o sentido original da mensagem. Na sugestão 3, a substituição de “nem sempre”, no trecho “e nos esquecemos de que nem sempre é preciso suportar passivamente o peso das sobrecargas” (l. 31-33) por “ocasionalmente” alteraria o sentido original da mensagem. RESPOSTA: A. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 19 – Regência e crase. No trecho “e nos esquecemos de que nem sempre é preciso suportar passivamente o peso das sobrecargas” (l. 31-33), o segmento “nos esquecemos” pode ser substituído por “não nos lembramos”, sem causar alteração na construção frasal. A presença de o pronome “nos” no original e na sugestão exigem a preposição “de”. Observe-se: “e não nos lembramos de que nem sempre é preciso suportar passivamente o peso das sobrecargas. Errada a assertiva I. Quanto à afirmação II, se o verbo “levar” na construção “... e nos levam à exaustão mental e emocional” (l. 34), for substituído pelo verbo “conduzir”, na forma “conduzem”, a frase não sofrerá qualquer alteração. Observe-se a frase já com a alteração sugerida: “... e nos conduzem à exaustão mental e emocional”. Errada. Na construção “Nesse caso, recorro a um pouco de liberdade” (l. 35), se a forma verbal “recorro” fosse substituída por “sirvo-me”, haveria necessidade de trocar a preposição “a” por “de”, porque quem se serve se serve “de”. Observe-se a construção já alterada: “Nesse caso, sirvo-me de um pouco de liberdade”. Correta a assertiva III. RESPOSTA: C. _______________________________________________________________________ Este material está disponível no saite do CPC, no blog professormenegotto.blogspot.com e na loja Copystar (Xerox do CPC). Proibida a reprodução parcial ou total sem a anuência do autor.

sábado, 28 de setembro de 2013

DÚVIDAS

Renovo minha orientação quanto a dúvidas e perguntas: todas devem ser enviadas para o endereço menegotto@cpcrs.com.br. No blog, fica difícil responder e sanar as dúvidas das pessoas, pois as perguntas ficam nos "comentários", e consequentemente as respostas ficariam nos "comentários". Escrevendo para o e-mail indicado, tem-se a certeza da resposta. Prof. Menegotto.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

DÚVIDAS DEVEM SER ENVIADAS PARA menegotto@cpcrs.com.br. Não respondo a indagações no blog. Prof. Menegotto.
Comentários e respostas às questões da prova de Língua Portuguesa do concurso do TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – TCE-RS – no cargo de Oficial de Controle Externo – Nível II, na Função de Oficial Instrutivo. Concurso ocorrido no dia 15 de setembro de 2013 e elaborado pela banca do CESPE-UnB. QUESTÃO 1 – Pontuação. No trecho “Em breve, o Tribunal promoverá treinamentos para os usuários do novo sistema” (linhas 16-18), a vírgula isola o adjunto adverbial deslocado “Em breve”. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 2 – Equivalência de estruturas (vozes verbais). No segmento “Foi aprovada, em sessão do Pleno, a Resolução nº 982, que institui a tramitação eletrônica dos documentos no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do sul (TCE/RS)” (linhas 1-4), a cosntrução verbal “Foi aprovada” está na voz passiva analítica. Observe-se que possui verbo “ser” auxiliar (“Foi”) e particípio (“aprovada”). Tal construção é equivalente à forma da voz passiva sintética “Aprovou-se”. Veja-se a construção com a substituição: “Aprovou-se, em sessão do Pleno, a Resolução nº 982, que institui a tramitação eletrônica dos documentos no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do sul (TCE/RS)”. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 3 – Crase. Com relação ao segmento “O Tribunal enviou ofício aos gestores municipais, alertando que o envio de dados e documentos relacionados às inativações na esfera municipal...” (linhas 4-7) o sinal indicativo de crase no trecho “relacionados às inativações” ocorre em razão da regência nominal do adjetivo “relacionados”, que exige preposição “a”, e o substantivo feminino plural “inativações”, que exige artigo “as”. ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 4 – Verbos (conjugação e concordância). No trecho “... o que exigirá que as administrações adquiram certificados digitais específicos...” (linhas 7-9), o verbo “exigir”, na forma do futuro do presente do indicativo “exigirá”, está no singular porque tem como sujeito “o que”. Essa é uma das razões pelas quais “exigirá” não pode ser substituído por “exigiriam”. Além disso, apenas para argumentar, se fosse “exigiria”, no singular e, portanto, na mesma pessoa verbal de “exigirá”, ainda assim não manteria a correção gramatical, pois a forma verbal “adquiram” deveria passar a “adquirissem”, para manter a consistência entre os tempos verbais. ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 5 – Equivalência de estruturas (preposições). Quanto ao segmento “Os certificados pessoais são obrigatórios para os administradores públicos e seus substitutos formais, para os responsáveis pelos controles internos, para os agentes com delegação para a concessão de inativações e para os responsáveis operacionais pelo Sistema de Certificação Digital do TCE/RS (TCENet)” (linhas 10-16), a substituição de “para os” nas quatro sequências em que ocorrem (“...para os administradores públicos e seus substitutos formais, para os responsáveis pelos controles internos, para os agentes com delegação para a concessão de inativações e para os responsáveis operacionais...”) por “aos” mantém a correção gramatical do texto. Observe-se o trecho já com as substituições sugeridas: “Os certificados pessoais são obrigatórios aos administradores públicos e seus substitutos formais, aos responsáveis pelos controles internos, aos agentes com delegação para a concessão de inativações e aos responsáveis operacionais pelo Sistema de Certificação Digital do TCE/RS (TCENet)”. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 6 – Equivalência de estruturas (semântica). No trecho “Considerando que as despesas com a emissão de passagens oficiais são custeadas pelo tesouro, entendemos que devem ser adotadas todas as medidas possíveis para que esses créditos sejam utilizados na aquisição de novos bilhetes, em benefício dos entes da própria administração pública, assinalou” (linhas 6-11), a forma verbal “assinalou” pode ser substituída, sem prejuízo para a informação do texto, por “observou”, ou “admitiu”, ou “informou”, ou “esclareceu” ou “declarou”. As formas verbais sugeridas pela proposta da banca são equivalentes semanticamente à forma verbal “assinalou”. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 7 – Equivalência de estruturas (conjunções). No trecho “Prêmios ou créditos de milhagens oferecidos pelas companhias de transporte aéreo, quando resultantes de passagens adquiridas com recursos da administração direta ou indireta de qualquer dos poderes do Rio Grande do Sul, serão incorporados ao erário e utilizados apenas em missões oficiais” (linhas 12-16), a substituição da conjunção “quando” por “se” ou por “desde que” não prejudicaria a coerência textual. Com relação à substituição de “quando” por “se”, é preciso observar que a ideia do texto alterará de temporal, com “quando”, para condicional, com “se”, mas manterá a coerência. Observe-se: “Prêmios ou créditos de milhagens oferecidos pelas companhias de transporte aéreo, se resultantes de passagens adquiridas com recursos da administração direta ou indireta de qualquer dos poderes do Rio Grande do Sul, serão incorporados ao erário e utilizados apenas em missões oficiais”. No caso da substituição de “quando” por “desde que”, a ideia temporal permanece, pois “desde que” pode ser considerado “desde quando”, mantendo-se também a coerência. Observe-se: “Prêmios ou créditos de milhagens oferecidos pelas companhias de transporte aéreo, desde que resultantes de passagens adquiridas com recursos da administração direta ou indireta de qualquer dos poderes do Rio Grande do Sul, serão incorporados ao erário e utilizados apenas em missões oficiais”. A proposta da banca é de que as alterações causem prejuízo à coerência. ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 8 – Equivalência de estruturas (semântica). A substituição de “erário” por “tesouro público”, no trecho “... serão incorporados ao erário e utilizados apenas em missões oficiais” (linha 15-16), não prejudica a informação do período, porque “erário” e “tesouro público” são expressões de equivalência semântica. ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 9 – Interpretação de texto. Da leitura do trecho “Prêmios ou créditos de milhagens oferecidos pelas companhias de transporte aéreo, quando resultantes de passagens adquiridas com recursos da administração direta ou indireta de qualquer dos poderes do Rio Grande do Sul, serão incorporados ao erário e utilizados apenas em missões oficiais” (linhas 12-16), depreende-se que os prêmios ou créditos de milhagens concedidos pelas companhias aéreas devem ser incorporados ao erário, não podendo ser utilizados pelos servidores em viagens particulares. ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 10 – Interpretação de texto. O texto está organizado de forma dissertativo-argumentativa. Em primeiro lugar, em relação à linguagem e à distribuição de parágrafos, constata-se forma dissertativa. Em segundo lugar, observam-se argumentos que embasam uma tese a partir de uma constatação, buscando o convencimento do leitor. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 11 – Emprego de referentes. No trecho “A impunidade de políticos não decorre de foro privilegiado, mas de justiça ineficiente. Abolir o referido mecanismo produzirá efeitos desfavoráveis” (linhas 1-2), a sequência “o referido mecanismo” retoma “A impunidade de políticos”, não “justiça ineficiente”. ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 12 – Emprego de referentes. Quanto ao segmento “Não é estranho, portanto, que o Congresso tenha incluído em sua agenda positiva um esforço para eliminar essa prerrogativa constitucional. Os parlamentares estariam, com isso, oferecendo o seu quinhão para o combate à impunidade que tradicionalmente beneficia políticos de todos os matizes” (linhas 5-10), o referente “com isso” retoma o fato de o Congresso ter “incluído em sua agenda positiva um esforço para eliminar essa prerrogativa constitucional”. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 13 – Equivalência de estruturas (conjunções). No trecho “Entretanto, há dois equívocos nesse raciocínio” (linha 11), a conjunção “Entretanto” é coordenativa adversativa, e são seus sinônimos “Porém”, “Contudo”, “Todavia” e “No entanto”, que a poderiam substituir mantendo-se as relações sintáticas do período. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 14 – Identificação de orações. No segmento “Os parlamentares estariam, com isso, oferecendo o seu quinhão para o combate à impunidade que tradicionalmente beneficia políticos de todos os matizes” (linhas 5-10), a oração “que tradicionalmente beneficia políticos de todos os matizes” classifica-se como subordinada adjetiva restritiva, porque aparece sem vírgulas e está destinada exclusivamente à impunidade. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 15 – Pontuação. Quanto ao trecho “O primeiro é imaginar que o foro especial – assegurado a autoridades como o presidente da República, governadores, prefeitos, congressistas e ministros de Estado – seja responsável pela ausência de punições na esfera jurídica” (linhas 11-15), os travessões estão destacando trecho isolado, com valor de explicação, podendo ser substituídos por vírgulas sem acarretar prejuízo gramatical. Observe-se a construção com vírgulas no lugar dos travessões: “O primeiro é imaginar que o foro especial, assegurado a autoridades como o presidente da República, governadores, prefeitos, congressistas e ministros de Estado, seja responsável pela ausência de punições na esfera jurídica” ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 16 – Correspondência oficial. A redação e a forma do trecho contido nesta questão têm características de ofício e não apresentam incorreção gramatical ou imperfeição quanto à finalidade e a espécie. CERTA A AFIRMAÇÃO. QUESTÃO 17 – Correspondência oficial. O trecho apresentado nesta proposta poderia ser utilizado como segmento de convite, mas está errado porque apresenta dois deslizes gramaticais, a saber: a) o verbo “convidar” está empregado com dois objetos indiretos, que são o pronome “lhe” e a oração “para participar do Encontro...”. A sequência, corrigida, deve ter a seguinte redação: “... vem convidá-lo para participar...”; b) no segmento “... temas relevantes a administração pública...”, há erro na ausência de indicação do sinal de crase, porque “relevantes” exige preposição “a” e “administração” é termo feminino, logo deve ser “... temas relevantes à administração pública”. ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 18 – Correspondência oficial. O trecho contido nesta proposta está correto gramatical e formalmente. Analisando-se sua redação, vê-se que se trata de relatório. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 19 – Correspondência oficial. Está correto, quanto à forma e a finalidade, o trecho apresentado como parte de ata, nessa proposta. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 20 – Correspondência oficial. O trecho da proposta até poderia ser parte de memorando, mas apresenta vários erros de construção, de coerência e de gramática, a saber: a) a construção “Estamos neste momento vindo informar...” está mal-estruturado, porque não há necessidade de se empregar “Estamos”, haja vista que basta utilizar “Informamos”; b) o adjunto adverbial “neste momento” não tem qualquer sentido, porque é óbvio que, se o documento está sendo destinado a informar, só pode ser no momento em que se escreve, pois não será ontem, nem amanhã; c) não há sinal de crase antes de expressão de tratamento iniciada por “Vossa” ou “Sua”, porque se trata de tratamentos neutros (não são femininos); a vírgula entre “aprovou” e “três resoluções” está errada porque separa o verbo (“aprovou”) de seu objeto (“três resoluções”). ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________

PROVA DO MAGISTÉRIO MUNICIPAL - COMENTÁRIOS

Comentários e respostas às questões da prova de Língua Portuguesa do concurso do MAGISTÉRIO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE - PMPA – Para Professor de EDUCAÇÃO INFANTIL e Professor de ANOS INICIAIS. Concurso ocorrido no dia 15 de setembro de 2013 e elaborado pela banca do Município de Porto Alegre – Secretaria de Administração – Coordenação de Seleção e Ingresso. QUESTÃO 1 – Interpretação de texto. Errada a assertiva I, porque, segundo o texto, além o autor, outros especialistas também afirmam que o pensamento positivo pode influenciar na conquista da felicidade. Observe-se o segmento contido nas linha 05 e 06: “Apesar de ser um tema um tanto controverso, os especialistas não têm dúvida de que o pensamento tem, sim, muito poder”. Está correta a assertiva II, com base no seguinte segmento: “Outro poder associado ao pensamento positivo é que tendemos a buscar formas de comprovar essa positividade. Ou seja, tentamos transformar os nossos pensamentos em ações para que os desejos e objetivos mentalizados se tornem realidade” (linhas 12-14). Correta a afirmação III, com base no seguinte fragmento: “Devemos pensar que o dia de hoje poderá ser melhor do que o de ontem. Atender ao telefone com bom humor, sorrir, ter uma postura corporal ereta. Tudo isso é percebido pelas pessoas, que tendem a retribuir — analisa a psicóloga” (linhas 09-11). RESPOSTA: E. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 2 – Interpretação de texto. Errada a afirmação da alternativa C, porque, segundo o texto, em seu trecho “Por exemplo: você dificilmente vai ouvir alguém gritar “eu sou um perdedor!”de forma vibrante, alegre, com os braços para o alto. A fala, o comportamento e o corpo não estariam sendo coerentes. O que pensamos vai influenciar no que sentimos, em como nos comportamos, em nossas emoções – assim como todos esses níveis podem influenciar nosso pensamento” (linhas 24-27), não é possível observar pessoas tristes agindo positivamente. As demais opções estão de acordo com o texto. RESPOSTA: C. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 3 – Acentuação gráfica e classes gramaticais. Na opção “a”, o verbo “Têm” (linha 05) está acentuado porque concorda com “especialistas” (linha 05), portanto no plural. Se perder o acento diferencial, permanecerá sendo verbo: “tem”, na terceira pessoa do singular, portanto a classe gramatical se mantém. Na alternativa “b”, a retirada do acento do substantivo “Dúvida” (linha 05) resultará nverbo “Duvida”, portanto alterará a classe gramatical. Na alternativa “c”, a retirada do acento do verbo “ser”, em “E” (linha 10) resultará na conjunção coordenativa aditiva “E”, portanto alterará a classe gramatical. Na alternativa “d”, a retirada do acento da forma verbal “Irá”(linha 17) transformará a palavra no substantivo “Ira” (=raiva), portanto alterará a classe gramatical. Na alternativa “e”, a retirada do acento do substantivo “Clínica” (linha 19) resultará no verbo “Clinica” (de CLINICAR, em ele clinica...), portanto alterará a classe gramatical. RESPOSTA: A. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 4 – Ortografia. Na primeira proposição, “ascensorista” grafa-se com SC (em que asceNDder gera asceNSão), portanto é FALSA. Na segunda proposição, “exílio” também se grafa com “x”. VERDADEIRA a afirmação. Quanto à terceira proposição, “piscina” deve ser escrita com “sc”. FALSA a afirmação. Com relação à quarta proposição, “pisciano” deve ser grafado com “sc”. VERDADEIRA a afirmação. RESPOSTA: C. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 5 – Concordância. No trecho “O poder do pensamento é tema de discussões entre pesquisadores e não faltam livros de autoajuda nas livrarias que prometem revelar o “segredo” que pode fazer você ter e ser o que quiser só com a força da mente” (linhas 01-03), a substituição de “livros” (linha 02) pela sua forma singular (“livro”) acarretaria as seguintes modificações: “O poder do pensamento é tema de discussões entre pesquisadores e não falta livros de autoajuda nas livrarias que promete revelar o “segredo” que pode fazer você ter e ser o que quiser só com a força da mente”. Portanto são duas as alterações. RESPOSTA: B. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 6 – Pontuação. No trecho “Apesar de ser um tema um tanto controverso, os especialistas não têm dúvida de que...” (linha 05), a ocorrência de vírgula se justifica por isolar oração subordinada adverbial concessiva deslocada (destacada), não separar orações coordenadas. Errada a assertiva I. No segmento “Tudo isso é percebido pelas pessoas, que tendem a retribuir — analisa a psicóloga” (linha 10-11), a vírgula isola oração subordinada adjetiva explicativa. Correta a afirmação II. A ocorrência da vírgula no trecho “Se você não pensar e mentalizar um objetivo, nunca irá atrás...” (linha 17) isola oração subordinada adverbial condicional (destacada). Se não estivesse destacada, a vírgula não seria obrigatória. RESPOSTA: B. A BANCA INDICOU COMO GABARITO A ALTERNATIVA “D”. QUESTÃO RECORRÍVEL, PORQUE A AFIRMAÇÃO I ESTÁ ERRADA, HAJA VISTA SE TRATAR DE VÍRGULA QUE ISOLA ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL CONCESSIVA, NÃO ORAÇÃO COORDENADA. OBSERVE-SE: “Apesar de ser um tema um tanto controverso, os especialistas não têm dúvida de que...” = EMBORA SEJA UM TEMA UM TANTO CONTROVERSO... A BANCA CONSIDEROU COMO CORRETA A AFIRMAÇÃO I. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 7 – Classificação de orações. A oração destacada em “... não têm dúvida de que o pensamento tem, sim, muito poder...” (linhas 05-06) é completiva nominal, pois integra o sentido do substantivo “dúvida”. Errada, portanto, a classificação indicada na opção “c”. As demais classificações estão corretas. RESPOSTA: C. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 8 – Pontuação. No trecho “O poder do pensamento é tema de discussões entre pesquisadores e não faltam livros de autoajuda nas livrarias que prometem revelar o “segredo” que pode fazer você ter e ser o que quiser só com a força da mente” (linhas 01-03), o uso de aspas em “segredo” revela a utilização do termo em sentido conotativo (figurado). Já no trecho “Por exemplo: você dificilmente vai ouvir alguém gritar “eu sou um perdedor!” de forma vibrante” (linha 24), as aspas foram usadas na sequência “eu sou um perdedor” por se tratar de citação (reprodução da fala de alguém). Portanto o emprego de aspas não se deve à mesma situação. Errada a assertiva I. O emprego do travessão no trecho “— Devemos pensar que o dia de hoje poderá ser melhor do que o de ontem” (linha 09) decorre da escritura de citação (reprodução da fala de alguém). Quanto ao trecho “Tudo isso é percebido pelas pessoas, que tendem a retribuir — analisa a psicóloga” (linhas 10-11), o travessão está empregado para isolar ou separar trecho ou oração com valor explicativo. Portanto o emprego de aspas não se deve à mesma situação. Errada a assertiva II. No segmento “Pensar positivamente é, portanto, o primeiro passo – ressalta outra psicóloga e mestre em psicologia clínica” (linhas 18-19), o travessão pode ser substituído, sem alteração de sentido e sem prejuízo à correção gramatical por vírgula. Observe-se o trecho já com a substituição: “Pensar positivamente é, portanto, o primeiro passo, ressalta outra psicóloga e mestre em psicologia clínica”. Correta a afirmação III. RESPOSTA: C. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 9 – Pronomes. No trecho “— É um nível importante, que processa informações, mas é apenas um” (linha 22), a primeira ocorrência de “um” pode ser identificada como pronome indefinido, e a segunda ocorrência, como numeral. Como a banca não determinou qual deles, a questão não pode ser validada, porque há duas ocorrências da palavra “um”. Portanto a questão 8 deve ser anulada por medida de justiça. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 10 – Regência. O verbo “atender”, no trecho “Atender ao telefone com bom humor...” (linhas 09-10), está empregado como transitivo indireto, exigindo a preposição “a” (destacada). Nas opções “a”, “b”, “d” e “e”, há exigência de preposição “a”, como se verá: a) Ele associou-se A um novo grupo de corrida, porque quem se associa se associa “a”; b) Meu pai me autorizou A ir ao cinema, porque quem autoriza autoriza alguém A algo; d) Doutrinou o povo A não se deixar oprimir, porque quem doutrina doutrina alguém A algo; e) O homem infundiu confiança AO público, porque quem infunde infunde algo A alguém. Já com relação à opção “c”, na construção O pato boiava EM águas tranquilas, a lacuna deve ser preenchida com a preposição EM. RESPOSTA C. _____________________________________________________________________________________ Este material está disponível no saite do CPC, no blog professormenegotto.blogspot.com e na loja Copystar (Xerox do CPC). Proibida a reprodução parcial ou total sem a anuência do autor. TEXTO RECURSAL CONTRA GABARITO DA QUESTÃO 6 DA PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO DO MAGISTÉRIO MUNICIPAL – SÉRIES INICIAIS E EDUCAÇÃO INFANTIL – Prefeitura Municipal de Porto Alegre, certame ocorrido em 15 de setembro de 2013. A afirmação I da questão 6 da referida prova determina que, no trecho “Apesar de ser um tema um tanto controverso, os especialistas não têm dúvida de que...” (linha 05), a ocorrência de vírgula se justifica por separar orações coordenadas, mas o trecho destacado acima é oração subordinada adverbial concessiva deslocada. Portanto, está errada a assertiva I. A BANCA INDICOU COMO GABARITO A ALTERNATIVA “D”, CONSIDERANDO-SE QUE AS AFIRMAÇÕES I E II ESTÃO CORRETAS. A QUESTÃO, PORTANTO, É RECORRÍVEL, PORQUE A AFIRMAÇÃO I ESTÁ ERRADA, HAJA VISTA SE TRATAR DE VÍRGULA QUE ISOLA ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL CONCESSIVA, NÃO ORAÇÃO COORDENADA. IMPÕE-SE, POR QUESTÃO DE JUSTIÇA, A TROCA DO GABARITO DE “D” PARA “B”, QUE INDICA APENAS A AFIRMAÇÃO III COMO CORRETA. _____________________________________________________________________________________ TEXTO RECURSAL CONTRA GABARITO DA QUESTÃO 9 DA PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CONCURSO DO MAGISTÉRIO MUNICIPAL – SÉRIES INICIAIS E EDUCAÇÃO INFANTIL – Prefeitura Municipal de Porto Alegre, certame ocorrido em 15 de setembro de 2013. A banca indicou como gabarito a opção “e”, relativamente à solicitação de identidade da classe gramatical da palavra “um” no trecho “— É um nível importante, que processa informações, mas é apenas um” (linha 22). Com efeito, a primeira ocorrência de “um” pode ser identificada como pronome indefinido, e a segunda ocorrência, como numeral. Como a banca não determinou qual das ocorrências, porque ambos se encontram na mesma linha, a questão não pode ser validada, porque há duas ocorrências da palavra “um”. A BANCA INDICOU COMO GABARITO A ALTERNATIVA “E”, CONSIDERANDO A EXISTÊNCIA DA PALAVRA “UM” NA LINHA 22. COMO HÁ DUAS OCORRÊNCIAS DA MESMA PALAVRA, A QUESTÃO É INVÁLIDA, DEVENDO SER ANULADA COMO MEDIDA DE JUSTIÇA. Prof. Menegotto® _____________________________________________________________________________________

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

COMENTÁRIOS À PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA DO MTE/AFT

Comentários e respostas às questões da prova de Língua Portuguesa do concurso do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, para o cargo de Auditor-Fiscal do Trabalho (Nível Superior) – pelo CESPE-UnB – Concurso ocorrido no dia 08 de setembro de 2013 QUESTÃO 1 – Interpretação de texto. No trecho “As empresas, por sua vez, devem primar pelo respeito ao princípio constitucional do valor social do trabalho e da livre iniciativa, para que se implementem a cidadania plena e a dignidade do trabalhador com ou sem deficiência (previstas nos artigos 1º e 170 da Constituição Federal). Nesse diapasão, a contratação de pessoas com deficiência deve ser vista como qualquer outra” (linhas 36-44), fica clara a ideia de que a contratação de pessoas com deficiência por empresas privadas vai ao encontro do princípio constitucional do valor do trabalho e da livre iniciativa, portanto “favoravelmente”, e não “de encontro a”, que significa “contra”. ERRADA A AFIRMAÇÃO. ____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 2 – Interpretação de texto. Nos dois primeiros parágrafos, entre as linha 1 e 22, pode-se observar que houve ganhos com relação à concepção de cidadania tanto na Revolução Francesa quanto no pós-Segunda Guerra Mundial, mas, segundo o texto, somente no período após a Segunda Guerra a afirmação de cidadania se completou, pois se percebeu a necessidade de se valorizar a vontade da maioria, respeitando-se as minorias em suas peculiaridades e necessidades. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 3 – Interpretação de texto. Não há, no texto, informação de que a Segunda Guerra Mundial tivesse como razão a necessidade de busca de direitos sociais que compensassem as desigualdades econômicas. ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 4 – Interpretação de texto. Segundo o texto, entre as linhas 24 e 29, não são as ações governamentais de assistencialismo às pessoas com deficiência que constituem salvaguarda eficaz no processo de inclusão desses indivíduos, mas, sim, a substituição de tais ações assistencialistas por programas de efetiva inclusão, que têm como objetivo formar cidadãos sujeitos do próprio destino, e não meros beneficiários de políticas de assistência social (linhas 24-29). ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 5 – Interpretação de texto. Na passagem “O direito de ir e vir, de trabalhar e de estudar é a mola mestra da inclusão de qualquer cidadão e, para que se concretize em face das pessoas com deficiência, há que se exigir do Estado a construção de uma sociedade livre, justa e solidária (como prevê o artigo 3º da Constituição Federal), por meio da implantação de políticas públicas compensatórias e eficazes” (linhas 29-35), vê-se que não se trata da posição do autor, mas dos preceitos constitucionais. ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 6 – Pontuação. No trecho “No que toca às pessoas com deficiência, é possível afirmar que o viés assistencialista e caridosamente excludente que orientava as ações governamentais tem sido substituído por programas de efetiva inclusão social...” (linhas 24-27), o isolamento por vírgulas da oração “que orientava as ações governamentais” manteria a correção gramatical, mas alteraria o sentido do período, porque a oração em exame é subordinada adjetiva restritiva e, entre vírgulas, se transformaria em subordinada adjetiva explicativa. Observe-se o trecho com o isolamento por vírgulas: “No que toca às pessoas com deficiência, é possível afirmar que o viés assistencialista e caridosamente excludente, que orientava as ações governamentais, tem sido substituído por programas de efetiva inclusão social...”. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 7 – Conjunções subordinativas. Quanto ao trecho “Embora as conquistas obtidas a partir da Revolução Francesa tenham possibilitado a consolidação da concepção de cidadania, elas não foram suficientes para que essa condição se verificasse na prática” (linhas 1-4), trata-se de um período composto por subordinação, sendo a primeira oração (“Embora as conquistas obtidas a partir da Revolução Francesa tenham possibilitado a consolidação da concepção de cidadania”) subordinada adverbial concessiva, iniciada pelo nexo “Embora”, e a segunda (“elas não foram suficientes para que essa condição se verificasse na prática”), a principal. O nexo “Embora” é sinônimo de “Ainda que”, “Mesmo que”, “Em que Pese”, “Posto que” e “Conquanto”. Portanto o nexo “Embora” poderia ser substituído por “Conquanto”, sem prejuízo do sentido da mensagem e da correção gramatical do texto. Observe-se o trecho já com a substituição: “Conquanto as conquistas obtidas a partir da Revolução Francesa tenham possibilitado a consolidação da concepção de cidadania, elas não foram suficientes para que essa condição se verificasse na prática”. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 8 – Referenciação (emprego de pronomes). Na sequência “Em vista disso, já no século XIX, buscaram-se os direitos sociais com ações estatais que compensassem tais desigualdades...” (linhas 6-8), o segmento “tais desigualdades” não possui referente explícito (que deveria aparecer no plural), mas retoma a sequência “... da inexorável exclusão econômica da maioria da população”, presente no trecho “A mera declaração formal das liberdades nos documentos e nas legislações esboroava diante da inexorável exclusão econômica da maioria da população” (linhas 4-6). Trata-se, portanto, de referência interpretativa. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 9 – Conjunções e interpretação de texto. No trecho “Em outras palavras, verificou-se claramente que a maioria pode ser opressiva, a ponto de conduzir legitimamente ao poder o nazismo ou o fascismo” (linhas 16-19), o emprego da conjunção “ou” não evidencia relação de sinônimos entre “nazismo” e “fascismo”. Do contrário, a conjunção “ou” não está sendo utilizada como indicativo de proximidade semântica entre “nazismo” e “fascismo”, mas com valor de adição, salvaguardando, obviamente, as diferenças entre os regimes políticos referidos. ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 10 – Equivalência de estruturas (concordância verbal e alteração de ordem). No trecho “Desses trabalhadores, espera-se profissionalismo, dedicação, assiduidade, enfim, atributos ínsitos a qualquer empregado” (linhas 45-46), a construção verbal “espera-se”, que aparece na voz passiva sintética, está no singular porque concordou com o primeiro núcleo do sujeito, que é “profissionalismo”. No caso de verbo anteposto a sujeito composto, poderá o redator optar pela concordância com o núcleo mais próximo ou com todos. Nesse caso, poderia ser reescrita da seguinte forma: “Desses trabalhadores, esperam-se profissionalismo, dedicação, assiduidade, enfim, atributos ínsitos a qualquer empregado”, em que o verbo concordou com os três núcleos do sujeito composto. Com relação ao deslocamento da sequência “Desses trabalhadores” para logo depois do verbo, também está correta gramaticalmente e não oferece alteração de sentido. Assim, a redação “Esperam-se desses trabalhadores profissionalismo, dedicação, assiduidade, enfim, atributos ínsitos a qualquer empregado” está correta. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 11 – Equivalência de estruturas (concordância verbal e alteração de ordem). No trecho “A mera declaração formal das liberdades nos documentos e nas legislações esboroava diante da inexorável exclusão econômica da maioria da população” (linhas 4-6), o sujeito de “esboroava” é “A mera declaração formal das liberdades nos documentos e nas legislações”, cujo núcleo é “declaração”, razão por que o verbo está no singular. A sugestão de reescritura do trecho em exame para “A simples declaração formal das liberdades nos documentos e nas legislações ruíam frente à fatal exclusão econômica da maior parte da população” apresenta erro de concordância verbal, porque o verbo “ruir”, na forma “ruíam”, aparece na 3ª pessoa do plural, enquanto o núcleo do sujeito continua sendo “declaração”, no singular, portanto deve ser “ruía”, na 3ª pessoa do singular. No restante, a reescritura do trecho mantém correção gramatical e fidelidade ao sentido original. ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 12 – Equivalência de estruturas (conjunções, pontuação e colocação pronominal). O trecho “No entanto, foi somente depois da Segunda Guerra Mundial que a afirmação da cidadania se completou...” (linhas 12-13) não pode ser reescrito para “Mas, apenas depois da Segunda Guerra Mundial é que a cidadania solidificou-se”, porque tal reconstrução apresenta dois erros, a saber: 1. Não pode ser registrada vírgula sozinha depois da conjunção “Mas”, a menos que houvesse vírgula depois de “Mundial”, fechando o adjunto adverbial deslocado “apenas depois da Segunda Guerra Mundial”; 2. a sequência “é que” atrai para si o pronome oblíquo átono “se”, exigindo próclise, não ênclise como a sugestão da questão. Corrigida, a reconstrução poderia ser reescrita de duas formas: (a) “Mas apenas depois da Segunda Guerra Mundial é que a cidadania se solidificou” ou (b) “Mas, apenas depois da Segunda Guerra Mundial, é que a cidadania se solidificou”. ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 13 – Equivalência de estruturas (concordância verbal e alteração de ordem). O trecho “O direito de ir e vir, de trabalhar e de estudar é a mola mestra da inclusão de qualquer cidadão” (linhas 29-31) pode ser reescrito da forma “O direito de ir e vir, o de trabalhar e o de estudar são a mola mestra da inclusão de qualquer cidadão”, mantendo-se a correção gramatical e o sentido original da mensagem. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 14 – Interpretação de texto. O texto aponta várias causas da redução de salários das mulheres, como a amplitude do processo de reestruturação produtiva (linha 11), a expansão da economia de serviços (linha 17), a maior flexibilização do mercado de trabalho, a precarização das relações de trabalho, que gera formas de contrato sem carteira assinada, a diminuição dos níveis salariais, além do aumento das formas de trabalho em domicílio e por conta própria (linhas 25-31), mas não aborda o fato de as mulheres serem menos ambiciosas do que os homens. ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 15 – Interpretação de texto. No 1º parágrafo do texto, observa-se que, desde meados dos anos 80 do século XX, a taxa anual de emprego das mulheres mostra-se mais elevada que a masculina (linhas 1-7). No 2º parágrafo, vê-se que houve amplitude do processo de reestruturação produtiva iniciada na década de noventa do século passado (linhas 8-15). Está, portanto, errada a afirmação de que o setor de serviços e a presença de mulheres nesse segmento têm-se expandido desde a década de noventa do século passado. ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 16 – Interpretação de texto. De acordo com o texto, a reestruturação produtiva iniciada na década se noventa do século passado, a expansão da economia de serviços, a maior flexibilização do mercado de trabalho e a precarização das relações de trabalho são alguns dos fatores que explicam o aumento do contingente feminino no mercado de trabalho. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 17 – Interpretação de texto. O trecho “Uma delas decorre da amplitude do processo de reestruturação produtiva iniciada na década de noventa do século passado, que afeta principalmente o emprego industrial, cuja redução massiva tem rebatimentos negativos e incide mais sobre os homens do que sobre as mulheres, pouco representadas no setor” (linhas 10-15) deixa claro que houve forte redução de empregos no setor industrial, atingindo principalmente os homens, em grande número, porque é pequeno o número de mulheres nesse setor. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 18 – Equivalência de estruturas (regência e crase). O trecho “Muitas razões podem explicar esse comportamento mais favorável às mulheres do que aos homens, no que se refere à expansão do nível de ocupação” (linhas8-10) não pode ser reescrito da forma “Muitos são os motivos que podem explicar esse comportamento mais favorável a mulher do que os homens, quanto à expansão do nível de ocupação”, por duas razões: 1. o adjetivo “favorável” exige preposição “a”, e o substantivo “mulher” é feminino, logo haverá sinal indicativo de crase; 2. De igual forma, deve haver preposição contraída com artigo antes de “homens”. Corrigida, a sugestão ficará com a seguinte redação: “Muitos são os motivos que podem explicar esse comportamento mais favorável à mulher do que aos homens, quanto à expansão do nível de ocupação”. ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 19 – Concordância verbal. Na sequência “Uma delas decorre da amplitude do processo de reestruturação produtiva iniciada na década de noventa do século passado, que afeta principalmente o emprego industrial, cuja redução massiva tem rebatimentos negativos e incide mais sobre os homens do que sobre as mulheres, pouco representadas no setor” (linhas 10-15), os verbos “ter”, na forma “tem”, e “incidir”, na forma “incide”, (destacados no trecho reproduzido acima) têm como sujeito “redução massiva”, por isso estão conjugados no singular. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 20 – Equivalência de estruturas (concordância verbal). No 5º parágrafo, na sequência “... o emprego em atividades de tempo parcial atrairia prioritariamente as mulheres, pois permitiria compatibilizar trabalho doméstico e trabalho remunerado; como mão de obra secundária, as mulheres aceitariam trabalhos inferiores, o que atenderia mais imediatamente à demanda dos setores público e privado...” (linhas 35-40), o segmento “... o que atenderia...” retoma o conjunto das informações anteriores. Se o segmento “... o que atenderia...” fosse substituído por “que atendem”, a correção gramatical seria mantida, mas a coerência da mensagem não, porque passaria a retomar apenas “trabalhos inferiores” e não o conjunto das ideias anteriores. ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 21 – Redação de correspondências oficiais. A afirmação de que a linguagem clara e inteligível deve pautar a comunicação oficial está correta, mas a de que o uso de jargão técnico colabora para a clareza da comunicação está errada. Jargão técnico só pode ser empregado em correspondências de técnico para técnico, sendo vedado seu emprego em geral na redação oficial. ERRADA A AFIRMAÇÃO. ____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 22 – Redação de correspondências oficiais. O ofício é espécie de redação oficial voltada tanto a órgãos da Administração Pública quanto ao público externo, tendo como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos públicos entre si e, também, expedido às entidades privadas. Já aviso é muitas vezes confundido com o ofício, porque são idênticos em sua forma. Na verdade, a única diferença é que o primeiro é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, entre servidores de igual hierarquia. O memorando, por sua vez, é de uso interno, embora seja elaborado em padrão ofício. De qualquer forma, o ofício e o aviso se diferenciam do memorando quanto à sua finalidade, mas não quanto à forma, pois todos seguem o padrão ofício. ERRADA AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 23 – Redação de correspondências oficiais. Como se pôde observar no comentário à questão 22, o ofício é espécie de redação oficial voltada tanto a órgãos da Administração Pública quanto ao público externo, tendo como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos públicos entre si e, também, enviado às entidades privadas. Já o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, entre servidores de igual hierarquia. Embora possuam igual padrão de formato (padrão ofício), diferenciam-se na finalidade. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 24 – Redação de correspondências oficiais. Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível diferente. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação eminentemente interna. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 25 – Redação de correspondências oficiais. Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, a característica principal do memorando é a agilidade. A tramitação do memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar desnecessário aumento do número de comunicações, os despachos ao memorando devem ser dados no próprio documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação. Esse procedimento permite formar uma espécie de processo simplificado, assegurando maior transparência à tomada de decisões e permitindo que se historie o andamento da matéria tratada no memorando. Portanto os despachos ao memorando não serão expedidos em outro memorando, mas no próprio. ERRADA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 26 – Redação de correspondências oficiais. Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, a redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo 37: “A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)”. Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda administração pública, claro está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais. CERTA A AFIRMAÇÃO. _____________________________________________________________________________________ Não há questão recorrível em Língua Portuguesa. Prof. Menegotto® Este material está disponível no saite do CPC, no blog professormenegotto.blogspot.com e na loja Copystar (Xerox do CPC). Proibida a reprodução parcial ou total sem a anuência do autor.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

COMENTÁRIOS À PROVA DE PORTUGUÊS DO IPERGS - NÍVEL MÉDIO

Comentários e respostas às questões da prova de Língua Portuguesa do concurso do IPERGS – Cargo de Assistente em Previdência e Saúde (Nível Médio) – pela FUNDAÇÃO LA SALLE. Concurso ocorrido no dia 01 de setembro de 2013 QUESTÃO 1 – Ortografia. As lacunas da linha 18 devem ser preenchidas com as palavras “preconizado”, “urbanizado” e “polarizado”. Observe-se que, na raiz das palavras, não há S: PRECON (=anunciar, publicar...), URBAN e POLAR, logo devem receber a terminação IZAR, com Z. RESPOSTA B. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 2 – Interpretação de texto. Está errada a opção “A”, porque, segundo o texto, em seu fragmento “A relatividade da noção, que em última instância remete ao plano individual, tem pelo menos três fóruns de referência...”(linhas 8 e seguintes), a relatividade da noção de qualidade de vida não remete à noção que cada indivíduo possui do que é viver de forma digna. Outros elementos fazem parte de tal relatividade, como ensina o texto. Errada a assertiva “B”, porque o texto indica que somente nas sociedades em que as desigualdades e heterogeneidades são muito acentuadas a ideia de qualidade de vida está relacionada ao bem-estar das camadas superiores da sociedade (linhas 13-16). No geral, portanto, a ideia de qualidade de vida, segundo o texto, é ampla e diz respeito a todas as camadas sociais. Correta a opção “C”, uma vez que o termo qualidade de vida está relacionado a diferentes significados e a diversas épocas, espaços e histórias (linhas 8-13). Errada a alternativa “D”, haja vista que, segundo o texto, a medição de qualidade de vida passa por diversos aspectos (“conforto, prazer, boa mesa, moda, utilidades domésticas, viagens, carro, televisão, telefone...” - linhas 20-21), não se resumindo apenas à noção de saúde. Errada a opção “E”, porque não é apenas cada indivíduo e cada nação que definem qualidade de vida, mas vários outros aspectos (linhas 8-21). RESPOSTA C. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 3 – Crase. Na lacuna da linha 2, deve haver crase, porque a regência de “tem sido aproximada” (linha 1) exige preposição “a” e a expressão “própria estética existencial” é feminina, exigindo artigo “a”. Logo a redação ficará “... que tem sido aproximada ao grau de satisfação encontrado na vida familiar, amorosa, social e ambiental e à própria estética existencial” (linhas 1-2). No espaço da linha 5, deve aparecer apenas preposição “a”, porque a palavra imediatamente seguinte é pronome pessoal reto, que não aceita artigo. Logo a redação ficará “... que a ele se reportam em variadas épocas...” (linhas 5-6). Quanto à lacuna da linha 12, deve haver crase, porque a construção verbal “se refere” exige preposição “a”, e a palavra seguinte é feminina (“estratificações”). Logo a redação ficará “O terceiro aspecto se refere às estratificações ou classes sociais...” (linhas 12-13). RESPOSTA D. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 4 – Interpretação de texto. Errada a assertiva “A”, porque no texto não há referência à extinção da noção polissêmica de qualidade de vida. Ao contrário, o texto reconhece a necessidade de ser polissêmica. Segundo o texto, a relatividade da noção de qualidade de vida tem estreita associação com o plano individual também. Errada a opção “B”. Não há, no texto, referência ao fato de a obra de Engels, A situação da classe trabalhadora na Inglaterra tenha sido a primeira obra a referenciar a relação entre qualidade de vida, saúde e condições dignas de trabalho. Errada a assertiva “C”. Os valores como conforto, prazer, boa mesa, moda, entre outros, não estão restritos a uma visão ocidental e ultrapassada de felicidade. Ao contrário, segundo o texto estão a um passo de adquirir significado em âmbito mundial. Portanto está errada a assertiva “D” e correta a “E”. RESPOSTA E. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 5 – Tipologia textual e interpretação de texto. Errada a assertiva I, porque não é direcionado a público altamente especializado. Errada a assertiva II, uma vez que se trata de texto predominantemente dissertativo, na linguagem e na forma, não havendo trechos narrativos. A linguagem, porém, tem intenção persuasiva. Correta a assertiva III, porque o trecho inicial, entre as linhas 1-2, revela a noção de qualidade sintetizada, complementada por outras informações ao longo do 1º parágrafo. RESPOSTA C. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 6 – Equivalência de estruturas (reescritura de trecho). A redação original indica a utilização da conjunção “embora”, que é subordinada adverbial concessiva, oferecendo ideia de oposição. Correta a assertiva “A”, porque o nexo “ainda que” expressa ideia de concessão, mesmo que tenha sido construído sem o verbo, numa oração semirreduzida, porque apresenta conjunção, mas não verbo. Errada a opção “B”, porque o nexo “porquanto” expressa ideia de causa, não de concessão conforme o original. Errada a alternativa “C”, porque não existe a forma verbal “seje”, devendo ser “seja”, conforme a frase original. Errada a opção “D”, porque a oração subordinada iniciada por “embora”, que é conjunção subordinativa adverbial concessiva, exige verbo no subjuntivo (“seja”), não no indicativo (“é”). Errada a opção “E”, porque a forma verbal “fora” está empregada no pretérito mais-que-perfeito, diferentemente da mensagem original, que apresenta verbo no presente do subjuntivo (“seja”). RESPOSTA A. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 7 – Classes gramaticais (pronome relativo). O “que”, no trecho da assertiva “A”, é pronome relativo porque retoma a expressão “noção eminentemente humana”. Na alternativa “B”, o “que” é pronome relativo, porque retoma a expressão “A relatividade da noção”. Quanto à opção “C”, o que funciona como pronome relativo, porque retoma “Os estudiosos”. O “que” presente no trecho da assertiva “D” funciona como conjunção subordinativa integrante, porque está colocado depois de verbo, introduzindo oração subordinada. Observe-se: “Os estudiosos (...) mostram que os padrões e as concepções de bem-estar são também estratificados...”. Na alternativa “E”, o “que” é pronome relativo, porque retoma a expressão “uso de tecnologias”. RESPOSTA D. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 8 – Acentuação gráfica. Correta a assertiva “A”, porque PRÓ-PRIA, IN-DI-VÍ-DUOS e RE-FE-RÊN-CIA são paroxítonas acentuadas por terminarem em ditongo crescente, pertencentes, portanto, à mesma regra de acentuação gráfica. Errada a opção “B”, porque PRÓPRIA é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente, enquanto HISTÓRICA é acentuada por ser proparoxítona e SAÚDE é acentuada porque apresenta “U” tônico, precedido de vogal e formando sílaba sozinho. As palavras PRÓPRIA e HISTÓRIA são acentuadas por ser paroxítonas terminadas em ditongo crescente; FÓRUNS é acentuada por ser paroxítona terminada em “UNS”, como ÁLBUNS. Errada a alternativa “C”. Errada a opção “D”, porque PLANETÁRIO é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente, enquanto DOMÉSTICAS é acentuada por ser proparoxítona e SAÚDE é acentuada porque apresenta “U” tônico, precedido de vogal e formando sílaba sozinho. A forma verbal ESTÁ é acentuada por ser oxítona terminada em “A”; PLANETÁRIO é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente, enquanto HEGEMÔNICO é acentuada por ser proparoxítona. Errada a assertiva “E”. RESPOSTA A. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 9 – Semântica. “Hegemônico” (linha 17) significa supremo ou superior, preponderante, soberano. Na sequência “O relativismo cultural, no entanto, não nos impede de perceber que um modelo hegemônico está a um passo de adquirir significado planetário...” (linhas 17-18), “hegemônico” pode ser substituído por “preponderante”. RESPOSTA A. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 10 – Emprego de conjunções. No trecho “O primeiro é histórico. Ou seja, em determinado tempo de seu desenvolvimento econômico, social e tecnológico, uma sociedade específica tem um parâmetro...” (linhas 9-10), a expressão “Ou seja” está empregada para ratificar a afirmação anterior, reforçando-a. Errada a assertiva I. A locução conjuntiva “no entanto”, na linha 17, é coordenativa adversativa, sendo substituída por sinônimos como “todavia”, ‘contudo”, “porém”... Corretas, portanto, as assertiva II e III. RESPOSTA E. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 11 – Pontuação. No trecho “A relatividade da noção, que em última instância remete ao plano individual, tem pelo menos...” (linha 8), o segmento “em última instância” é adjunto adverbial de modo, podendo ficar isolado por vírgulas. A redação será a seguinte: “A relatividade da noção, que, em última instância, remete ao plano individual, tem pelo menos...”. Correta a assertiva I. Quanto ao trecho “No campo da saúde, o discurso da relação entre saúde e qualidade de vida, embora seja bastante inespecífico e generalizante, existe desde o nascimento da medicina social, nos séculos XVIII e XIX...” (linhas 22-23), a oração subordinada adverbial concessiva “embora seja bastante inespecífico e generalizante” está entre vírgulas, podendo substituir as vírgulas por travessões, sem alteração de sentido ou prejuízo à correção gramatical. A redação ficará assim: “No campo da saúde, o discurso da relação entre saúde e qualidade de vida – embora seja bastante inespecífico e generalizante –, existe desde o nascimento da medicina social, nos séculos XVIII e XIX...” Correta a assertiva II. No trecho “A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, de Engels, ou Mortalidade diferencial na Franca, de Villermé, são exemplos...”, as sequências “de Engels” e “de Villermé” não são orações, porque não têm verbo. A rigor, são apostos explicativos, indicativos da autoria das obras mencionadas. Errada a assertiva III. RESPOSTA D. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 12 – Pontuação. Errada a construção da alternativa “A”, porque a vírgula ali empregada separa o sujeito (“A noção de qualidade de vida nos moldes atuais” de seu verbo (“pressupõe”). Correta a construção presente na alternativa “B”. Errada a construção da opção “C”, porque a sequência “nos moldes atuais”, que é adjunto adverbial de tempo e está deslocado, poderá ficar entre duas vírgulas, ou nenhuma, nunca uma só. Errada a cosntrução da opção “D”, porque a sequência “nos moldes atuais”, que é adjunto adverbial de tempo e está deslocado, poderá ficar entre duas vírgulas incluindo-se “atuais”, que parte integrante da expressão (qualifica “moldes”). Errada a construção da opção “E”, porque os dois-pontos estão separando o sujeito (“A noção de qualidade de vida nos moldes atuais”) de seu verbo (“pressupõe”). RESPOSTA B. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 13 – Grafia dos Porquês. Na construção “A noção de qualidade de vida é polissêmica porque está relacionada a múltiplas variáveis socioculturais, bem como a diferentes períodos históricos”, a palavra “porque deve ser grafada junto e sem acento, porque se trata de explicação. As demais grafias, nas outras opções, apresentam, portanto, erro. RESPOSTA B. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 14 – Formação de palavras. As palavras “conhecimentos”, “histórico” e “sociedade” não apresentam prefixos; apresentam apenas sufixos (respectivamente “-mentos”, “-ico” e “-dade”). A palavra “experiências” não apresenta prefixo, mas possui sufixo, que é –ÊNCIA (= estado de), além de desinência de número (“s”). A palavra “desigualdades” apresenta prefixo “-des” e sufixo “-dade”. RESPOSTA E. _____________________________________________________________________________________ QUESTÃO 15 – Concordância. Errada a construção da opção “A”, porque o núcleo do sujeito de “existir”, em “Existe”, é “estudiosos”, logo deve ser “Existem estudiosos que analisam...”. Errada a construção da alternativa “B”, porque o verbo “haver”, em “haverão”, está empregado no sentido de “existir” ou “ocorrer”, portanto é impessoal, não podendo flexionar. Corrigida, a construção ficará “Sempre haverá pesquisas sobre as concepções...”. Correta a assertiva “C”, porque a expressão “qualidade de vida”, segundo o texto, abrange significados distintos, que refletem conhecimentos, experiências e valores de indivíduos e coletividades. Observe-se, por oportuno, que tal assertiva, cuja construção está correta sob o prisma da concordância verbal e nominal, pertence ao campo da interpretação de texto, da referenciação, não da sintaxe de concordância. Errada a construção da opção “D”, porque a locução verbal “devem serem realizados” apresenta imperfeição quanto à flexão do segundo verbo auxiliar (“ser”, em “serem”), que deve ficar na forma de infinitivo impessoal (“ser”). A frase, corrigida, ficará “Estudos sempre devem ser realizados para que se tenha uma noção...”. Errada a construção constante na alternativa “E”, cujo verbo “haver”, em “hajam”, está empregado de forma impessoal, significando “existir” ou “ocorrer”, não podendo ser flexionado. A frase, corrigida, ficará “Para que haja noções claras sobre o significado polissêmico...”. RESPOSTA C. _____________________________________________________________________________________ NÃO HÁ QUESTÃO COM RESPOSTA RECORRÍVEL. Este material está disponível no saite do CPC, no blog professormenegotto.blogspot.com e na loja Copystar (Xerox do CPC). Proibida a reprodução parcial ou total sem a anuência do autor.