Questões de concursos comentadas e respondidas. Um blog a serviço da Língua Portuguesa e dos candidatos a concursos públicos em todo o Brasil. "Nulla dies sine linea".
domingo, 24 de fevereiro de 2013
CONCURSOS NÃO APROVAM OS MELHORES CANDIDATOS
Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) Direito Rio e da Universidade Federal Fluminense (UFF) aponta problemas nos concursos públicos federais. Entre eles, provas que não avaliam as experiências e conhecimento do candidato e má gestão. As duas instituições propõem mudanças no processo de recrutamento para o serviço público.
A mostra é que o concurso tem perdido a principal finalidade para o qual foi criado, que é selecionar um profissional adequado para cargo na administração pública. "O concurso no Brasil tem cada vez mais se tornado um fim em si mesmo. Seleciona as pessoas que tem mais aptidão para fazer prova de concurso. Temos uma ineficiência de fiscalização de competências reais. E além disso, apesar de existirem mecanismos que possibilitam a demissão, como o estágio probatório, eles quase não são utilizados. Os concursos hoje alimentam um mercado milionário", avalia o coordenador da pesquisa e professor da FGV Direito Rio, Fernando Fontainha, que divulgou ontem (22) o levantamento.
Os dados vão além e apontam que os salários ofertados são estipulados conforme a complexidade do certame, e não com base no nível acadêmico ou competência do candidato. Quanto mais difícil e maior o número de provas, maiores as remunerações.
Para reverter esse cenário, o estudo propõe medidas, como o fim das provas objetivas (múltipla escolha). De acordo com o levantamento, cerca de 97% das provas aplicadas em 698 seleções, entre 2001 e 2010, seguiam o modelo. A proposta é o uso de questões escritas discursivas que abordem situações reais a serem vivenciadas pelos futuros contratados. Além disso, defende a aplicação de prova prática nos casos em que a discursiva for insuficiente para avaliar a qualificação do candidato.
Outra proposta é impedir o candidato de se inscrever para o mesmo concurso mais de três vezes. O estudo constatou que acima de um terço dos inscritos não comparece ao certame. "A realização das provas é algo caro. A intenção é que o candidato se inscreva quando tiver condições de passar [aprovado]", explica Fontainha.
Os pesquisadores defendem três processos distintos de seleção dos servidores públicos. O primeiro, chamado recrutamento acadêmico, propõe a busca por jovens recém-formados, com o objetivo de que sejam capacitados para o exercício da futura função. As provas aplicadas a esses candidatos devem abordar os conhecimentos universitários e escolares, e a formação inicial será obrigatória.
O segundo, o recrutamento burocrático, visa a admissão de profissionais já inseridos na administração pública. Para participar, o candidato deve ter ao menos cinco anos de experiência. As provas serão sobre o ambiente do serviço público. Já o terceiro, o profissional, irá avaliar quem atua no mercado e tenha experiência mínima de dez anos. Neste caso, o candidato é avaliado sobre conhecimentos de mercado e da administração pública.
Em relação às provas, a sugestão é criar uma empresa pública para gerir os concursos e elaborar os exames. O levantamento detectou a presença majoritária de sete institutos e centros responsáveis pela elaboração das provas, entre eles o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos Universidade de Brasília (UnB), que detém a maior fatia do mercado.
A Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac) estima movimento de mais de R$ 30 bilhões no setor. "É uma questão que tem que ser debatida. Devemos analisar se é mesmo necessária a criação de uma empresa pública ou se é necessário apenas regular o mercado de uma forma diferente", disse o coordenador de Negócios do Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan), Bruno Campos. O instituto também organiza seleções.
Para os pesquisadores, os três anos estabelecidos pela lei para o estágio probatório devem ser destinados rigorosamente para capacitação, sendo no primeiro ano, com aulas presenciais, e nos demais, início do exercício do cargo com acompanhamento de um servidor experiente.
De acordo com a Nayara Teixeira Magalhães, consultora acadêmica do projeto Pensando o Direito - parceria entre o Ministério da Justiça e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o ministério e os demais 20 parceiros da pesquisa irão analisar as propostas. Uma versão final do relatório deve sair até o dia 15 de abril.
sábado, 26 de janeiro de 2013
CONCURSO DO DETRAN-RS
Detran/RS abre novo concurso com 216 vagas imediatas e CR
23/01/2013 13:42
Lorena Pacheco - Do CorreioWeb
Quem possui formação de nível médio, técnico e superior pode se candidatar no novo concurso público lançado pelo Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran/RS). Foram abertas 216 oportunidades imediatas, e formação de banco reserva de aprovados. Segundo o documento de abertura do certame, os vencimentos básicos variam de R$ 1.578,22 a R$ 4.456,93.
Os cargos em disputa são: assistente administrativo e operacional, auxiliar técnico, e técnico superior. Pode participar quem tem nível técnico em informática, redes de computadores e mecânica. Assim como os graduados em administração, análise de sistemas, engenharia civil, engenharia mecânica, estatística, medicina e secretariado executivo. Apenas para o cargo de técnico superior, podem concorrer pessoas com qualquer curso superior. É exigido de todos os candidatos carteira de habilitação para dirigir.
As inscrições já estão abertas pelo site www.fundatec.org.br, e poderão ser feitas até o dia 18 de fevereiro. As taxas vão de R$ 56,88 a R$ 129,69. Haverá prova objetiva no dia 7 de abril, apenas na capital Porto Alegre, além de prova de títulos.
sábado, 19 de janeiro de 2013
ACORDO ORTOGRÁFICO. É UMA BOA IDÉIA? OU É UMA BOA IDEIA?
Janeiro de 2013 já chegou. E a obrigatoriedade de seguir as regras do novo Acordo Ortográfico, que entraria em vigor no primeiro dia do ano, foi adiada para o início de 2016. Tudo por conta do decreto 7.875, assinado pela presidente Dilma Rousseff e publicado no Diário Oficial da União de 28 de dezembro de 2012, determinando que as duas formas de escrita coexistirão até 31 de dezembro de 2015, período ampliado de transição, onde serão consideradas corretas as grafias 'assembléia' e 'assembleia', por exemplo. Mas, nesse contexto, como ficam os concurseiros?
Segundo especialistas entrevistados pela FOLHA DIRIGIDA, a resposta é simples. Não há controvérsia. As bancas examinadoras dos concursos públicos continuarão a aceitar as duas regras ortográficas, bem como os demais setores da Educação, como nas correções de provas escolares, de vestibulares e do Enem. As organizadoras dos certames que, antes da publicação do decreto, divulgaram seus editais já cobrando o novo Acordo nas avaliações que serão aplicadas nos próximos meses terão de retificar os documentos.
Foi exatamente o que fez o Cespe/UnB. Na última semana, a organizadora de Brasília publicou edital comunicando aos candidatos do concurso do Ibama que serão aceitas as duas formas ortográficas na prova discursiva. O Centro de Seleção tomou este cuidado extra - na verdade, uma demonstração de respeito aos candidatos. Mas, a bem da verdade, sequer é preciso retificar o documento, se a cobrança prevista no edital indicar a Ortografia Oficial. É o que explica o professor Romulo Bolívar, dos cursos PLA, Sem Dúvidas e Degrau Cultural.
“Acordo Ortográfico não é conteúdo, por isso, apesar de algumas bancas o assinalarem, ele não precisa ser explicitado em edital. Se a examinadora simplesmente indicar a Ortografia Oficial, em tempos de uso facultativo, ambas as regras podem ser cobradas. Valerá o tipo de pergunta, por exemplo: 'De acordo com as novas regras de acentuação, está correta a opção:...' Em geral, as organizadoras indicam a Ortografia Oficial entre os itens do edital; redigem todas as questões e seus textos, de acordo com a nova reforma; não fazem perguntas polêmicas sobre o tema, justamente para evitar problemas. E, na hora da redação, permitem ao candidato usar a regra que bem entender, contanto que não erre nas duas maneiras. Acredite, há quem consiga esta proeza”, revela Romulo.
O professor de Português para concursos, Márcio Coelho, concorda que as bancas organizadoras têm dado liberdade ao candidato de empregar a teoria tradicional ou o novo Acordo. Mas adverte para um cuidado que os concurseiros devem tomar. “Não se admite, coerentemente, que se empreguem os dois casos ao mesmo tempo. Na prova objetiva é que notamos algumas diferenças: existem bancas que já estão cobrando o novo Acordo, e bancas que ainda não aderiram a ele estão se esquivando dos casos em que houve alteração; vemos, assim, que está prevalecendo o bom-senso”.
Novo acordo adiado, mais tempo para estudar. Será?
O concurseiro ainda pode estar se perguntando se é melhor adiar o estudo da nova ortografia e focar na tradicional, mais inserida nas atividades do cotidiano. Conforme os especialistas, não há tempo a perder no aprendizado das novas regras, já que elas podem ser cobradas nas provas objetivas. Essa é a orientação da professora de Língua Portuguesa e Redação, Lilian Furtado.
“As duas ortografias são oficiais e o candidato deve saber as duas, caso no edital venha apenas Ortografia Oficial. Algumas bancas, como a Fundação Getúlio Vargas (FGV), já cobraram em questões objetivas as novas regras. Dentre as grafias que mais geram dúvidas está o uso do hífen, que para uma prova objetiva pode complicar se o candidato não conhecer bem as mudanças. Nas provas de redação isso não tem sido um problema quando o candidato opta por seguir apenas uma regra”.
O professor Márcio Coelho também considera importante o estudo do acento gráfico. Segundo ele, os candidatos devem ter atenção especial às palavras mais usuais que apresentaram mudanças. “É preciso cuidado, por exemplo, com ideia, joia, voo, porque instintivamente, na hora da prova, é normal colocar acento em todas elas”.
Um Acordo em desacordo, que ainda gera dúvidas
O novo Acordo substitui apenas 0,5% de termos e grafias usados no Brasil, a fim de unificar as normas da Língua Portuguesa entre os países que a utilizam: Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A idéia é facilitar o intercâmbio entre estes países e fortalecer o idioma perante as demais nações. Apenas Moçambique e Angola ainda não ratificaram o documento.
No Brasil, apesar de ser utilizado desde 2008 pelos setores público e privado, com a devida adequação dos livros didáticos em 2009, o acordo já estava fadado a causar polêmica devido a alguns setores da política nacional discordarem do prazo de adaptação às novas regras. Além disso, são propostas audiências com professores e embaixadores dos países de língua portuguesa, e uma discussão mais ampla sobre as novas regras.
A decisão pelo adiamento da obrigatoriedade de adoção do Acordo envolveu técnicos do Ministério da Educação, da Casa Civil e do Ministério de Relações Exteriores (MRE), que acharam por bem estender este prazo, seguindo o exemplo de alguns países, como Portugal, que concedeu seis anos para estabelecer o novo Acordo Ortográfico. Para Romulo Bolívar, durante a história da Língua Portuguesa, várias foram as motivações para os acordos que existiram, como a de reconstituir a escrita da época clássica, ou de aproximá-la da fala:
“Especialistas têm feito críticas pertinentes ao Acordo, mas a maioria das pessoas que quer derrubá-lo não sabe o que diz. Muitos, por exemplo, já não sabiam usar o hífen antes. E agora, com o Acordo, se depararam com a necessidade de aprender as regras, por isso se desesperam”. O adiamento para 2016 pode abrir precedentes para que novas normas sejam propostas e ainda as atuais excluídas, já que diversos setores não foram ouvidos na discussão da nova ortografia. Segundo o professor Márcio o novo acordo ortográfico tem sido mal compreendido por pessoas que não estão acostumadas a dar aulas.
“Alguns até falam em reforma da Língua Portuguesa. O que houve, na verdade, foi apenas um acordo entre os países lusófonos na tentativa de unificar as regras ortográficas. É claro que poderiam ter modificado muito mais, no entanto, para começar, está bom. Um dos casos mais polêmicos é o emprego do hífen, mas só fala mal do acordo quem nunca ensinou, por exemplo, as regras do hífen. Antes, para apenas um dos casos, tínhamos de decorar mais ou menos 100 prefixos; hoje, com cinco regras, resolvem-se todos os casos relativos ao tema”, explica.
E para você, leitor? Adiar a adoção do Acordo Ortográfico foi uma boa idéia? Hum... Ou seria ideia?
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
OITO MIL VAGAS NO ÂMBITO FEDERAL EM 2013
Em 2013, concursos vão oferecer 8 mil vagas no governo federal
11 Jan 2013 . 14:00 h . Agência Estado . portal@d24am.com
O Ministério da Fazenda terá mais oportunidades: serão 650 vagas, divididas em duas seleções distintas.
São Paulo - O ano promete boas oportunidades para quem procura um emprego público no governo federal. Pelo menos oito ministérios foram autorizados a realizar novas seleções neste ano e devem divulgar em breve os editais com as especificações das provas. A Fazenda terá mais oportunidades: serão 650 vagas, divididas em duas seleções distintas.
Entre as agências reguladoras, três devem divulgar seus editais ainda neste ano. São elas: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), que vão selecionar, respectivamente, 82, 165 e 135 novos funcionários.
Outro concurso aguardado é o do Banco Central, que desde o ano passado espera autorização do Ministério do Planejamento. Em dois anos, a autoridade perdeu 800 funcionários que se aposentaram e, até 2014, mais 1,4 mil servidores devem deixar o BC, de acordo com Sergio Belsito, presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central.
“O Planejamento deve liberar metade das 1.850 vagas pedidas pelo BC. Então é provável que seja necessário outro concurso em 2014″, afirma Belsito. “O BC está deixando de lado projetos de longo prazo por conta da falta de funcionários”, garante. Segundo ele, a autoridade monetária precisa de funcionários em ambos os níveis de capacitação, médio e superior.
Nos Correios, há também expectativa de contratações. O órgão deve convocar 6,6 mil aprovados do concurso em 2011, em duas etapas, uma em janeiro e outra em abril. Além disso, um novo concurso deve ser lançado ainda no primeiro trimestre deste ano. O número de vagas, cargos e localidades ainda estão sendo definidos.
Só em âmbito federal, cerca de 8 mil vagas devem ser preenchidas. Destas, o Orçamento de 2013 prevê que 3,5 mil serão destinadas à substituição de empregados terceirizados que estão em desacordo com a legislação.
O Orçamento, contudo, prevê a contratação de até 37 mil novos servidores para a administração federal. A cifra cresce para 63 mil se consideradas as outras instâncias – estados e municípios. Mas esse número é muito mais uma previsão que de fato o que ocorrerá em termos de contratação. Com essa folga, o governo tem margem para ampliar seu quadro de funcionários de acordo com as necessidades que surgirem ao longo do ano. Para se ter uma ideia, o Orçamento de 2012 previa a contratação de 54,7 mil funcionários, mas o ritmo de nomeações foi bem menor: 16.650.
Autorização x edital
Depois de autorizado, um concurso deve ter seu edital publicado em até seis meses. Os concurseiros devem aproveitar esse período para colocar os estudos em dia. Um conselho sempre válido é procurar os editais e provas antigos para ficar por dentro dos conteúdos exigidos. Mas atenção: a estratégia nem sempre funciona, porque o estilo da prova muda de organizadora para organizadora e, além disso, o órgão pode escolher abordar novos temas.
Onde mais?
O emprego público, claro, não se limita à administração federal e aos órgãos de abrangência nacional. Estados e municípios também precisam de pessoal para a tocar a sua administração. Os detalhes sobre as seleções de maior alcance você poderá acompanhar ao longo do ano pelo blog.
Quadro de vagas:
Órgão Vagas
Aeronáutica 140
Advocacia Geral da União (AGU) 560
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) 82
Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) 135
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) 165
Banco Central não definido
Ministério das Cidades 130
Comando da Aeronáutica 241
Comando do Exército 136
Comanda da Marinha 66
Correios não definido
Departamento Penitenciário Nacional 291
Departamento da Polícia Rodoviária Federal 497
Ministério da Educação 167
Ministério da Fazenda 255
Ministério da Fazenda 2 347
Fundacentro 30
Ibama 61
INPI 250
Ministério da Integração Nacional 122
Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) 13
Ministério da Justiça 110
Ministério do Planejamento 51
Previc 50
Ministério das Relações Exteriores 30
Ministério da Saúde 265
Serpro 360
Telebrás 75
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
POUSADA DO FRANCÊS
Neste primeiro dia de 2013, deixo de tratar de concursos, questões, regras... Aproveito para desejar um espetacular ano novo a todos os meus alunos, amigos, seguidores, colegas de magistério e, em especial, a duas pessoas que, embora não façam parte do mundo dos concursos, são verdadeiramente vitoriosos no que fazem: JUAREZ e ROSÂNGELA, proprietários da Pousada do Francês, um legítimo paraíso à beira-mar da praia da Pinheira, em Santa Catarina. Há três anos, eu e a Miriam nos hospedamos na Pousada do Francês e, a cada período que lá passamos, mais cresce a admiração e o carinho pelo Juarez e pela Rosângela. No Natal de 2012 e na passagem para 2013, esses dois deram lição de como se trata dos hóspedes, tanto pela ceia de Natal quanto pela festa de reveillon, e muito mais pelo carinho e atenção com cada turista. Não é por acaso que mais da metade dos que aqui se hospedam nos meses de verão são os que há anos procuram a Pousada do Francês para descansar.
Parabéns, Juarez e Rosângela!
Prof. Menegotto e esposa.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
ADIADA A VIGÊNCIA DO ACORDO PARA JANEIRO DE 2016
Decreto altera obrigatoriedade do acordo ortográfico para 2016
Sexta-feira, 28/12/2012
Publicado no DOU desta sexta-feira, 28, o decreto 7.875 altera para 2016 a obrigatoriedade do acordo ortográfico. De acordo com o texto, a implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida.
A norma altera o decreto 6.583, de 2008, que instituía a obrigatoriedade do Acordo a partir de 1º de janeiro de 2013.
Veja abaixo.
________
DECRETO Nº 7.875, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012
Altera o Decreto no 6.583, de 29 de setembro de 2008, que promulga o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição,
D E C R E T A :
Art. 1º O Decreto no 6.583, de 29 de setembro de 2008, passa a vigorar com as seguintes alterações:
"Art. 2º ...................................................................................
Parágrafo único. A implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1o de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida." (NR)
Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 27 de dezembro de 2012; 191º da Independência e 124º da República.
DILMA ROUSSEFF
Ruy Nunes Pinto Nogueira
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
VIGÊNCIA PLENA DO ACORDO ORTOGRÁFICO SERÁ ADIADA
Governo adia novo acordo ortográfico para 2016
FERNANDA ODILLA/FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
O governo federal vai adiar para 2016 a obrigatoriedade do uso do novo acordo ortográfico. As novas regras, adotadas pelos setores público e privado desde 2008, deveriam ser implementadas de forma integral a partir de 1º de janeiro de 2013.
Adiamento do novo acordo ortográfico reacende debate sobre mudanças
A reforma ortográfica altera a grafia de cerca de 0,5% das palavras em português. Com o adiamento, continuará sendo opcional usar, por exemplo, o trema e acentos agudos em ditongos abertos como os das palavras "ideia" e "assembleia".
Além disso, o adiamento de três anos abre brechas para que novas mudanças sejam propostas. Isso significa que, embora jornais, livros didáticos e documentos oficiais já tenham adotado o novo acordo, novas alterações podem ser implementadas ou até mesmo suspensas.
"Há muita insatisfação. Ganhamos tempo para refletir, discutir e reduzir o número de regras irracionais", afirma o senador Cyro Miranda (PSDB-GO), que defendeu o adiamento e quer promover audiências com professores e embaixadores dos países de língua portuguesa na Casa.
A maior pressão é de professores, que reclamam terem sido excluídos das discussões.
diplomacia
A decisão é encarada como um movimento diplomático, uma vez que o governo, diz o Itamaraty, quer sincronizar as mudanças com Portugal.
O país europeu concordou oficialmente com a reforma ortográfica, mas ainda resiste em adotá-la. Assim como o Brasil, Portugal ratificou em 2008 o acordo, mas definiu um período de transição maior.
Não há sanções para quem desrespeitar a regra, que é, na prática, apenas uma tentativa de uniformizar a grafia no Brasil, Portugal, nos países da África e no Timor Leste.
A intenção era facilitar o intercâmbio de obras escritas no idioma entre esses oito países, além de fortalecer o peso do idioma em organismos internacionais.
"É muito difícil querer que o português seja língua oficial nas Nações Unidas se vão perguntar: Qual é o português que vocês querem?", afirma o embaixador Pedro Motta, representante brasileiro na CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).
A minuta do decreto do adiamento foi feita pelo Itamaraty. O texto precisa passar pela área jurídica da Casa Civil antes da assinatura da presidente Dilma Rousseff.
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