segunda-feira, 7 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 728



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal e INSS.

AS POSTAGENS 711 A 735 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2010 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ANALISTA ADMINISTRATIVO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - MPU, EM CONCURSO DE NÍVEL SUPERIOR ELABORADO PELO CESPE.


A característica central da modernidade, não seria demais repetir, é a institucionalização do universalismo — e seu duplo, a igualdade — como princípio organizador da esfera pública. Com base nesse pressuposto, argumento que, em nossa sociedade, na esfera pública, duas formas de particularismo — o das diferenças e o das relações pessoais — se reforçam e se articulam em diversas arenas e situações, na produção e reprodução de desigualdades sociais e simbólicas.
O particularismo das diferenças produz exclusão social e simbólica, dificultando os sentimentos de pertencimento e interdependência social, necessários para a efetiva institucionalização do universalismo na esfera pública. O particularismo das relações pessoais atravessa os novos arranjos institucionais que vêm sendo propostos como mecanismos de construção de novas formas de sociabilidade e ação coletiva na esfera pública. Finalmente, considero que, embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica, constitui, ao mesmo tempo, possibilidade aberta para outra equação entre universalismo e particularismo na sociedade brasileira. Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).

Julgue o seguinte item, a respeito dos sentidos e da organização do texto acima.

728. (CESPE – MPU – Analista Administrativo-2010) As relações entre as ideias do texto mostram que a forma verbal “dificultando” (1º período do 2º parágrafo) está ligada a “diferenças” (1º período do 2º parágrafo); por isso, seriam respeitadas as relações entre os argumentos dessa estrutura, como também a correção gramatical, caso se tornasse explícita essa relação, por meio da substituição dessa forma verbal por “e dificultam”.

Comentários.

Questão sobre concordância verbal, identificação de sujeito e compreensão de texto.

O verbo “dificultar”, na forma “dificultando”, no trecho “O particularismo das diferenças produz exclusão social e simbólica, dificultando os sentimentos de pertencimento e interdependência social...” (1º período do 2º parágrafo), tem como referente sujeito “O particularismo das diferenças”, em que o núcleo é “particularismo”, não “diferenças”.

Por tal razão, o verbo “dificultar”, em “dificultando”, não está ligado a “diferenças”, nem seriam respeitadas as relações entre os argumentos e a correção gramatical se fosse inserida a construção “e dificultam”.

Errada a afirmação.

domingo, 6 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 727



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal e INSS.

AS POSTAGENS 711 A 735 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2010 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ANALISTA ADMINISTRATIVO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - MPU, EM CONCURSO DE NÍVEL SUPERIOR ELABORADO PELO CESPE.


A característica central da modernidade, não seria demais repetir, é a institucionalização do universalismo — e seu duplo, a igualdade — como princípio organizador da esfera pública. Com base nesse pressuposto, argumento que, em nossa sociedade, na esfera pública, duas formas de particularismo — o das diferenças e o das relações pessoais — se reforçam e se articulam em diversas arenas e situações, na produção e reprodução de desigualdades sociais e simbólicas.
O particularismo das diferenças produz exclusão social e simbólica, dificultando os sentimentos de pertencimento e interdependência social, necessários para a efetiva institucionalização do universalismo na esfera pública. O particularismo das relações pessoais atravessa os novos arranjos institucionais que vêm sendo propostos como mecanismos de construção de novas formas de sociabilidade e ação coletiva na esfera pública. Finalmente, considero que, embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica, constitui, ao mesmo tempo, possibilidade aberta para outra equação entre universalismo e particularismo na sociedade brasileira. Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).

Julgue o seguinte item, a respeito dos sentidos e da organização do texto acima.

727. (CESPE – MPU – Analista Administrativo-2010) Na estrutura sintática em que ocorre, a preposição “em”, no trecho “se reforçam e se articulam em diversas arenas e situações” poderia ser omitida, o que não prejudicaria a coerência nem a correção gramatical do texto, pois a preposição ficaria subentendida.

Comentários.

Questão sobre emprego de preposições e outros aspectos gramaticais e interpretativos.

No trecho “se reforçam e se articulam em diversas arenas e situações”, a preposição “em” é parte do adjunto adverbial “em diversas arenas e situações”. Se for omitida, o trecho “diversas arenas e situações” passará a ser sujeito de “se reforçam e se articulam”, prejudicando a coerência da mensagem.

Errada a afirmação.

sábado, 5 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 726



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal e INSS.

AS POSTAGENS 711 A 735 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2010 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ANALISTA ADMINISTRATIVO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - MPU, EM CONCURSO DE NÍVEL SUPERIOR ELABORADO PELO CESPE.


A característica central da modernidade, não seria demais repetir, é a institucionalização do universalismo — e seu duplo, a igualdade — como princípio organizador da esfera pública. Com base nesse pressuposto, argumento que, em nossa sociedade, na esfera pública, duas formas de particularismo — o das diferenças e o das relações pessoais — se reforçam e se articulam em diversas arenas e situações, na produção e reprodução de desigualdades sociais e simbólicas.
O particularismo das diferenças produz exclusão social e simbólica, dificultando os sentimentos de pertencimento e interdependência social, necessários para a efetiva
institucionalização do universalismo na esfera pública. O particularismo das relações pessoais atravessa os novos arranjos institucionais que vêm sendo propostos como mecanismos de construção de novas formas de sociabilidade e ação coletiva na esfera pública. Finalmente, considero que, embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica, constitui, ao mesmo tempo, possibilidade aberta para outra equação entre universalismo e particularismo na sociedade brasileira. Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).

Julgue o seguinte item, a respeito dos sentidos e da organização do texto acima.

726. (CESPE – MPU – Analista Administrativo-2010) De acordo com as normas de pontuação, seria correto empregar, no 1º período do 1º parágrafo, vírgulas no lugar dos travessões; entretanto, nesse caso, a leitura e a compreensão do trecho poderiam ser prejudicadas, dada a existência da vírgula empregada após “duplo”, no interior do trecho destacado entre travessões.

Comentários.

Questão sobre pontuação.

Os travessões no trecho “A característica central da modernidade, não seria demais repetir, é a institucionalização do universalismo — e seu duplo, a igualdade — como princípio organizador da esfera pública” (1º período do 1º parágrafo) poderiam ser substituídos por vírgulas, sem incorreção gramatical. O caso da vírgula depois de “duplo”, porém, poderia prejudicar a compreensão do texto.

Observe-se o trecho modificado e o prejuízo que poderia causar com a substituição dos travessões por vírgulas: “A característica central da modernidade, não seria demais repetir, é a institucionalização do universalismo, e seu duplo, a igualdade, como princípio organizador da esfera pública.

Correta a afirmação.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 725



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal e INSS.

AS POSTAGENS 711 A 735 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2010 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ANALISTA ADMINISTRATIVO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - MPU, EM CONCURSO DE NÍVEL SUPERIOR ELABORADO PELO CESPE.


As diferenças de classes vão ser estabelecidas em dois níveis polares: classe privilegiada e classe não privilegiada. Nessa dicotomia, um leitor crítico vai perceber que se trata de um corte epistemológico, na medida em que fica óbvio que classificar por extremos não reflete a complexidade de classes da sociedade brasileira, apesar de indicar os picos. Em cada um dos polos, outras diferenças se fazem presentes, mas preferimos alçar a dicotomia maior que tanto habita o mundo das estatísticas quanto, e principalmente, o mundo do imaginário social. Estudos a respeito de riqueza e pobreza ora dão quitação a classes pela forma quantitativa da ordem do ganho econômico, ora pelo grau de consumo na sociedade capitalista, ora pela forma de apresentação em vestuário, ora pela violência de quem não tem mais nada a perder e assim por diante. O imaginário, em sua organização dinâmica e com sua capacidade de produzir imagens simbólicas e estereótipos, maneja representações que possibilitam pôr ordem no caos. O imaginário, acionado pela imaginação individual, é pluriespacial e, na interação social, constrói a memória, a história museológica. Mesmo que possamos pensar que estereótipos são resultado de matrizes, a cultura é dinâmica, porquanto símbolos e estereótipos são olhados e ressignificados em determinado instante social. Dina Maria Martins Ferreira. Não pense, veja. São Paulo: Fapesp&Annablume, p. 62 (com adaptações).

Com base na organização das ideias e nos aspectos gramaticais do texto acima, julgue o item que se segue.

725. (CESPE – MPU – Analista Administrativo-2010) De acordo com a argumentação do texto, a diferenciação das classes em “dois níveis polares” (1º período), como dois extremos, não atende à complexidade de classes da sociedade brasileira, mas é comum ao “mundo das estatísticas” (3º período) e ao “mundo do imaginário social” (3º período).

Comentários.

Questão sobre interpretação de texto.

A diferenciação das classes em “dois níveis polares”, conforme o trecho “As diferenças de classes vão ser estabelecidas em dois níveis polares: classe privilegiada e classe não privilegiada” (1º período) preconiza “dois extremos”, mas não atende à complexidade de classes da sociedade brasileira, como se pode ver pelos trechos “Nessa dicotomia, um leitor crítico vai perceber que se trata de um corte epistemológico, na medida em que fica óbvio que classificar por extremos não reflete a complexidade de classes da sociedade brasileira...” (2º período) e “Estudos a respeito de riqueza e pobreza ora dão quitação a classes pela forma quantitativa da ordem do ganho econômico, ora pelo grau de consumo na sociedade capitalista, ora pela forma de apresentação em vestuário, ora pela violência de quem não tem mais nada a perder e assim por diante” (4º período).

Portanto dividir a sociedade brasileira em privilegiada e não privilegiada não retrata a realidade das diversas camadas sociais, mas, sem dúvida, segundo o texto, é comum ao “mundo das estatísticas” e “ao mundo do imaginário social”, como se pode ver no trecho “Em cada um dos polos, outras diferenças se fazem presentes, mas preferimos alçar a dicotomia maior que tanto habita o mundo das estatísticas quanto, e principalmente, o mundo do imaginário social” (3º período).

Correta a afirmação.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 724

Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal e INSS.

AS POSTAGENS 711 A 735 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2010 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ANALISTA ADMINISTRATIVO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - MPU, EM CONCURSO DE NÍVEL SUPERIOR ELABORADO PELO CESPE.


As diferenças de classes vão ser estabelecidas em dois níveis polares: classe privilegiada e classe não privilegiada. Nessa dicotomia, um leitor crítico vai perceber que se trata de um corte epistemológico, na medida em que fica óbvio que classificar por extremos não reflete a complexidade de classes da sociedade brasileira, apesar de indicar os picos. Em cada um dos polos, outras diferenças se fazem presentes, mas preferimos alçar a dicotomia maior que tanto habita o mundo das estatísticas quanto, e principalmente, o mundo do imaginário social. Estudos a respeito de riqueza e pobreza ora dão quitação a classes pela forma quantitativa da ordem do ganho econômico, ora pelo grau de consumo na sociedade capitalista, ora pela forma de apresentação em vestuário, ora pela violência de quem não tem mais nada a perder e assim por diante. O imaginário, em sua organização dinâmica e com sua capacidade de produzir imagens simbólicas e estereótipos, maneja representações que possibilitam pôr ordem no caos. O imaginário, acionado pela imaginação individual, é pluriespacial e, na interação social, constrói a memória, a história museológica. Mesmo que possamos pensar que estereótipos são resultado de matrizes, a cultura é dinâmica, porquanto símbolos e estereótipos são olhados e ressignificados em determinado instante social. Dina Maria Martins Ferreira. Não pense, veja. São Paulo: Fapesp&Annablume, p. 62 (com adaptações).

Com base na organização das ideias e nos aspectos gramaticais do texto acima, julgue o item que se segue.

724. (CESPE – MPU – Analista Administrativo-2010) Preservam-se as relações argumentativas do texto bem como sua correção gramatical, caso se inicie o último período por “Ainda”, em lugar de “Mesmo”.

Comentários.

Questão sobre emprego de conjunções ou nexos.

O trecho “Mesmo que possamos pensar que estereótipos são resultado de matrizes, a cultura é dinâmica, porquanto símbolos e estereótipos são olhados e ressignificados em determinado instante social” (último período do texto) inicia por “Mesmo que”, que funciona como conjunção subordinativa concessiva, equivalente a “embora”, “ainda que”, “em que pese”, “posto que” e “conquanto”.

A substituição de “Mesmo” por “Ainda”, portanto, preserva as relações argumentativas e a correção gramatical do texto.

Observe-se o trecho com a modificação sugerida pela banca:

“Ainda que possamos pensar que estereótipos são resultado de matrizes, a cultura é dinâmica, porquanto símbolos e estereótipos são olhados e ressignificados em determinado instante social”.

Correta a afirmação.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 723



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal e INSS.

AS POSTAGENS 711 A 735 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2010 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ANALISTA ADMINISTRATIVO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - MPU, EM CONCURSO DE NÍVEL SUPERIOR ELABORADO PELO CESPE.



As diferenças de classes vão ser estabelecidas em dois níveis polares: classe privilegiada e classe não privilegiada. Nessa dicotomia, um leitor crítico vai perceber que se trata de um corte epistemológico, na medida em que fica óbvio que classificar por extremos não reflete a complexidade de classes da sociedade brasileira, apesar de indicar os picos. Em cada um dos polos, outras diferenças se fazem presentes, mas preferimos alçar a dicotomia maior que tanto habita o mundo das estatísticas quanto, e principalmente, o mundo do imaginário social. Estudos a respeito de riqueza e pobreza ora dão quitação a classes pela forma quantitativa da ordem do ganho econômico, ora pelo grau de consumo na sociedade capitalista, ora pela forma de apresentação em vestuário, ora pela violência de quem não tem mais nada a perder e assim por diante. O imaginário, em sua organização dinâmica e com sua capacidade de produzir imagens simbólicas e estereótipos, maneja representações que possibilitam pôr ordem no caos. O imaginário, acionado pela imaginação individual, é pluriespacial e, na interação social, constrói a memória, a história museológica. Mesmo que possamos pensar que estereótipos são resultado de matrizes, a cultura é dinâmica, porquanto símbolos e estereótipos são olhados e ressignificados em determinado instante social. Dina Maria Martins Ferreira. Não pense, veja. São Paulo: Fapesp&Annablume, p. 62 (com adaptações).

Com base na organização das ideias e nos aspectos gramaticais do texto acima, julgue o item que se segue.

723. (CESPE – MPU – Analista Administrativo-2010) No trecho “Estudos a respeito de riqueza e pobreza ora dão quitação a classes pela forma quantitativa da ordem do ganho econômico...” (4.º período), a ausência de sinal indicativo de crase no segmento “a classes” indica que foi empregada apenas a preposição “a”, exigida pelo verbo dar, sem haver emprego do artigo feminino.

Comentários.

Questão sobre crase.

No trecho “Estudos a respeito de riqueza e pobreza ora dão quitação a classes pela forma quantitativa da ordem do ganho econômico...” (4º período), no segmento “... dão quitação a classes”, antes de “classes” o redator preferiu registrar somente preposição, que é regida pelo verbo “dar”, em “dão” (quem dá dá alguma coisa a alguém), deixando ausente o artigo definido feminino singular “a”. Portanto não foi registrado o sinal de crase pela ausência do artigo.

Na verdade, a redação faz referência a classes não especificadas, razão por que ali só há preposição.

Correta a afirmação.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

SÉRIE QUESTÕES COMENTADAS E RESPONDIDAS 722



Está sendo postada, diariamente, desde 10 de janeiro de 2011, uma questão do CESPE, visando aos concursos da Polícia Federal e INSS.

AS POSTAGENS 711 A 735 CONTÊM QUESTÕES DA PROVA REALIZADA EM 2010 PARA PROVIMENTO DE CARGO DE ANALISTA ADMINISTRATIVO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - MPU, EM CONCURSO DE NÍVEL SUPERIOR ELABORADO PELO CESPE.


As diferenças de classes vão ser estabelecidas em dois níveis polares: classe privilegiada e classe não privilegiada. Nessa dicotomia, um leitor crítico vai perceber que se trata de um corte epistemológico, na medida em que fica óbvio que classificar por extremos não reflete a complexidade de classes da sociedade brasileira, apesar de indicar os picos. Em cada um dos polos, outras diferenças se fazem presentes, mas preferimos alçar a dicotomia maior que tanto habita o mundo das estatísticas quanto, e principalmente, o mundo do imaginário social. Estudos a respeito de riqueza e pobreza ora dão quitação a classes pela forma quantitativa da ordem do ganho econômico, ora pelo grau de consumo na sociedade capitalista, ora pela forma de apresentação em vestuário, ora pela violência de quem não tem mais nada a perder e assim por diante. O imaginário, em sua organização dinâmica e com sua capacidade de produzir imagens simbólicas e estereótipos, maneja representações que possibilitam pôr ordem no caos. O imaginário, acionado pela imaginação individual, é pluriespacial e, na interação social, constrói a memória, a história museológica. Mesmo que possamos pensar que estereótipos são resultado de matrizes, a cultura é dinâmica, porquanto símbolos e estereótipos são olhados e ressignificados em determinado instante social. Dina Maria Martins Ferreira. Não pense, veja. São Paulo: Fapesp&Annablume, p. 62 (com adaptações).

Com base na organização das ideias e nos aspectos gramaticais do texto acima, julgue o item que se segue.

722. (CESPE – MPU – Analista Administrativo-2010) Subentende-se da argumentação do texto que “os picos” (2º período) correspondem aos mais salientes indicadores de classes — a privilegiada e a não privilegiada —, referidos no texto também como “extremos” (2º período) e “polos” (3º período).

Comentários.

Questão sobre interpretação de texto, com ênfase em termos referentes e referidos.

No trecho “Nessa dicotomia, um leitor crítico vai perceber que se trata de um corte epistemológico, na medida em que fica óbvio que classificar por extremos não reflete a complexidade de classes da sociedade brasileira, apesar de indicar os picos. Em cada um dos polos...” (2º e 3º períodos), a expressão “os picos” está empregada em referência aos indicadores de classes (privilegiada e não privilegiada), retomadas no mesmo período por “extremos” e no período seguinte por “polos”.

Correta a afirmação.